09/12/17
Cardiologista itaunense toma posse na Sociedade Mineira de Cardiologia
Tomou posse no auditório da Associação Médica de Minas Gerais (AMMG) em dia 23 de novembro, a nova diretoria da Sociedade Mineira de Cardiologia (SMC). O evento reuniu diretores da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), da AMMG, da Academia Mineira de Medicina, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, do Conselho Regional de Medicina e do Sindicato dos Médicos.
Na presença de várias personalidades do meio cardiológico mineiro, além de diversos coordenadores de equipes de cardiologia dos grandes hospitais da capital e do interior, discursou o novo presidente, Dr. Carlos Eduardo Miranda, que sucede o Dr. José Carlos Zanon.
O presidente eleito e os componentes da mesa falaram da urgência da aproximação entre os cardiologistas de norte a sul do estado, em resposta ao acelerado aumento da mortalidade por infartos e acidentes vasculares cerebrais, hoje as maiores causas de óbito no Brasil, valendo-se das novas plataformas de tecnologia que permitem levar a educação continuada e a conexão, em tempo real, entre os cardiologistas, a qualquer distância e instantaneamente, na troca de experiências e conhecimentos.
O novo diretor de comunicação eleito, cardiologista itaunense Dr. Alessandro BaoTravizani, fez questão de frisar no evento, o papel que tem a SMC no fomento à educação complementar dos médicos recém-formados, vítimas de um ensino de baixa qualidade e incompleto, na maioria das novas faculdades do estado. Relembrou também a sua luta de 15 anos pela implantação do cateterismo cardíaco em sua cidade, o que agora, tentará pela via política.
O plano de expansão dos atuais programas de treinamento prático de atendimento a emergências cardiológicas para médicos no interior do estado, geridos pela Sociedade Mineira de Cardiologia, também foi abordado.
Por fim, a nova diretoria alertou que o atual subfinanciamento de procedimentos pelo sistema único de saúde (SUS) e a negativa dos planos de saúde em acatar as indicações de tratamentos, feitas pelos cardiologistas, têm impedido os especialistas de oferecer aos pacientes o que há de mais moderno, obrigando-os, em muitos casos, a seguir rotinas medicamentosas e cirúrgicas das décadas de 80 e 90, já superadas.
O evento foi encerrado com um jantar, oferecido aos presentes.