24/06/17
Advogado acusa PM de agressão
O advogado Marco Túlio Marques Nogueira denuncia nas redes sociais a agressão sofrida em uma casa noturna em Itaúna, por um policial militar.
Segundo o advogado, ele estava acompanhado de duas jovens naquela noite, 14 de junho. Marco Túlio se afastou das amigas para ir ao bar comprar bebidas quando teria sido agredido com cotovelada e socos. Ele conta no seu post que ficou desacordado e foi socorrido por pessoas que estavam no local e, em seguida, levado para atendimento no Pronto Socorro do Hospital Manoel Gonçalves.
Marco Túlio conta que antes de ir para o PS se certificou que o agressor havia sido expulso da casa noturna. Um dos seguranças da casa confirmou a expulsão e contou que o agressor ao sair se identificou como policial e "afirmou que nada ocorreria com ele, pois além de ser um militar eu teria provocado chamando-o duas vezes de "Maria" (o agressor estava com a blusa do Cruzeiro)" postou Marco Túlio.
Marco Túlio se defende desta afirmação dizendo que não provocou o cruzeirense, e que por diversas vezes falou o nome "Maria", mas estaria na verdade chamando pela amiga, que se chama Maria Angélica. No hospital o advogado foi medicado, recebeu pontos na boca e foi liberado.
Em uma entrevista, o advogado chamou de machista o xingamento "Maria". Negando que tenha se dirigido ao policial declarou que "qualquer forma de desqualificar a pessoa deve ser evitada, seja no futebol ou em qualquer lugar".
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Itaúna acompanha o caso.
 
Polícia Militar fala sobre a denúncia
A GAZETA DE ITAUNA solicitou à Polícia Militar em Itaúna informações sobre as medidas que estão sendo tomadas com relação à denúncia do advogado Marco Túlio contra o policial militar que não teve seu nome divulgado.
Em nota a PM informou que "O suposto fato ocorreu na noite de 14/06 numa casa de eventos da cidade. Possivelmente, pós atendimento médico, já na madrugada do dia 15/06, a vítima esteve no quartel e registrou boletim de ocorrência na sede da 5ª Cia PM Ind. Na data de 19/06/17, a vítima esteve, novamente, neste quartel PM (5ª Cia PM Ind) e dentro de expediente administrativo, formalizou denúncia contra o policial militar, junto ao setor específico. A princípio, o caso será investigado pela Polícia Civil, por se tratar de crime comum. No âmbito da PMMG será instaurado um procedimento administrativo para apuração do ocorrido, observando-se os preceitos constitucionais da ampla defesa e do contraditório, conforme previsto na legislação vigente. O policial militar apontado como agressor poderá apresentar sua versão no decorrer do processo apuratório."