27/05/17
Assistência Social discute exploração sexual contra crianças e adolescentes
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual infantojuvenil, 18 de maio, foi lembrado em encontro no Teatro Sílvio de Mattos, focado na conscientização social sobre a gravidade da violência sexual.
Durante o evento, em seis minipalestras, profissionais dividiram as suas vivências profissionais e orientações com relação à detecção de crianças e adolescentes em situações de violência e quais os melhores caminhos a se percorrer, a partir da identificação das vítimas.
O secretário municipal de Assistência Social, Élvio Marques, apresentou esclarecimentos sobre o slogan da campanha 'Faça Bonito - Proteja nossas crianças e adolescentes' e analisou a situação, que confirma o quanto a discussão é necessária. "A criança é frágil e inocente, e por isso, alvo fácil do abuso. Nosso papel como agente ativo do processo de educação e combate a este tipo de violência é assegurar os direitos e estender os serviços sociais consolidados da Assistência Social, como o CRAS e o CREAS, aos menores e a toda população", afirmou o gestor.
O curta metragem "O Silêncio de Lara", lançado em 2015 e retrata a vida de uma adolescente que sofre abuso sexual e como ela resolve quebrar o silêncio, exemplificou as abordagens e foi exibido com o propósito de ilustrar as dificuldades e alterações comportamentais vivenciadas por uma criança/adolescente, vítima de violência sexual.
O secretário de Governo, Heli Maia, o delegado geral de Polícia Civil, Jorge Antônio Pereira de Mello, falaram sobre a dificuldade de se acessar aos crimes dessa natureza por se tratarem, quase sempre, de situações domésticas.
Na ocasião, as psicólogas Lívia Soares e Cristiane Franco, que é a gerente do Centro de Referência Especializada de Assistência Social, CREAS, fizeram uma abordagem psicossocial, elencando uma série de indícios que podem ajudar professores e outros profissionais da educação e saúde, a, além perceberem que a criança está precisando de ajuda, denunciarem. "Os instrumentos da Assistência Social minimizam os impactos dos problemas sociais, tanto para as crianças quanto para as famílias e o meio em que elas estão inseridas", afirmou Cristiane Franco.
O serviço nacional de Disque Denúncia, o Disque 100, garante a proteção do denunciante uma vez que ele não precisa se identificar, bastando apenas passar ao atendente todas as informações necessárias para que o caso seja apurado e a vítima protegida.
Para tratar de questões sociais, a psicóloga e conselheira tutelar Michele Souza Cruz, se concentrou na rotina que vivencia no órgão municipal responsável por zelar pelos direitos da criança e do adolescente. "O Conselho Tutelar é a porta de entrada da maioria dos casos de vulnerabilidade de menores. Conhecer esse mecanismo é fundamental para a atuação correta nos casos de violência. Hoje, o envolvimento de pedagogos e estudantes se faz muito importante no sentindo em que leva esses profissionais a observarem as situações, identificar o risco e agir seja na comunidade ou no ambiente escolar", afirmou.