25/02/17
AIDS
Em um ano a cidade de Itaúna registrou 18 novos casos
Número pode ser ainda maior porque muitas pessoas realizam o exame fora da cidade
A Secretaria Municipal de Saúde intensificou o programa de conscientização sobre prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST. A mobilização reforça a importância do uso do preservativo nas relações sexuais, ocasionais ou não, como a melhor forma de proteção contra doenças e o vírus HIV, que deve ser uma preocupação constante, não só no período de folia, mas durante todo o ano.
O tema da campanha criada para este Carnaval é "‘Não vacile, se o clima esquentar, use camisinha". Nos dias de festa, no circuito montado na avenida Jove Soares, haverá distribuição de preservativos, que também estão disponíveis, gratuitamente, nas unidades da Estratégia de Saúde da Família – ESF. A Secretaria de Saúde orienta aos interessados em fazer o teste rápido de HIV, Hepatite B/C e Sífilis, que procurem os postos mais próximos de casa. O resultado é sigiloso e não é necessário estar em jejum.
 
Mais 18 casos de HIV registrados em um ano
Dados apresentados pela Secretaria de Saúde mostram que entre janeiro e dezembro de 2016 foram registrados 18 novas notificações de contaminação pelo HIV, causador da Aids, sendo sete mulheres, das quais, duas gestantes, com dois fetos expostos verticalmente ao vírus, e 11 homens. No total, a cidade contabiliza 151 casos, 54 referentes a pacientes do sexo feminino e 97 masculino.
As pesquisas nacionais do Ministério da Saúde mostram que apenas 50% das pessoas usam camisinha nas relações ocasionais e 20% nas relações sexuais com parceiros fixos.
"Podemos afirmar que os números não representam a realidade do município, pois uma grande parcela da população resiste em fazer o exame ou teste rápido de HIV. Precisamos lembrar ainda que muitas pessoas saem de Itaúna para realizar o procedimento em outras cidades, com medo de serem expostas publicamente. Apesar de o resultado ser entregue somente ao paciente, de maneira totalmente sigilosa, ainda existe esse receio", afirma a assistente social, Linda Maira.