12/08/17
Quatro são presos suspeitos de matar corretor de imóveis 
O motivo que levou o planejado roubo virar assassinato ainda não foi esclarecido, mas a Polícia Civil apresentou os suspeitos do latrocínio, ocorrido em janeiro deste ano, do corretor de imóveis Ernane Gomes.
Ernane tinha 39 anos por ocasião de seu assassinato, dia 18 de janeiro deste ano. Naquele dia, Ernane tinha recebido uma comissão de R$ 2.000,00 e contou ao seu sócio que tinha um encontro com uma garota de programa. Ele não foi mais visto e foi dado como desaparecido. O carro do corretor foi encontrado no dia seguinte, em Santanense, sujo de sangue. Dois dias depois seu corpo foi encontrado na comunidade de Grota Grande. A perícia identificou cerca de 40 facadas no corpo.
Sete meses depois, as investigações da Polícia Civil apontaram quatro suspeitos, uma mulher e três homens, Gleice Kelle Resende de Andrade, de 19 anos, Julio Silva, Maxuel Estefânio Pereira Campos dos Santos e Tiago Melo de Souza, com 20, 25 e 27 anos.
Uma testemunha contou que ouviu naquela noite uma mulher gritando, ruído de passos correndo e, em seguida, um carro arrancando em alta velocidade.
As investigações concluíram que a mulher passou aos homens detalhes do encontro e o roubo foi planejado. Ela afirmou em depoimento que não sabia que o amante seria morto.
O delegado do caso, Dr. Diego Lopes, disse que nas investigações o sigilo do telefone da vítima foi quebrado e encontradas várias ligações que levaram ao nome de Gleice. Ernane e ela se encontraram e assim que chegaram a um lugar mais ermo, escolhido por ela, os homens saíram do mato armados de faca e um porrete. Ernane foi agredido e jogado dentro do porta-malas do carro e com ele seguiram sentido Divinópolis. Na hora do assassinato, Tiago e Júlio retiraram Ernane do carro e o mataram a facadas.
Os três homens foram recolhidos ao presídio de Itaúna e a mulher para o Presídio Pio Canedo, em Pará de Minas.
Eles serão indiciados por latrocínio, roubo seguido de morte, cuja pena vai de 20 a 30 anos de prisão. Dos quatro suspeitos apenas Júlio tinha passagem pela Polícia.