25/03/17
Gestor disse que SAAE tem déficit de mais de R$ 5 milhões
Atendendo ao convite dos vereadores, esteve na última reunião da Câmara o diretor geral do SAAE, Alisson Diego Batista Moraes, e sua equipe para responder aos parlamentares sobre as finanças da autarquia, a estrutura herdada e outros assuntos.
O diretor do SAAE apresentou o resultado de uma auditoria da situação da autarquia, concluída este mês. A auditoria apontou que a autarquia foi entregue com débitos que somam quase R$ 13,5 milhões. Destes, R$ 5,1 mi são referentes às pendências de curto prazo, denominadas como "flutuantes", com previsão de pagamento em até 12 meses após a inscrição. A dívida fundada, que engloba compromissos com prazo superior a um ano, contraídos para atender ao desequilíbrio orçamentário ou financiamento de obras e serviços, ultrapassa os R$ 8,8 mi. O levantamento mostrou que o SAAE operou em déficit nos últimos três anos, 2014, 2015 e 2016, com despesas acima da arrecadação.
O vereador Antônio de Miranda contestou a informação e disse que na própria conta de água vem demonstrativo indicando que a autarquia não está deficitária. Sobre a coleta de lixo, Toinzinho disse que a taxa de lixo cobre toda a despesa com o serviço e por isto se posicionou contra a sua terceirização.
Segundo Diego, os dados levantados indicam uma necessidade de correção de rumo. A proposta é implantar o déficit zero e outra prioridade é a construção da Estação de Tratamento de Esgoto – ETE, que tem previsão de inauguração no primeiro semestre de 2018. "A intenção era terminar essa obra este ano, mas, a contrapartida da Prefeitura subiu de R$ 1 milhão para R$ 4 milhões e, diante da situação que encontramos, ficamos inviabilizados", afirmou.
Sobre a cor marrom da água que estava sendo distribuída aos consumidores disse que faltaram investimentos na autarquia.
Disse um dos motivos da cor da água ficar com aspecto de barro é esta falta de investimentos, além do uso de algum produto e uma rede muito antiga. Os vereadores pediram que sejam feitos testes para tirar qualquer dúvida se esta água não faz mal à saúde da população.
O diretor falou sobre uma linha de crédito junto ao BNDES de R$ 8 milhões, para zerar o déficit e concluir a Estação de Tratamento de Esgoto.
Sobre a tarifa do lixo disse que os estudos para que sejam efetivadas as mudanças foram iniciados e a previsão é de que estejam concluídos no prazo de 90 dias. Um das possibilidades é fazer a cobrança de acordo com o consumo de água.
Sobre a terceirização do lixo, Alisson disse que o objetivo da administração era usar o diagnóstico para chegar à melhor solução para a área de coleta de resíduos. "O prefeito Neider quer eficiência na questão de resíduos", afirmou, lembrando, ainda, que a questão está em fase de discussão e estudo. Disse que não existe licitação e nem sequer edital para contratação de empresa responsável pela coleta, remoção e destinação dos resíduos sólidos orgânicos. "Itaúna tem avançado muito nesse setor, mas é preciso mais. Se houver terceirização, não haverá pagamento acima do que é arrecadado. Em todos os cenários, é necessário que haja fiscalização do poder público para que a população tenha uma prestação plena de serviços", explicou