28/01/17
Assistência social intensifica trabalho com moradores de rua
A Secretaria Municipal de Assistência Social fez o levantamento para atualizar os dados referentes às pessoas em situação de rua na cidade. Foram visitados vários pontos da cidade para identificar onde se concentra essa parcela da população, as condições de vida e sobretudo, fazer abordagens no sentido de oferecer serviços que são garantidos por lei.
Várias reuniões foram realizadas para discutir e buscar solução com base no resultado do levantamento por uma equipe multidisciplinar com o secretário de Assistência Social, Élvio Marques e a gerente do Creas, a psicóloga Cristiane Franco.
O relatório entregue pelo Creas aponta que há no município cerca de 40 pessoas em situação de rua, de ambos os sexos, com predominância de homens. Essas pessoas se aglomeram principalmente nas imediações do terminal rodoviário, como na Praça Alexandrina de Abreu, perto de um posto de combustíveis; embaixo do viaduto, na rodovia MG-431; no entorno do Mercado Municipal e da linha férrea; nas praças Celi e José Flávio de Carvalho, nas adjacências da avenida Jove Soares; na Praça Padre João Ferreira, no Cerqueira Lima; em frente à Prefeitura e próximo ao Pronto Socorro.
"De modo geral, trata-se de uma população que vive em condições precárias e migra de um ponto a outro quase diariamente. As abordagens são feitas todos os dias, não tendo como precisar o número exato de pessoas. Mesmo depois de pronto o diagnóstico, o trabalho continua, com os agentes em campo se esforçando para estabelecer contato, mas nem sempre as pessoas em situação de rua respondem às tentativas", afirma Cristiane Franco. A maioria, acrescenta a gerente do Creas, não quer deixar a condição.
"Aqueles que são receptivos, aceitam, a princípio, os serviços ofertados pelo Município, porém, acabam voltando às vias públicas. Durante as conversas, percebemos que muitos preferem o estilo de vida livre, sem regras, têm dificuldades de se reinserirem à sociedade e não têm interesse de reencontrar parentes. Há os que relatam que romperam vínculos com a família e passaram a viver nas ruas por motivos diversos, como vícios em drogas e álcool", destaca a gestora.
A eles são oferecidos encaminhamentos para as instituições da cidade, como o Albergue Fraterno Bezerra de Menezes, Centro de Apoio aos Irmãos de Rua Sant´Ana (Casa Azul), comunidades terapêuticas, e órgãos governamentais como Caps II e Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas) onde receberão assistência para ressocialização e auxílio para reencontrar familiares ou retornar à cidade de origem, com ajuda para expedição de documentos e fornecimento de passagens.
"Quando há menores, eles são levados imediatamente aos abrigos pelo Conselho Tutelar. Mas, em relação aos adultos, é preciso que eles queiram, não podemos tirar ninguém à força das ruas porque todos têm o direito de ir e vir, garantido pela Constituição Federal. Com exceção, é claro, dos casos em que forem flagradas contravenções, como uso de drogas, sexo explícito, arruaças e ameaças a transeuntes. Nesses casos a Polícia Militar pode ser acionada e agir", esclarece Cristiane Franco.
Já o secretário Élvio Marques disse que seguirão com o trabalho direcionado a solucionar a questão das pessoas em situação de rua, inclusive com a realização em breve de um fórum, com a participação da sociedade civil organizada, representantes da Polícia Militar e outras autoridades.