16/06/18
CDE busca continuidade do projeto de transposição da linha férrea em Itaúna
As obras que foram realizadas no cruzamento da linha ferra na Rua Silva jardim no mês passado, sem o menor respeito pelo trânsito no local, chamaram atenção das entidades do CDE - Centro de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental de Itaúna -, para o término do prometido projeto de transposição os trilhos do centro da cidade de Itaúna. 
O presidente do CDE Itaúna, Maurício Gonçalves Nazaré, esteve este ano em Brasília na ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres e DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, cobrando posicionamento quanto ao projeto. Esteve ainda com deputados em busca de apoio para o projeto.
A última grande movimentação do projeto foi em 2015 quando um cronograma de execução das obras de transposição foi apresentado e Itaúna seria a segunda do estado, depois de Ibiá. Mas o cronograma foi alterado e beneficiou a cidade de Betim que tem mais representatividade política que Itaúna.
Desde 2015, o analista de Comunicação e Relações Institucionais da VLI, empresa de logística criada pela Vale, Marcelo Quintino, apresenta às entidades o cronograma de atividades da empresa, referente ao projeto. O CDE se posiciona argumentando que muitos são os problemas enfrentados pela população, como o aumento em casos de suicídios, acidentes, além da perturbação devido à buzina da locomotiva, afetando moradores da região, bem como enfermos do Hospital Manoel Gonçalves.
Em reunião na quarta-feira, dia 06 de junho, no Edifício CDE, Marcelo Quintino apontou que o contrato da concessão da empresa termina em 2026, mas que estão propondo repactuar e devolver alguns trechos, para que haja viabilidade financeira através das multas geradas pela devolução, sendo que este recurso deverá ser utilizado para realizar obras como esta do contorno ferroviário de Itaúna, que tinha orçamento previsto com data de janeiro de 2016, na ordem de R$190.604.147,89.
Mauricio Nazaré chama a atenção para a necessidade de união da classe política e população itaunense, "para escolhermos um candidato com reais possibilidades de ser eleito, para que nas próximas eleições consigamos eleger um deputado estadual e um federal e, com isso, elevar o prestígio político de nossa cidade com os governos".
O CDE argumenta que são muitos os impactos negativos para a cidade, além dos sentidos principalmente pelas empresas associadas, que perdem com a influência negativa da passagem dos trens na área urbana da cidade.
"As entidades entendem a importância do transporte ferroviário para o desenvolvimento da região. Porém, cabe o bom senso, pois a área urbana de Itaúna cresceu, exigindo melhor projeção para locomoção e bem-estar dos itaunenses e suas empresas, sendo o projeto de transposição da linha férrea, um passo muito importante para o pleno desenvolvimento de nossa cidade", destaca Maurício Gonçalves Nazaré.
 
CDE acrescenta a descrição SOCIOAMBIENTAL em sua sigla
Durantes as comemorações da Semana do Meio Ambiente, entre os dias 4 e 9 de junho, o CDE mudou sua nomeação. A partir de agora, o passa a ser Centro de Desenvolvimento Econômico e SOCIOAMBIENTAL de Itaúna.  A ideia é confirmar a proposta de desenvolver ações que promovam ainda mais o desenvolvimento local, focando na responsabilidade com o meio ambiente, envolvendo empresas e toda a comunidade.