15/07/17
Investigações da agressão sofrida por Marco Túlio apontam que cabo agrediu sem motivo
A Polícia Civil terminou as investigações sobre a agressão sofrida por Marco Túlio Nogueira, de 24 anos, que levaram à conclusão que o cabo da PM, Emílio Diogo Lima, de 28 anos, agrediu, sem motivos, o advogado.
A agressão aconteceu na véspera de Corpus Christi, dia 14 de junho, em um bar em frente à Universidade de Itaúna. Toda a agressão foi gravada pelas câmeras de segurança do local e serviu como prova nas investigações.
As imagens mostram o policial agredindo o advogado com socos e cotoveladas no rosto. A agressão fez Marco Túlio desmaiar, tendo que ser levado ao Hospital Manoel Gonçalves onde foi medicado e levou pontos no rosto.
Em sua defesa, o cabo da PM disse que Marco Túlio o chamou de "Maria" por várias vezes, apelido usado por torcedores do Atlético Mineiro para implicar com os torcedores cruzeirenses. Neste dia o cabo usava uma camisa do Cruzeiro.
Já Marco Túlio não negou que falou por várias vezes "Maria", mas explicou que estava chamando uma amiga que o acompanhava naquela festa: "Realmente por diversas vezes falei o nome Maria, mas não direcionado ao agressor, mas sim a minha amiga Maria".
Em post na sua página na rede social Marco Túlio contou que , depois de recuperar a consciência ficou sabendo que o PM "afirmou que nada ocorreria com ele, pois além de ser um militar eu teria provocado chamando-o duas vezes de Maria".
Com o fim das investigações, mostrando que o advogado foi agredido e ferido sem motivo, o caso segue para a Justiça.
Por seu lado, a Polícia Militar instaurou procedimento administrativo.