23/06/18
Itaúna é a segunda cidade a receber o Música sem Barreiras II
 Itaúna vai receber a segunda etapa do projeto Música sem Barreiras II, que este ano irá passar por cinco cidades mineiras. O Música Sem Barreiras é um dos projetos culturais mais fundamentais e abrangentes da Fundação de Educação Artística (FEA), de Belo Horizonte, e chega a Itaúna hoje, sábado, 23 de junho. O Música sem Barreiras, que iniciou sua segunda temporada no dia 6 de junho, em Pará de Minas, vai acontecer até 11 de agosto, passando também por Congonhas, Itabirito e Carmo do Cajuru.
O projeto consiste na realização de workshop para alunos locais, e de uma apresentação musical gratuita e aberta ao público. Em Itaúna, os dois eventos vão acontecer no Teatro Sílvio de Mattos, à Rua Antônio Corradi, 55, Centro. Para o workshop, que vai acontecer das 15 às 18 horas, serão oferecidas 35 vagas, destinadas a um público que já tenha algum envolvimento e experiência com a música. É o caso de estudantes de música, músicos da noite e outros. A partir de atividades de percepção, criação e performance, o workshop pretende proporcionar aos alunos uma vivência musical vinculada à voz, aos movimentos corporais e à escuta.
A apresentação musical será às 19 horas, no mesmo local. Participam desta apresentação alunos e professores da FEA: Jayaram Marcio (violoncelo); Alberto Fernandes (contrabaixo); Jefferson Assis (clarineta); Gustavo Elias (guitarra e percussão); Agostinho Paolucci, Pedro Henrique Almeida e Otávio Augusto dos Santos (violões); Samuel Alexandre de Assis Eustáquio (cavaquinho), Almin de Oliveira Silva (percussão) e Marcelo Chiaretti (flauta).
O Música sem Barreiras foi idealizado como um programa de circulação artística e cultural, baseado em workshops para alunos com os mais diferentes perfis - já que as realidades de cada cidade contemplada podem ser as mais diversas -, além de apresentações musicais abertas ao público em geral. Essas apresentações podem ter formatos variados, como solistas, duos e trios de diversos instrumentos, além de formações mais completas, com vários instrumentistas. Todas as atividades do projeto são gratuitas.
No ano passado, em sua primeira edição o projeto passou por Belo Horizonte, Sarzedo, Ouro Preto, Ibirité, Conceição do Mato Dentro e Betim
Um aspecto que merece destaque é o forte estímulo à formação profissionalizante de alunos bolsistas para a música. Eles participam do programa de bolsas de estudos da FEA que beneficia jovens com reconhecida vocação para a música, mas que não dispõe de recursos para custear seus estudos musicais.
O projeto
De acordo com a coordenadora do Música sem Barreiras, professora Cristina Guimarães, o projeto busca fazer jus ao nome. Para ela, o programa é sem barreiras porque abre espaço para jovens carentes que querem estudar música, assim como rompe obstáculos ao chegar a comunidades carentes das periferias e do interior, enquanto favorece a formação profissionalizante de jovens músicos, sem limitar gêneros musicais ao programa de apresentações. "O legado é diferenciado e tanto estimula o movimento musical local quanto o desenvolvimento da sensibilidade artística, preparando o aluno para ouvir. Isto é apreciação musical", celebra Cristina Guimarães.
Para o professor e também coordenador, Marcelo Chiaretti, este é um projeto musical e pedagógico que desenvolve ações dentro e fora da própria escola, procurando estabelecer vínculos e parcerias com instituições de ensino da arte, secretarias de cultura, conservatórios, teatros e espaços culturais de cidades por onde passa. Ele destaca o objetivo de promover o encontro e o intercâmbio entre músicos, professores e alunos da FEA e os das cidades contempladas através de atividades musicais como workshops e concertos. "Trata-se de um projeto de formação musical num sentido mais amplo, englobando ações culturais e pedagógicas, procurando estabelecer diálogos com a diversidade artística e cultural de cada lugar visitado", conclui Chiaretti.
O projeto tem outros coordenadores, como o professor Rafael Macedo. O Música sem Barreiras II é um projeto da FLAMA - Associação de Amigos da Fundação de Educação Artística, com realização pela Fundação de Educação Artística e patrocínio da CEMIG - Companhia Energética de Minas Gerais, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura."
A Fundação de Educação Artística é uma entidade sem fins lucrativos, de forte cunho social, que tem como objetivo contribuir para a democratização, o aprimoramento e a atualização do ensino das artes e, em particular, da música. Criada em Belo Horizonte, em maio de 1963, por Berenice Menegale e um grupo de artistas e intelectuais mineiros, apresentou-se, desde sempre, como um centro de experimentação, renovação e difusão artística de base cultural ampla. Por valorizar o intercâmbio entre as artes, a Fundação de Educação Artística mantém-se sempre aberta a novas ideias, experimentações, pesquisas, como é o caso do projeto Música sem Barreiras.