22/07/17
Obras de creches são retomadas nos bairros Cidade Nova e Santa Edwiges
No dia 11 de julho, a administração municipal reiniciou as obras de construção das creches dos bairros Cidade Nova e Santa Edwiges utilizando os recursos federais do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação – FNDE.
As creches ampliarão o atendimento às famílias com a abertura de 240 vagas para crianças com idade entre três e quatro anos.
O Município entrará com contrapartida para que as unidades educacionais sejam concretizadas. Ao todo serão investidos R$ 2.517.089,12 até o término das duas obras.
Problemas estruturais
A Construtora Maia de Figueiredo vai dar prosseguimento às obras. A contratada assume a condução do projeto, depois que outras empresas abandonaram as obras, deixando-as inacabadas e com problemas que podem comprometer a estrutura em alvenaria da creche do Santa Edwiges. Uma nota técnica assinada por engenheiro civil e entregue ao Município em 04 de julho de 2017 aponta que os pilares não atendem à resistência mínima de Característica de Concreto à Compressão, conforme especificação de projeto estrutural fornecido pelo FNDE, de 25 MPa.
O laudo atesta ainda que a construção não foi executada seguindo as normas e a boa prática da engenharia.
Diante das inconformidades apontadas, a Secretaria Municipal de Educação designou uma comissão de fiscalização para periciar a estrutura e também a fundação, com o objetivo de investigar as possíveis irregularidades.
Enquanto a situação é apurada pela comissão técnica, as obras no Santa Edwiges serão retomadas com a construção do muro de contenção ao redor de todo o empreendimento. A falta desse dispositivo, desde que a creche começou a ser edificada, facilitou os atos de vandalismo e roubos de materiais.
No Cidade Nova, apesar do entendimento de que as obras foram realizadas em conformidade com os padrões de segurança, haverá também necessidade de correções. De acordo com a construtora, a planilha de custos autoriza o pagamento de reboco em até dois centímetros de espessura. Porém, a falta de prumo das paredes poderá exigir que a cobertura tenha até dez centímetros, corrigindo as falhas estruturais.