25/11/17
AILE recebe Layla Oliveira
No dia 4 de novembro, os acadêmicos da AILE – Academia Itaunense de Letras – fizeram nova reunião na Loja Maçônica Itaúna Livre, presidida pelo prof. Arnaldo de Souza Ribeiro.
Os acadêmicos receberam a jovem escritora Layla Oliveira, que falou sobre seu trabalho com a palavra escrita. Acompanhada de pais, amigos e familiares, Layla esbanjou simpatia e recebeu, um a um, os agradecimentos, conselhos, reflexões e pensamentos dos presentes.
Ainda seguiram-se na Palavra Franca, as reflexões e provocações dos acadêmicos Leonardo Costaneto, Pedro Penido, Raimundo Rabello e Sílvio Bernardes, sobre o momento que as artes vivem no país, com cortes para a necessidade de cada artista/escritor manifestar-se em defesa da liberdade de pensamento, de expressão e do fazer artístico.
A reunião foi encerrada com uma troca de livros entre a escritora convidada e os escritores que levaram obras.
De olho na participação dos jovens na Literatura Brasileira e ciente da necessidade de abrir-lhes cada vez mais espaços e oportunidades, o prof. Arnaldo de Souza Ribeiro, atual presidente da Academia Itaunense de Letras, respondeu a algumas perguntas sobre sua iniciativa de trazer a jovem escritora Layla de Oliveira à Academia.
 
AILE: Como o senhor avalia o espaço do jovem autor na literatura?
Prof. Arnaldo: A contribuição dos jovens nas várias modalidades de artes sempre ocorreu. Registre-se a precocidade de Wolfgang Amadeus Mozart, que mostrou sua prodigiosa capacidade desde os cinco anos, quando trouxe ao mundo suas primeiras composições, além de executar com maestria o teclado e o violino. Castro Alves, que viveu tão somente vinte e quatro anos e legou ao mundo uma obra poética hercúlea.
Em Itaúna, na década de 70, Dênio Carvalho, com apenas dez anos, escreveu e publicou o livro – A casa da fantasia – que se transformou em samba enredo da Escola de Samba Zulu. Portanto, a história se repetiu. No sábado (04 de Novembro de 2017), os integrantes da AILE receberam em sua Reunião Ordinária, a jovem escritora Layla de Oliveira, nascida em Juiz de Fora, em 2002 e que morou em Itaúna, onde tem vários parentes. Na AILE ela lançou seu livro: Princesa Proibida em Busca da Liberdade. A sua desenvoltura com as letras e a facilidade de expressão impressionaram a todos. E dúvidas não restam: novos livros virão de sua lavra e de sua mente privilegiada.
AILE: I nstituições como a AILE podem colaborar com jovens autores? Como?
Prof. Arnaldo: Sabe-se que por este imenso Brasil existem vários outros talentos precoces. Portanto, as Instituições voltadas à Educação e à Cultura não só podem como devem colaborar. E um bom caminho é abrir-lhes suas portas como a Academia Itaunense de Letras – AILE o fez, com a jovem Layla: ouvir-lhes com atenção e respeito e propiciar-lhes oportunidades para que extravasem sua criatividade.