Para enviar seu texto para esta página: gazeta@gazetadeitauna.com.br 
28/10/17
Resultados da realização logosófica no aspecto espiritual do ser humano 
1.ª parte e 2ª parte
É este um dos setores da atividade humana mais castigados pelo desvio que, através das épocas, veio incubando a desorientação e o ceticismo em grande parte da humanidade.
A julgar pelo estado de inquietude, insatisfação, dúvida e desolação manifestado pela maioria dos que recorreram e recorrem aos ensinamentos logosóficos, podemos inferir, com boas razões, que a civilização ocidental – ou seja, sua cultura, que é seu conteúdo – se acha em vias de uma derrocada inevitável. Há séculos não supera seus conceitos, que mantém aferrados ao que se chamou de "tradição", sem que se tenha pensado, certamente, que não se devem truncar as grandes possibilidades humanas de evolução, porque isso inabilitaria o homem para dar cumprimento cabal ao objetivo máximo de sua existência. Foram-lhe inculcadas, graças a uma milenar submissão, ideias e crenças que só serviram para endurecer seus sentimentos e imobilizar certas zonas de sua mente, precisamente aquelas que respondem aos ditados internos de aproximação a seu Criador, a seu Deus.
Não tem sido outra coisa o que vemos aparecer na superfície desse mundo individual, tão logo levamos o homem a examinar, com lucidez de juízo, em que realidade se baseia sua fé cega, bem como a examinar se já se deteve, em algum momento, para refletir acerca da necessidade de estar certo sobre uma questão de tanta transcendência. Em quase todos temos encontrado a mesma obstinada resistência a realizar tal exame de consciência. E em todos, sem exceção, temos visto refletido o temor de que lhes seja demonstrado o erro em que vivem. Como se esse erro, ao qual inconscientemente se aferraram, por força de acreditarem nele pudesse converter-se milagrosamente em verdade, como compensação à sua cegueira.
Entretanto, apesar do inconveni-ente anotado, temos podido comprovar a eficácia de nosso método ao atuar com êxito sobre os sistemas mental e sensível daqueles que, em tal estado, recorrem à fonte logosófica para se inteirarem de seus conteúdos essenciais.
Em honra à verdade, devemos destacar que, em relação às pessoas em quem foram inculcadas com força ideias ou crenças do tipo religioso, custou muito trabalho fazê-las retornar à realidade. Fica fácil para o logósofo experiente descobrir a característica predominante dessa classe de seres, que em sua maioria, como dissemos, foram submetidos desde tenra idade ao processo de fixação inconsciente de certas imagens rígidas – e, portanto, estáticas –, relacionadas com sua educação espiritual. Temos também presenciado o despertar deles e suas manifestações de alegria, ao experimentarem, pela primeira vez, a sensação sublime de pensar e sentir com inteira liberdade, o que, no fundo de suas almas, já transbordava de necessidade.
Isso prova que as proibições estabelecidas por certas comunidades com respeito à infância, e que perduram durante a vida do crente, se tornam totalmente nocivas para o desenvolvimento espiritual e evolutivo do ser humano.
CIL §148 a 151
 
São tão lógicas e claras as questões suscitadas pela Logosofia, e tão fundamental sua orientação para resolvê-las, que só as mentes obcecadas pelos preconceitos recusam suas verdades, que beneficiam e libertam a cada um, individualmente. Isso nos recorda aqueles escravos sulinos, na Guerra da Secessão, que imploravam continuar sob o jugo de seus requintados senhores, porque se sentiam incapazes de ser livres e bastar a si mesmos na luta pela vida.
Apesar disso, tão logo se foram habituando ao exercício da liberdade, aprenderam a comportar-se como os demais e, surpresos, viram desaparecer, uma após outra, as dificuldades que a princípio acreditavam insuperáveis, ao mesmo tempo que essa nova luta pela existência se mostrava para eles cada dia mais interessante, à medida que se sobrepunham à inibição que os havia impedido, até então, de sentir a vida como própria e de fazer dela um motivo permanente de alegrias e de estímulos. Pois bem, a mesma coisa experimentam, sem maiores variações, aqueles que, liberados da escravidão religiosa ou ideológica, em lugar de servir cegamente a um amo servem aos propósitos de seu destino e à causa da humanidade em sua evolução consciente, rumo aos elevados desígnios para os quais foi destinada.
É este, sem dúvida, um dos resultados mais apreciáveis que se obtêm da ciência logosófica com a aplicação de seus preceitos. Na maioria dos casos, age como gerador das energias mentais que os seres perderam durante a estéril passividade a que foram levados pela inculcada fé no abstrato, em prejuízo da fé em si mesmos.
A Logosofia restitui ao homem essa fé perdida
fazendo com que saiba por conta própria quais são os fundamentos reais que assistem a cada ideia ou ato, bem como evitando-lhe aceitá-los sem raciocínio algum, pelo simples fato de confiar na palavra alheia.
Fica assim resolvido um problema que aflige a humanidade desde tempos imemoriais. O homem deve emancipar-se - já é tempo - de toda superstição ou embuste que ensombreça sua razão, e encarar decidida e valentemente a realidade que só através do conhecimento lúcido de sua inteligência ele pode assimilar, para bem de seu espírito e de sua vida. CIL § 152 a 154
 
Para maiores informações sobre a ciência Logosofia, entrar em contato através do e-mail
mg-itaúna@logosofia.org.br ou pelo cel (37) 98811-8801
Reuniões informativas,
sábados às 17h.
 

 

 
A PARADA GAY
Prof. Luiz MASCARENHAS*
Aconteceu no domingo, dia 15 de outubro, na Praça Celi, a 11º Parada Gay de Itaúna.
Observou-se um elevado número de pessoas - em torno de 4 mil -que foi apreciar a festa, denotando assim, o prestígio que o evento vem ganhando através dos anos. Uma logística de organização e condução da festa que merece os cumprimentos; pelo apurado até o momento. E antes que se possa dizer que foram vistos excessos na conduta de alguns, com certeza os organizadores não têm como controlar as atitudes de todos e excessos podem ocorrer em qualquer ajuntamento de povo.
O que se deve ter sob mira dos olhares é a questão dignidade. Homossexualidade existe desde que o mundo é mundo e a dignidade do homem não reside na sua condição sexual. Reside no seu caráter. Dito dignidade, deve-se em seguida registrar-se o respeito. E esse respeito é e sempre será uma via de mão dupla. Quem não respeita, não é respeitado. O ser gay ou não ser, não define o caráter de ninguém. E ainda existe um outro ponto a ser bem esclarecido que é a intimidade, a privacidade das pessoas- inclusive protegidas pelas leis do país. Ninguém está obrigado a sair por aí alardeando a sua própria sexualidade. A constante autoafirmação pode denotar alguma patologia.
A condição sexual poderá interessar àqueles que se interessam pela pessoa, com esta conotação. Para um "loveaffair", um encontro, uma transa, um namoro, um relacionamento afetivo mais duradouro ou algo do tipo. Importante saber que homossexualidade nada tem a ver com vulgaridade ou imoralidade ou promiscuidade. Essas três negatividades citadas podem ser os resultados de condutas tortuosas ou mesmo de personalidades doentias.
O ser humano não deve ser rotulado, nem tão pouco querer rotular-se. Porque o ser humano é uma complexidade de situações e não somente a sua condição sexual. A sexualidade é apenas uma de suas facetas. E a sexualidade humana não se restringe à relação sexual. O seu caráter sim, deverá ser alvo de sua constante preocupação e cuidado, pois ele é componente de sua personalidade e daí se desprenderá toda a ramificação de suas relações sociais. Virtudes, como a justiça, honestidade, paciência, sinceridade, responsabilidade, sabedoria, respeito, benevolência, autoconfiança, coragem, desapego, determinação, disciplina, generosidade, humildade, dentre outras tantas, devem ser sempre cultivadas.
Platão e outros filósofos resumiram todas as virtudes humanas em quatro: prudência, justiça, fortaleza e temperança. Lembrando que as virtudes humanas não são natas, mas sim elementos que se constroem e complementam a personalidade das pessoas ao longo da vida. Por exemplo, ninguém nasce com "autoconfiança" ou "honestidade", mas aprende a ter estes comportamentos a partir de lições e referências moralmente positivas dentro do ambiente em que está inserido. Vale lembrar que as virtudes humanas representam características e qualidades positivas do comportamento do indivíduo. As virtudes são responsáveis por moldar e ditar o caráter, os valores e a personalidade de cada pessoa.
Como cidadãos de uma cidade educativa, devemos trabalhar com afinco para banir o preconceito (todos eles), a injustiça e a violência de nosso meio.
Tudo isso posto, pode-se dizer que a Parada Gay faz parte do calendário das festas de Itaúna e que possa sempre trazer uma mensagem positiva, na luta pela igualdade e pela garantia dos direitos sim; contudo sempre revestida de dignidade e respeito para com todos.
 
*Bacharel em Direito / licenciado em História pela Universidade de Itaúna; historiador/ escritor/ membro da Academia itaunense de Letras/ diretor da E.E. "Prof. GilkaDrumond de Faria"; Cidadão Honorário de Itaúna
 
 
13/10/17
Estórias do fim do mundo
* Lauer Araujo
Desde que surgiu o mundo onde vivem os homens de Deus - os seres humanos - com freqüência surgem anúncios e relatos referentes a estas possíveis hecatombes. Já na Antiguidade falava-se abertamente do dilúvio que ninguém sabe se de fato aconteceu. Vem depois outras hipóteses mais recentes tecendo estórias do tipo "era do gelo", "chuva de meteoros", "colisão de planetas", etc.
Mais recentemente surgiu o pensamento ameaçador que dizia:
"A mil chegará; de dois mil não passará."
Quantos viveram anos atemorizados por esta inverdade. Quanto sofrimento causou para multidão de incautos!
E o que demonstrou a realidade? Nada disso aconteceu e as ameaças dissiparam-se no tempo e na recordação das pessoas, demonstrando que não se deve dar excessivo valor a estas inúteis ameaças.
Claro está que neste infinito universo onde talvez existam outros universos com estes zilhões de bolas planetárias girando no espaço sustentadas pelo que se convencionou chamar de força da gravidade, qualquer simples alteração neste equilíbrio pode provocar danos irreversíveis. Assim, a colisão de qualquer planeta com este planetinha Terra pode realmente colocar tudo a perder: o fim do mundo.
Sim, o fim do mundo físico. Este, um dia ocorrerá. O caso é, porém, que ao invés de se pensar nesta ocorrência que pode estar distante, devemos pensar em algo mais próximo e, certamente, mais evidente aos nossos olhos: o fim da atual civilização, tanto oriental como ocidental e as suas decadentes culturas.
O atento observador pode perceber que em todas as partes existem sinais inequívocos que evidenciam esta decadência. Poderia listar agora mesmo e escrever uma relação quase interminável destes sinais. Deixo para o leitor esta tarefa, a de identificar muitas das incongruências que afligem o nosso atual sistema cultural. A lista será muito longa!
A conclusão inicial é esta: não há solução para o problema da existência do ser humano: está fadado a sofrer e a desaparecer!
Triste destino este! Quer dizer que o Grande Artífice do Universo, em uma atitude pouco inteligente, tudo criou para que sem um motivo justificado, ocorresse uma destruição final. Quanta incoerência!
Certamente, não foi assim. Na Criação e nos seres criados - os seres humanos - existem infindáveis recursos para que todos possam usá-los e se saiam airosos nesta bela experiência terrena. É mais coerente pensar assim.
Ciências existem que buscam minimizar o sofrimento do ser humano na Terra. E não só o sofrimento, porque aqui não se veio para sofrer, ao contrário do que se afirma, senão para evoluir.
A ciência logosófica oferece, já há décadas, a explicação e a orientação para todos os dramas humanos. O conteúdo da bibliografia logosófica contém uma pletora de ensinamentos de alto valor que dão a pauta para a evolução consciente. Está à disposição de todos os que queiram viver felizes neste belo mundo da Criação.
Já não haverá, então, lugar para estes infundados temores, porque os homens, munidos de preciosos conceitos sobre a finalidade dos seres humanos neste mundo, já não se deixarão conduzir, ingenuamente, por malignas correntes ideológicas e, dono e senhor de seu destino, triunfará honrosamente sobre todas as adversidades e situações complexas.
Tenho esta esperança e convicção e, apoiado neste conceito as estórias do fim do mundo deixarão de existir para que ocupem o seu lugar as estórias das felizes conquistas do ser humano nesta Terra. Assim se define melhor a vontade de Quem tudo criou.
 
* Administrador de Empresas, Coronel do Exército Brasileiro, Integrante e docente da Fundação Logosófica - Regional Itaúna
 
16/09/17
O fenômeno político chamado Geddel Vieira Lima
* Ronaldo Brêtas
Os brasileiros, hoje, 6/9/2017, véspera do Dia da Independência, acordaram perplexos com o que viram: fotos de pilhas de dinheiro (papel moeda) apreendidos de Geddel Vieira Lima. Valor estimado: R$ 51 milhões. Geddel é o exemplo típico da figura sinistra que existe no Brasil, "o político profissional". Baiano, desde os 21 anos milita na política. Eleito e reeleito Deputado Estadual e depois Deputado Federal, querido pelo povo, que sempre o elegeu. Em sua carreira política, sempre envolvido em golpes, esquemas ilícitos, falcatruas e picaretagens. Geddel foi Ministro de Estado em todos os últimos governos: de Fernando Henrique Cardoso, de Lula, de Dilma e de Temer. Já foi lider de governo na Câmara. É muito "competente" no que "apronta", por isto sempre eleito Deputado e nomeado Ministro. A dinheirama em seu poder é proveniente de suas atividades políticas ilícitas e do exercício corrupto do cargo de Vice-Presidente da Caixa Econômica Federal. Como brasileiro honesto, estou deprimido e envergonhado com as fotos e com o que leio no face. Pessoas do povo, na rede social, fazendo piadas e se divertindo com as deprimentes fotos do dinheiro sendo contado na Polícia Federal. Com tal espírito hilariante - e não é para rir do que se vê! - os brasileiros caminham para as eleições gerais de 2018. Assim, mui provavelmente, rindo, gargalhando e se divertindo com as piadas criadas em torno dos deprimentes fatos, vão eleger e reeleger outros "Gedeis" da política brasileira. Para se ter uma ideia da tristeza das fotos, lembrar o Hospital Dr. Célio de Castro, regional de Belo Horizonte (Hospital do Barreiro): precisa de R$ 8 milhões mensais, para atingir 100% de seu funcionamento. A pilha de dinheiro pertencente ao corrupto Geddel daria para manter o funcionamento do hospital, salvando vidas, por 6 meses, pelo menos. Mas, dito hospital só funciona com 20% de sua capacidade, por falta de dinheiro, de verbas. Portanto, não é para rir, não é para inventar piadas. Estou em minoria, triste, deprimido, desanimado e envergonhado por ser brasileiro"!
* Advogado, Professor Auxiliar na Universidade de Itaúna, Professor Adjunto na PUC Minas, Sócio da Brêtas Dias Advocacia, Doutor em Direito Constitucional e Mestre em Direito Civil
 
Itaúna – 116 anos
Prof. Luiz MASCARENHAS*
As velhas barrancas de Sant’anna do rio São João Acima completam 116 anos como Itaúna. Longe se vai o alvorecer de seu povoamento, lá nos remotos idos do séc. 18; por volta do ano de 1720, quando por aqui aportaram errantes e viandantes dos muitos caminhos do sertão dos Cataguases, que aos poucos iria se transformando na Província das Minas Gerias - a dos índios e a do ouro.
A saga dos três sócios portugueses, mineradores, Gabriel da Silva Pereira, Thomás Teixeira e Manoel Neto de Mello, a cruzar as veredas do sertão, em busca de seus sonhos e destino. Gabriel, o de maior patente (tenente coronel) teria sido o responsável pela abertura da picada – entre Bonfim e Pitangui- na direção destas paragens; a "Paragem do rio São João".
Cruzeiro fincado no alto do morro, a invocar as bênçãos dos céus e logo chega – em 1735- a imagem de Sant’anna Mestra, talhada em uma única peça de cedro e que foi adquirida na cidade de Setúbal, em Portugal. Colocada em tosco oratório de taipa, Sant’anna passou a agregar em torno de si, os forasteiros, os tropeiros e os santanenses, aqui nascidos e que na efervescência do comércio faziam o povoado movimentar-se e evoluir.
Erigida a Capela de Sant’anna, em 1765, o lugar se torna a Povoação Nova de Sant’anna do rio São João Acima de Pitanguy- porque a capela ficou sendo subsidiária da Igreja Matriz de Pitangui. E a roda da História gira e acelera. No séc. 19, surgem os rudimentos para uma possível cidade: a escola de primeiras letras (1850), a agência dos correios e telégrafos (1877), uma nova Matriz na parte de baixo do arraial (1853) e até mesmo água potável levada até a praça (1884) e ainda a fundação de uma companhia de teatro (1890) e a da Companhia de Tecidos Santanense (1895).
Ao despertar do séc. 20, surge com a primeira Constituição da República (1891), a oportunidade para a criação de novas cidades. Eis que ali, homens como o então pároco de Sant’anna- Pe. Antônio Maximiniano de Campos, o Dr. Augusto Gonçalves, o Major Senocrit Nogueira, Josias Nogueira Machado, deputado Dr. José Gonçalves se puseram a organizar a criação da cidade de Itaúna. Esta demanda se viu atendida pela Lei 318 de 16 de setembro de 1901, assinada no Palácio da Liberdade, pelo Governador Silviano Brandão.
Do arraial pecuarista e agrícola, passando pelas indústrias têxteis (Santanense e Itaunense) e ainda com sua vocação para a Educação; desaguando na fundação da Universidade; passando pelo apito da fábrica, que regeu o cotidiano de ontem ao com o burburinho real e virtual do tempo presente; eis a nossa Itaúna. Com novas demandas, novas carências e velhos dilemas a serem resolvidos. Saúde, Educação, Segurança Pública, geração de emprego e renda e junto e misturado ao complexo cenário econômico e político nacional e mundial, segue nossa cidade rumo a seu futuro.
Resta-nos agora, superar divergências e mediocridades de uma velha política atrasada de grupelhos, vaidades e projetos pessoais, para uma proposta inovadora, de vanguarda; voltada para o coletivo - com o pensamento reto nos destinos de nossa urbe- a fim de legar às gerações futuras, uma Itaúna, que de fato seja uma comuna brilhante. E que possamos sempre ser embalados pelo sonho de fé e grandeza dos que por aqui aportaram!
* Historiador / Da Academia Itaunense de Letras
 
22/07/17
Preparo da mente: indispensável para transformar a vida
Sendo a mente o principal dispositivo da psicologia humana, só nela é possível firmar a esperança lógica de poder experimentar uma mudança favorável e positiva na condução da vida para um futuro melhor, já que isso implicaria tomar contato com o conhecimento que dá ao homem o domínio dos elementos ou das forças que operam no cenário da existência humana. Esse domínio deve ser alcançado mediante contínuos esforços para não frustrar as ânsias do espírito, que busca o caminho de sua liberação pelo conhecimento. É a liberação de todas aquelas limitações que oprimem o homem e o inabilitam para possibilidades maiores no transcurso de sua caminhada pela evolução consciente; liberação da ignorância que adormece sua inteligência e das sombras que obscurecem sua razão, impedindo que o entendimento possa desfrutar a sublime felicidade que implica a posse de tão precioso poder.
Preparar a mente deve ser o alvo, o objetivo básico, e para isso terão de tender todos os empenhos da criatura humana, se quiser transformar sua vida limitada e exposta às contingências de uma luta extenuante, e predispor seu espírito a uma nova forma de vida que substitua seu destino incerto por um futuro pleno de ventura. Mas isso não se consegue pelo simples fato de ler um livro, ou dois, ou muitos, nem se aprofundando em teorias, ou seguindo métodos que não passam de belas palavras.
 
Para evitar desvios e perda de tempo, é preciso partir de um princípio inquestionável
Este princípio, que tem de ser sem dúvida alguma, o que encaminhe os primeiros passos, está determinado pela lei que rege todos os processos. Isso quer dizer que, se buscamos uma solução X, não devemos obter por resultado uma solução Y. É a incapacidade, pela ausência de conhecimento, que faz os homens se perderem no labirinto de seus próprios pensamentos e ideias.
Caso se queira edificar uma existência fértil em produções de elevado benefício, e que todas as ações estruturem um destino melhor e coloquem o homem num lugar privilegiado no conceito do mundo, deve-se começar, como indica a Logosofia, por efetuar um reconhecimento no mundo interno da pessoa, a fim de estabelecer quais são os valores permanentes e com que capacidade de conhecimento se pode fazer uso deles.
Se alguém pretende alcançar com êxito os fins do ideal concebido, será necessário munir-se daqueles elementos que propiciem a aquisição de novos valores e permitam dirigir a evolução para um campo de maiores possibilidades. Tais elementos viriam a ser a escolha do ambiente, dos semelhantes e de todas aquelas coisas que representem, para o cumprimento dos objetivos e aspirações, os verdadeiros meios de expressão com os quais se deve conviver e até identificar a própria vida.
A Logosofia, ao oferecer os elementos básicos para a realização feliz de cada processo individual, permite que todos não apenas encontrem os meios adequados de que necessitem, mas também obtenham o estímulo necessário para tornar mais grata a tarefa que a pessoa se impôs.
CRL3 - p. 15 
Mini curso para
Educadores
Promoção: Colégio Logosófico de BH
Local: Teatro SESI em BH
Data: 26 de agosto
 
As inscrições podem ser feitas através do email:
itauna-g@logosofia.org.br   ou pelo cel (37)98811-8801
Taxa de inscrição R$30,00.
 
15/07/17
Candidatura avulsa = Renovação
Virgílio Rocha de Souza Lima
Está em discussão no Congresso, ainda que de forma incipiente, as chamadas candidaturas avulsas ou independentes, que são aquelas nas quais os candidatos poderão concorrer a cargos eletivos, mesmo que não estejam filiados a qualquer partido político.
Recentemente, na França, Emmanuel Macron se elegeu Presidente, de modo independente. Na verdade, na esmagadora maioria dos países tal candidatura é permitido. No Brasil, bem como em países como Angola, Uzbequistão e Tanzânia tal direito não é dado aos cidadãos, subtendo-os à ditadura e coronelismo que imperam nos partidos políticos que, na medida em que detém a prerrogativa de indicar os candidatos, se julgam no direito de extorquir os eleitos das mais diversas formas, transformando - os em verdadeiros reféns dessa nefasta realidade do toma lá dá cá, que tem imperado na nossa política.
As candidaturas independentes significarão o fim da ditadura dos partidos. Com isso, creio eu, mais pessoas se apresentariam como alternativa, gerando mais concorrência e, por consequente, enriquecendo o debate. Alguém eleito sem as amarras dos partidos, unanimemente fisiológicos, bem como sem o "beija mão" aos "coronéis", majoritariamente corruptos, teria inegavelmente melhores condições de implementar mudanças que atendam exclusivamente aos interesses da maioria, sobretudo dos menos favorecidos, algo que deveria ser objetivo único de quem se propõe entrar para a vida pública.
Ao meu ver, a candidatura avulsa é o melhor caminho para a renovação da vida política brasileira e deve constar de qualquer reforma política que venha ocorrer.
 
 
01/07/17
Alzheimer, epidemia anunciada
O governo dos Estados Unidos da América está preocupado com a doença de Alzheimer, de acordo com o relatório anual da “Alzheimer’s Association”, divulgado dias atrás, neste ano a cada 66 segundos um americano irá desenvolver a doença. E até 2050, esse número deverá dobrar, um doente a cada 33 segundos. E essa tendência deve ser repetida em todo o mundo. Em 2016, o “World Alzheimer’s Report” estimou que 47 milhões de pessoas em todo o mundo tinham demência. Um novo relatório da “Alzheimer’s Disease International” traz o estudo de pesquisadores do King’s College London e da London School of Economics and Political Science (LSE) que revela que a maioria das pessoas com demência ainda não recebeu um diagnóstico, e muito menos cuidados de saúde abrangentes e contínuos. Noventa por cento das pessoas com demência estão em países de baixa e média renda. Metade das pessoas com demência em países de alta renda ainda não foram diagnosticadas. E estima-se que o número de pessoas diagnosticadas deverá triplicar até 2050. E o pior, enquanto que nos últimos 15 anos as mortes por doença cardíaca, o assassino número 1 dos americanos, diminuíram 14%, as mortes por HIV diminuíram em 54%, as mortes por acidente vascular cerebral em 21% e as mortes por câncer de próstata em 9%, em suma, as mortes causadas pelas principais doenças estão diminuindo, exceto as mortes causadas pela doença de Alzheimer que tiveram um aumento de 89%. Aquelas doenças diminuíram graças a muitos investimentos em pesquisas que produziram tratamentos ou mesmo a cura. O problema principal do Alzheimer é o financiamento. Há muitos estudos sobre a doença, especialmente estudos genéticos, mas não há fundos suficientes para criar tratamentos. O custo para a sociedade é crescente, em 2017, os custos totais para cuidar dos que vivem com doença de Alzheimer e outras demências atingiram US$ 259 bilhões. Para os Planos de Saúde, o Alzheimer já consome um em de cada cinco dólares do Medicare / Medicaid. Para a próxima década, estima-se que será um em cada três, ou seja, com esses custos, a doença de Alzheimer colapsará o Medicare / Medicaid. A doença ainda afetará a força de trabalho e a economia. Cada família afetada terá que cuidar dos doentes em casa, além de se ausentar no trabalho para levar os doentes ao médico. E há ainda o custo oculto dos cuidados não remunerados, em 2016, estima-se em 18,2 bilhões de horas de assistência não paga, uma contribuição para a nação avaliada em US$ 230 bilhões. A doença de Alzheimer é uma epidemia e o sistema de saúde não está preparado para apoiar os cuidadores. O custo da doença é uma realidade que logo afetará todos, dizem os especialistas. Muitos pensam que o Alzheimer não os afeta por não ser velho ou por não ter um doente na família, julga não ser seu problema. Porém é certo que se você tem cérebro, corre risco da doença. E com expectativa de viver até os 85 anos, quase metade terá a doença e a outra metade será cuidadora. Ninguém está imune. Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.
 

 

 
15/06/17
Academia Itaunense de Letras
Prof. Luiz MASCARENHAS*
Na manhã de 3 de junho foi realizada mais uma reunião ordinária da AILE - Academia Itaunense de Letras, nas dependências da Escola Estadual "Prof. Gilka Drumond de Faria". O tema tratado foi "A História do Jornalismo Itaunense", palestra desenvolvida pelo acadêmico Sílvio Márcio Bernardes, que pontuou grandes personalidades e colaboradores diversos dai imprensa itaunense desde o séc. 19 até a atualidade.
A reunião contou com convidados especiais como os jornalistas Matheus Reis (TV Cidade e Rádio Santana FM), Francielle Cristina e o acadêmico Pedro Penido (ambos do site "Horizonte Paralelo").
Ainda prestigiaram o evento o vereador Hudson Bernardes, o gerente superior de Cultura, Guto Aeraphe, o ativista das causas ambientais, Joaquim Valiante e ainda alguns membros do Grupo de Escritores Itaunenses, como Wagner Andrade, Ione Rocha e Terezinha Imaculada.
As reuniões ordinárias da Academia Itaunense de Letras acontecem sempre no primeiro sábado de cada mês, às 9 horas na Escola Estadual "Prof. Gilka Drumond de Faria" (provisoriamente) e são abertas ao público.
Fundada em 2015, é finalidade da Academia Itaunense de Letras, congregar intelectuais que tenham atividade literária, em prosa e/ou verso - romancistas, poetas, cronistas, trovadores, humanistas, biógrafos, ensaístas, professores estudiosos da língua portuguesa - bem como promover os seus trabalhos literários e ainda promover eventos culturais e artísticos de qualquer natureza.
 
*Bacharel em Direito / Licenciado em História pela UNIVERSIDADE DE ITAÚNA. Historiador/ Escritor/ 1º Secretário da ACADEMIA ITAUNENSE DE LETRAS/ Autor de "Crônicas Barranqueiras" e coautor de "Essências" e "Olhares Múltiplos"/ Diretor da E.E. "Prof. Gilka Drumond de Faria"/ Cidadão Honorário de Itaúna
 
 
03/06/17
O mago das lentes  
Prof. Luiz MASCARENHAS*
Primeiro surgiu Louis Daguerre, depois o mundo teve Niépce e Fox Talbot, em meados do século dezenove. Itaúna foi povoada por diversos deles e já existe um interessante estudo sobre os fotógrafos itaunenses ao longo dos tempos...Recordo-me do Benevides Garcia, do Osvaldo e sua Kombi azul e do Pedro.
A França deu ao mundo Daguerre; Itaúna oferece hoje Daniel Henrique (hors concours )... Assinalo também Márcio Carvalho... e diversos outros dignos de nota na contemporaneidade.
Contudo, feitas as devidas reverências a quem de direito, discorro estas linhas sobre um outro fotógrafo. Eu o chamo de "O Mago das Lentes".
Na tardinha deste dia, eu o surpreendi – na saída do meu trabalho – e pude deleitar-me com a cena do artista em plena execução de sua obra: lá estava ele em passos lépidos – armado de sua câmera- correndo atrás de uma cena a ser registrada. Lá no horizonte, a imagem de uma revoada de pássaros rumo ao crepúsculo.
Itaúna é celeiro das artes. Itaúna tem em seu solo, o húmus fertilizador das artes – umedecido pelas águas calmas do rio São João; donde as musas (travestidas de garças ) inspiram e fazem brotar artistas das mais variadas nuances.
Humana e pitoresca – como afirmou Pancrácio Fidélis. Pitoresca, artística, bucólica, bela, encantadora... pelas lentes da máquina fotográfica de Adilson Nogueira.
Esse moço – pobre moço – de tantas artes e arteiro também, vem se revelando o guardião do tempo presente. Adilson fotografa, registra, eterniza, emoldura, dignifica, diviniza o bucólico. Adilson fotografa Itaúna. Adilson nos revela Itaúna. Adilson redescobre a cidade e nos dá de presente. Aquela paisagem ali está. Em sua normalidade cotidiana. Cenas que ninguém vê, pois todos estão imersos no mundo que criaram... Estão cegos diante do belo, pois só tem visão para aquilo que o sistema lhes permite enxergar. Adilson não. Dá as costas para o real ou o irreal do mundo acinzentado de nossos atropelos e nos oferece dia a dia a Itaúna a nossa volta.
As pessoas, admiradas, logo elogiam a arte do Mago das Lentes. Entretanto, não conseguem e jamais conseguirão ver com os seus olhos o belo do mundo. É como se vissem a foto e não a enxergassem no mundo.
A arte da fotografia é da mais místicas e mágicas. Foto não faz barulho, não tem som, não tem sabor, não tem cheiro, despidas de movimento...no entanto, o observador ao mirá-la se lhe é dado a capacidade mística de nela mergulhar e quase num transe sentir tudo aquilo presente na realidade estática da foto. É uma viagem. E como em todas as artes, uma vez feita, já não pertence ao artista e sim àquele que a contemplar. Não precisa de legenda. Terá um milhão de significados tantos quantos forem os seus observadores.
Não sabemos que mística tem Adilson. Se é bruxo, anjo ou feiticeiro ou mago...o que sabemos é do encantamento que derrama em suas fotos.
Tivemos a sorte de ser por ele fotografados... no emblemático alto do Rosário...Encantado e mistificado estamos todos.
Um salve para o Mago das Lentes.
Um salve para a nossa Itaúna – humana e pitoresca...
*Bacharel em Direito / licenciado em História pela Universidade de Itaúna; historiador/ escritor/ 1º secretário da Academia Itaunense de Letras/autor de "Crônicas Barranqueiras" e coautor de "Essências" e "Olhares Múltiplos"/ diretor da E.E. "Prof. Gilka Drumond de Faria" e cidadão honorário de Itaúna.
 
 
27/05/17
Resultados da realização logosófica nos aspectos mais proeminentes da vida humana
Com este artigo, damos início à apresentação dos resultados do estudo logosófico nos aspectos mais importantes da configuração humana.
No individual , destacamos a eficácia do método pela soma de vantagens que cada qual vai anotando em seu haver pessoal. Entender-se-á que os benefícios que o indivíduo vai recebendo quando realiza seu processo de evolução consciente são, evidentemente, os resultados positivos que ele obtém enquanto cumpre com empenho e constância as diretrizes que a Logosofia estabelece em seu auxílio, resultados estes que resumiremos assim:
1) Aprende a conduzir sua vida conscientemente. Isso lhe outorga vantagens de toda ordem, porque sabe a que se ater em cada circunstância ou diante de qualquer situação. Age em todos os casos sem precipitações, tendo em conta o que sua vida representa e o que dela deve fazer para sua felicidade futura.
2) Aprende a ser dono dos pensamentos que atuam em sua mente e controla todo pensamento externo que tente influenciá-la. Sabe como aumentar, mediante a função seletiva de sua inteligência, o número e qualidade dos pensamentos que favorecem sua evolução, e como eliminar os que a entorpecem.
3) Muda sua conduta, seu modo de ser e de agir, com o que enaltece, em tempo relativamente breve, o conceito que dele se tinha, tanto entre seus familiares como no círculo de suas amizades ou vinculações fortuitas.
4) Satisfaz plenamente suas inquietudes de ordem espiritual, tranquiliza as psicológicas e encaminha com favorável auspício as econômicas.
5) Adquire segurança no pensar e no agir.
6) Seu caráter, antes agressivo, irascível, amargurado ou triste, torna-se sereno, alegre e otimista.
7) Enriquece sua consciência com o concurso de conhecimentos transcendentes. Esses conhecimentos lhe permitem introduzir-se em seu mundo interno e explorá-lo. Ao fazer isso, toma contato com o mundo metafísico ou transcendente, fonte das concepções eternas, por ser mental sua poderosa e fecunda força criadora.
8) Consolida a fé em si mesmo, fato este que o emancipa de toda fé baseada no abstrato, incapaz de resistir à analise sensata da razão. A fé em si mesmo é sinal evidente de integridade moral e espiritual, e adquire força categórica na livre decisão da vontade do indivíduo.
9) Alcança, finalmente, a redenção de si mesmo, prerrogativa que a lei de evolução lhe concede. É precisamente no processo de evolução consciente, paralelo ao conhecimento de si mesmo, que o ser encontra, como esculpidos em relevo, os erros cometidos e as dívidas que contraiu ao longo de sua existência. Tais erros, ele os pode reparar até culminar na liberação de tão pesada carga, graças à capacitação logosófica alcançada; quanto às dívidas contraídas, podem elas ser definitivamente canceladas, ao se fazer o bem conforme a Logosofia prescreve, conscientemente, e com tal qualidade e volume que exceda com folga a totalidade dos erros, desacertos e tudo quanto de mau possa ele ter feito até o momento de iniciar seu processo de evolução.
Maiores informações, no site ou no endereço Rua Capitão Vicente, 10 sala 212 nas quartas feiras de 18 às 19h30.
 
 
29-04-17
Alteração do IOF impacta crédito cooperativo
Por Dino
Na ânsia de conseguir mais recursos para tapar o buraco nas contas do governo federal, o Ministério da Fazenda anunciou, na última semana de março, a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nos empréstimos concedidos pelas cooperativas de crédito aos seus cooperados, equiparando-o ao recolhido pelas demais instituições financeiras. O ministro Henrique Meirelles justificou a decisão com o argumento de que se trata de uma questão de isonomia nesse segmento, ignorando o fato de que, enquanto os bancos e outras entidades que operam com empréstimos visam ao lucro, as cooperativas de crédito, por serem formadas por um grupo de pessoas sem fins lucrativos, visam apenas ao bem de seus cooperados, reduzindo os custos sobre os empréstimos concedidos. Têm grande demanda por parte de pequenos empresários, produtores rurais e outros cooperados com dificuldade de acesso a crédito. A medida, que entrou em vigor em 3 de abril, está sendo contestada pelo setor, que não foi amplamente consultado antes do anúncio. A alíquota do IOF é de 0,38% e deverá impactar os custos do crédito, mesmo diante das sucessivas reduções determinadas pelo Banco Central na Selic, a taxa básica de juros, hoje (13/4) em 11,25%. “Estamos eliminando uma distorção no mercado de crédito na medida em que um dos agentes concedentes de crédito, que são as cooperativas, não têm incidência de IOF. Agora, há isonomia”, disse Meirelles. As alíquotas serão idênticas às já praticadas pelos bancos: 0,38% para empresas e 0,041% ao dia chegando ao máximo de 3,38% para as pessoas físicas. “São as mesmas alíquotas que já são prevalentes em todas as operações de crédito”, disse o ministro ao anunciar em 29 de março o pacote de medidas para cobrir o rombo nas contas públicas. O que chamou a atenção foi o fato de esse setor ter sido o único a sofrer aumento de impostos dentro desse pacote de corte de gastos e de aumento de arrecadação lançado para cobrir o rombo adicional de R$ 58,2 bilhões no orçamento. A metal fiscal para 2017 já previa um déficit de R$ 139 bilhões. Diante do descontrole nas contas e da arrecadação estar sendo menor do que a prevista – o PIB deve crescer apenas 0,5%, contra o 1,6% esperado para este ano -, Meirelles precisou agir para que o buraco não encoste nos R$ 200 bilhões – precisamente R$ 197,2 bilhões. E como o governo manobrou para chegar aos R$ 58,2 bi? Corte nos gastos (R$ 42,1 bilhões); suspensão da desoneração na folha de pagamento de alguns setores, chamada de reoneração (R$ 4,8 bilhões); receitas extras com a relicitação de 4 hidrelétricas (R$ 10,1 bilhões); e receita extra com a equiparação da alíquota de IOF das cooperativas de crédito com a cobrada de bancos (R$ 1,2 bilhão). É muito dinheiro tirado do cooperativismo de crédito e montante inexpressivo no tamanho do rombo. “A cooperativa não deve aumentar os juros porque eles estão em queda. Mas, provavelmente, vai acabar reduzindo menos do que poderia fazer se a medida não fosse adotada”, disse o diretor executivo da Viacredi (Cooperativa de Crédito do Vale do Itajaí/SC), Vanildo Leoni, em entrevista a Karina Trevizan, do G1. “O governo está no propósito dele, mas certamente atirou no primo pobre para pagar a conta. O impacto negativo na economia vai ser maior do que o benefício que o governo vai colher pelo montante arrecadado”, concluiu Leoni. Existem mais de 550 municípios no Brasil onde a cooperativa de crédito é a única instituição financeira. De acordo com informações do Fundo Garantidor do Cooperativismo do Crédito (FGCOOP), vinculado ao Banco Central, existem 1.036 cooperativas autorizadas a funcionar no Brasil, com 4,7 mil postos de atendimento. Do total de cooperativas, pouco mais de a metade fica na região Sul; 32%, no Sudeste; 9%, no Centro-Oeste; 4,8%, no Nordeste; e 3,9%, no Norte. A cooperativa de crédito pode captar depósitos e conceder crédito somente a associados, segundo o FGCOOP. “A associação implica subscrição e integralização de quotas-parte conforme o valor mínimo previsto em estatuto. Assim, nas cooperativas, o usuário é também dono da instituição, com possibilidade de decisão na política operacional, devendo ser tratado com isonomia. As cooperativas de crédito funcionam de forma semelhante aos bancos, possuindo essencialmente os mesmos serviços, mas tendo por base os princípios cooperativistas: adesão livre e voluntária; gestão democrática; participação econômica dos membros; autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação e interesse pela comunidade.”
http://exame.abril.com.br50
 
 
08/04/17
Bonfim: das cinzas à luz
Prof. Luiz MASCARENHAS*
Capela do Bonfim, 16 de outubro de 2014. Capela do Bonfim, 26 de março de 2017. A primeira data refere-se ao grande sinistro: o incêndio. A segunda marca o novo tempo: sua reinauguração.
O rosáceo dos paramentos dos clérigos se tornou mais vivo com a intensidade do sol naquela manhã. Presentes o bispo da Diocese, Dom José Carlos de Souza Campos, o Pe. Breno Antônio dos Santos – responsável pela Paróquia Nossa Senhora de Fátima- circunscrição religiosa aonde se localiza a Capela do Bonfim; seu vigário auxiliar, Pe. Marcelo Geraldo de Oliveira; Pe. Everaldo Quirino Ferreira – da Paróquia Sant’ana- e o Pe. José Luiz de Freitas. Dentre as autoridades civis, o Prefeito Neider Moreira e a primeira dama, bem como diversos secretários municipais; representante do Ministério Público e a Imprensa local.
Os vibrantes dobrados da Banda de Música "Sagrado Coração de Jesus" deram o tom festivo à solenidade.
Após o rito cerimonial de praxe, as nominadas de autoridades e de pessoas gradas da Sociedade, com execução do Hino Nacional Brasileiro e a sentida ausência do Hino Municipal de Itaúna – visto se tratar de um resgate da História da cidade, o Sr. bispo ao final de sua fala fez ecoar pelo vale do São João o som do velho sino a conclamar os fiéis para a Santa Missa.
No trecho do Evangelho de São João (Jo 9,1.6-9.13-17.34-38) ouviu-se o mesmo a jogar com as palavras luz/ trevas, cegueira/visão, cego que vê, doutores com boas vistas e que não enxergam....Fez-se pensar e muito. Se na noite do dia 16 de outubro de 2014, a cegueira de alguns poucos levou a uma violência contra o Patrimônio de todos, naquela manhã de domingo, 26 de março, a luz era intensa novamente- não somente vinda do alto do céu, mas na percepção daqueles que ali estavam para fazer reviver a pequena capelinha do Senhor do Bonfim.
Na noite de outubro, quando do incêndio, as chamas do mesmo não conseguiram iluminar os corações, mas conseguiram tornar claro a cegueira de todos ao relegar o Bonfim ao abandono. O arder das chamas fez inflamar as consciências adormecidas... "Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá" ( Ef 5, 14) , alertou São Paulo aos itaunenses. Não se trata apenas e tão somente da capela de pedra, cal e madeiras....Mas do templo espiritual interno de cada um que reside nas barrancas de Sant’ana do rio São João Acima. É tempo de reconstruir-se. E segue Paulo Apóstolo em sua admoestação... "Não vos associeis às obras das trevas, que não levam a nada; antes, desmascarai-as" (Ef 5, 11).
E naquela manhã o "Senhor nos conduziu pelos prados e campinas verdejantes" (Sl 22) até o alto do Bonfim. Capela restaurada através de parcerias diversas; entre a Mitra Diocesana de Divinópolis, a Paróquia de Fátima, o Ministério Público, a Prefeitura Municipal e tantos outros agentes anônimos. Apesar de ainda não ter sua peça sacra principal que a caracterizava – o seu antigo altar-mor: o altar do SENHOR DO BONFIM- e carecer também de uma otimização da via de acesso, de segurança, de uma adequada arborização e sua ocupação sadia, através de eventos religiosos e civis...Mas... "Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração" ( 1Sm 16, 7). As lentes das câmeras registraram o que se vê; o olhar de Deus sondou os corações dos homens e enxergou o real motivo de cada um ali estar naquela manhã.
Faltaram algumas lembranças que deveriam ter sido – por Justiça - assinaladas, como do Sr. Helênio Lara (de saudosa memória), empresário da Rádio Santana FM – que foi o primeiro a buscar o Ministério Público para que se tomasse as providências para a reconstrução da capela; da própria RÁDIO SANTANA FM que durante os últimos 15 anos doou a energia elétrica para a Capela do Bonfim; bem como instalou diversas câmeras a vigiar o sítio histórico.
Apesar das diferenças políticas o ex-prefeito Osmando Pereira da Silva também deveria ter sido convidado para a reinauguração, afinal; além da assinatura do contrato de reconstrução, foi o responsável por grande parte do andamento da obra.
Enfim, resta agora aos itaunenses – com a Capela do Rosário restaurada, com a Matriz de Sant’ana restaurada ( leia-se e agradeça-se à Arquê Construtora) e com a Capela do Bonfim reconstruída, passar à restauração de nossa gente. A restauração da alma itaunense. Que se restaure a luz dos corações para que nos unamos na reconstrução de nossa própria cidade. Deixemos de lado as cegueiras das vaidades políticas pessoais que nada constroem; vamos abrir os olhos do espírito e caminhar para as águas repousantes da Justiça Social e do Bem Comum.
E assim, Felicidade e todo bem hão de seguir-nos por toda a nossa vida.
 
*Bacharel em Direito / Licenciado em História pela UNIVERSIDADE DE ITAÚNA. Historiador/ Escritor/ 1º Secretário da ACADEMIA ITAUNENSE DE LETRAS/ Autor de "Crônicas Barranqueiras" e coautor de "Essências" e "Olhares Múltiplos"/ Diretor da E.E. "Prof. Gilka Drumond de Faria". Cidadão Honorário de Itaúna
 
11/02/17
Duas tendências que fluem da psicologia humana.
Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
Quando são analisados os pensamentos e atos da vida dos seres humanos, imediatamente se perfilam as duas tendências que fluem de sua psicologia: uma que se manifesta encaminhada para o bem, para a verdade e a razão; outra que se pronuncia para o mal, para o erro e o desvio. Daí nasce, dentro de cada ser, o conflito que promove as mais variadas questões. A primeira dessas tendências incita o homem a descobrir a verdade, fazendo-o sentir por ela uma verdadeira afeição; a segunda se opõe, dificultando em todo o momento essa tarefa. Da pugna constante entre ambas surgem os mais diversos motivos de estudo psicológico, cuja análise denuncia ausência de domínio próprio no desenvolvimento das idéias e nas atividades dos pensamentos. Ocorre assim que, enquanto algumas vezes o homem atua com a melhor disposição de ânimo e elevada conduta, outras vezes toma o sentido oposto, aparecendo como negação de si mesmo. Essa alternativa, manifestada com bastante freqüência, é a que lhe impede a realização de muitos de seus melhores anelos, pois é como se estivesse constantemente desfazendo o que havia feito.
A maioria dos seres, por carecer de um conhecimento em profundidade sobre este ponto, chega a tornar infértil sua vida e anular, em conseqüência, todas as suas prerrogativas. Em tais condições, se não consegue vencer a tendência que empurra para o mal, essa maioria fica incapacitada para edificar para si um destino feliz. E sabe-se que, não havendo estabilidade na linha de conduta a seguir e nos juízos ou conceitos sustentados, não é possível a permanência no ser das coisas estáveis, o que leva, inevitavelmente, à incerteza, à dúvida e ao ceticismo, que se resumem numa verdadeira desorientação.
Quando o homem não consegue fixar dentro de si as posições que definem o quadro das próprias aspirações, com extrema facilidade se torna um joguete das circunstâncias. E, se não consegue compreender a importância que tem para sua vida o conhecimento das causas que motivam as situações que lhe costumam ser criadas, a fim de se precaver contra toda influência que o arraste na direção do mal, não encontrará a forma de sair delas. Ao contrário disso, quando ele chega a estabelecer dentro de si uma arraigada convicção a respeito da importância capital que tem a manutenção de uma linha de conduta invariável acerca dos propósitos de bem que se foram reafirmando em sua consciência, a vida se torna estável e invulnerável aos embates e às agitações provocadas por tendências alheias a tais propósitos. Isso requer, como é natural, uma constante vigilância sobre os próprios pensamentos. O convencimento a que aludimos tem que ser capaz de impedir até a menor perturbação interna que pudesse ser ocasionada pelas tantas circunstâncias que, no curso dos dias, sobrevêm para provar a consistência dos pronunciamentos íntimos. Quando prevalece a confiança que o homem deposita em suas próprias decisões, ele cuida para que nada altere o processo de suas realizações, pois sabe que coisa alguma fará ou, melhor ainda, concluirá, caso se debilite nele a força da convicção que haverá de levá-lo ao cumprimento de seus anelos. Em resumo, a solução desta questão reside em dar maior volume à tendência de bem que flui de cada psicologia individual, enquanto se reprime, até alcançar sua total eliminação, a tendência que inclina para o mal. Vencer nessa luta é dar com uma das chaves que emancipam o espírito da constante e angustiosa incerteza em que vive.
 
No dia 21 de fevereiro a Fundação Logosófica de Itaúna promoverá em sua sede, à Rua Capitão Vicente, 10, sala 212, às 19h, uma reunião temática: A transformação do mundo através da educação.
Inscrições gratuitas pelo telefone 98811-8801 ou e-mail:
mg-itauna@logosofia.com.br
As vagas são limitadas.
 
07/01/17
Não podemos cultuar o pessimismo 
O Brasil está vivendo a maior turbulência política, econômica e social de sua história, este cenário envolve os mais diversos atores do nosso sistema de governo. Tudo acontece na permis-sividade de nosso regime, onde uma estrutura institucional nos insere na DEMOCRÁTICA. Nossa democracia é nova, é uma "bebê", que está crescendo, e com seu crescimento está ganhando personalidade, maturidade e eficiência. Existe falta de harmonia e muito constrangimento entre os poderes constituídos, porém percebe-se que estes mesmos, estão cada vez mais independentes e ainda menos corporativos. Podemos afirmar que, nossas instituições estão funcionando melhor e ganhando forças para coibir os crimes. Temos à disposição do cidadão, as Câmaras Municipais; Estaduais e Federal, com seus mecanismos próprios de investigação; as Corregedorias, Tribunais de Contas, Polícias Civil e Militar e ainda a Polícia Federal e, os Ministérios Públicos Estaduais e Federal, prontos para denunciar e investigar todo tipo de ilícito. O Poder Judiciário está sendo cada vez mais cobrado, e ampliando suas atuações, apesar de estar longe do ideal, e ainda existe a força do povo se manifestando e denunciando toda espécie de crimes.
Os episódios investigatórios recentes nos convencem de que, somos iguais perante a Lei, nada mais pode ser encoberto, abafado, isto é, a Lei deve ser aplicada a todos, independentemente de raça, cor, posição social e econômica, e, o cargo que "eventualmente" se ocupe. Quando é que tivemos notícias de prisões de pessoas ricas e poderosas no Brasil, num passado tão próximo? Hoje temos "estes ricos e poderosos" presos inclusive, respondendo processos por todo tipo de crime, principalmente pela prática de corrupção.
Quando da prisão e condenação do Juiz "Lalau" em São Paulo-SP, nos assustamos e começamos a acreditar na nos-sa Justiça e por conseguinte em nossa "menina democracia."
Quando foi que verificamos a prisão de grandes empresários, executivos de grandes empresas, chefes de poderes, deputados, senadores, ex-governadores, prefeitos e tantos outros que até pouco tempo eram intocáveis?
À persistir os nossos Poderes Constituídos, que combatem a corrupção, podemos afirmar que as nossas próximas gerações, serão mais conscientes frente à Nação e, com certeza, serão melhores cidadãos, e será por aí que teremos sim um país mais justo, com um "Estado de Direito" definitivamente consolidado e com um dos melhores regimes de governo que bem nos represente.
O suporte vigoroso da Democracia é nossa Constituição Cidadã, que em alguns de seus artigos, é verdade, ainda está por ser regulamentado. Nossa Democracia não se resume apenas em nossa liberdade de ir e vir, de liberdade de expressão, de votar e ser votado, mas pressupõe-se ainda no fortalecimento de nossas instituições, que com o cumprimento de nossa Constituição Cidadã, nos oferecerá um futuro com uma nação, mais apurada e solidificada na sua verdadeira e plena cidadania.
Entre estas e tantas outras premissas, devemos alimentar o otimismo num País melhor, com as gestões Públicas dos homens e mulheres de bem, para e com as novas gerações.
Alimentar o otimismo diante do quadro em que vivemos, pode nos parecer utópico, mas a fé nos move diante de um Brasil tão grande e promissor, que com medidas corretas e legais, e a proteção Divina se ternará uma grande nação. Que viva a nossa Democracia! Avante Brasil.
Apesar da grande interrogação: "Em quem confiar?". O fato é, que ainda tem muita gente honesta, bem intencionada e séria, digna de confiança de nosso povo.
Um feliz momento natalino e um ano novo de muitas realizações para todos.
Pedro Paulo Pinto - Advogado, Ex-vereador e Ex-Prefeito do Munícipio de Itaúna.
 
 
2017 – Receita de Ano Novo
Prof. Luiz MASCARENHAS*
Ano Novo, vida nova; preconizam alguns. Começo estas linhas citando Carlos Drummond de Andrade, pois o mesmo desenhou uma poesia com esse título "Receita de Ano Novo". Drummond nos diz a certa altura de seu poema: "Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver".
Contudo e apesar dos pesares – como brasileiros- precisamos seguir em frente. "EX SPE IN SPEM"; exorta-nos o nosso Dom Paulo Evaristo Arns, que fez sua passagem para a Casa do Pai há pouco tempo..."EX SPE IN SPEM", ou seja, de esperança em esperança.
E aqui estamos nós. Nas nossas abençoadas e bucólicas barrancas de Sant’anna do São Acima, todos prontos, dispostos e ávidos para bem viver os dias deste novo ano.
Uma nova administração municipal. Uma nova Câmara. Um novo olhar. Um novo pensar. Tudo isso é muito bom (e esperamos que de fato seja). O ser humano necessita dessa nova oxignação no mundo da civilização que imaginou e criou. Até mesmo porque se torna vital um novo ardor diante de velhos valores; às vezes esquecidos à margem do caminho, no afoitamento por coisas novas e que nos eram muito caros.
Nem tudo em nossas Vidas será novo. Nosso cotidiano é feito de velhas rotinas. Você precisa repensar as suas. Qual delas deverá ser renovada? Qual delas não lhe faz bem? Novo – portanto- deverá ser o nosso "modus vivendi" naqueles pontos mal resolvidos. A palavra é Esperança. Sempre. Se temos sonhos – e precisamos tê-los- o planejar se torna o caminho para um dia deles degustarmos. Mesmo tendo a ciência de que sonhos poderão ser sempre e apenas sonhos.
Qual a receita então para o Ano Novo? Diria que seja viver – e deixar viver; tão importante quanto. E viver um dia após o outro. Recordo aqui do "Decálogo da Serenidade" de João XIII, que todos deveriam ter afixado em local bem visível: "Só por hoje tratarei de vi-ver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver o problema da minha vida todo de uma vez". E isto significa ter paz na mente. Paz nos pensamentos. Paz que se reflete em nossas atitudes. Atitudes para conosco mesmo e a partir daí, para com o outro.
Vivenciamos tempos difíceis, sombrios e confusos em nosso país; dada tda a problemática política, econômica e social e que obviamente reflete também todo um cenário mundial. Vemos novamente, os mais pobres e excluídos da sociedade sendo triturados, esmagados pela ganância de sistemas que se revezam e se complementam no Poder.
Uma Cultura de Paz se faz necessária. E a Cultura da Paz exige de nós mudanças que favoreçam a todos.
Enfim, desarme-se. Coloque um sorriso no rosto (cara amarrada só ajuda a sua úlcera), limpe sua mente de negati-vidades e siga o seu caminhar de maneira mais leve. Seja você a estender a mão. Seja você a reconhecer o erro. Seja você a ter a primeira atitude de paz.
 
PAZ E BEM a todos!
*Bacharel em Direito / Licenciado em História pela Universidade de Itaúna/ Historiador/ Escritor/ 1º Secretário da Academia Itaunense de Letras/ Autor de "Crônicas Barranqueiras" e coautor de "Essências" e "Olhares Múltiplos"/ Diretor da E.E. "Prof. Gilka Drumond de Faria" /Cidadão Honorário de Itaúna
 
17/12/16
Como organizar o arquivo mental 
Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
Tomemos, por exemplo, um pensamento a que demos vida porque o consideramos útil ou, suponhamos, porque nos trará satisfação conviver com ele, ainda que não venhamos a ter necessidade de nos servir dele em todos os momentos. Nós o colocamos no arquivo mental, quer dizer, o situamos num lugar proeminente de nossa chamada "memória", ou seja, da faculdade de recordar. E assim vamos colocando, um após outro, todos aqueles que são úteis e que haverão de nos servir em cada uma das circunstâncias em que maior necessidade tenhamos deles para cumprir uma atuação feliz.
No mundo comum, ocorre que esses pensamentos são amontoados no recinto mental, na confiança de tê-los à mão ao chegar o momento de utilizá-los, em vez de serem cuidadosamente ordenados, como num arquivo. Porém, chega o momento de fazer uso de um deles, e a maioria das pessoas, ao ir em sua busca, não o encontra, ou demora tanto a achá-lo entre os demais, que no final não pode empregá-lo.
Em Logosofia o caso é muito diferente, porque eles podem ser colocados no recinto mental, classificados numa ordem e, chegada a oportunidade, pode-se recorrer a eles e encontrá-los rapidamente, a fim de utilizá-los com inteligência. Pois bem; como tais pensamentos são passíveis de aumentar de acordo com a capacidade que se vá
alcançando - capacidade em espaço mental, entende-se -, deve-se têlos sempre em movimento; tomar um ou outro, segundo a situação, para que nos sirva num suposto caso que lhe apresentemos; por exemplo, um caso em que poderia nos servir para solucionar um problema, quando faremos com que o pensamento eleito para o dito
exercício se ponha em atividade e cumpra seu objetivo. Se essa prova se fizer duas, três, cinco, dez, quinze vezes, será conseguida uma grande flexibilidade mental, e teremos toda a segurança de que, depois, ao menor movimento de nosso pensamento motor, a imagem que queremos recordar acudirá por si e de imediato a nosso chamado, sendo possível utilizá-la com toda a facilidade.
Isso é o que muitas vezes tem surpreendido e assombrado o espírito das pessoas, quando, na presença de alguém que possui uma vasta cultura mental, observa essa forma instantânea de atuar com os pensamentos. Tal acontece justamente porque se teve a precaução de ordenar esse grande arquivo que existe na mente, organizando-o de tal modo que, constantemente, todos os pensamentos são postos em atividade, tomando a uns e a outros para que participem desse contínuo jogo de treinamento, como meio mais eficaz de tê-los sempre dispostos e prontos para servir.
Há mais, porém: podemos ter na mente um pensamento de determinada natureza que vamos utilizar, servir-nos dele; se, porém, em vez de empregá-lo conforme sua natureza, conforme o fim a que está destinado, o utilizamos para outro fim, como faz a maioria, isso dará origem a um movimento de resistência do pensamento dentro da própria mente e, também, na dos demais, existindo casos em que até se produzem perturbações e conseqüências que depois devem ser lamentadas.
Vejamos um exemplo: encontrando-nos num momento de necessidade, recorremos a alguém à procura de ajuda; expomos, com auxílio de pensamentos que configuram tal necessidade, a situação em que nos encontramos e obtemos o que pedimos. Esse pensamento cumpriu sua missão e alcançou com êxito o objetivo perseguido; entretanto, se queremos sem necessidade alguma utilizá-lo para aproveitar da boa-fé de alguém, tratando de conseguir o que na outra situação era lógico e razoável, isso produzirá um movimento de resistência numa e noutra mente, ocasionando desgostos e incômodos inúteis. É que se terá utilizado esse pensamento não para aquilo a que estava destinado, mas sim para um fim mesquinho, ou um fim que não era, precisamente, aquele que lhe fora assinalado quando ele foi posto no arquivo mental.
Artigo extraído da Coletânea da Revista Logosofia, tomo 1, pag. 5
Da Sabedoria Logosófica
 
 
03/12/16
O livro da vida
A presença desse livro em nossas mãos haverá de nos chamar muitas vezes à realidade e à reflexão
Porventura os grandes homens, no ocaso de seus dias, não escrevem suas memórias? Pois bem; escreva cada um dos homens as suas, recolhidas ao longo da vida, e assim não esquecerão muitos dos tantos episódios, fatos ou circunstâncias nos quais intervieram diretamente.
É muito natural que isso, para os não afeitos a escrever, haverá de parecer engraçado e por demais difícil. Não temos dúvida quanto a isso; e tampouco duvidamos que possa parecer difícil até mesmo para os que costumam encher páginas e páginas, ocupando sua atenção com temas de seu interesse. Não obstante, não serão poucos os que haverão de gostar da ideia, preparando o ânimo para tal fim. A estes deverá servir a seguinte sugestão: se quereis ser mais, não vos deis valor de menos; e se quereis alcançar aquilo que vos propondes, não cruzeis os braços, pensando que sem esforço consumareis vosso propósito.
Quando se vive uma vida carente de perspectivas, é natural não sentir desejo algum de lhe atribuir importância. Quando, porém, se tem consciência do desenvolvimento que essa vida teve e das perspectivas que anunciam um futuro cheio de possibilidades, porventura essa circunstância não inclina a anotar nas páginas de um livro íntimo todos os instantes do passado, do mais feliz ao mais amargo, e do mais intranscendente ao de maior vulto, a fim de dar-lhe continuação à medida que se percorre a parábola da existência?
O interessante dessa tarefa é que, uma vez iniciada, promove de imediato, junto com as satisfações que permite experimentar, uma acentuada preocupação em evitar que fiquem folhas em branco pela falta de algo que anotar nelas. É que, da mesma forma que a ninguém agradaria ler um livro qualquer tendo de passar páginas em branco, isso muito menos pode agradar quando se trata do próprio livro.
Quão agradável haverá de ser, cada vez que se faça um alto na caminhada, a evocação das imagens ingênuas e ao mesmo tempo ousadas da infância! Ou aquelas outras da juventude que desfilavam pela tela mental, onde a imaginação, com sua lanterna mágica, projetava planos que, sendo inalcançáveis, logo seriam desfeitos!
Poder-se-ia argumentar que não seria desejável anotar nesse livro as passagens ingratas, ou seja, as horas mal vividas, nas quais estão incluídos erros e faltas cometidos, etc., mas a isso responderemos que não haverá de ser difícil trocar - já que se trata de um livro de folhas cambiáveis - as horas mal vividas por outras vividas de forma melhor, o que significaria haver superado estados inferiores e impróprios de uma vida que procura enaltecer-se e alcançar os ansiados cumes da felicidade.
Trechos extraídos da Coletânea da Revista Logosofia- tomo I pag. 249-250
 
26/11/16
Fintechs: como elas estão mudando a relação das empresas com os bancos?
ERP Omie fecha parceria inédita com Fintech israelense para oferecer crédito dentro do sistema, com juros menores e sem burocracia
Welton Ramos
Muito tem se falado sobre o impacto das Fintechs, empresas de finanças baseadas em plataformas digitais, no cotidiano das pessoas físicas. São "bancos" sem agências, "corretoras de investimento" sem corretores, "correntistas" sem gerente e nem tarifas. A tecnologia tem proporcionado uma verdadeira revolução na maneira como as pessoas lidam com o próprio dinheiro. A novidade agora é que está mudando também o jeito como as empresas fazem isso. Já se fala, inclusive, sobre o fim do dinheiro - pelo menos do jeito como conhecemos hoje.
No mundo mobile, carteiras, cartões e extratos estão sendo facilmente substituídos por aplicativos no seu smartphone. As Fintechs são tão disruptivas para os bancos quanto o Uber para os taxistas. Já tem gente chamando esse fenômeno de desbancarização. Segundo dados da FintechLab, estima-se que já existam cerca de 150 Fintechs atuando no país. No total, são nove categorias de atuação: pagamentos, gestão financeira, investimentos, empréstimos, funding, Bitcoin, conectividade, Big Data e até de seguros.
Além de trazer grande facilidade para o cotidiano das pessoas, essas Fintechs também estão prometendo sacudir a relação das empresas, independentemente do porte, com as instituições financeiras tradicionais. Um dos melhores exemplos nesse sentido é uma parceria inédita entre a brasileira Omie e a israelense WorkCapital. A Omiexperience, empresa desenvolvedora do Omie, ERP focado na gestão de empresas de pequeno e médio porte, se uniu à WorkCapital para oferecer crédito aos seus clientes dentro do próprio sistema. O sucesso já é tão grande que só na semana do lançamento houve mais de 450 solicitações, totalizando R$ 53 milhões em pedidos.
Segundo uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC Brasil, a crise só tem dificultado o acesso ao crédito. Cerca de 36,9% dos entrevistados das PMEs consideram que conseguir empréstimos é algo difícil e, as maiores dificuldades são a burocracia e as altas taxas de juros. "Com a recessão econômica, os bancos ficaram muito mais receosos em emprestar. Como o risco de inadimplência está maior, as taxas de juros sobem e as burocracias também. O crédito via Omie elimina tudo isso. Como o sistema mantém a contabilidade da empresa em tempo real, já temos dados suficientes para calcular automaticamente sua capacidade de pagamento, mas apenas rodamos esse algoritmo com a autorização prévia da empresa. Isso nos permite oferecer taxas bem menores", garante Marcelo Lombardo, CEO da Omiexperience.
O desenvolvimento da ação para o mercado brasileiro levou cerca de um ano e envolveu mais de 20 desenvolvedores dos dois lados. Um dos sócios da WorkCapital, Simão Neumark, é brasileiro e, seu conhecimento sobre o país foi determinante para avançar na parceria. "Conheço bem a realidade das empresas brasileiras, sobretudo as de pequeno e médio porte. Sabia que faltava uma solução como essa, capaz de resolver o problema de acesso ao crédito com um único clique", lembra.
A ideia é promover e ampliar o acesso ao crédito via antecipação de duplicatas com taxas mais baixas, que cabem no bolso dos pequenos empresários. "Fazemos uma análise algorítmica completa da empresa, algo nunca feito no mercado de crédito para PME", defende Lombardo. Para quem não conhece, antecipação de duplicatas é uma operação em que uma empresa cede seus recebíveis para receber o valor referente a estas vendas no mesmo dia, descontada a taxa de fomento mercantil. A partir deste ponto, os clientes desta empresa que receberam a mercadoria ou serviço pagarão diretamente à WorkCapital, finalizando assim o ciclo de crédito.
 
19/11/16
ARTIGO
A superação integral como objetivo
A ninguém está vedado superar suas próprias condições 
Embora seja certo que muitos desejam uma superação de suas vidas, por se sentirem desconformes com a passagem monótona de seus dias - que se sucedem e se repetem como algo fatal, sem nenhuma variação que estimule o espírito, tal como a gota d'água a cair sempre de modo igual -, nem todos se empenham em realizar esse objetivo com a resolução, paciência e constância que são requeridas por um processo de superação integral, o qual exige, como requisito indispensável, que se trace um plano de trabalho pessoal.
Este plano consiste na observação ininterrupta de todos os movimentos diários que se referem tanto aos pensamentos quanto às atuações que o indivíduo está habituado a desenvolver no curso de seus dias. Mencionamos os pensamentos em primeiro lugar porque são eles os que têm a principal interferência na realização de tal processo.
A preparação interna que se realiza com vista ao desenvolvimento da inteligência, por exemplo, requer ser assistida por uma firme vontade de alcançar um verdadeiro adiantamento em cada um dos conhecimentos comuns em que a vida diária se desenvolve. A preocupação básica é neste caso permanente, e preside uma por uma das horas que se vivem. Assim, sendo permanente o empenho, haverá uma melhoria de todas as atuações e se tratará, ao mesmo tempo, de ir superando a cada dia as atividades que se vão desenvolvendo, pois nada pode estimular mais, nem causar alegria mais terna, do que observar o progresso obtido em cada superação.
Porém, há algo que vai além das atuações ou atividades externas, isto é, daquelas que comumente se realizam; esse algo é a superação integral, que não deverá ser feita visando apenas a um maior desenvolvimento da inteligência, mas para alcançar todos os confins da vida do ser. E, para isso, será necessário que este crie no interior de si mesmo o ambiente adequado, a fim de que frutifique o bem que se persegue.
Saber que se pode ser mais do que se é e ter mais do que se tem, mercê dessa superação em que a alma deve se empenhar com todo o afinco, é já uma garantia inquestionável do que é possível alcançar. Mas as normas a que todo ser humano deve submeter o exercício continuado de suas faculdades mentais deverão ser inflexíveis, no sentido de não tolerar os erros e as deficiências, as quais devem ser corrigidas ou eliminadas à medida que se avança em busca do aperfeiçoamento.
Os obstáculos e dificuldades que geralmente se interpõem ao cumprimento de tão plausíveis desejos de superação são o esquecimento dos propósitos, a falta de vontade para prosseguir o labor iniciado e o tão acentuado costume de deixar sempre para outro dia o que se pode fazer a qualquer momento. Não obstante, sempre se viu que os que triunfam nisto ou naquilo, alcançando as metas almejadas, são os que persistem em seus esforços e corrigem suas atuações deficientes.
CRL1 - p. 171
OBS: No dia 22 de novembro, às 18h30 faremos uma reunião informativa para interessados em conhecer mais sobre a Logosofia sobre o tema: "Como reverter a decadência da cultura atual". A inscrição poderá ser feita pelo email: mg-itauna@logosofia.org.br ou pelo cel (37)98811-8801 gratuitamente.
Enviado por Luiz Antônio de Faria Fonseca
 
12/11/16
Reforma do Ensino Médio: por que as mudanças são necessárias?
Por Ricardo Althoff
O país precisa de mudança. Isso é um fato inegável. Nossa constituição já data de quase 30 anos, e com certeza há coisas que antes eram vistas como positivas, que hoje não o são, e que carecem de revisão. Uma delas é a nossa educação.
Apesar da maneira brusca com que foi apresentada a Medida Provisória que determina uma reforma no Ensino Médio das escolas brasileiras, particulares e privadas, essa proposta não surgiu agora.
São cerca de 20 anos, desde o fim do governo FHC, em que todos os governantes de nosso país vêm tentando aplicar essas mudanças. Seu intuito é deixar o país mais próximo de modelos de sucesso, mundo a fora, especializando alunos desde cedo.
Como dito, a maneira brusca foi o que gerou tamanha comoção. A abertura para o diálogo e sugestão só veio depois. Esse foi o erro do governo. Se a apresentação tivesse sido melhor organizada, os próprios alunos, que hoje estão em ocupações, tivessem tido espaço para ajudar e serem ouvidos de forma mais eficaz, talvez nada disso acontecesse.
De um modo geral, a mudança é necessária. O modo como o ensino médio vem sendo tratado nos últimos anos não segue as propostas apresentadas na nossa Lei de Diretrizes e Bases atual. Ela define o ensino médio como mais uma etapa da educação básica, e que por isso deve possuir uma característica universal.
Sendo assim, não adianta continuar descumprindo a lei, se já não se enxerga que são assim que as coisas funcionam. Há anos que o ensino médio já não é tratado dessa forma. A lei acaba tendo de se adequar à realidade. Hoje os conceitos são diferentes, o que se espera do estudante é que ele tenha mais oportunidade de galgar outros aspectos da especialização.
Hoje, quem tem uma educação superior tem melhores condições de trabalho e salário do que aqueles que não têm. Não que não haja profissões que não precisam de faculdade. Elas ainda existem, mas dentro das que precisam, é interessante para todo mundo que haja profissionais mais bem treinados.
Sendo assim, o Ensino Médio se torna mais uma etapa de especialização, algo que o aluno pode dedicar à construção de sua carreira desde o início, e desde bem antes. Isso ajuda a ter uma classe mais especializada. O próprio ensino médio se torna mais uma etapa da educação que visa o profissionalismo e a vida adulta.
Gostaria de citar três alterações que tem causado muita polêmica, e apresentar minha visão sobre como elas podem ser positivas, e não negativas, como se vem observando.
A primeira delas é a organização das aulas em tempo integral, de sete horas diárias. No estado atual, essa mudança levanta questões sobre infraestrutura física e pedagógica.
É óbvio que mudanças terão de ser aplicadas. No que tange ao pedagógico se fará necessária uma adequação de currículo, algo que é mais simples e demanda muito menos esforço do que alterações físicas da estrutura da escola. Entretanto, essas também serão necessárias e isso dispenderá algum investimento.
Para as escolas particulares, sem dúvida, será mais simples, mas para as públicas há aqui uma oportunidade e uma necessidade que será atendida pelo governo, afinal a proposta de mudança partiu dele.
Lembrando que essa é uma atribuição do governo estadual, já que quase todas as escolas públicas de Ensino Médio, tirando uma ou outra, são de gerência estadual. As escolas podem ganhar muito com isso, pois o governo, ao aplicar a MP, está se comprometendo a apresentar condições para que ela seja vigente.
A outra questão é a da retirada da obrigatoriedade do ensino de filosofia, sociologia, arte e educação física. Bem, nesse caso elas se tornaram apenas optativas, não obrigatórias. Há uma opção, uma flexibilidade, o que não as exclui em suma. Ainda haverá aulas dessas matérias nas escolas que acharem isso pertinente.
Outro ponto importante é a da possibilidade de se guiar para uma área de ensino com que mais o aluno se identifique. Na verdade, isso já ocorre em muitas escolas técnicas há muitos anos. O aluno poderá guiar-se para um currículo que será mais útil e intensivo a ele, sem que as aulas básicas do período matutino deixem de ser aplicadas.
Pode haver problemas em diversos pontos dessa MP, e é por isso que o próprio governo, admitindo a maneira como a apresentou, propôs um diálogo e abriu meios de recepção de sugestões. O caso é que o ensino precisa de mudança e o país também. Não adianta ficar parado.
O ideal é que se utilize todos os canais democráticos para que isso seja feito de melhor acordo com a sociedade, mas que seja feito. Há pontos a serem melhorados e há falhas, mas há também oportunidade. É preciso diálogo para que se apare as arestas.
 
Ricardo Althoff é CEO da Seu Professor Empreendedor & Negócios. Sobre a Seu Professor Empreendedor & Negócios: www.seuprofessor.com.br
 
 
05-11-16
Memória e História
Prof. Luiz MASCARENHAS*
O homem deixa rastros sobre a Terra. Sinais de sua passagem, de suas lutas e de sua permanência em algum lugar. A História tem como substrato os documentos, as ruínas, as construções; restos e vestígios sobre os quais podemos deduzir ou aferir o seu modo de vida, suas crenças, seu pensamento e seus valores. Havemos por bem então, respeitar este passado. Um povo sem História é um povo sem memória, cujo passado vai se perdendo, o presente é difuso e o futuro incerto; porque não consegue construir uma identidade, um rosto que lhes identifique como um corpo único, social, cultural, coletivo; como povo, como nação. E sendo assim, sem identidade, fica à mercê de outros povos, de outras culturas que facilmente lhe dominam.
A colonização das Minas se revestiu de grande singularidade pelo contexto e questões envolvidas. Uma dessas marcas profundas é a religiosidade. Sempre junto a um povoado, arraial ou vila, era plantado, no alto de um monte próximo, um cruzeiro. Sinal de benção, de esperança, de proteção. Itaúna não fugiu à regra. Ponto de convergência entre dois grandes centros coloniais- Bonfim e Pitangui- logo desponta como o arraial de Sant’ana e em suas cumeadas, primeiro no morro do Rosário e um século depois, no morro do Bonfim, emergem os seus cruzeiros e suas capelas.
A Capela do Bonfim é o resultado visível da passagem dos frades barbôneos, que vindos da Itália- pelo idos de 1853- tinham missões precisas. Dentre elas, a construção de cemitérios. Aqui, providenciaram uma troca de igrejas; a Capela do Rosário pela Matriz de Sant’ana e deixaram a instrução para se "construir a Capela do Senhor do Bonfim no alto do morro de Santa Cruz". O que foi levado a efeito por um abastado fazendeiro, que com certeza era o dono das terras, Tenente-coronel José Ribeiro de Azambuja.
Lamentavelmente, em um país aonde a História, a Cultura e as Artes são tão pouco valorizadas, o alto do antigo morro de Santa Cruz, hoje, morro do Bonfim, foi sendo relegado à própria sorte ao longo dos anos. A falta de políticas públicas de ocupação responsável do sítio histórico, levou a antiga Capela do Bonfim a perder-se entre um cipoal de modernas antenas de transmissão. Ninguém é contra os avanços necessários da modernidade e seus confortos; o que se é contra é o total descaso e desrespeito para com o passado- o que não se verifica nos países de cultura mais elevada. E, finalmente, a Capela do Senhor do Bonfim, encontrou-se com seu maior sinistro no dia 16 de outubro de 2014. Um incêndio criminoso reduziu a cinzas e escombros parte de nossa História. A original, para sempre perdida. Agora, vejo com bons olhos, a reconstrução da Capela e a tentativa de se resgatar a memória de nossa gente. Pena que, para as atenções, olhares e investimentos chegarem até o alto do Bonfim, foi necessário as chamas cruéis da insanidade humana.
Que se reconstrua a Capela. Que se urbanize o seu sítio histórico com uma logística apropriada e que- a partir dessa dura lição- possamos socorrer as riquezas de nosso patrimônio histórico, artístico e cultural antes de virarem pó. Caso contrário, as gerações futuras irão nos condenar por nossa negligência contra os nossos ancestrais.
"Zellus domus tuae comedit me"
 
*Bacharel em Direito / Licenciado em História pela UNIVERSIDADE DE ITAÚNA; Historiador/ Escritor/ 1º Secretário da ACADEMIA ITAUNENSE DE LETRAS; Autor de "Crônicas Barranqueiras" e coautor de "Essências" e "Olhares Múltiplos"; Diretor da E.E. "Prof. Gilka Drumond de Faria"; Cidadão Honorário de Itaúna
 
 
 
15/10/16
A ficha corrida de Lula –Análise do Instituto Teotonio Vilela
Luiz Inácio Lula da Silva ganhou mais um item na sua já extensa ficha corrida. Agora, o ex-presidente também é alvo de denúncia por participação em organização criminosa. Para quem já é réu por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tentativa de obstrução de Justiça, trata-se de um currículo e tanto.Na nova denúncia, apresentada na última segunda-feira, o ex-presidente é acusado pelo Ministério Público Federal de ter cometido crime de lavagem de dinheiro nada menos que 44 vezes, conforme relatou O Globo. As falcatruas referem-se a operações de empréstimos do BNDES para financiar obras da Odebrecht no exterior, em especial em Angola.
Os contratos fraudulentos podem ter chegado a R$ 30 milhões, segundo O Estado de S. Paulo, dos quais R$ 4 milhões podem ter ido parar no bolso de Lula. As denúncias foram divididas em dois blocos: uma parte apura ilícitos cometidos quando ele já havia deixado a Presidência da República, época em que teria praticado crime de tráfico de influência, e a outra quando ele ainda ocupava o cargo, ocasião em que o delito teria sido o de corrupção passiva.
A nova denúncia carrega os mesmos traços das investigações anteriores. Envolve parentes de Lula no recebimento de benefícios ilícitos e a utilização de estruturas do Estado, em especial as polpudas linhas de financiamento do BNDES, para encher os bolsos do ex-presidente e de sua família. Desta vez, o artífice das maracutaias é um sobrinho do petista, e até plano de saúde de um irmão de Lula pode ter entrado na conta da propina.
Lula já responde a outros dois processos, nos quais figura como réu: por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, no caso dos notórios tríplex do Guarujá e sítio de Atibaia; e de obstrução de Justiça, na tentativa de impedir que Nestor Cerveró, na condição de ex-diretor da Petrobras, revelasse aos investigadores do MP e da Polícia Federal o que sabe sobre o petrolão.
As novas suspeitas de irregularidades ora investigadas pelo MP vão tão longe que, também nesta semana, o BNDES decidiu alterar seus procedimentos referentes a financiamentos no exterior. O banco suspendeu repasses de US$ 4,7 bilhões relacionados a contratos de emprei-teiras em nove países, como Cuba, Venezuela e Angola - onde está a obra objeto da nova denúncia contra Lula.
Na lista do BNDES, estão 25 operações que podem ter funcionado como sorvedouro de dinheiro público nos governos do PT. O valor envolvido representa quase metade da carteira de exportação de serviços do banco - das operações feitas nos últimos dez anos, 82% foram direcionadas à Odebrecht, concluiu o TCU recentemente. Foi aí, nesta montanha de dinheiro, que Lula nadou de braçada e agora corre o risco de afogar-se, sufocado por sua comprida ficha corrida.
 
21/03/15
Impeachment?
Para que um Impeachment aconteça são necessárias algumas condições políticas, em especial, fatos incontestáveis, governo sem apoio político e sem apoio popular. O impedimento de um governante é perfeitamente legal, constitucional, e é direito fundamental do cidadão brasileiro o direito a ter, exprimir, defender e manifestar opinião, e ainda realizar protestos. Isso não é "terceiro turno", isso é democracia, constitucional e republicana.
Posto isto, vejamos o que motiva o cidadão. Em primeiro lugar, ninguém falava em "impeachment", a não ser um pequeno grupo, até que outro grupo de fanáticos do PT amplificou a discussão classificando de "golpista" quem tinha aquela opinião. Não é golpismo, é da Constituição, fortificando a antipatia contra o PT. Até no nordeste brasileiro a presidente Dilma está mal vista.
O novo mandato da Dilma começou carcomido pela incompetência generalizada, notadamente econômica e energética, e pela corrupção na empresa pública mais querida do governo, a Petrobras, e com indicativo que a corrupção também ocorre na Eletrobrás, BB, BNDES...
E o pior, a tentativa da Dilma e seus seguidores de dividir a culpa com o Fernando Henrique Cardoso. Não só foi desmentido como virou motivo de piada entre a população. Também se tornou irritante ver os fanáticos culparem o FHC. Ainda mais que todo o alto escalão preso foi indicado pela Dilma ou pelo Lula.
Dias atrás, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, declarou que a corrupção na Petrobrás começou de forma sistemática e partidária logo no primeiro ano do Lula. Só o que ele arrecadou e vai devolver são US$ 97 milhões, ou R$ 303 milhões. Já foram repatriados da Suíça R$ 182 milhões. Barusco também disse que o tesoureiro do PT, João Vaccari (será que todo tesoureiro petista tem problema?), negociava os percentuais de propina. E disse ainda que o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, pediu dinheiro a uma das empresas investigadas na Lava Jato para a campanha presidencial de 2010. Se apertar as empresas, doações para a última campanha vão aparecer, motivo mais que suficiente para um "impeachment".
E a equipe da presidente não para de surpreender, mudaram a metodologia de cálculo do PIB, e com isso a economia em 2011 cresceu mais, foi 3,9% e não 2,7%, e nos anos anteriores o crescimento médio subiu de 3,5 para 3,7%. A indústria da maquiagem e da mentira não para. E quem acredita?
Até o mais simplório cidadão percebe que ruiu a aparência do "Brasil Maravilha", e a realidade do Brasil piorou incrivelmente desde as eleições. Se não bastasse a inflação visível dos alimentos, a energia elétrica não para de subir seus preços e, enquanto no resto do mundo reduz-se o preço da gasolina, no Brasil dispara. Uai, por que somente este "commodity" não segue o preço internacional quando cai? Corrupção, incompetência, desperdício de recursos, escolha de prioridades erradas, como o caríssimo Pré-Sal, etc.
Resumindo, o povo está cansado. Prova disso foi do panelaço ocorrido durante o pronunciamento da presidente Dilma, no dia 8 de março e das vaias que recebeu dos trabalhadores da feira da construção. O que pode piorar são os estudantes, decepcionados porque não conseguem fazer inscrição no fundo de educação FIES. Se em 1992 foram os caras-pintadas que deram suporte ao "impeachment"...
 
Mario Eugenio Saturno (cienciacuriosa.blog.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.
 
 
06/12/14
Dia do olho roxo
Parece daquelas brincadeiras de mau gosto, mas não é. Trata-se de definição de uma delegacia da mulher fazendo referência à segunda-feira, dia de maior incidência de espancamento de mulheres pelos companheiros, maridos, amantes e namorados.
No parágrafo anterior foi dito por ser colocado como se fosse uma coisa normal do cotidiano. Trata-se de uma tragédia. Quem espanca qualquer pessoa comete crime, e quem comete crime deve ser punido. Toda discussão correta tem que começar deste ponto. De outra forma é distorção.
Quando a decantada lei Maria da Penha foi aprovada como solução da violência contra mulheres, discordei e mencionei em artigo a ressalva de que se tratava de lei mais benéfica do que o Código Penal. E lei penal mais benéfica em vigor deve prevalecer sobre outra mais severa. A lei especifica a pena mínima de três meses. O Código Penal prevê dois anos, quando a agressão causa deformidade permanente (art. 129, § 2º, IV).
Mulheres com partes queimadas do corpo, com pedaços arrancados ou com imensas cicatrizes são o que se vê todo dia na televisão e nas delegacias. Alguém precisa explicar se há diferença da deformidade da mulher espancada pelo companheiro de outra causada por um estranho. Deve causar um sofrimento maior pela proximidade existente em razão do amor recíproco.
Além disso, vários outros artigos podem ser aplicados. No meio de tanta violência pode haver tipicidade de vários crimes num só ato, como cárcere privado, extorsão de bens, abortos provocados em decorrência das agressões, abuso do pátrio poder. A esmagadora maioria poderia ser tipificada como tentativa de homicídio, já que muitas mortes não se concretizam por interferência de terceiros.
Essas agressões ocorrem principalmente para calarem as mulheres sobre condutas reprováveis como traição, namoro, bebedeiras, jogos e outras incompatíveis com a vida conjugal. Também se deve ressaltar que o agressor masculino se aproveita de sua condição física maior do que a da parceira.
Em grande parte são covardes incapazes de levantar a voz contra outros de seu porte e descarregam suas frustrações sobre aquelas a quem deveriam proteger.
Deixar a defesa por conta das próprias vítimas é não querer enfrentar o problema como se deve. É simplificar demais. As mulheres sofrem primeiro o domínio psíquico e, por isso, perdem as forças para se defenderem sozinhas.
Há algum tempo houve noticiário de agressão do ator Kadu Moliterno à esposa. A rede Globo, ao menos, poderia ter expedido um manifesto de repúdio e tornar pública alguma punição profissional ao ator. Essa permissividade ajuda a passar a ideia de que alguns podem agredir sem punição. E não vale a máxima de que o pessoal é separado do profissional. Nesses casos, não é, nem deveria ser, pois os atores são imitados e o comedimento vem em função de possíveis exemplos de punição.
Todos os órgãos públicos, o Ministério Público, a sociedade em geral, as instituições de voluntários precisam se unir para criar mecanismos efetivos de defesa às vítimas.
Já as mulheres precisam tomar a iniciativa de sua própria defesa, já que são elas que sofrem as torturas. Só colocar letras em papel, chame-se isso de lei, nada resolve, conforme comprovado pelo aumento de assassinatos de mulheres pelos companheiros.
Não há número de violência aceitável, mas continuar com uma a cada três mulheres sendo agredida pelos companheiros é uma deformidade social.
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bacharel em direito
 
13/09/14
Os representantes do povo
Segundo a mitologia grega, Narciso era um herói. Sua beleza e seu excessivo orgulho lhes tornaram muito famoso. Afogou-se nas águas de um lago admirando sua própria imagem, pensando ser a semelhança de sua irmã gêmea que teria falecido e pela qual tinha uma enorme admiração.
Início do século XIX, Napoleão Bonaparte, o ambicioso soberano francês afirmava que "é melhor não ter nascido do que viver sem glórias". Faleceu aos 51 anos vítima de uma úlcera provocada, segundo o médico que o assistira, pela ansiedade.
A vaidade é, geralmente, uma característica de quem almeja um desejo excessivo de ser admirado; a ambição mostra de que o ser humano é capaz para ostentar fama, riqueza e poder. Na verdade são sentimentos que, quando não dosados, podem nos levar a caminhos perigosos e, muitas vezes, sem retorno.
Estamos assistindo a mais uma edição da "corrida eleitoral" em nível de estado e do país que acontece a cada quatro anos aqui no Brasil. Temos mais de uma dezena de candidatos competindo para o cargo de Presidente da República; além de Senadores e Governadores vamos escolher, ainda, os Deputados Federais e Estaduais em todos os estados da federação.
Infelizmente quando se trata desse tipo de competição o respeito e a lealdade desaparecem e dão lugar as mais absurdas práticas de engodo e ganância na tentativa de conquistar o voto, custe o que custar.
Torçamos para que a maioria dos candidatos não seja contaminada por sentimentos vaidosos, e que a ambição esteja apenas dentro dos parâmetros de uma conquista honrosa. Vamos participar dessa grandiosa festa cívica observando e fiscalizando para que prevaleçam os reais e verdadeiros objetivos da nobre função de "representantes do povo".
Democraticamente,
 
Carlos Moura Gomes – Afogados da Ingazeira/PE
Setembro/2014
16/08/14
A NOVA MORADA DO INSUBSTITUÍVEL RUBEM ALVES
Pedro Bavuso Ribeiro
Apesar de viver e de conviver no mesmo mundo, ainda assim, o homem poeta e escritor, caminha por estradas bem diferentes, porque ele é diferenciado em tudo por tudo. Seu pensamento e alma atendem a um tipo de sublimidade angelical; no seu coração não há lugar para o ódio, vaidade, muito menos para as coisas fúteis e materialistas, somente inspiração para cantar e escrever tudo aquilo que cerca a mãe natureza, inspiração maior da sua vida. O espírito do poeta e romancista é diferente, ligado ao criador dos mares, céus e terra. Para esse tipo de homem o canto do colibri é visto com mais poesia e destaque , o desabrochar de uma rosa é algo de belo e de aplauso, tudo enfim na natureza desperta nesse homem/poeta a grandiosidade da natureza. E os homens materialistas, que só sabem colocar o vil metal acima de tudo, não dão valor algum a esses fenômenos. Pobres seres mortais, infelizes dentro do seu próprio ego. Assim foi o nosso poeta, o meu sempre presente guru, corpo de homem maduro, porém de coração de menino e alma de anjo. O sempre lembrado Rubem Alves, o diferenciado. Para meu Gaudio, o conheci pessoalmente, quando de algumas palestras, ministradas por sua cabeça privilegiada, além de alguns encontros em nossas igrejas do mesmo credo. Nossos contatos foram suficientes para que eu pudesse amá-lo e aprender com ele "que nossos caminhos são outros, bem diferentes dos homens outros que se preocupam com o acúmulo de riquezas materiais". Em comum, graças a Deus, temos nossa fé religiosa - o protestantismo - além da nossa comum indignação frente ao nosso convicto desprezo para com o desnecessário mundo da ostentação e da vil vaidade.
"Tempus fugit e variações sobre a vida e a morte", uma de suas monumentais obras. Realmente, meu querido Doutor em Filosofia, Psicanalista, Doutor em Teologia, Professor no Seminário Presbiteriano de Campinas, além de haver sido o primeiro a escrever sobre a "Teologia da Libertação", graduado que fora pela Union Theological Seminary.
O tempo realmente foge, meu querido amigo, e como foge. Sinto que o meu tempo também foge de mim, ou melhor já chegou assuustamente sem dó e nem piedade. As escrituras sagradas nos advertem: A vida de um homem chega a setenta nos, porém, se ele atingir oitenta anos em havendo vigor, porque o melhor dele é enfado e canseira. Já estou quase atingindo a profecia sagrada e incontestável do Mestre Cristo. A resignação é o meu melhor remédio. Jamais podemos contestar os sábios desígnios de Deus.
O autor da natureza, mãe dos poetas - que é Deus, resolveu chamar o nosso Rubem Alves, para viver uma vida à altura do seu alto merecimento - no condomínio celestial, para cuidar das flores dos jardins da nova e santa morada; para viver uma vida eterna, longe e livre dos caprichos fúteis da vida daqui, resguardado dos abutres humanos, onde cresce assustadoramente a corrupção desenfreada, covarde, hipócrita e desavergonhada dos políticos profissionais, ervas daninhas que infestam nossos jardins de pragas incompatíveis. Com raríssimos dos raríssimos exceções.
Tenho para que jamais o cérebro do poeta, romancista, pensador, filósofo, e de outros homens envolvidos com as letras, jamais pudessem após a morte terrena, serem consumidos e devorados pelos impiedosos vermes. E são infinitos os cérebros dos semi-deuses, que foram carcomidos pela terra e vermes, não mais gerando o saber, a cultura ímpar e ensinamentos diferenciados dos demais homens cognominados sepulcros caiados. Rubem Alves foi apontado pelos seus irmãos de credo na condição de subversivo - UMA TREMENDA E IMPERDOÁVEL COVARDIA -. Pois bem, diante dessa falsa e covarde acusação, Rubem Alves mudou-se para os Estados Unidos com sua família, por lá ficou algum tempo: educou seus filhos, lecionando em Universidades nobres e de fama mundial, aculturando-se mais ainda. Há males que se transformam em benefício. E os seus infelizes algozes, que nada provaram, tiveram de enfiar suas violas no saco e cantarem em outra freguesia, totalmente derrotados moral e espiritualmente. A conversa deles é com Cristo, será que haverá perdão para a consciente injúria, calúnia e ou difamação? O problema deles agora é com o Juiz dos Juízes (Deus). Também na condição de Ministro Protestante, pediu licença por algum tempo. Até mesmo as igrejas e alguns pregadores de hoje, não encarnam - definitivamente - o verdadeiro sentido do real cristianismo metodismo de outrora. O propósito hoje é outro bem diferente do sério e participativo com o amor de Cristo e da necessário união e amizade entre os irmãos. O meu próprio exemplo - atesto sem receio algum, porque a verdade suplanta qualquer tipo de inverdade ou ficção mentirosa - vez que na condição de Metodista desde meu nascimento, posso muito bem avaliar o evangelho de ontem e o de hoje, com bastante conhecimento. Observo que a coisa mudou, de excelente para PIOR. Não abandono a causa porque o meu diálogo final com Cristo será entre mim e Ele, e não diante de homem algum, que não está a merecer a nossa extrema confiança.
Oxalá, após meus lhos também se fecharem para o sono da eternidade, possa eu ser assistente dele - Rubem Alves - na condição de companheiro de jardinagem para desfrutar da sua eterna e benfazeja companhia na dimensão superior.
 
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.
Advogado 
 
31/05/14
Insatisfações pipocam por todo lado
Greve de policiais militares na Bahia; greve de policiais civis em 13 estados; de motoristas de ônibus na capital paulista; dos professores municipais paulistas, e assim, greve e manifestações Brasil afora.
Ninguém entende por que tantas categorias estão insatisfeitas num país onde tudo anda às mil maravilhas nas versões oficiais.
Por formação histórica, a sociedade brasileira, em sua grande maioria, é contra a greve e tacha os grevistas de irresponsáveis. Quem faz greve são os escravos atuais que possuem, a duras penas, o direito de manifestar suas insatisfações.
Mais do que contra a realização da Copa do Mundo de futebol, já há algum tempo as manifestações refletem muito mais um mal estar, uma angústia reprimida, que pode chegar até a uma aflição raivosa contra os desmandos, a falta de qualidade nos serviços públicos e até contra a linguagem contemporizadora das autoridades, totalmente dissociada da realidade.
A saúde pública está num verdadeiro caos, próximo ao esculacho, com a presença contante de atos de deboche e menosprezo aos pacientes. Como não tem solução, as autoridades só falam dos milhões destinados e percentuais de primeiro mundo. Ora, isso reforça que algo está muito errado quando sai dos cofres públicos dinheiro de primeiro mundo para fornecer um serviço desumano de mundo nenhum. As perguntas sem respostas são as de sempre: para onde foi o dinheiro e quem deveria fiscalizar esse percurso? Essa sangria se aplica à educação, à segurança, ao transporte público.
Com toda essa agitação, a imprensa chapa-branca, as autoridades e as pessoas que não utilizam esses serviços vendem a ideia maldosa de que o povo reclama fortuitamente, apenas por capricho de grupos contrários ao governo, por puro interesse político-partidário. É uma defesa simplista demais para uma situação que requer serenidade, falta de olhar na própria bunda e perceber a sujeira que fizeram com esse país. Não podem alegar desconhecimento, surpresa ou qualquer outra estratégia tola como essas.
Parece óbvio demais que a insatisfação transcende à onda da Copa. E nisso há outro equívoco ingênuo. Os mesmos que defendem a Copa como vitrine para mostrar o país ao mundo criticam os protestos por serem oportunistas. Eles defendem protestos nos desertos. Só os incautos defendem paralisações sem prejuízo a alguém e sem nenhuma visibilidade.
Recentemente, o ministro Teori Zavaski deu um exemplo dessa linguagem dissociada da realidade. Num dia mandou soltar 12 presos de uma operação da Polícia Federal, no dia seguinte determina a prisão de todos, exceto, coincidentemente, o diretor da Petrobras, o principal acusado do esquema. E rebate aos críticos dessa decisão pingue-pongue com a afirmação de que não mudou o entendimento e nem retrocedeu. Quer dizer que os argumentos e fundamentos jurídicos podem ser os mesmos para fazer ou desfazer sobre as mesmas pessoas e os mesmos fatos? Quem entendeu que responda.
Posição semelhante são as ameaças de punição aos grevistas de ônibus pelas autoridades paulistas. Enquanto eles ameaçam trabalhadores insatisfeitos – e com certeza punirão – continuam os caixas eletrônicos subindo aos ares em todo o estado de São Paulo.
É inconcebível que façam tanta ameaça de punição a trabalhadores aviltados nos seus salários e benefícios, ao mesmo tempo em que não há nenhuma resistência aos assaltantes de banco. É bom que as autoridades não repitam o menosprezo do governador Geraldo Alckmin no início das manifestações há um ano. Ao povo só resta a indignação geral e os recados estão surgindo de todas as partes. Caso as autoridades prefiram coisas dissociadas da realidade, esse desvario pode levar o país a uma convulsão social.
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP - Bacharel em direito
 
24/05/14
O que nos espera após a Copa?
Pedro Bavuso Ribeiro
Será que estamos retornando aos tempos da Roma e Grécia antigas? Pipocavam-se as guerras, as arenas se convertiam em verdadeiros açougues humanos, tudo para satisfazer os bélicos e desalmados governantes da época, que vibravam com a morte estúpida de mais um inimigo. O negócio era o derramamento de sangue alheio, como ponto dos sádicos guerreiros, que faziam da carnificina humana um tipo de diversão, ainda que da forma mais perversa. O pão e o circo eram a válvula de escape e de prêmio macabro dos vorazes animais, dos lutadores sem coração nem alma, os quais trucidavam, aniquilavam, a troco de nada e do nada, apenas para satisfazer sua sede de sangue e de fria covardia. Todos estamos cientes com o advento da Copa, por intermédio das lúcidas informações da imprensa escrita, televisada e de outros meios mais de comunicações sobre o rolo compressor que, impiedosa e covardemente está vindo atrás da massa brasileira, sem dó nem do povo brasileiro, já por demais fadigado, iludido e incrédulo nas mentirosas promessas daqueles maus políticos - que são muitos, porém, ainda podemos contar com os bem intencionados – na sua minoria que ainda fazem cumprir suas promessas. Para os inteligentes analistas políticos, "estes não passam de perigosas aves de rapina, que legislam em causa própria amparados pela vil corrupção, cuja classe – na sua maioria – de toda desacreditada. Hoje o povão está mais inteligente, fazendo da leitura e de outras tipos de informação seu porto firme para afastar o joio do meio do trigo. Já foi o tempo de eleitorado de cabresto, na base da coação e das promessas milagrosas.
Os impostos mais absurdos e escandalosos são recolhidos aos cofres públicos, por todos nós brasileiro, principalmente pela classe menos favorecida da sorte, que faz questão de andar em dia com sua responsabilidade. Em todo mundo, taxas, emolumentos, impostos e outros tributos inexplicáveis e que não trazem benefícios algum para os contribuintes são os mais estapafúrdios do universo. Basta conferir, para estarmos diante desta triste e política realidade. Parece que povo sofrido brasileiro até mesmo para respirar esse ar convertido em veneno para nossa saúde, carregando o espaço de mil espécies de poluição mortífera, com o passar do tempo, todos estamos com nossos pulmões em petição de miséria. Não duvidem que pagamos uma taxa também para aniquilarmos nossa saúde e de nossos filhos desse prenúncio da morte. Quem virá em nosso socorro? As taxas, tributos, impostos e outras parafernálias de pagamentos ao erário público? Não. O povo está descrente, menos confiante nessa turma. Existem, é claro, em número bem reduzido de homens políticos, bem intencionados, e que realmente lutam pelo bem estar de seus correligionários; homens que não fazem da política uma profissão apenas com fins de locupletarão. Benditos sejam esses homens-políticos, os quais, sobremaneira, realmente engrandecem o nosso sofrido porém promissor Brasil, ricamente abençoado por Deus, ainda bem que Deus é brasileiro.
Voltando ao assunto da Copa: ela está batendo em nossos portas, trazendo em sua bagagem um sem número de mistérios insondáveis, de mais impostos, taxas e mais taxas, pagamentos e mais pagamentos, todo tipo de desordem, desatinos e desordem de infelizes acontecimentos, cujos malefícios o povo brasileiro não merece mais essa dose de penalização sem contribuição alguma para esse castigo injusto.
Segundo renomados e cultos estudiosos da economia não somente nossos compatriotas, mas, principalmente, de todos os quadrantes do mundo; comentaristas esportivos, de gabarito e de imbatível comprovação de alto conhecimento na matéria, também são unânimes em afirmar que ainda não está na hora da COPA DO MUNDO ser disputada em razão de o Brasil ainda não estar preparado para tal envergadura e responsabilidade. Não podemos nem mensurar a fábula de dinheiro gasta com os preparativos da Copa – Construções e reformas de estádios de requintes e luxo inacreditável, parecendo até mesmo cópia da arquitetura romana, uma das mais respeitadas do mundo, até os dias de hoje. Sem a menor sombra de dúvida, todos esses despropósitos de gastos – da economia suada – do nosso por demais sofrido povo, daria para construir vários hospitais, Educandários para abrigar nossos inúmeros alunos, que sequer não têm o mínimo de conforto nos clubes escolares – obrigação do Estado – quais todos em ruínas; praças de lazer também se fazem necessários para alegrar o nosso tanto sofrido povo, aquele que não tem o mínimo necessário para sustentar sua família, quanto mais arcar com as mensalidades de um Clube de elite. Ao invés de empregar toda fortuna gasta com o povo brasileiro – principalmente com o mais desvalido e já com o coração repleto de desesperança, achou por optar por pão e circo.
Nos tempos do verdadeiro e consagrado futebol, passado, me lembro com saudade, porque sou daquela época, graças a Deus: dos anos dourados da humanidade, me recordo daqueles realmente craques, que tinham verdadeiro amor pela camisa, que tinham verdadeiro amor pelo clube que defendiam; como disse Nelson Rodrigues: eles colocavam na ponta da chuteira o coração em prol do Brasil. E o salário que ganhavam? "Daquele tamaninho", na filosofia do saudoso Chico Anísio. Não fizeram fortuna, muito pelo contrário, deixaram suas famílias passando por sérias dificuldades. Ainda há craques hoje, porém, raríssimos, bem distante do futebol, da garra e do suor visivelmente molhando o gramado do passado. Hoje, o futebol virou uma empresa – que também exala muita corrupção - é o comércio de atletas, onde todos ganham, até mesmo o modesto roupeiro. Ninguém perde nada. Já no futebol de ontem, o jogador permanecia no seu time, por anos a fio, e, em relação de hoje, percebiam uma miséria de salário, e ainda assim, apresentavam um futebol clássico, irradiando alegria e até mesmo amor, pior, jogavam por amor a bola, ao clube, aos torcedores, e o importante, para a pátria também. Esses foram os eternos donos da bola e da responsabilidade para com a camisa que envergavam; sendo, pois, os semideuses da arte de bem jogar o futebol, paixão do brasileiro. Eis alguns deles, os reis da pelota: Garrinha, Didi (Folha Seca), Pelé, Friaça, Gilmar Santos, Nilton Santos, Djalma Santos, Pepe, Belini, Zito, Mazola, Diamante Negro, Barbosa, o goleiro que teve contra seus ombros, todo o peso da insatisfação do torcedor brasileiro pela derrota para o Uruguai. A respeito de Barbosa, conta-se – seus amigos de clube e amigos mais chegados -, "que após a derrota ele não mais sorriu para a vida, não mais saiu de casa, entrando numa profunda depressão e de sentimento de culpa". Vale dizer que essa tomada de providência pode ser traduzida em tristeza por aquele infame resultado, que a bem da verdade não pode ser debitada exclusivamente à sua pessoa. Mas ele não aceitava justificativa alguma, tomando a culpa do resultado todo para si. A maioria dessa inesquecível turma de brio na cara, já se encontra no andar superior, todos jogando no escrete dos melhores, avaliados e selecionados pelo melhor treinador: Cristo.
E a turma de hoje, nem de longe se iguala aos eternos craques do passado. Jogam mais por amor ao vil metal, fazendo independência financeira rapidamente, enquanto que a turma do passado findaram seus dias na maior pobreza, como Jó. Se perdem um campeonato, ou mesmo uma Copa do mundo, "não estão nem aí", porque com derrota ou vitória, o salário – vultoso e não merecido salário – é rigorosamente depositado pelo Clube; e se não for, o nítido comportamento em campo é aquele de sempre: jogar de corpo mole, não se importando a com a derrota. Será que essa turma que sabe enganar – menos aos que entendem do riscado – merece todo esse aparato de vulto? No futebol do passado não havia nem o mínimo do mínimo para prestigiar aqueles verdadeiros deuses do futebol, que jogavam com verdadeiro amor defendendo a pátria. O próprio Garrinha, quanta vezes entrava em campo com o joelho injetado por fortes anestésicos, e dava o seu recado, ainda que impossibilitado. Hoje, os projetos de craque, acometido por uma simples gripinha, fica de molho na concentração. Tudo mudou. Para pior. Aos carques do passado que fizeram realmente a história do nosso futebol, as bênção ardentes de Deus.
A pergunta do povo brasileiro: "O Brasil está realmente preparado para bancar a copa do mundo"? diante de tanta ostentação, miséria nos lares de nossos irmãos; gastos astronômicos; nossos compatriotas morrendo por falta de atendimento na porta dos hospitais sem o mínimo recursos. E as Escolas com deficiência de professores que percebem o salário da ausência do incentivo. Será que a Copa vai salvar o Brasil de toda essa situação maléfica, dar voz aos menos favorecidos da sorte, enchendo suas latas de mantimento, tirando-os dos lares improvisados debaixo dos viadutos, convivendo com ratos, baratas, frio, fome e outros tipos de desgraças mais? A revolta do Zé Mané e do homem de letras, é matéria quase que obrigatória de todos os caminhos de informação. Ninguém é inocente com respeito ao assunto da copa.
Aguardemos o rolo compressor, ou seja, o pão e o circo que o governo preparou para todos nós, indistintamente. Enquanto a bola estiver rolando, o povão, por certo, estará recebendo aanestesia do governo, inspirada na beleza dos coliseus adredemente preparados através de inimaginável grana. O circo está armado, embora precisemos de pão. A locupletarão por partes de muitos inescrupulosos também. Se agigantarão ainda mais.
Oxalá não tenhamos quebra-quebra nas ruas em sinal de protestos dos prejudicados pelo sistema. Quais os prejudicados, somente o proletário? Não. O barco de todos nós é igual. Tomará o Brasil possa erguer a taça da vitória. Será? Aí a coisa ficaria menos ruim, já que ruim tudo está. Basta ligarmos a telinha, lermos os jornais e outras fontes de informação que teremos as piores notícias pois somente tomamos ciências de desgraças sangrentas e de impunidade reinando para honra e glória de toda classe de bandido. Como dizem as boas línguas – "A maré não está para peixe". O Brasil precisa ser sacudido pela ação dos bem intencionados políticos, os quais, para nossa felicidade, ainda existem. Graças a Deus.
Vamos aguardar os acontecimentos, agasalhados pelo calor do amor e da generosidade de Cristo. Ele não permitirá que possamos pagar pela ganância, vaidade, corrupção, ausência de insensatez, daqueles que, infelizmente, comandam os destinos do nosso abençoado Brasil
 
* Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
 
21/12/13
Natal, nascimento também de esperança e paz
*Pedro Bavuso Ribeiro
Todo ano, nós que fazemos parte da humanidade, comemoramos com ardorosa fé, mais uma data natalícia do inigualável e santo homem: CRISTO, que deu sua vida por todos nós na cruel cruz do calvário, derramando ali seu precioso sangue em nosso lugar. Aproveitemos a sublime e sacrossanta data para fazermos – ainda que breve – um retrospecto de nossas vidas, contabilizando nossos acertos e desacertos, nossas boas ou hipócritas ações praticadas para com nosso próximo. Não vamos comemorar essa grandiosa data esvaziando garrafas e mais garrafas do líquido embriagador; não é de bom alvitre também nos fartarmos apenas para saciarmos a pecaminosa gula.
Natal é tempo de agradecermos – se possível de joelhos e com fé positiva no coração – pela família que amamos, pelo grandioso mistério da vida, pela existência dos valorosos amigos, ainda que poucos, porém companheiros não só do riso, mas, principalmente, da salgada e fria lágrima; agradecer pela certeza de estradas para caminharmos além desta vida, na eternidade.
Façamos, pois, deste natal um verdadeiro hino de amor e de certeza concreta em dias melhores, num futuro de paz e sem violência do homem para com o próprio homem; sepultemos, em definitivo, a vil demagogia, a covarde hipocrisia e todo tipo de malefício. Supliquemos a ELE com nosso coração totalmente aberto ao perdão, e, assim, somente assim, alcançaremos a graça da paz da criança dormindo. Sem caridade e ação, por certo não haverá a esperada salvação.
Felicidades em Cristo, ao meu irmão de pele clara, negra, ao encarcerado, ao que vive em liberdade, ao filósofo andarilho, bem como todo meu respeito às minhas irmãs, em especial aquelas "que vagueiam pelas ruas das mulheres sem nome".
Parabéns, Cristo, meu dileto amigo e protetor nas estradas incertas desta vida, até o dia do nosso definitivo encontro. Amém.
* Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
14/12/13
Inveja: Arma dos Pusilânimes 
Pedro Bavuso Ribeiro
Dia desses, fui procurado por uma jovem de invulgar beleza física, de espírito altruísta e vencedor, muito minha amiga. Estava ela bem diferente naquele horrível dia, não como em outras ocasiões. Com os olhos carregados de lágrimas de tédio, que orvalhavam de pavor e de medo, aquela faces formosas da menina-moça; os cabelos, antes sedosos e perfumados e que inspiravam até mesmo o poeta criador de Iracema "A virgem dos lábios de mel que tinha os cabelos mais escuros que a asa da graúna". Mãos trêmulas e frias tocaram as minhas, num cumprimento respeitoso. Tudo naquela amiga e filha espiritual se chamava desespero, ausência de fé e falta de estímulo para o prosseguimento de sua jornada em busca de mais sucessos, porque ela, a minha amiga, já nasceu abençoada por Deus e ricamente iluminada pela ardente força do espírito santo. A recebi em minha casa, nos assentamos e nada de ela revelar a razão da sua profunda e cruel angústia; somente lágrimas, e com sua voz carregada por um tipo de emoção não comum ao seu coração de jovem sonhadora e de bem com a vida. Preocupado em ajudá-la de qualquer forma, tomei a liberdade, perguntando-lhe o motivo real do seu inusitado drama, já que fui por ela acionado para dirimir-lhe as dúvidas e indiferenças. Relatou-me, então, que sua alegria e felicidade estão sendo ameaçadas pela inveja de algumas pessoas que se dizem amigas, as quais não aceitam, de forma alguma, seu sucesso na escalada da vida, culminando com a maldita inveja daquelas pessoas em vasculhar sua vida na maldita e não aceita por mim – tecnologia denominada facebook, apagando dele praticamente todo seu arquivo particular, assim agindo numa perversa demonstração covarde de vingança e forma de lhe causar algum tipo de malefício.
Da nossa conversa, surgiu, de pronto, a indagação da minha amiga: "como devo proceder, meu amigo, para descobrir a autora ou autoras da malefício a mim causado? A justiça poder punir tal ou tais pessoas, e como será esse tipo de punição?" Respondi-lhe também de pronto, dizendo-lhe que, na lei dos homens não há o tipo penal para condenar, especificamente, a INVEJA, que não é capitulada em nenhum ordenamento jurídico. O que fazer então? Ela retrucou. Pedi a ela que se acalmasse e me ouvisse, apenas ouvisse. Assim iniciei a minha fala: amiga querida, a inveja é punida com muito rigor e sem chance alguma de defesa no Tribunal Divino, cuja pena aplicada por seu infalível Presidente Doutor Jesus Cristo, não cabendo tipo algum de recurso, nem mesmo os embargos de natureza protelatória de nome INFRINGENTES. Somente aceitos e julgados no STF da justiça dos homens. Seu problema é de fácil solução, querida amiga, graças a Deus, ou seja, leve sua vida da forma que vem sendo levada, com obstinação, confiança no seu próprio taco, no seu trabalho e vocação. Tenha ligação direta com Deus, porque por onde ele passa nada embaraça. Você, na história, é vítima, amparada pela providência do alto, que continuará apoiando a realização de seus sonhos, enquanto que as pessoas invejosas são desprovidas de qualquer conteúdo de caráter, de dignidade e de moral.
Siga em frente, minha querida e iluminada amiga e filha espiritual. Aqui me lembro de uma sábia filosofia, apropriada para o seu dilema: "Enquanto os cães ladram, a caravana passa garbosamente".
Nos despedimos, e ela, a minha prezada amiga, com passos mais firmes que antes, tendo já o semblante de todo alegre e totalmente descontraído, se dirigiu para a porta de saída, e se foi demonstrando visível tranquilidade após nossa conversa que não durou muito tempo. Ela então entendeu que a ausência de Deus torna a alma e o coração do infeliz invejoso(a), carregados de rancor e de ódio, elementos mesquinhos que levam à morte interior, inclusive a do espírito.
A vida é toda sua, querida amiga, e, por conseqüência, todas as vitórias do mundo. Sinceramente, me senti feliz em poder, através da minha experiência de longa data pelos caminhos desta vida, poder devolver, pelo menos um pouco do muito da paz que lhe foi roubada. Agradeceu-me por ouvi-la naquele momento crucial; disse a ela que eu também me senti recompensado em poder mostrar-lhe, novamente, o caminho exato do seu merecido futuro. Disse-lhe, finalmente, que o homem maduro, aquele que já navegou muitos rios turbulentos da sua existência, sem nenhuma pretensão, tem ele, o homem vivido, experiência de sobra, porque já passou por todas as vicissitudes da realidade por nome vida, sendo seu próprio psicólogo, Psicanalista, e mais, muito mais. Viajando por aí, pelas estradas da vida, chamou-me a atenção, uma frase escrita no pára-choque de um caminhão, a seguinte verdade: "A inveja é uma merda". Felicidades, querida e feliz jovem amiga, as estradas do seu doce e venturoso futuro aguardam seus passos. Siga-as em paz, porque de paz é feita sua vida. Abraço do amigo e velho marinheiro dos mares bravios desta vida.
 
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.
Advogado
 
23/11/13
Doutor José Luiz Gonçalves, o Iluminado*
Pedro Bavuso Ribeiro
Há pessoas que passam por nossas vidas deixando profundas marcas de sublimidade, de feliz saudade e de lembranças eternas. A vida humana é mesmo feita de insondáveis mistérios, de expectativas as mais diversas, de idas e vindas, de incertezas e de certezas também; é ela, a vida, repleta de indesvendáveis incógnitas, que estão bem acima da nossa inteligência. Aí se funda o frio mistério. E a saudade, a mágica e abençoada saudade – pelo menos para mim – acompanhando de incentivo os meus dias, trazendo-me o perfume da certeza de uma nova vida, de um diferente viver, porque por aqui – conforme assevera o texto sagrado – vivemos num verdadeiro vale de lágrimas. Nossa passagem é por demais curta, porém, outra vida haverá para gozarmos – dependendo, é lógico, do merecimento de cada um – no paraíso eterno.
Hoje, ao ser cientificado do passamento, da mudança de endereço do ilustre Professor/Doutor José Luiz com todos os méritos, meu coração foi tomado por uma pungente emoção, a da saudade e também do privilégio de haver desfrutado da sua companhia, na condição de Mestre com "M" maiúsculo mesmo, quando fui seu discípulo na faculdade de Direito da Universidade de Itaúna. Não era ele detentor de extensas monografias, de teses volumosas no campo da filosofia da ciência jurídica. Não necessitou ele desses artifícios para assumir seus ensinamentos em quaisquer faculdades. Ele, nosso Mestre José Luiz, já é dono de todos os títulos e de mais alguns, isso desde o ventre materno. Nasceu iluminado, independentemente desse ou daquele curso, adquirido sem grande esforço, apenas para tampar o sol da obscuridade com a peneira do caminho mais curto e fácil. Em resumo: o verdadeiro Mestre já nasce feito, sem ajuda de qualquer curso ou certificado extra. Curso e papel algum poderá comprovar a larga cultura e inteligência de quem quer que seja, apenas para avolumar currículus de vaidade e de nenhum conhecimento específico.
Meu eterno e prezado Mestre Doutor José Luiz, com quem muito aprendi na ciência penal, mormente no difícil caminho do Tribunal do Júri, minha ardente vocação. Me lembro do grande tribuno e ex-Mestre Dr. José Severino Flores Pereira, outro gigante profissional que me inspirou para as batalhas na tribuna; honra seja feita, acompanhada de minha perene gratidão.
O insuperável Mestre Doutor José Luiz, apelidado carinhosamente por mim de Mestre Carrara, quando adentrava a sala de aula, o silêncio era quase sepulcral tamanha a sede de aprendizado de seus alunos. Não levava o Mestre nenhum apontamento, roteiro ou resumo das suas aulas, nem mesmo o código penal. Levava sim sua exponencial cultura e privilegiada inteligência.
Voltei ao saudoso passado. Estou me vendo na Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna, ainda no "Campo Vermelho", isso nos idos de setenta e dois tendo exatamente à minha frente o inimitável lente Doutor José Luiz. Seu cumprimento era bastante cordial para com seus discípulos. Sempre de terno, com gravata, porém vestido sobriamente, em razão da sua visível simplicidade que não lhe permitia valer-se de futilidades. A indumentária dele era a cultura gigante e a inteligência fenomenal, dentre outras qualidades encontradas num homem de caráter. Na sala de aula, após um cumprimento muito amável – vez que era por demais comunicativo – colocava uma de suas pernas por sobre a mesa e logo perguntava: "Onde paramos com a matéria na aula passada?" Algum aluno sempre respondia: "Paramos no art. tal, e o senhor falava sobre as escolas penais, a clássica/Carrara, e a escola positiva/Ferri". E aí o mestre dos mestres dava sequência a mais uma aula fenomenal. Sua didática era tanta que eu me via diante daqueles tribunos da Roma antiga, da Grécia e da cultura de outros povos. Força de expressão? Não, apenas a verdade em razão do imenso conhecimento do Professor José Luiz, que só levava para as aulas os apontamentos da sua própria cultura e inteligência e preparo adquirido ao longo dos anos. Era um homem, acima de tudo carismático e de uma humildade franciscana, nos fazendo lembrar da figura bíblica de Jó, ou de um Sócrates filósofo Grego. Não estou exagerando, apenas fazendo justiça a quem de fato a merece. Sem nenhum favor ou artifício covarde de hipocrisia – longe de mim com todas as minhas forças – era e continuará sendo meu ídolo, meu mentor intelectual.
Quero aqui registrar um fato realmente emocionante, acontecido dentro da nossa sala de aula, dia de prova. Não sei se o meu Mestre vai achar bom ou não mencionar o fato, vez que ele também, gostava do anonimato, porém as boas e sadias qualidades de homem – principalmente a do amor ao próximo – devem ser anunciadas. Vamos lá. Uma aluna, minha colega, levantou-se do seu lugar procurando o Professor Doutor José Luiz, dizendo-lhe que "não poderia fazer a prova porque se encontrava em débito para com a tesouraria da Escola, avisada que fora pela Secretaria". Qual a providência do Mestre dos Mestres? Tirou ele, Doutor/Professor José Luiz, do bolso interno do seu paletó um talonário de cheques, assinando um cheque, sem contudo declinar a importância, o entregando para a aluna, dizendo: "Você não vai deixar de fazer sua prova. Acerte o seu débito para com a Escola". Esse humano acontecimento foi por mim presenciado sem que o Professor José Luiz pudesse perceber qualquer gesto de minha parte. O acontecido se deu quase junto da minha carteira porque eu me assentava bem à frente – mormente nas aulas de Penal e de Processo Penal – para nada perder. Em tempos pretéritos o aluno que não se encontrava em dia para com a sua mensalidade, era chamado por um funcionário que o não deixava fazer a prova. A coisa era de caráter humilhante e desumano. Hoje as coisas mudaram. A Universidade de Itaúna está ao lado do aluno, compreendendo seus anseios. As coisas mudaram, em tudo por tudo. O que falar mais desse Mestre, incentivador que me estendeu sua mão, fazendo com que o meu gosto e ardor pela parte penal pudesse me reservar meu lugar na tribuna do júri? O que falar do amigo, do pai, do esposo, do avô, do competentíssimo causídico que dominava não somente o penal, porém praticamente todos os ramos do Direito? No Tribunal do Júri se transformava naqueles grandes tribunos da Roma antiga; era uma verdadeira águia, um imbatível, um competente gladiador na defesa de seu constituinte. Valia a pena vê-lo na Tribuna. Era um aprendizado e tanto.
De quando em vez, eu me perco no tempo e no espaço para navegar dentro do meu próprio interior, e no meu silêncio, na retrospectiva de minha vida, chego à seguinte conclusão: Cara, você é por demais feliz, porque viveu realmente aventura sadia dos anos dourados; você teve o privilégio de ter diante dos seus olhos, aqueles Mestres, realmente Mestres do seu passado de aluno, possuidores de títulos adquiridos com a cultura da própria vida, com o esforço de suas inteligências. Convivi com os verdadeiros Mestres do meu feliz passado, principalmente quando em regime de Colégio interno. Lá no passado a preocupação de nossos pais era a de nos preparar para a vida, por meio de um estudo mais qualificado, porque vivíamos e era do SER, e hoje, desgraçadamente, vivemos a era do TER. Aprendi muito. E já agora um septuagenário assumido e realmente feliz, estou colocando em prática os benefícios do meu aprendizado. Vivi o ontem, isso me basta.
Meu eterno Mestre Doutor José Luiz não terminou sua existência no interior de um frio, solitário e escuro sepulcro, ali apenas a frágil matéria que de nada mais servirá, porque o de mais precioso – sua alma – já subiu aos céus, lugar santo de paz permanente. Creio piamente na DOCE VIDA ETERNA, ainda bem que ela existe, porque os caminhos atuais estão fora de propósito daqueles que caminharam no passado. Para lá é que meu Mestre seguiu sua derradeira viagem, tudo em razão de seus predicado humanos, pois sempre viveu na mais pura e absoluta simplicidade, já que os homens cultos e altamente inteligentes são realmente pertencentes à Escola da modéstia. Não fez fortuna com a profissão, porque sempre colocou seu bondoso coração acima de tudo do seu trabalho. Alias, todos os profissionais liberais do passado não se preocupavam com o ganhar, somente em servir ao outro por meio tão somente de vocação.
Mestre dos Mestres Doutor José Luiz Gonçalves Guimarães, obrigado por sua amizade, por haver sido meu inesquecível, insuperável Mestre, na acepção da palavra, obrigado por seu honesto incentivo, obrigado pelo exemplo de homem que foi. Pessoas dessa estirpe jamais morrem, se eternizam na presença dos anjos e de Cristo, como o meu distinto homenageado. Até outro dia, Mestre Carrara. Felicidades na sua nova morada.
À família enlutada meu abraço amigo e repleto de fé num outro dia por nome futuro. A vida continua, quer queiramos ou não.
*Prof. Universitário aposentado; Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
23/11/13
Tarifa Zero. Custo Não. Problema é a escolha 
*Flávio Riani * 
No processo contínuo de desigualdade econômica e social a figura do Estado surge como agente capaz de contribuir na melhoria do processo de geração de oportunidades e na busca de melhor distribuição da riqueza gerada na sociedade. Acontece, porém, que a atuação do Estado envolve um permanente processo de escolha tanto em relação às opções sobre o que fazer, quanto da busca de fundos financeiros necessários ao financiamento do que se optou em fazer. No Brasil foram poucas as vezes que a sociedade efetivamente participou desse processo. Nosso sistema político, também em função dessa baixa participação popular, traz consigo vícios de origem, gerando um sistema ineficiente e corrupto de alocação de recursos, financiado por um sistema injusto com cargas tributárias mais elevadas para as camadas de rendas mais baixa de nossa sociedade. Por outro lado, mesmo que nosso sistema fosse menos imperfeito, em todo processo governamental, existe na sociedade um limite para a obtenção de recursos que, de certa forma, também restringe a ação governamental. Portanto, não é possível que o Estado, em qualquer lugar do mundo, seja capaz de resolver todos os problemas materiais e outros que surgem na sociedade. Nesse sentido, a tarifa zero, no estágio atual do transporte de massa no Brasil, envolve um processo de escolha no qual, para cobrir os custos envolvidos nessa decisão, o governo terá duas alternativas: elevar a sua carga tributária ou retirar recursos de outras atividades para financiar os custos do transporte . Assim, a dificuldade dos atuais governantes está no fato de terem herdado uma fantasiosa situação de melhoria no país. Na realidade, os administradores anteriores, não souberam e não quiseram, por interesses e ambições políticas, aproveitar o período de crescimento das receitas públicas decorrente de um mercado internacional mais favorável . Os valores adicionais arrecadados foram aplicados em obras desnecessárias, como Centos Administrativos, estádios de futebol, etc., ao invés de aplicados nas infraestrutura econômica e social do país, dentre eles obviamente a melhoria do transporte urbano. Portanto, hoje os atuais administradores têm um espaço de manobra residual. Como os serviços prestados pelo governo têm limites, eles envolvem necessariamente um processo de escolha. Talvez a melhor delas seria a sociedade se conscientizar do vergonhoso processo de financiamento das dívidas públicas, cujos estoques se elevam mesmo sem novos empréstimos, e nos retira anualmente mais de R$ 110 BILHÔES para pagar parte dos juros, num processo interminável de crescimento e que beneficia apenas o setor financeiro do país. Seguramente esse é um foco de grande relevância na discussão do financiamento da tarifa zero. * Economista, Prof. do Curso de Ciências Contábeis da Universidade de Itaúna
 
02/11/13
A tecnologia é de natureza terrivelmente fria
Pedro Bavuso Ribeiro*
 
A velocidade do tempo se perde na nossa imaginação. Ontem, foi um tempo que ficou bem distante de nós, mas que passou tão rápido como a ação de um raio, deixando para trás muita paz e infinita saudade. Hoje, agora, é o nosso momento, e a vida não para, continua até o dia do chamamento final de todos nós.
Numa análise profunda, podemos concluir que a ação do tempo não apagou da nossa memória o ontem, caminhos de mais paz, solidariedade, de amizade muito sincera e participativa, sendo o melhor e mais sublime de tudo é que não tivemos – cujo tempo nasci e vivi, experimentando diversos tipos de felicidade – a interferência da máquina fria, inerte da vil tecnologia atual, que está trazendo para a geração de hoje, principalmente aos jovens, malefícios visíveis, já apontados pela medicina especializada na área, com o nome de NOMOFOBIA, ou seja, "medo de ficar sem o celular" e outras mais parnafenálias do ramo da tecnologia.
Atualmente, não mais se dialoga, não mais o olho no olho, o abraço forte e amigo que produz a endorfina do bem e da fraternidade, tudo ausente e de uma melancolia indescritível. A família não mais se reúne – com raríssimas exceções – como nos nossos tempos pretéritos, quando, ao redor de uma mesa, ali se encontrava toda a família, para orar, tomar as refeições e conversar sobre tudo, desfrutando do mesmo amor e afinidade, porque não havia ainda a ação maléfica da fria tecnologia. Eu vivi esse feliz tempo. Fui feliz mesmo, e como... Na maioria dos lares de agora - no meu procuramos imprimir a ação paterna e materna sob a proteção do alto, na tentativa da não entrega total frente a ação fria da tecnologia – é público e notório a existência da solidão, mesmo sendo a família numerosa, porque cada um ocupa seu espaço para manusear seu celular, computador e outros aparelhos mais de qualidade fria a sem sentido promissor, enquanto a telinha também ligada, fica a vomitar programa sem nenhum conteúdo de benefício para nós. Fico a imaginar como a máquina está comprometendo a convivência humana da atualidade: sem diálogo, ou mesmo de um dedo de prosa, de um aperto de mão mais amigo, usando naquela ação toda nossa sinceridade e espírito de fraternidade para com o outro. Quem já se acostumou com o advento da tecnologia, infelizmente, tristemente, sem ela não ficará. Já aquele que foi moldado dentro dos padrões felizes de uma era de muita paz e de esperança no amanhã, que viveu sem conhecer a famigerada, contagiante, nem sempre benéfica ação da fria tecnologia, caminhará com a alma repleta de paz e de tranquilidade, até o encontro com o seu definitivo amanhã. Como dizia a sábia filosofia: "O boi no campo, o camelo do deserto".
*Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
 
30/08/13
Papa Francisco, o papa da coragem, da simplicidade, do amor e do Ecumenismo
Pedro Bavuso Ribeiro
Desde o primeiro papa de Roma – Pedro -, outros papas desfilaram pelos corredores luxuosos do Vaticano, exercitando a fé e o desejo de servir sempre ao homem. Jamais me fixei tanto na figura carismática e que realmente causou-me emoção, perplexidade e confiança, como o contagiante ser humano Papa Francisco, igualmente ao mundo protestante, pelo espírito cristão de apontar àqueles que comungam a certeza de um dia, com a graça e bondade de Cristo, poderem abraçar o mesmo Pai e Seus ensinamento teológicos, ainda que os caminhos sejam diferenciados de outros credos, porém, no final da estrada santa, por certo, haverá um só rebanho e um único Pastor, e nós, as ovelhas do eterno aprisco do igual Deus.
Pois bem, aqui se encontra, em carne e osso, o Protestante (Metodista) convicto de sua fé, desde seu nascimento, porém, não fanático como facções outras religiosas que se julgam salvadores da pátria e da humanidade, sendo importante frisar que religião alguma tem o poder da salvação, somente ELE, o verdadeiro Cristo, NADA MAIS, tudo corroborado através de nossas boas ações junto ao próximo, visto que a fé sem obra é coisa morta, sem sentido de cunho cristão.
Resolvi, com toda minha espontaneidade, falar, ou melhor, escrever a mensagem sincera que, neste exato momento, aquece meu coração, pois diz a escritura sagrada, o livro dos livros, sempre atual, embora surgido lá pelos dois mil anos, "que a nossa boca fala de tudo aquilo que nosso coração está cheio". E a verdade, o desejo de externar o conteúdo sincero do relógio do meu corpo – o coração – que regula o sopro da minha vida, é que dirijo palavras e escritos sobre aquele homem diferenciado, denominado PAPA FRANCISCO. Desnecessário haver colado grau na ciência da Psicologia, Psicanálise e ou Teologia, para se decifrar, ainda que a olho nu a bondade do ser humano através do seu semblante – algo revelador do brilho ostentado pela alma e da mansidão do seu espírito. Não quero me enganar, laborar em equívoco, mas trabalhar com a firme certeza de que o Papa – dentre os demais, O Francisco, ostenta sagrado caráter, dignidade ímpar, bondade de coração; de sorriso acanhado, porém, revelador de muita ternura abençoada. E o que dizer da sua clara, visível e por demais transparente humildade? Seus paramentos demonstram vestes por demais simples, não confeccionadas com o mais rico linho ou púrpura, como as vestimentas do vaidoso Salomão, mas de tecido bem pobre; os sapatos do Papa, os mesmos que eram usados antes de ele atingir o papado, de qualidade bem comum, como os que são calçados pelos pés das pessoas de acanhado poder aquisitivo; os sapatos antes usados por seus antecessores eram de qualidade extravagante, em razão do luxo e requinte de riqueza; estes, pois, foram radicalmente desprezados pelo grande Francisco. O crucifixo que ostenta em seu peito-percebe-se-, é de fabricação bem mais modesta em relação aos que eram usados por seus antecessores, não tendo incrustação de nenhum metal de alto poder aquisitivo, como também o cordão que o sustenta, de fabricação singela, apenas para sustentar a cruz, símbolo da fé na existência e na salvação do TODO-PODEROSO. O protestante também admite, respeita e acredita na cruz, porém somente nela, ausente a imagem do Cristo mutilado, covardemente ferido e crucificado por seus impiedosos carrascos e vis pecadores, os quais de há muito julgados pela justa sentença condenatória do Juiz do mal, Lúcifer. O Papa Francisco, sim, ele mesmo, carregava sua valise, contendo seus pertences, não se socorrendo de pessoa alguma para executar tal tarefa, numa demonstração total de simplicidade. E a segurança do carismático Papa Francisco, dispensando todo aparato de segurança, inclusive assim o fazendo com o veículo especial/brindado? Sua segurança era exercida por Deus, o suficiente para garantir-lhe a vida, a sua incolumidade física, porque o Papa também tem ciência de que a segurança humana nem sempre é positiva, podendo falhar, porque o homem, infelizmente, é de todo falível. De independência total, até mesmo sua cama era por ele arrumada, naquele ambiente pobre de móveis – por escolha sua -, composto apenas de uma singela mesa, acompanhada de uma cadeira, e o leito para descansar o seu corpo cansado do trabalho espiritual. Tudo muito simples, de uma humildade que nos faz lembrar da lição sagrada do Evangelho quando cita a figura humílima de JÓ, o amado de Cristo.
O que mais falar sobre o comportamento deste homem especial que veio ao Brasil espargir toda sua simplicidade, humildade, solidariedade, amor entre o ser humano – tão distante nos dias atuais -, não fazendo acepção de pessoas, condições sexuais, religiosa, muito pelo contrário, demonstrando espírito visivelmente ecumênico e desejo de ver os jovens caminhando na direção de Cristo, para afastar todo tipo de droga e raízes maléficas. Esta mensagem foi ditada por meu coração, não sendo as palavras suficientes para qualificar a vida digna e sensata do Papa Francisco; me socorro, pois, da santa e infalível figura de Jesus, o salvador de todos nós, para definir e engrandecer, dignificar e abençoar rica e poderosamente esse servo do Cristo vivo.
Veio ele, o Papa Francisco, combater veementemente todo tipo de desacerto em forma de corrupção entre os sacerdotes diretamente ligados ao comando e direção junto as finanças da igreja, punindo quem deveria, de fato, ser punido. Também criticou, com todas as suas forças, se rebelando contra os padres – objeto de constantes rejeições na imprensa de um modo geral – em razão da escandalosa pedofilia comprovada, fenômeno que abalou e enfrenqueceu tremendamente o credo católico.
Na pessoa do Papa Francisco, mora a confiança e a certeza de que, doravante, gregos e troiano encontrarão no fim do túnel da fé, a esperança para a marcha triunfal do povo cristão para a edificação de um mundo melhor. Assim seja.
* Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
10/08/13
DIA DOS PAIS OU DO COMÉRCIO?
Pedro Bavuso Ribeiro
Impressionante como o guloso e inteligente comércio cria, na sua agenda particular, dia para tudo e todos os acontecimentos humanos e sociais. Em razão da profusão de datas, não daríamos conta de enumerá-las uma a uma, a não ser de posse de uma potente máquina calculadora. Essas comemorações, de natureza gélida, nada falam ao coração humano, que não vive a buscar coisas sem expressão espiritual e ou de qualquer natureza de vaidade. Nem o ouro, muito menos a prata, serão suficientes para alegrar a alma do jovem pai ou mesmo daquele que já percorreu bem mais da metade da sua caminhada pelo mundo do seu destino.
Como os tempos mudaram... No ontem, feliz e saudoso ontem, as coisas eram bem diferentes de agora. Não havia tanta comemoração como agora, apenas poucas, que eram as principais. Os anos que carregam os meus dias de experiência, me permitem rememorar alguns, como, por exemplo, o Natal – nascimento de Cristo -, tempo de fé e de agradecimento; aniversário em família, comemorado em casa mesmo, com alguns convidados bem chegados. Havia presentes? Sim, porém, apenas simbólicos, sem a interferência comercial de natureza alguma. O interessante – me lembro muito bem – é que mesmo sem luxo e ostentação de presentes, os moradores das terras do ontem, ostentavam nas faces e na alma, o brilho da paz, da emoção maior e da felicidade.
Na verdade, honestamente, o pai, amigo camarada e companheiro fiel do filho, dispensa qualquer tipo de dávida material que possa sacrificar o bolso e o ordenado do filho; ele não precisa de ouro, prata veículo de marca sofisticada, porque nada disso supera a força de um amor, carinho e afeto; o verdadeiro pai quer sentir no olhar do filho amado, a mensagem da amizade, da ternura e da certeza de que ambos caminham na mesma direção; sentir que o coração de ambos entoam a igual melodia, qual seja, a doce melodia da compreensão e da força gigantesca que supera qualquer tipo de vicissitude que a madrasta vida possa lhes apresentar.
Meus queridos filhos, agradeço, comovido e com os joelhos dobrados em forma de penitência, ao DEUS-TODO-PODEROSO, por vocês existirem, dando sentido maior e mais sublime à minha existência, representando, assim, o meu mais poderoso presente, que me fora enviado pelo Santo Criador dos Céus e da Terra. Amém.
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
Jornal distorce informações em defesa de interesses da diretora, dona de agência.
Sérgio Cunha – JP MTB 10.753
Recebi de um amigo a edição do jornal "Spasso", de 20 de julho passado em que foi publicada manchete sensacionalista envolvendo meu nome. Não entendi o motivo de tamanho estardalhaço daquele veículo, quando colocou uma ação minha como suposto crime, inclusive publicando meu nome, endereço, CPF e Identidade em procuração que a mim foi delegada para que representasse uma empresa de comunicação na entrega de envelopes em processo licitatório da Câmara de Itaúna. Anuncia a matéria, de forma escandalosa e eivada de maldade – somente frutificada em mente doentia, acostumada a esse tipo de maracutaias – que estaria ocorrendo possível ilegalidade, por eu estar funcionário da Prefeitura, desde maio passado. E vai além, "denunciando" meu vínculo com a agência Lume Comunicação, desde 2010. Cita ainda – e tenta ligar uma coisa com a outra, para tentar mostrar gravidade que na verdade não existe – o fato de eu ter inscrito para participar de comissão técnica na vizinha cidade de Itaguara.
Pois bem, disseram um monte de besteiras que devem ser rebatidas, uma a uma, para que a ação, repito, doentia de quem deseja impor seus (digamos, não muito eficientes) serviços pelos caminhos da pressão, agressão, covardia... não prospere. Vamos, como diria Jack, "por partes".
Sou Jornalista Profissional, com especialização em Assessoria de Comunicação, Marketing Político, Jornalismo Investigativo, pós-graduado em Gestão em Processos de Produção Gráfica e Mestrando em Gestão e Auditoria Ambiental. Trabalho na Prefeitura de Itaúna, na função de Gestor de Resíduos, junto ao Departamento de Meio Ambiente, portanto, em área diversa da de Comunicação. Devido a essas formações, graças a Deus, sempre sou contratado para trabalhos freelancer (temporários), para jornais, revistas, sites de notícia, prefeituras, câmaras e também para a agência Lume. Já fiz serviços nesta condição inclusive para a dona do jornal Spasso. Infelizmente, por questões de não ter recebido os dois últimos serviços, preferi não mais trabalhar para ela.
Na segunda-feira, dia 8 de julho, estive na Câmara, na audiência de recebimento de envelopes do processo licitatório para contratação de agência de publicidade, a pedido do dono da Lume, que estava em viagem a outra cidade. Porém, para tanto, pedi dispensa do serviço, naquela manhã, já que tenho algumas compensações a fazer, e fui atendido. Diferente do que a dona do jornal Spasso fazia quando era assessora de comunicação da Prefeitura e mantinha a direção do seu jornal, que é registrado em nome de sua mãe, talvez para mascarar um pouco a falta de ética, para sermos condescendentes. Mas as empresas, como gosta de afirmar a diretora do jornal, fazem parte do "Grupo Família Alves" (duas agências, jornal em Itaúna, jornal em Juatuba e Mateus Leme).
O "crime" que a matéria me imputa, as suspeitas, são porque eu fui à Câmara, entregar um envelope em licitação, onde permaneci por não mais que duas horas. Gostaria de ver a matéria informando, também, que a diretora do jornal, quando ocupou o cargo de assessora de comunicação da Prefeitura, não se desligou do Spasso, nem da agência, à época, Criarte. E, todos os dias ocupava-se num mínimo de metade do expediente com a "defesa dos interesses de suas empresas". Pior, suas empresas atuando no ramo em que ela dirigia setor, na Prefeitura. Quem sabe, ela mesma liberando publicidade para ser veiculada na empresa dela?...
A matéria fala ainda que em 2010 também representei a Lume. Mas não informa que, em 2010 eu não trabalhava na Prefeitura. Sobre minha inscrição em Itaguara (também colocada na matéria como "absurdo"), para participar da comissão técnica do processo licitatório, só a efetivei depois que a direção da Lume me garantiu que a agência não participaria daquele certame, como ocorreu. Onde estaria o ilícito, o antiético?
Portanto, como informação à reportagem e, especialmente à direção daquele jornal, esclareço que: 1 – não trabalho no setor de Comunicação da Prefeitura de Itaúna (como era o caso da diretora daquele jornal, quando foi assessora de comunicação da Prefeitura e se manteve à frente do jornal, que pode ter recebido publicidade do erário...); 2 – Faço trabalhos freelancer há mais de 20 anos, sempre dentro da legalidade e sem confrontar a ética, como a diretora do jornal tem feito cotidianamente; 3 – Na segunda, dia 8 de julho, no período da manhã, pedi dispensa do trabalho, já que havia trabalhado em finais de semana e períodos noturnos em dias anteriores; 4 – Em 2010 não trabalhava na Prefeitura; 5 – Só me inscrevi em Itaguara porque a Lume não participaria do processo.
Nesta oportunidade, gostaria de comentar um caso que pode ter passado ao largo mas que me foi informado por um dos muitos "amigos" da dona do jornal, mas que tem medo das retaliações da mesma:
Licitação tem 4 empresas "amigas" na disputa. Pode?
O fato teria acontecido na Prefeitura de Itaúna, no mês de junho de 2010. Naquela época foi aberto processo licitatório na modalidade convite, para contratação de agência de publicidade. O processo foi vencido pela agência P&L Publicidade, que tem o nome fantasia de Original P&P, de propriedade de Luciene Alves, filha da proprietária do Jornal Spasso, mas que é quem dirige o jornal.
Participaram, ainda, do processo, os seguintes concorrentes: CA/PP - Clay Abreu Publicidade e Propaganda Ltda; Criarte Publicações LTDA; e Stefano‘s Publicidade e Propaganda. Pois bem, a primeira empresa, a CA/PP, teve sua documentação assinada pelo senhor Marcelo Henrique Guimarães, à época, funcionário de empresa da família Alves, da diretora do Spasso e proprietária da P&L, Luciene Alves.
A empresa seguinte, a Criarte, teve sua documentação assinada pela sra.Aira Antonina, que à época era ninguém menos do que a secretária da senhora Luciene Alves, na P&L. Já a Stefano´s é de propriedade do senhor Luigi, que figura no site da P&L (página capturada e anexada) como responsável pelo setor de RTVC (Rádio, Televisão e Cinema) da agência P&L. Como se vê, as quatro empresas participantes do processo estão ligadas umbilicalmente. Faltou ética?
Acrescente ao caso que o senhor Alexandre Carlos de Oliveira foi contratado pela Prefeitura e prestou seus serviços junto à agência vencedora do processo licitatório. E existe ex-funcionária da agência que pode ser ouvida, para informar o que sabe sobre esses detalhes. Quem sabe esses fatos interessem a alguém responsável por fiscalizar a coisa pública?
Algumas perguntas devem ser feitas, ainda:
- Trabalhar em campanha de candidato à reeleição daquela cidade vizinha, "gratuitamente", enquanto o irmão e mais dois funcionários ocupam cargos na Prefeitura, sem cumprir carga horária é ético?
- Informar equipe de profissionais inexistente (será que os profissionais incluídos no portfólio sabem deste fato) é ético?
Por enquanto, fico por aqui.
 
27/07/13
PT abre pré-seleção para bolsas de Medicina em Cuba (apenas Filiados) 
Dr Alessandro Bao Travizani - Especialista em Cardiologia
A Secretaria de Relações Internacionais do PT está organizando o processo pré-seletivo dos bolsistas que estudarão na Escola Latino-Americana de Medicina em Cuba.
Desde 1999, o governo cubano oferece estas bolsas através de várias organizações brasileiras, entre as quais o PT. As bolsas cobrem todos os gastos com o curso, alojamento e alimentação, além de incluírem uma pequena ajuda de custo. Ficam a cargo do estudante as passagens aéreas, tanto agora como durante o curso.
A pré-seleção está sendo feita com antecedência, para garantir maior acesso aos candidatos, especialmente aqueles que não ainda precisam providenciar a documentação exigida.
O PT lembra que este é um processo pré-seletivo. A seleção final será feita pelo governo cubano. Ou seja, a pré-seleção relaciona as pessoas que serão submetidas ao processo seletivo final caso o governo cubano realmente ofereça bolsas em 2006 e caso o número de bolsas seja equivalente ao número de pré-selecionados.
Os pré-requisitos definidos por Cuba (os dois primeiros) e pelo PT (os dois últimos) para participar da pré-seleção são os seguintes:
- ter no máximo 25 anos no momento de iniciar o processo seletivo;
- ter concluído o ensino médio (ou equivalente), com obrigatoriedade das matérias de Biologia, Física e Química em todos os anos;
- ter estudado todo o período escolar em escola pública;
- ter no mínimo 2 (dois) anos de filiação partidária e apresentar carta de recomendação de instância partidária, ou seja, setorial, diretório ou comissão executiva de âmbito municipal, estadual ou nacional. Não se trata de recomendação de um membro da instância, mas sim aprovada em reunião da instância partidária.
Além destes pré-requisitos, os concorrentes devem providenciar a seguinte documentação, exigida por Cuba:
- cópia autenticada da certidão de nascimento;
- certificado de conclusão do ensino médio, com firma reconhecida da assinatura do diretor da escola;
- histórico escolar do ensino médio, com firma reconhecida da assinatura do diretor da escola;
- exame de HIV com firma reconhecida da assinatura do médico responsável;
- no caso das mulheres, exame de gravidez, com firma reconhecida da assinatura do médico responsável;
- atestado de saúde física e mental, com firma reconhecida da assinatura do médico responsável;
- certidão negativa de antecedentes penais e civis;
- fotocópia da identidade;
- passaporte válido;
- 6 fotos (duas no tamanho 4x4 e quatro no tamanho 2x2).
Esta foi a documentação solicitada pelo governo cubano nos processos seletivos dos últimos anos. Caso os critérios sejam alterados, isso será informado através da página eletrônica do PT nacional, sendo estabelecido um novo prazo para envio da documentação suplementar.
A documentação deve ser postada nos Correios até o dia 31 de outubro, sem prorrogação. O atraso no envio e/ou a falta de algum documento implicará a desclassificação automática, sem nenhum tipo de recurso nem prazo complementar. Para evitar problemas com a entrega, o PT solicita que os documentos enviados com aviso de recebimento (AR).
A classificação dos candidatos que atendam os pré-requisitos e tenham enviado toda a documentação será feita com base em suas notas, contidas no histórico escolar. Em caso de empate, a Comissão Executiva Nacional do PT terá a responsabilidade do desempate.
Quando a Embaixada de Cuba informar quantas vagas serão oferecidas, o PT enviará lista dos pré-selecionados à Embaixada de Cuba. A seleção final do governo cubano incluirá uma entrevista com o/a candidato/a, bem como análise da documentação entregue. O governo cubano, através de sua Embaixada, pode requisitar o reenvio e/ou atualização de algum documento.
 
O endereço para o envio da documentação é
Partido dos Trabalhadores
a/c Secretaria de Relações Internacionais
Rua Silveira Martins, 132 5º andar - São Paulo - SP
CEP: 01019-000
 
20/07/13
Qual a função específica da prova testemunhal?
Pedro Bavuso Ribeiro *
 
A ciência do Direito, desde os primórdios dos tempos, se vale, se socorre de todo tipo de prova, como fonte de auxílio honesto na busca da verdade real; os acadêmicos de Direito, logo no início do seu aprendizado, não ignoram que exista a prova, e dentre elas de tipos bem diferenciados, tais como: prova documental, pericial, prova médica, dentre outras, e aquela famigerada "prova" que é vista pela justiça com certa reserva, qual seja aquela indicada por um dos mais estudiosos juristas de todos os tempos, como sendo a "prostituta das provas", aquela eivada de inverdades, de interesses escusos e praticada à luz da desonestidade e do mesquinho interesse. Porém, a coisa não é genérica, não podendo ser assim avaliada pelo mundo jurídico, porque nem todo aquele que vai depor a bem da verdade, na Polícia, em Juízo, ou em outro qualquer segmento que exija um comportamento de prova robusta, corajosa e insofismável, será ele advertido formalmente pela lei, de que se usar de falcatrua, inverdades e mazelas outras, será devidamente processado. E o pior processo é aquele que atinge o homem de bem no âmago de sua própria consciência; e o homem de bem não vacila com a verdade. Para ele há dois caminhos: verdade ou inverdade; e o da verdade é sua meta sagrada, incomodando a quem quer que seja.
É bem verdade também, suprema verdade, que nem todo aquele que vai testemunhar um fato de que tenha realmente conhecimento próprio não se valendo jamais daquele perigoso artifício "por ouvir dizer" – poderá ou deverá ser apontado na condição de traidor para com qualquer tipo de autoridade que também esteja na busca da verdade real. Não se deve misturar, ou melhor, conturbar o bom sentido das coisas, porque uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa. É a coisa racional em jogo. Não se deve, misturar cargo, função e ou amizade. Constituem particularidades distintíssimas, como o sal e o açúcar, cada qual com sua utilidade. O bom amigo é um presente de Deus, valendo bem mais que qualquer cargo; o cargo passa, o amigo fica, e para sempre.
A prova testemunhal – o ser humano em evidência -, é de toda aceita e acatada por qualquer tribunal da terra, desde, porém, que a testemunha caminhe pelas sendas da dignidade, da independência de caráter, que possa ostentar um passado feito de lutas e de comprovadas boas intenções, podendo sua vida ser vasculhada de dentro para fora sem nada poder macular-lhe a honra. A própria vida de um homem falará por si mesmo, em qualquer quadrante do mundo. Esse homem/testemunha, pode e deve informar sobre o outro em qualquer segmento da justiça humana, com altivez e sem temor de nenhuma natureza, porque só vai informar o que realmente sabe sobre o comportamento da pessoa outra que está sofrendo um tipo do processo, seja ele cível ou criminal. Omitir a verdade verdadeira daquele que se tem certeza sobre o indiciado, de positivo ou de negativo, dentro do meu singular entendimento, nada mais é do que compactuar-se com a fria e tremenda covardia. O homem é um homem e não um bicho. A coragem e a vida transparente é a arma mais eficaz daquele homem que levou toda sua existência na busca da verdade, do bom nome, do seu tão sonhado lugar ao sol, do seu futuro, caindo ali, levantando aqui, com lágrimas em uma estrada, e sorrisos em outra. Esse é o homem que nada pode temer porque já enfrentou praticamente todas as procelas da vidas, e que coloca todo seu arquivo particular do passado e do presente para ser vasculhado – porque o futuro ainda está por vir – para ser julgado e sentenciado, com toda tranquilidade. Desde que o fato constitua verdade, e que essa verdade não fira de morte a sensibilidade, honra e dignidade e o lado espiritual do homem/testemunha, comparecerá ele, de cabeça erguida, com os olhos voltados para o céu da liberdade do seu caráter, diante de qualquer autoridade constituída a que for convocado, para, com sua voz carregada de independência para com o dever cumprido, falar o que é de verdade sobre a pessoa do denunciado, indiciado e ou sentenciado, jamais usando de covardia, de subserviência, praticando qualquer tipo de favor ou de proteção escusa. O homem/ testemunha, ousa, nesta oportunidade, transcrever a sábia e filosófica mensagem do sempre festejado apóstolo Paulo: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará".
 
*Prof. Universitário aposentado. Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
 
13/07/13
Resultado das manifestações
Analistas das manifestações devem estar muito tristes pelos resultados obtidos até aqui. Com críticas genéricas chamavam a todos de vândalos. Os próprios manifestantes mostraram que os baderneiros nada tinham a ver com o Movimento, embora seja simplório achar que todos os participantes das depredações sejam profissionais. A maioria é formada de pessoas comuns atiçadas pela oportunidade de certa vingança aos maus-tratos sofridos pelas autoridades.
Mas o questionamento da falta de foco não serve mais. O movimento conseguiu reduzir o preço das passagens, até em cidades que não tinham aumentado. Um deputado condenado há três anos foi para a cadeia, o projeto da "cura-gay" foi arquivado, uma proposta para tornar o voto aberto no Congresso já foi aprovado em Comissões, desistiram de aumentar pedágio em São Paulo e até um helicóptero foi vendido indevidamente, já que deveria ser repassado para a Polícia Militar.
Mesmo de forma açodada, a presidenta propôs a realização de um plebiscito sobre a reforma política. Ainda que não seja de sua competência, vale apenas pela iniciativa, já que os pontos apresentados são de interesse exclusivo dela ou do Partido dos Trabalhadores.
Qualquer proposta séria de reforma política, seja por qualquer meio, tem que trazer em primeiro lugar a extinção do voto obrigatório. É normal a estratégia matreira das nossas autoridades em não tocar nesse assunto. O silêncio da imprensa, da Ordem dos Advogados do Brasil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dos sindicatos e das instituições em geral é absurdamente incompreensível. O Brasil será o último país a acabar com a obrigatoriedade do voto, como foi com a Escravidão.
Neste momento se faz necessário uma definição de uma tática. Primeiro, especificar alguns pontos e trazer o povo para a rua para conquistá-los. Essa pauta precisa ter especificações de preferências e prazos. Algumas de caráter geral. Por exemplo, acabar com os recessos da Justiça e com julgamentos que ultrapassam décadas, é inconcebível que o Poder Judiciário seja paralisado nos meses de janeiro e julho, uma vez que todos os magistrados têm férias regulares. Extinguir as aposentadorias privilegiadas de parlamentares e todas as mordomias que consomem milhões dos brasileiros, inclusive os voos dos aviões da FAB para cima e para abaixo com chefe de Poder até para casamentos e aniversários das filhinhas dos seus colegas.
No entanto, o ganho maior da população foi a percepção de que as autoridades são alcançáveis pelo povo. Com alguns exageros, quando querem mudanças municipais ocupam as câmaras de vereadores; se estaduais, as assembleias legislativas são tomadas e batem às portas da Câmara dos Deputados e do Palácio do Planalto quando as reivindicações são de âmbito federal. O povo provou e aprovou sua força.
Os passeios em aviões da FAB pelos presidentes da Câmara e do Senado, do ministro Garibaldi Alves e até de Joaquim Barbosa provaram que as autoridades viciadas em mordomias vão continuar testando se foi um lampejo de movimento ou se foi pra valer. Esses aviões deveriam ser para missões muito importantes e raras, não como transporte de casa para o trabalho.
Já a grande manifestação deve ser planejada para o próximo Sete de Setembro. Será o "Dia D" para a proclamação de uma nova Independência, talvez mais efetiva do que a primeira.
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bacharel em direito
 
 
29/06/13
Reflexões sobre a voz que vem das ruas
 
Lições de Wen Gilbao, primeiro ministro chinês, em sua primeira visita ao Brasil 
Gustavo MITRE (*)
O movimento nacional de protestos que está acontecendo em todo o país é grande oportunidade para a reflexão. Faço-a tomando por base as lições de Wen Gilbao.
O Líder Chinês visitou o Brasil no ano passado e surpreendeu a todos com os conhecimentos que possui sobre a cultura e problemas de nosso país. Disse que devido ao crescimento da amizade e negócios conosco, passou a estudar nossa cultura, o povo, desenvolvimento e a forma com que nossos governantes administram o país.
Nestes últimos dias vivenciamos um movimento que não imaginávamos que pudesse ocorrer nos dias atuais, pois a imagem que estava sendo apresentada era de um país maravilhoso, onde a Presidente da República tinha a aceitação de mais de 70 % da sociedade, onde a economia estava crescendo, onde o sistema funcionava em harmonia e o povo estava satisfeito.
Ledo engano! A população está revoltada, descrente na classe política, descrente na rede de saúde e educação, vivendo em um pais que é um dos mais violentos do mundo, tanto em morte nas estradas quanto em mortes criminosas em geral, onde a sensação de impunidade é ainda grande, a infraestrutura extremamente precária, a carga tributária uma das mais altas do mundo, onde a burocracia impera, o judiciário é lento e com recursos em demasia, as arrecadações de impostos ficam praticamente nos cofres da União, destinando-se ao Estado Membro uma pequena parte e ao Município, que é o braço mais próximo da comunidade, que convive diariamente com seus anseios, preocupações e necessidades, quase nada, ou seja, uma crise de identidade geral.
Não podemos culpar partido A, B ou C, não podemos fazer uma análise simplista da situação atual. É hora de refletirmos, verificar os pontos positivos, que também são muitos, observar os negativos e principalmente cobrar de nossos governantes as MUDANÇAS QUE O POVO QUER!
Nosso pais avançou muito nas ultimas décadas, deu passos fundamentais, desde o Movimento das Diretas Já. Muita coisa mudou, abertura política, a abertura comercial, a Constituição de 1988, as facilidades da vida moderna, a globalização, temos várias frentes de primeiro mundo, embora em vários outros aspectos caminhamos ainda lentamente, e pior, em direção ao terceiro mundo.
A população, em sua grande maioria, mostra de uma maneira maravilhosa, pacifica, ordeira, os caminhos a seguir, mostra a insatisfação de uma maneira geral. O aumento do preço das passagens foi apenas a gota d’água. acho que daqui a pouco nem será lembrado como fator principal dos movimentos pois por trás da revolta estão princípios básicos, que deveriam ser a preocupação de todo governante, tais como a educação de qualidade, saúde, paz social e infraestrutura moderna.
Coloco em primeiro lugar a EDUCAÇÃO, pois um povo que tem a educação e cultura em padrões elevados é um povo que tem o senso critico aguçado, sabe cobrar melhor dos seus governantes, sabe avaliar de uma maneira adequada se o rumo seguido pelos governantes está correto, sabe escolher melhor seus representantes, enfim, tem o discernimento ampliado.
Tenho a sensação de que a população brasileira amadureceu muito; não se contenta mais com o famoso "PÃO E CIRCO", "COMIDA E DIVERSÃO". A classe que sustenta nosso país quer mais, mais EDUCAÇÃO, mais SAÚDE, mais SEGURANÇA, melhor INFRAESTRUTURA, melhor EMPREGO DAS RECEITAS DOS IMPOSTOS, enfim, quer um país mais justo e perfeito!
Segue agora na visão do Líder Chinês, as dez soluções para melhorar os países emergentes, que é o caso do Brasil, Índia e China:
O que o ministro aponta como principal ponto para um país como o Brasil desponte a crescer fortemente?
Mudanças imediatas na administração do país, sendo a principal delas, a eliminação de fatores hipócritas, onde as leis insistem em ver o lado teórico e não o prático e real de suas consequências, sendo que, para isso o país terá que sofrer mudanças drásticas em seus pontos de vista atuais, como fez a China nos últimos 20 anos, sendo os 10 principais os que se seguem:
1) QUINTUPLICAR O INVESTIMENTO EM EDUCAÇÃO:
Fundamento: Um país que quer crescer precisa produzir os melhores profissionais do mundo e isso só é possível quando o país investe no mínimo 5 vezes mais do que o Brasil tem investido hoje em educação, caso contrário, o país fica emperrado, aqueles que poderiam ser grandes profissionais, acabam perdidos no mercado de trabalho por falta da base que deveria prepara-los, com o tempo, é normal a mão de obra especializada passar a ser importada, o que vem ocorrendo a cada vez mais no Brasil, principalmente nos últimos 5 anos quando o país passou a crescer em passos mais largos.
2) PUNIÇÃO SEVERA PARA POLÍTICOS CORRUPTOS:
Fundamento: É estarrecedor saber que o Brasil tem o 2º maior índice de corrupção do mundo, perdendo apenas para a Nigéria, porém, comparando os dois países o Brasil está em uma situação bem pior, já que não pune nenhum político corrupto como deveria, o Brasil é o único país do mundo que não tem absolutamente nenhum político preso por corrupção, portanto, está clara a razão dessa praga (a corrupção) estar cada vez pior no país, já que nenhuma providência é tomada, na China, corrupção comprovada é punida com pena de morte ou prisão perpétua, além é óbvio, da imediata devolução aos cofres públicos dos valores roubados. O ministro chinês fez uma pequena citação que apenas nos últimos 5 anos, o Brasil já computou um desvio de verbas públicas de quase 100 bilhões de reais, o que permitiria investimentos de reflexo nacional. Ou seja, algo está errado e precisa ser mudado imediatamente.
3) REDUÇÃO DRÁSTICA DA CARGA TRIBUTÁRIA E REFORMA TRIBUTÁRIA IMEDIATA:
Fundamento: A China e outros países desenvolvidos como os EUA já comprovaram que o crescimento do país não necessita da exploração das suas indústrias e empresas em geral, bem pelo contrário, o estado precisa ser aliado e não inimigo das empresas, afinal, é do trabalho destas empresas que o país tira seu sustendo para crescer e devolver em qualidade de vida para seus cidadãos, a carga tributária do Brasil é injusta e desorganizada e enquanto não houver uma mudança drástica, as empresas não conseguirão competir com o mercado externo e o interno ficará emperrado como já é.
4) REDUÇÃO DE PELO MENOS 80% DOS SALÁRIOS DOS POLÍTICOS BRASILEIROS:
Fundamento: Os Brasil tem os políticos mais caros do mundo, isso ocorre pela cultura da malandragem instalada após a democrácia desorganizada que tomou posse a partir dos anos 90 e pela falta de regras no quesito salário do político. O político precisa entender que é um funcionário público como qualquer outro, com a função de empregar seu trabalho e seus conhecimentos em prol do seu país e não um "rei" como se vêem atualmente, a constituição precisa definir um teto salarial compatível com os demais funcionários públicos e a partir dai, os aumentos seguirem o salário mínimo padrão do país, na China um deputado custa menos de 10% do que um deputado brasileiro. A revolta da nação com essa balbúrdia com o dinheiro público, com o abuso de mega-salários, sem a devida correspondência em soluções para o povo, causa ainda mais prejuízos ao estado, pois um povo sentindo-se roubado pelos seus líderes políticos, perde a percepção do que é certo, justo, honesto e honrado.
5) DESBUROCRATIZAÇÃO IMEDIATA:
Fundamento: O Brasil sempre foi o país mais complexo em matéria de negociação, segundo Wen, a China é hoje o maior exportador de manufaturados do mundo, ultrapassando os EUA em 2010 e sem nenhuma dúvida, a China e os EUA consideram o Brasil, o país mais burocrata, tanto na importação, quanto exportação, além é claro, do seu mercado interno, para tudo existem dezenas de barreiras impedindo a negocição que acabam em muitas vezes barrando o desenvolvimento das empresas e refletindo diretamente no desenvolvimento do país, isso é um caso urgente para ser solucionado.
6) RECUPERAÇÃO DO APAGÃO DE INVESTIMENTOS DOS ÚLTIMOS 50 ANOS:
Fundamento: O Brasil sofreu um forte apagão de investimentos nos últimos 50 anos, isso é um fato comprovado, investimentos em infraestrutura, educação, cultura e praticamente todas as demais áreas relacionadas ao estado, isso impediu o crescimento do país e seguirá impedindo por no mínimo mais 50 anos se o Brasil não tomar atitudes fortes hoje. O Brasil tem tudo para ser um grande líder mundial, tem território, não sofre desastres naturais severos, vive em paz com o resto do mundo, mostrou-se inteligente ao sair ileso da grande crise financeira de 2008, porém, precisa ter a coragem de superar suas adversidades políticas e aprender investir corretamente naquilo que mais necessita.
7) INVESTIR FORTEMENTE NA MUDANÇA DE CULTURA DO POVO:
Fundamento: A grande massa do povo brasileiro não acredita mais no governo, nem nos seus políticos, não respeita as instituições, não acredita em suas leis, nem na sua própria cultura, acostumou-se com a desordem governamental e passou a ver como normal as notícias trágicas sobre corrupção, violência, etc, portanto, o Brasil precisa investir na cultura brasileira, iniciando pelas escolas, empresas, igrejas, instituições públicas e assim por diante, começando pela educação patriótica, afinal, um grande povo precisa amar e honrar seu grande país, senão é invevitável que à longo prazo, comecem surgir milícias armadas na busca de espaço e poder paralelo ao governo, ainda mais, sendo o Brasil um país de proporções continentais como é.
8) INVESTIR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA IMEDIATAMENTE:
Fundamento: Proporcionalmente, o Brasil investe menos de 8% do que a China em ciência e tecnologia, isso começou a ter forte reflexo no país nos últimos 5 anos, quando o Brasil passou a crescer e aparecer no mundo como um país emergente e que vai crescer muito a partir de agora, porém, não tem engenheiria de qualidade, não tem medicina de qualidade, tecnologia de qualidade, não tem profissionais com formação de qualidade para concorrer com os países desenvolvidos que encontram-se mais de 20 anos a frente do Brasil, isso é um fato e precisa ser visto imediatamente, pois reflete diretamente no desenvolvimento de toda nação.
9) MENORIDADE PENAL E TRABALHISTA A PARTIR DE 16 ANOS (o mundo está envelhecendo...):
Fundamento: O Brasil é um dos poucos países que ainda possuem a cultura de tratar jovens de 15 a 18 anos como crianças, não responsáveis pelos seus atos, além de proibi-las de oferecer sua mão de obra, isso é erro fatal para toda a sociedade, afinal, o Brasil, assim como a grande maioria dos paises, estão envelhecendo e precisam mais do que nunca de mão de obra renovada, além do que, essa contradição hipócrita da lei, serve apenas para criar bandidos perigosos, que ao atingirem 18 anos, estão formados para o crime, já que não puderam trabalhar e buscaram apenas no crime sua formação. Na China, jovens tem permissão do governo para trabalhar normalmente (não apenas como estagiários como no Brasil) a partir dos 15 anos, desde que continuem estudando e, sim, respondem pelos seus crimes normalmente, como qualquer adulto com mais de 18 anos.
10) PENA DE MORTE PARA CRIMES HEDIONDOS COMPROVADOS:
Fundamento: Um governo tem que deixar de lado a hipocrisia quando toca neste assunto, um criminoso não pode ser tratado como celebridade, criminosos reincidentes já tiveram sua chance de mudar e não mudaram, portanto, não merecem tanto empenho do governo, nem a sociedade honesta e trabalhadora merece conviver com tamanha impunidade e medo, citou alguns exemplos bem claros: Maníaco do parque, Lindeberg, Suzane Richthofen, Beira Mar, Elias Maluco, etc. Eliminando os bandidos mais perigosos, os demais terão mais receio em praticarem seus crimes, isso refletirá imediatamente na segurança pública do país e na sociedade, principalmente na redução drástica com os gastos públicos em segurança. A longo prazo isso também reflete na cultura e comportamento de um povo.
(*) Servidor Público Estadual
 
 
08/0613
O felicíssimo navegante solitário
Pedro Bavuso Ribeiro
 
Li, atentamente, a reportagem que fazia menção da real e espontânea tomada de posição do sonho de um cidadão. É ele oriundo lá do vale do Jequitinhonha, terra de homens valorosos, corajosos, nascidos sob o signo da determinação e da luta, da inspiração, da música e da poesia. Pois bem, quero falar da história do homem lá do vale que transbordou de emoção minha alma; ele fez das águas dos rios a sua doce companhia, o verdadeiro sentido de sua vida. Trata-se do único navegante solitário do mundo, atingindo até agora sessenta mil quilômetros de rios navegados, águas abaixo até o encontro com o misterioso mundo de águas salgadas.
Esse admirável e feliz cidadão que sabe o que quer, abriu mão do seu patrimônio material, da cruel vaidade do lado de cá; com a família já criada e em seu rumo, partiu o navegante, em sua canoa de fibra de vidro – sem os recursos técnicos de uma grande embarcação – contendo uma barraca, colchão inflável, rede, algumas panelas, varas de pescar, um fogareiro, um facão, alguns mantimentos, pouca roupas, documentos particulares, todos plastificados, em razão do contato com a água, levando em sua bagagem uma indômita infinita paz e ardente esperança no seu coração, deixando atrás de si a negra e fria filosofia de um mundo cada vez mais ridículo e indigno, movido pelas aparências e pelo cruel jogo do interesse. Para trás, alguns amores, porém, na aventura com as águas dos rios, encontrou o novo amor de sua vida, vez que o verdadeiro amor existe em qualquer lugar, em especial na autêntica inspiração da poesia de um rio e da mãe natureza.
Não levo em seu barco, medicamentos, porque a própria natureza alimenta de paz a alma e o coração do solitário navegante; e, em havendo paz, por certo, não haverá nenhum tipo de enfermidade a molestar o corpo defendido pela alegria e felicidade. A turma do lado de cá, do mundo do faz-de-conta, se preocupa com a vida que leva o solitário e realizado navegante. Na reportagem ele avisa: "O medo não me assusta, porque aqui é só paz; quando estou no rio converso com as plantas, com os animais. A minha navegação é solitária para essa sociedade que vive em um mundo cão. Tem gente que me acha louco, pena que não são loucos como eu, porque seriam felizes como sou".
Assim vai remando e vivendo o felicíssimo navegante solitário, cuja solidão abençoada pelo santo arquiteto da natureza, se deliciando com as aventuras sadias e emocionantes do seu mundo particular. Sob minha humilde ótica, esse é o homem, o verdadeiro cara, porque indiferente a tudo e a todos, assumiu o comando do seu destino, para viver e conviver ao lado da sua felicidade.
Parabéns, meu caro navegante solitário, pela autêntica decisão tomada, aplaudida por mim, de corpo e alma. A propósito, será que haveria uma vaga no seu barco para abrigar também este velho sonhador o qual ainda caminha pelas felizes estradas de um passado de inesquecível paz e de doces lembranças divorciado dos caprichos deste mundo material e de convivência cada vez mais difícil. Felicidades, abençoado navegante solitário, de coração repleto de amor, de sonhos, de paz e de esperança cada vez maior e mais sublime, na companhia do seu mundo particular, deveras abençoado pela voz da natureza amiga, do poético canto dos pássaros em liberdade, da luz das estrelas e da beleza inigualável e inspiradora das águas misteriosas dos rios que falam a mensagem certa para um mundo certo. Oxalá, este meu legítimo sonho de há muito acalentado, possa ser convertido em feliz realidade, e, assim, ouvirei e falarei a mensagem da paz e do reencontro com os rios, bosques, estrelas e natureza do meu ontem.
* Pedro Bavuso Ribeiro
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
13/04/13
Tribunal do Júri é instituição séria e que merece respeito
* Pedro Bavuso Ribeiro
O julgamento humano se perde na noite dos tempos. Voltando na história real da humanidade, trazemos à lembrança um dos inesquecíveis julgamentos que condenou o imortal filosofo grego Sócrates a sorver o mortífero veneno que era a cicuta, pena da época.
Nos dias atuais ainda existe o tribunal do júri, formado por homens e mulheres de bem, lídimos representantes de uma sociedade transparente em que vivem, sem mágoa, ódio, ou partido próprio, são isentos por natureza, os quais por meio de provas robustas, inquestionáveis, e com fincas na mais pura e isenta verdade real, irão indicar o caminho de uma justa condenação, ou se for o caso, o lado outro, qual seja o da absolvição, arrancada nas provas conduzidas para os autos.
É o ser humano julgando o seu igual, aquele que num gesto tresloucado não soube compreender a beleza e o sentido da vida. Nada mais emocionante, sublime, e até mesmo de cunho sagrado, e de imensa responsabilidade de consciência moral e espiritual do que o julgamento do nosso semelhante. Esse julgamento, por assim dizer, provisório, parcial, porque todos nós seremos, oportunamente, julgados, em definitivo, no tribunal do sempre presidente Cristo. Infelizmente, alguns profissionais da ciência do Direito penal, se arvorando em criminalistas, procuram apenas o lado mesquinho da vaidade, da ausência de ética – de há muito sumida do meio jurídico-, e o que é pior, até mesmo de um mínimo de conhecimento da matéria penal, da tribuna; preocupam-se, acima de tudo, com os polpudos honorários, e para angariá-los, prometem ao desgraçado autor do ilícito penal até mesmo o céu e a terra, a rua da eterna liberdade, quando não a triste e fria rua da amargura, da solidão e da vil desesperança.
A sociedade brasileira ultimamente vem acompanhando mais um tenebroso julgamento humano, pelo tribunal do júri, através da telinha, por meio da iniciativa de alguns inteligentes magistrados que presidem o sagrada e antigo julgamento humano. Por meio dessa feliz deliberação pode o povo aquilatar como é procedido o nosso julgamento perante o tribunal do júri, servindo isso como um aprendizado e de conscientização para se chegar ao denominador comum de que o crime não compensa.
Infelizmente, porém, causou uma certa indignação acerca do ridículo procedimento de alguns causídicos na tribuna do júri, os quais, visivelmente, claramente, com a precípua preocupação somente para com os frios holofotes, com câmaras de telinha, com suas próprias imagens; queriam conquistar o mundo, oceanos, famas, usando apenas a incompetência e a desgraça dos aflitos constituintes. Em um dos derradeiros julgamentos pelos respeitável tribunal do júri, todos presenciamos a irresponsável atitude de alguns profissionais que se preocupavam com a promoção própria, discursando não – obrigatoriamente – para o seleto corpo de jurados – juízes de fato, mas não, os discursos eram dirigidos para a platéia, como se a platéia é que fosse julgar os atos criminosos. Tudo muito lamentável. Preferiram rasgar a ética, o código penal, o processo penal, bem como a beleza, a seriedade e o sentido sagrado do julgamento humano.
O tribunal do júri não é palco de vaidade, de se pregar uma política de cunho baixo, de se visar e construir vaidades aliadas à triste hipocrisia, de promoção pessoal – que promoção é esta, a troco da desgraça e do ridículo serviço jurídico oferecido ao indiciado?
Em obediência à minha consciência, templo sagrado de todos nós, e também entendo humildemente que o tribunal do júri é aquele espaço sagrado, sob a augusta presidência do magistrado, homem, com a santa inspiração dos céus, e, mais, supervisionado com o sério trabalho dos sete jurados, sentença o caminho destinado a acusado, tudo em atendimento a um parâmetro de verdade, de coerência e com fincas na nossa legislação penal.
No verdadeiro tribunal do júri – que foi e ainda o é – o meu caminho escolhido no ramo do Direito – vejo nele, com todas as minhas forças, a busca incessante da justiça dos homens, principalmente para o meu irmão descamisado, de pés descalços, de cor encardida pelo sol do terrível sofrimento, com as algibeiras vazias, sem lenço nem documento, de voz embargada tentando defender-se perante o julgamento humano. Façamos a defesa do oprimido e do desgraçado, assinalado pelo ferro em brasa da desventura, da covardia e da incerteza, deixando de lado os hipócritas holofotes, a vaidade, a sede pelo vil metal, nos preocupando somente com o caminho correto que lhe será apontado por uma justiça séria. Assim, tenho certeza de que nossa ação será por demais abençoada, cuja bênção se estenderá na pessoa de nossos filhos, e de nós também.
Esse o verdadeiro tribunal do júri, aplaudido pelos homens de boa vontade e, principalmente, pelo juiz presidente do egrégio tribunal do júri celestial, onde, uma dia, não sabemos quando, seremos também julgados por nossas ações praticadas com nossos irmãos aqui terra. Façamos nossa parte, deixando de lado o fantasma da desgraçada hipocrisia e da vaidade sem nenhum sentido. Nada mais sublime e até mesmo divino, indicar ao miserável, o seu verdadeiro caminho da justiça, através do nosso desinteressado trabalho material. Isso nos engrandece e nos coloca mais em sintonia com nossa realidade maior e inevitável, no sentido de que possamos, ao sermos chamados, sermos julgados pelos juiz dos juízes, dando contas de nossos atos, os quais, usando apenas de infinita solidariedade, desejo de ajudar, ausente o vínculo do interesse, apensas o desejo de colocar na garganta do oprimido a voz da liberdade, do seu direito reclamado, bem como a direção exata do seu futuro feliz; que bom se essa filosofia pudesse atingir a todo profissional do direito.
 
Pedro Bavuso Ribeiro é Prof. Universitário aposentado, Defensor Público de classe especial aposentado e Advogado
30/03/13
Mudança no horário das reuniões da Câmara
 
Wandick Robson Pincer
"Este texto é um desabafo, como cidadão e eleitor. Venho acompanhando na mídia impressa a proposta de mudança no horário das reuniões da Câmara, e entendo ser uma afronta à vontade popular. As justificativas são as mais vazias, as mais desleais com o povo de Itaúna e, acima de tudo, as mais deselegantes com o eleitorado. O pior de tudo foi ouvir de um dos edis que é a favor mesmo da mudança de horário para as 2 horas da tarde, porque o povo não participa nem das reuniões das 5 horas! Ele não gostou da minha fala...e desconversou...O povo, mais uma vez, está ficando de fora das grandes decisões locais. Alguns vereadores estão alegando que em outras cidades, como Divinópolis e Pará de Minas, as reuniões começam às 2 da tarde. E daí?! Itaúna é Itaúna, e pronto! E não precisa se espelhar no exemplo de nenhum outro município! Basta analisarmos que nossas necessidades locais são outras, nossa realidade é diferente, nossos costumes trilharam outros caminhos. Alegar que quase ninguém comparece às reuniões a partir das 5 horas da tarde é pura desculpa! Porque a Câmara não passa a convidar as associações de bairro para que, semanalmente, seus integrantes participem das sessões e levem alguns moradores? Afinal, não são eles que acompanham e sabem das necessidades de suas comunidades?!... Ou, ainda: o Legislativo poderia melhorar o nível de debate dos problemas da cidade convidando, periodicamente, alunos e professores para acompanharem as reuniões, a fim de auxiliar na construção do conhecimento, incentivando estes jovens a melhorar o desenvolvimento político, mostrando-lhes novos desafios, novas perspectivas...Melhoraria - e muito! - o conceito de política e de político, tenho certeza.
Fiquei sabendo que, ao menos três vereadores se posicionaram contrários a esta mudança, por entenderem que o mandato significa uma representatividade do povo, e não do edil. São eles: o Hudson Bernardes, o Adãozinho do SAAE e o Marcinho Hakuna. Gostaria que não só eles mas os demais edis pudessem registrar aqui, neste importante canal, suas observações e argumentos. Vale lembrar que o art. 2º da Lei Orgânica de Itaúna (nossa constituição) diz que "todo o poder do Município emana do povo, que diretamente o exerce ou por meio de seus representantes eleitos". E ainda completa em seu parágrafo primeiro, estabelecendo que "o exercício direto do poder pelo povo no Município se dá na forma da Lei Orgânica, mediante: I - plebiscito; II - referendo (...)". Pergunto a você, leitor do Portal Notícas de Itaúna: sendo o plebiscito uma consulta prévia feita à população sobre a possível adoção de uma lei ou um ato administrativo, de modo que os cidadãos possam aprovar ou rejeitar as opções que lhe são propostas; e sendo o referendo uma consulta feita à sociedade após aprovação de uma lei ou um ato administrativo, cabendo à população aceitar ou não a medida, qual você gostaria que fosse praticado, respeitado o seu direito? A Lei Orgânica foi promulgada em 1º de maio de 1990; portanto, são passados quase 23 anos. Mudou o povo, ou mudaram os políticos?"
 
"PLEASE PLEASE ME", 1º Disco dos BEATLES, completa 50 anos
 
Cláudio Gonçalves Soares
Lançado aos 22 de março de 1963, o 1º disco dos BEATLES, denominado PLEASE PLEASE ME, completou recentemente 50 anos, com muito vigor, diga-se de passagem. George Martin, o produtor do grupo, também conhecido como o 5º Beatle, disse certa vez que a música dos BEATLES seria tocada e lembrada mesmo depois de 100 anos de sua época, como acontece com os clássicos de Beethoven, Mozart e Bach, guardadas as proporções. A previsão dele parece caminhar, dia a dia, para se tornar realidade. São inúmeras bandas tentando reproduzir aquele som, muitas delas com jovens nascidos décadas depois do quarteto famoso ter sido desfeito.
O assassinato de John Lennon, em dezembro de 1980, foi o meu despertar para o universo da música dos BEATLES. Eu tinha então 13 anos de idade. Durante anos eu pensava que era impossível repetir aquele som. De fato continuo pensando que ninguém consegue repetir aquela fórmula. De onde será que vinha tanta magia? Mas até que tem alguns grupos fazendo excelente trabalho em torno da música dos BEATLES.
Em 1963, quando PLEASE PLEASE ME foi lançado, John Lennon e Ringo Starr tinham 22 anos, Paul McCartney tinha 20 e George Harrison 19. Eram muito jovens e donos de uma capacidade artística impressionante, que o tempo cuidaria de lapidar e melhorar ainda mais. Prova disso são os inúmeros sucessos que viriam depois do primeiro disco, com clássicos como Yesterday, Hey Jude, Let It Be, Something e Strawberry Fields Forever, dentre tantos outros. A influência deles foi e tem sido tão forte que se refletiu e ainda reflete na nossa MPB. Caetano Veloso, Legião Urbana, Skank, Zé Ramalho e muitos outros artistas brasileiros gravaram músicas dos BEATLES e reconhecem que foram influenciados por eles.
Gravado em poucas horas, o disco guarda detalhes interessantes. Um deles é que 8 das 14 músicas foram compostas por Lennon e McCartney, sinalizando a incrível capacidade artística desta dupla, mundialmente conhecida.
Em 1990, quando comecei a namorar Sirlene, minha esposa, dei a ela de presente este disco. Meus amigos disseram que na verdade eu dei o presente foi pra mim mesmo. Pura maldade deles, é claro. Casados, temos 3 filhos que também já admiram o som dos BEATLES. Natália, a mais nova, de 13 anos, tem até foto deles como pano de fundo no FaceBook dela. É algo mágico. Perguntei a ela por quê? Ela disse que ‘é legal’.
Deixar um legado que seja lembrado e comemorado 50 anos depois não é tarefa fácil, nem fruto do acaso. Certamente estas músicas continuarão marcando presença e provocando emoções nas pessoas pelo mundo afora.
Hoje, com a Internet, é possível, com um simples ‘clic’, curtir toda esta comemoração. Por exemplo: Vale a pena assistir no YouTube o vídeo "12 HOURS TO PLEASE ME", produzido pela BBC, que levou artistas diversos para os estúdios da EMI, em Abbey Road, Londres, para regravar todas as músicas do disco PLEASE PLEASE ME. São cerca de 55 minutos de um verdadeiro show, gravado no mesmo estúdio onde os BEATLES gravaram seus discos.
Que esta força musical continue. Até porque a mensagem deles é de paz, harmonia e esperança de um mundo melhor, desejo compartilhado por milhões de pessoas. Como disse Paul McCartney, "São tolas canções de amor", mas as pessoas gostam desta mensagem.
 
23/03/13
A importância de preservação da memória de um povo
Trago no sangue um pouco da herança de meu pai, Guaracy de Castro Nogueira: o gosto pela preservação e divulgação de documentos, objetos que retratam a história de um povo, de uma cidade, de uma instituição.
Durante muitos anos trabalhei com ele na organização do acervo de documentos históricos do Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira e, após seu falecimento, assumi a direção do Instituto com o intuito de dar continuidade ao seu trabalho.
Tenho uma linha de pensamento um pouco diferente da sua, daquela que tornou o Instituto um centro de pesquisa de história sob vários aspectos: Genealogia, História de Minas Gerais, História da Igreja, História do Brasil de uma forma geral. Meu trabalho na continuidade será mais voltado para a História de Itaúna e dos municípios que o rodeiam, ou que contribuíram para a nossa formação. Infelizmente a continuidade dessa nova atividade para mim não será fácil. O incentivo das áreas governamentais é escasso e de difícil acesso, mas conto com o apoio de pessoas interessadas, pesquisadores e recursos próprios.
Relendo um artigo escrito por meu pai em 2001 sobre o museu Francisco Manoel Franco, tive vontade de ir ao local e verificar sua situação. E lá estive por duas vezes nos últimos dias. Que decepção! O local está entregue às traças, sem nenhuma conservação e cuidado. O telhado, cheio de goteiras, as instalações elétricas em situações precárias e sem nenhuma segurança. A instalação sanitária estragada foi trancada em vez de consertá-la. Não existe projeto de prevenção de incêndio, as paredes estão cheias de pregos e, pior do que tudo isto: o local virou local de despejo de velharias. Objetos estão expostos sem nenhuma razão histórica. Perdeu-se a finalidade do local.
Esta situação não é coisa nova. No artigo citado, meu pai assim escreveu: "Quando exercemos o mandato de vice-prefeito de Itaúna, responsável pela educação e cultura do município, dando prosseguimento aos trabalhos iniciados pelo prefeito Osmando Pereira da Silva no Museu "Francisco Manoel Franco", a primeira coisa que fizemos foi devolver uma série de coisas velhas doadas por pessoas de boa vontade, que entendiam ser o museu local para depósito de trastes em desuso, que não funcionavam, sem levar em consideração o valor histórico da peça. Popularmente, museu é a casa onde se encontram coisas diversas, antigas e sem uso. Um rádio é importante para o Museu Antropológico se for o primeiro de Itaúna ou se pertenceu a uma personalidade ilustre do passado. Uma coleção de rádios vai para o Museu do Rádio. Em Minas Gerais, temos em Ouro Preto o Museu da Inconfidência. Há muitos tipos de museus: Museu do Açúcar e da Cachaça, em Recife; Museu da Moda e do Vestuário, em Paris; na mesma cidade-luz há o Museu das Artes Decorativas. Visitamos o Museu das Missões, em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul; conhecemos dois museus da Arte Contemporânea, o de São Paulo e o de Lisboa. Em Salvador existe o Museu de Arte Sacra. Um museu se despersonaliza caso se transforme num "ninho de guacho", depósito de todo tipo de velharia e de todas as manifestações do engenho humano".
 
No mesmo artigo ele descreveu a finalidade do "Museu Antropológico e Etnológico Francisco Manoel Franco": "Enviamos à Câmara um projeto que foi transformado em lei, mudando o nome da instituição para "Museu Antropológico e Etnológico Francisco Manoel Franco", a fim de caracterizar bem sua finalidade. Um Centro de Estudos de Antropologia Cultural, como presença palpável das tradições e valores de Itaúna, justificando no presente a grandeza, o progresso e as aspirações de nosso povo; um acervo do mais autêntico e selecionado documentário de História, traduzido em lições expressivas da etnografia itaunense. Destinado a recolher peças de Itaúna ou que existiram em nosso passado em Itaúna. Não de outros municípios".
Importante salientar também que museu, normalmente, não é arquivo de documentos, nem de livros, nem de fotografias. Só se for um museu especializado. O Arquivo Público serve para guardar documentos dos três poderes, jornais e outros papéis de importância histórica; a Biblioteca Pública, para o acervo bibliográfico, o Centro Histórico e de Artes para fotografias, pinturas, árvores genealógicas, etc. Mas isto não está acontecendo em Itaúna. Muitas destas coisas estão jogadas no museu, ocupando local de coisas valiosas que poderiam estar mais bem exposta.
Importante salientar também que as peças que ficaram na área externa do museu estão sofrendo a ação da chuva e do sol, sem nenhum tratamento para conservá-las. Além da ação do tempo, o museu também tem sofrido com furtos de placas e objetos, pois a fiscalização é fraca e os funcionários não foram treinados para esse trabalho. Tristes ficarão também os notáveis carpinteiros que trabalharam na recuperação do presépio do Sr. Umberto Salera, pois ele está em ruinas, sem muitas peças e nada funciona. Quantas pessoas já esperaram vários natais para visitar esse presépio.
Envidarei forças para correr atrás do tempo perdido, antes que não tenhamos mais nada para mostrar para nossos descendentes e nossa cidade fique sem memória.
O Instituto Cultural Maria de Castro, entidade criada para contribuir para esta finalidade, está à disposição do Poder Executivo para ser o fiel depositário desta documentação, até que o município tenha espaço próprio e adequado para colocar à disposição do público e dos pesquisadores tudo o que se refere à História do Município. Estou de mãos estendidas e disposta a trabalhar por esta preservação.
 
Patrícia Gonçalves Nogueira
Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira
 
16/03/13
CPJ analisa a situação dos jornalistas no Brasil
Quatro jornalistas foram assassinados no Brasil em 2012, superando a cifra registrada no ano anterior e convertendo o país no quarto mais letal do mundo para a imprensa durante o período, revelou a pesquisa do CPJ. Seis dos sete jornalistas mortos nos últimos dois anos haviam noticiado a respeito de corrupção oficial ou crime e todos, com exceção de um, trabalhavam em áreas interioranas. O sistema judiciário brasileiro não conseguiu acompanhar o ritmo.
"A falta de investigações sérias desses crimes deu aos agressores a noção de que não serão identificados e punidos", disse Mauri Konig, veterano repórter investigativo veterano homenageado pelo CPJ em 2012 com o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa. O Brasil ficou em 11 lugar no Índice de Impunidade 2012 do CPJ, que calcula os assassinatos não resolvidos de jornalistas como uma porcentagem da população de cada país.
A censura judicial permaneceu um problema no Brasil, onde empresários, políticos e funcionários públicos entraram com centenas de ações judiciais alegando que jornalistas críticos ofenderam sua honra ou invadiram sua privacidade, mostrou a pesquisa do CPJ. Os querelantes tipicamente procuram ordens judiciais para impedir que jornalistas publiquem qualquer outra informação sobre eles e para retirar do ar materiais disponíveis online. No primeiro semestre de 2012, de acordo com o Google, os tribunais brasileiros e outras autoridades enviaram à empresa 191 ordens judiciais para a remoção de conteúdo.
"Tais ações judiciais minam a democracia e a imprensa do país, e criam um clima de insegurança legal que, de certa forma, se reflete na qualidade da cobertura de questões de interesse público", declarou Konig ao CPJ.
O Brasil também não apoiou a liberdade de imprensa no cenário global. Em março, as objeções levantadas pelo país e um pequeno número de outras nações quase frustraram um plano da ONU para melhorar a segurança de jornalistas e combater a impunidade em todo o mundo. Três meses depois, o Brasil apoiou uma ofensiva liderada pelo Equador para enfraquecer a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e sua relatoria especial sobre liberdade de expressão.
 
Alexandre Wagner da Silva é empresário, jornalista e presidente do Sindicato dos Proprietários de Jornais, Revistas e Similares do Estado de Minas Gerais- Sindijori/MG - O relatório do CPJ está disponível em: http://cpj.org/pt/2013/02/ataques-a-imprensa-em-2012-cpj-paises-em-risco.php r
 
19/01/13
O crime do bem me quer e mal me quer 
Heli Maia[i]
O fragmento da belíssima música do "tremendão" Erasmo Carlos, "Panorama Ecológico", anuncia que "lá vem a temporada de flores/ trazendo begônias aflitas/ petúnias cansadas/ rosas malditas/ prímulas despetaladas/ margaridas sem miolo/ sempre-vivas quase mortas/ e cravinas tortas/ odoratas com defeitos..."
Parece que as plantas ornamentais estavam carecendo de socorro e talvez por isso o ordenamento jurídico brasileiro as escutou e não se fez de rogado. Exagero a parte, é certo que o legislador brasileiro não se inspirou na canção popular de Erasmo, mas acabou criando um diploma legal que dentre outras tutelas, cuida das plantas ornamentais, sobretudo aquelas de logradouros públicos e de praças, como as citadas na música.
A lei federal 9.605, de 1998, em seu artigo 49, prevê detenção de três meses a um ano, ou multa, ou ambas, para quem "destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia". E exagera prevendo inclusive pena de um a seis meses se o crime for culposo, ou seja, aquele em que não há intenção de cometê-lo.
Os dicionários ensinam que destruir é exterminar, arruinar e assolar; também conceituam que danificar é causar dano a, deteriorar, estragar; da mesma forma mostram que o significado de lesar é ofender fisicamente, molestar, ferir; ainda dizem que maltratar é mutilar, bater, prejudicar.
Muitos devem saber que não é raro as pessoas pegarem uma margarida ou flor assemelhada no jardim público e pétala por pétala, despetalá-la em um joguinho de bem me quer, mal me quer, principalmente os corações apaixonados. Mal sabem que podem ser condenados a uma pena de detenção de até um ano e multa. E não adianta na defesa alegar que não sabiam, pois ninguém pode escusar-se de cumprir a lei alegando seu desconhecimento. Essa condenação se dará porque a pessoa ou réu molestou, feriu e mutilou a coitada da margarida ou outra flor.
Imagine alguém andando despreocupadamente pela praça e por imprudência pisoteia um canteiro de begônias ou rosas. Ou então está em um passeio ciclístico e por imperícia acaba subindo em um canteiro e "mata" alguns lírios e provoca ferimentos e lesões a outras plantas. Enfrentará uma ação penal que poderá resultar em detenção de até seis meses. A pena é mais branda porque o réu não teve a intenção de destruir, de arruinar, de assolar, de bater, de molestar as plantas. Agiu sem essa intenção, por imprudência, imperícia ou negligência.
Alguns estudiosos do direito penal entendem que ele só deve ser usado como último instrumento, a famosa ultima ratio. Outros dizem tratar-se do direito penal mínimo, ou seja, não se deve lançar mão dele a torto e a direito. Há, por outro lado, aqueles que entendem que a sociedade precisa de um direito penal mais presente, mais atuante, e que tutele todos os bens jurídicos e que aja imediatamente. É a defesa da expansão do direito penal. Parece que a lei de crimes ambientais – a lei 9.605/98 – optou por esta última corrente.
Certo é que o meio ambiente clama por socorro e por proteção, sendo o direito penal ambiental um importante instrumento, mas com cuidado e prudência.
Ante os possíveis exageros de condenação de quem tenha cometido o crime de ofender a integridade física de uma rosa ou de mutilar uma orquídea, os defensores lançam mão de alguns recursos como o princípio da bagatela ou da insignificância, demonstrando que o bem jurídico tutelado é muito pequeno, insignificante. No popular: se colar colou. A justiça já muito assoberbada de processos complexos acaba recebendo inúmeras demandas onde o bem jurídico ofendido é de pequena importância, de pequena monta e por vezes isso acaba chegando às instâncias superiores, pois o condenado inconformado leva o caso até os tribunais superiores, o STJ por exemplo, como já tem ocorrido.
Por fim é preciso que o meio ambiente seja respeitado por inteiro, em sua totalidade, desde o jardim até as maiores florestas. Já se vai o tempo em que o ecocentrismo tinha plena e única defesa, porquanto vale hoje, em uma visão mais moderna, a defesa de toda e qualquer forma de vida, o biocentrismo. É necessário inclusive alargar esse entendimento para uma visão de cidadania biocentrista planetária. Sem exageros, mas aliando paixão e razão.
 
[i] Heli Maia é graduado em Ciências Sociais e Direito; é pós-graduado em História e mestre em Direito. É advogado, professor e autor do livro "Bullying: reflexões éticas e jurídicas". Contato: helismaia@yahoo.com.br
 
05/01/13
Otimismo em alta: uma ótima maneira para iniciar o ano.
Odilon Medeiros*
Final de ano é uma época de realizar balanços. Já no início, normalmente começamos a fazer projetos e pensar nas mudanças que pretendemos fazer na nossa vida. E para contribuir com essas mudanças, proponho que coloquemos mais otimismo no nosso cotidiano.
Será que temos razão para isso?
De acordo com o barômetro global de esperança e felicidade, pesquisa realizada mundialmente pela WIN-Gallup International Association, que é a maior rede independente do mundo de pesquisas de opinião, com resultados bem fresquinhos já que foi apresentada no dia 30 de dezembro de 2012, 35% da população do mundo, ou seja, a maioria das pessoas está esperançosa sobre as perspectivas econômicas para 2013. É importante destacar que pesquisa envolveu 55.817 homens e mulheres de 54 países. Estariam todas elas erradas?
Algum incrédulo pode até dizer que estamos falando de expectativa e que entre a expectativa e a possibilidade de concretização há uma distancia muito grande. É verdade, mas é verdade também que essa visão contrária é uma estratégia do cérebro humano para a motivação, que, cientificamente falando, chama-se de "viés otimista". Em outras palavras, é a tendência dos nossos neurônios de pender para o otimismo ao projetar o futuro.
O escritor científico Matt Ridley afirma que "o mundo nunca foi um lugar tão bom para se viver" e consegue listar 23 razões para fortalecer a teoria. Algumas das quais quebram paradigmas. Por exemplo, ele afirma que os ricos estão mais ricos, mas que os pobres hoje têm muito mais qualidade de vida. Em sua opinião, mundialmente falando, em 20 anos essa classe social dobrou o consumo, hoje os chineses vivem 28 anos a mais que há 50 anos e os nigerianos são duas vezes mais ricos e também vivem mais.
Ridley fala ainda que há muito interesse no pessimismo. Segundo ele, nenhuma instituição beneficente conseguiria auxilio se informasse que estava tudo bem e que boas notícias não dão manchetes. Será?
Até agora só discutimos sobre o lado racional do otimismo. Mas será que a ciência fala algo sobre o lado emocional? Fala sim. Em um deles, realizado no Instituto de Saúde Mental, na Holanda, com 545 participantes, constatou-se que em homens que acreditavam na realização dos seus projetos, houve redução de até 50% nas mortes por males cardiovasculares. Para o líder do trabalho, "essa postura provavelmente estimula o organismo a liberar substâncias como a serotonina e a dopamina, que afastam o nervosismo e protegem os vasos".
No caso das mulheres, estudos realizados durante oito anos por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, que acompanharam quase 100 mil mulheres durante oito anos, comprovaram que as otimistas apresentam um risco 9% menor de desenvolver problemas cardíacos e 14% menos probabilidade de morrer devido a qualquer outra doença sem ser do coração. A razão disso? "Quem pensa positivo costuma fumar menos, se alimentar melhor e se exercitar mais, sem contar que tem menor tendência a desenvolver depressão, estresse e pressão alta" comenta a autora da pesquisa, Hilary Tindle.
As pessoas que são espiritualistas afirmam que iniciar qualquer projeto acreditando que dará certo, já possuem grandes possibilidades de desta ideia se concretizar. Mas terá alguém que comece pensando o contrário? Em caso positivo, por que começou?
Além do mais, o otimismo aumenta a autoestima e facilita os relacionamentos. Afinal, quem gosta de conviver com pessimistas?
Só tenha cuidado para não se tornar uma Pollyanna. Lembre-se que é possível ser otimista e obter todos os benefícios oriundos desta postura sem fugir da realidade.
Diante do que foi dito, que balanço você faz da sua vida? Ano a ano a sua condição de vida está melhorando também? Sim? Ótimo. Não? Seja sincero, você está contribuindo para mudar esse cenário?
Aproveite que o ano está começando, faça um balanço, elabore um plano de ação com metas possíveis de serem alcançadas.
Lembre-se que o mundo vai ter a cor que você escolher. Procure ser feliz. Que assim seja!
(*) Odilon Medeiros – Consultor em gestão de pessoas, palestrante, professor universitário, mestre em Administração, especialista em Psicologia Organizacional, pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em vendas Contato: om@odilonmedeiros.com.br / www.odilonmedeiros.com.br
22/12/12
Photoshop a serviço da desinformação
Pepe Chaves
A notícia da detenção da ex-namorada e ex-chefe de Gabinete do prefeito afastado de Itaúna causou repercussão na cidade, região e até na capital mineira, nesta segunda-feira, 17/12. A detenção da ex-servidora foi comemorada por alguns, sobretudo, inimigos pessoais e políticos. Íris Rodrigues foi detida na sua residência ao amanhecer da segunda e passou toda a manhã prestando depoimento na Delegacia da Mulher em Itaúna.
Por volta de meio-dia, ela foi levada para um presídio na cidade de Pará Minas, onde permanecerá à disposição da Justiça. Tão logo saiu a notícia diversos links passaram a circular pela internet, por e-mails ou em redes sociais. Um destes links chamou a atenção, pois aparecia Íris Léia encarcerada, segurando as grades da prisão.
A imagem em preto e branco (acima) foi veiculada pelo jornal Spasso, de Itaúna, que move uma campanha sórdida contra Íris Léia e o ex-prefeito Eugênio Pinto. A fotografia foi adulterada com fotomontagem e mostra a mulher por detrás das grades de uma cela, com um fundo sujo e olhar entristecido.
A imagem, que engana a muitos, mas montada grosseiramente (e que pode ser, inclusive, objeto de um possível processo por ataque à honra e à imagem) transpõe a ética profissional, o bom senso, a compaixão; deixa o campo do jornalismo imparcial e mostra como determinada pessoa demonstra ter em seu coração uma maldade capaz de consumir a si própria. Sobretudo, quando alguém contraria os seus interesses - e sobre tais interesses, saberemos a seguir.
Se o fato de apenas exibir uma imagem real de uma pessoa presa, sem autorização desta já é grave e passível de processo, imagine-se, adulterar uma imagem e colocar uma pessoa encarcerada "digitalmente", fazendo com que todos creiam que aquilo seja um fato real? Vale lembrar que na ufologia brasileira, temos o caso de um conhecido editor de revista que já foi condenado, em última instância, a pagar a pena máxima nos tribunais de pequena causa por indenização a um desafeto, por este ter sido exibido em foto na revista, sem a sua autorização. Na imagem original a vítima da exposição indevida aparece por detrás das barras de ferro, dentro da cela de uma prisão.
Mas, a julgar por alguns outros fatos que envolvem referido jornal que publica montagem fotográfica para se passar por fato, o seu ódio impiedoso contra Pinto e Léia tem explicações claras, até testemunhadas por nós. Inclusive, o próprio Ministério Público deveria se atentar, agora, a buscar saber com mais propriedade, sobre o íntimo relacionamento desse jornal, em outrora, com a administração suspeita. Com efeito, fatos do período quando eram prestados pelo periódico, serviços de publicidade sem licitação, enquanto este omitia a presença da PF na cidade e outras denúncias formais contra Pinto e Léia e preferia anunciar a reforma da praça da matriz em outdoors pagos com dinheiro público e confeccionados por sua agência.
 
Histórico premiado
O jornal Spasso, dirigido por Luciene Alves, faz pouco tempo, era bem próximo do governo Eugênio Pinto. Em suas páginas eram publicadas somente fotos do feliz casal Pinto e Léia, sempre sorridente e reiteradamente exaltado como "poderoso" pelo Spasso. Enquanto isso, Via Fanzine e outros poucos denunciavam a presença da Polícia Federal em Itaúna, investigando a Administração por conta de um projeto milionário para transposição das linhas férreas. Também denunciamos dezenas de fatos que se tornaram quase 40 processos contra a Administração de Pinto, sem que o Spasso, sequer, se referisse a um ponto negativo do governo que o sustentava de maneira suspeita.
Nessa época, o jornal Spasso não publicou uma letra sequer sobre a presença da PF em Itaúna, pois prestava serviços publicitários sem licitação à prefeitura local, cujos valores e detalhes nunca foram revelados.
Eugênio Pinto e Íris Léia, são execrados pelos jornal Spasso nos últimos tempos, mas foram premiados, recentemente, com o "Troféu Evidência", oferecido por este jornal. Durante três anos seguidos Luciene Alves homenageou Eugênio Pinto e Íris Léia com a entrega do troféu, com direito a TV Cidade, notas em seu site e jornal impresso e até "Alô" no "Alterosa Esportes"... Os "prêmios", elogios e fotos sorridentes oferecidas por ela ao casal, só cessaram depois que o contato de sua empresa foi cancelado com a Administração municipal, algo que parece ter sido "imperdoável", como veremos.
Mas, antes disso, naquela época de "contrato secreto em popa", o próprio jornal Spasso registrou em coluna social a viagem conjunta que o casal Pinto & Léia fez com o casal que dirige o jornal Spasso. Numa mostra de como torrar dinheiro socialmente, os dois casais passaram juntos o carnaval de 2009 no litoral, onde viveram dias inesquecíveis. As fotos dos dois casais felizes e realizados naqueles momentos, devem constar ainda nos arquivos desse jornal impresso (se não tiver sido adulteradas também...), mas foram retiradas de sua versão digital, quando o jornal mudou o seu comportamento.
 
VF denunciou e agência foi contratada
Tão logo soubemos que publicidades oficiais da PMI estavam sendo prestadas por longo tempo, sem contrato, Via Fanzine, mais uma vez como voz única, publicou duas notas alertando e questionando tal ilegalidade. E, poucos dias depois da nossa denúncia sobre publicidade sem licitação, também enviada por e-mail à Promotora de Justiça à época, a agência de Luciene Alves do Spasso foi dispensada pela Prefeitura; foi aberta uma licitação e a vencedora foi a Fazenda, Comunicação e Marketing, de Belo Horizonte.
A partir da dispensa de seus serviços e de sua derrota na licitação aberta pela Prefeitura, a publicitária Luciene Alves e o jornal Spasso passaram a mover uma campanha extremamente radical e difamatória contra Eugênio e Íris. A amizade, os dias juntos que vivenciaram, os contratos fora da lei, tudo foi literalmente para o espaço! O que se viu, foi o Spasso voltar ao tempo para fazer denúncias as quais permaneceu calado enquanto "mamava" publicidades sem licitação. Em todas as suas edições, desde o dia que rompeu com Íris e Eugênio, o Spasso trouxe uma notícia desfavorável ao casal – contraponto drasticamente com o seu comportamento em tempos que permanecera como aliado do casal e se passando por órgão de comunicação omisso. O Spasso só mostrou serviço depois que perdeu a boquinha "informal" na PMI e, como vemos, ainda costuma exagerar em suas denúncias, tão parciais quanto os descarados interesses desse jornal publicitário.
O Spasso jamais publicou uma linha sobre a presença da PF em Itaúna, simplesmente omitiu ao público tal fato naquela época, porque estava aliado à administração investigada. Mas agora, quando o ódio e a vingança imperam, esse referido veículo correu atrás da PF em Divinópolis para buscar informações "exclusivas" contra o ex-prefeito. De um jornal que faz isso com seu pretenso público pode-se esperar qualquer coisa, até mesmo obter informações exclusivas de um órgão que deveria agir com transparência e critérios imparciais para distribuir as suas informações oficiais - o que não foi o caso da PF/Divinópolis, que privilegiou um pequeno veículo e alcance local, que demonstra não ter a menor credibilidade jornalística.
Mas tão logo rompeu o seu contrato com a PMI, a retaliação do Spasso foi tão profunda, que surgiu até blog anônimo exclusivo para denunciar Íris e Eugênio, inclusive, usando também de montagens fotográficas. Ora, porque este jornal não se limitou a informar – como qualquer outro deveria agir – mas omitiu e depois até exagerou por conta de suas exclusivas pretensões particulares?
Ao romper com o casal do poder, o jornal se especializou a falar mal de ambos, inclusive, dando ênfase até mesmo em assuntos pequenos da vida particular dos então servidores públicos. Em seguida, a dona do Spasso também brigou e trocou fortes insultos (registrados pela imprensa local) com um diretor da agência publicitária Fazenda, sua concorrente na licitação em que foi derrotada na prefeitura.
Por essa e outras que não sabemos (mas imaginamos), torna-se inadmissível que o Ministério Público não esclareça também essa questão junto à Íris Léia: qual era o relacionamento desde jornal Spasso e sua diretora com esta suspeita administração pública? O que previa o contrato firmado pela Prefeitura com Luciene Alves? Quanto a Administração pública gastou em publicidades e "criação de artes" com o jornal Spasso e sua agência? Os serviços prestados estavam com valores de acordo com o mercado? Por que um contrato de publicidade foi firmado sem licitação, quando a prefeitura e a própria agência sabem muito bem que este é um ato ilegal?
É preciso que as pessoas cobrem do MP, uma investigação sobre o jornal Spasso e sua dona, checando os documentos fiscais emitidos e os valores da negociação estabelecida por cerca de dois anos ou mais - observe-se que, nenhuma informação sobre tais serviços foram tornadas públicas em qualquer tempo e tal fato só veio à tona depois de publicarmos a nossa denúncia.
 
Serviços prestados e a prestar
Além de prestar serviços e até premiar a administração afastada de Itaúna com seus "honrosos" troféus, a impiedosa publicitária Luciene Alves é conhecida também, por longos anos, como assessora do reitor Faiçal David Freire Chequer, da Universidade de Itaúna, instituição claramente usada por ela para obter mais clientes.
É bom que o MP mantenha o foco, pois a referida publicitária trabalhou também na campanha do prefeito eleito Osmando Pereira da Silva (PSDB) e, segundo informações que obtivemos de fontes seguras, ela deverá estar ligada, também, ao governo municipal que toma posse em janeiro de 2013, mas ainda não sabemos se com ou sem licitação...
Esta não é a primeira vez que o Spasso veicula montagens fotográficas para denegrir a imagem de pessoas, outras do mesmo casal afastado também foram veiculadas em edições anteriores do folhetim e em blog "anônimo", contudo, nenhuma havia chegado ao disparate dessa mais recente que destacamos aqui.
 
* Pepe Chaves é editor do diário digital Via Fanzine e da Rede VF.
 
15/12/12
Mulheres em risco
  Heli Maia *
O jornal Folha de São Paulo de segunda-feira, 10 de dezembro, trouxe matéria de Mônica Bergamo repicando pesquisa feita pelo Instituto Avança Brasil, dirigido pelo consagrado jurista Luiz Flávio Gomes.
Textualmente diz que o "número de mulheres assassinadas a cada mês no Brasil saltou de 113 para 372 em 30 anos. Os índices foram levantados pelo IAB (Instituto Avante Brasil) a partir de dados do Datasus, do Ministério da Saúde. No início da década de 1980, uma mulher era assassinada a cada 6h28m28s no país. A escalada da violência fez com que o intervalo diminuísse. Hoje, a cada 1h57m43s, há uma vítima de homicídio nesta parcela da população."
O que chama a atenção e escandaliza é o fato de estar em vigor desde 2006, a Lei nº 11.340, popularmente conhecida como Lei Maria da Penha. A introdução dessa lei diz que ela "Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; (...)". (Grifei)
Indiscutivelmente os dados da pesquisa são um alerta de que se faz necessário maior intervenção do Poder Público e da sociedade civil, em busca de alternativas para que se reduzam drasticamente aqueles dados absurdos e incompatíveis com uma sociedade moderna, alicerçada nos direitos fundamentais.
O Poder Público, aqui reduzido à esfera municipal, deve mostrar sua face intervencionista, pois é onde os problemas se manifestam e onde as soluções podem ser encontradas com mais facilidade e as ações são aplicáveis e executáveis com maior agilidade e celeridade.
Reli o programa de governo de Osmando, publicado, no jornal de campanha e não encontrei nada específico. Na página três está que será criado o "centro de atenção à mulher, equipado com mamógrafo" e na página treze diz que irá "apoiar e ampliar os serviços prestados pelo CRAS, CREAS...".
Como o mote de campanha, exaustivamente repetido no jingle "tudo vai melhorar" – aliás de muito bom gosto e excelente música – é de se esperar que dentre as duas propostas citadas estejam efetivas sub-ações no combate à violência contra a mulher, sobretudo no âmbito familiar.
Todos sabem que o ditado popular "é melhor prevenir que remediar" pode ser aplicado ao caso da violência, inclusive no tocante à violência contra a mulher". É preciso articular ações intersetoriais, como saúde, educação, assistência social, esportes, lazer e cultura.
Eis algumas propostas para serem analisadas: consolidar o Conselho Municipal de Mulheres para que formule as políticas públicas para as mulheres, acompanhe sua execução e proponha ações permanentes; implantar a Coordenadoria das Mulheres para executar as políticas públicas apresentadas pelo Conselho Municipal de Mulheres; consolidar, ampliar e divulgar os serviços prestados às mulheres vítimas de violência; implantar uma casa abrigo temporário para as mulheres vítimas de violência doméstica; desenvolver ações continuadas para as mulheres vítimas de violência doméstica; implantar as medidas previstas na Lei Maria da Penha; priorizar as famílias chefiadas por mulheres de baixa renda nos programas sociais; desenvolver programas de esportes, culturais e de lazer para as mulheres nos espaços públicos; criar a Frente Municipal de Combate à Violência contra a Mulher; realizar encontros anuais sobre temas pertinentes à mulher; criar o Projeto Espaço Saúde da Mulher, consolidando as ações voltadas para a saúde da mulher e utilizar a secretaria de educação como uma poderosa ferramenta na prevenção.
Já é por demais conhecida a reflexão de Paulo Freire de que "a educação não transforma o mundo; educação muda pessoas; pessoas transformam o mundo". A educação municipal, embora contemple majoritariamente as primeiras séries do ensino, pode ser um instrumento efetivo na prevenção, através de oficinas e discussões interdisciplinares. Ademais nada impede que a secretaria municipal de educação estabeleça convênios e parcerias com as escolas estaduais, que atuam em outros níveis de ensino, para implantar proposta semelhante.
Espera-se também que o Executivo Municipal envolva a sociedade civil em uma verdadeira cruzada contra todo tipo de violência, a começar por essa, vez que os dados apresentados na pesquisa apontada no início deste texto são estarrecedoras.
"Tudo vai melhorar" para que realmente tenhamos "a Itaúna que a gente quer".
 
Heli Maia é graduado em Ciências Sociais e Direito; tem pós graduação em História e Mestrado em Direito. É autor do livro "Bullying: reflexões éticas e jurídicas". É advogado e professor nas rede pública estadual e privada. Contato: helismaia@yahoo.com.br
17/11/12
Fanatismo: Caminho não aprovado pelo Mestre Maior
* Pedro Bavuso Ribeiro
 
De conformidade com o sábio entendimento de Aurélio, o estudioso da língua pátria, FANATISMO é traduzido "como aquele que tem zelo religioso cego, excessivo, intolerante; que adere cegamente a uma doutrina, a um partido". O fanatismo impera em quase todos os segmentos, inclusive não se podendo deixar de lado o ópio denominado futebol, surgindo aí seus abnegados seguidores, os quais abandonam tudo ou quase tudo na louca busca da competição dos seus ídolos que se degladiam dentro de uma arena verde, ou seja, uma verdadeira arena humana; nem sempre a arena verde-humana é de toda sangrenta. O pior é fora dela, onde uma parte da torcida bastante fanática, se degladia contra outros torcedores, principalmente da torcida contrária, na visível exteriorização de revolta, ódio, e visível sede de vingança, culminando com a triste realidade de vítimas inocentes. Futebol é arte nos pés, como se fosse uma dança clássica composta por vinte e dois atletas com uma única bola nos pés, e não guerra, sangue, luta, fanatismo e incentivo para aflorar mediocridade e motivo de recalque para os menos avisados. Infelizmente, tristemente, estamos vivendo a era da inversão de valores, vez que, absurdamente, o pé de um atleta do futebol está valendo muito mais do que a cabeça de um iluminado cientista. Devemos viver o fenômeno de cada coisa em seu devido lugar, e, com inteligência, fazermos a separação certa de tudo que nos cerca. Futebol fez parte, entrega total, não.
No campo político verifica-se também o terrível e hipócrita fenômeno do fanatismo agregado ao jogo próprio do vil e macabro interesse, valendo tudo para se chegar ao topo mais elevado da vitória, ainda que para isso o adversário seja reduzido a pó. A bem intencionada política faz parte de uma também sadia sociedade, desde que ela, a política, se faça com ordem e totalmente voltada para o bem-estar daqueles que compõem uma coletividade, vez que o homem é um anima racional-político. Podemos contar com esse tipo de política? Como buscar uma lúcida resposta?
Em alguns credos religiosos, a erva daninha do fanatismo segue por uma estrada não aprovada pelo único criador da natureza; e a lavagem cerebral, como nos livrarmos desse cruel e asqueroso mal? A Teologia consciente e inquestionável acena para outra realidade, qual seja a da verdade maior e suprema, a da coerência e dos reais ensinamentos ministrados pelo Pai de todos nós; aliás, basta buscarmos nas santas escrituras, um só e insuperável livro escrito para toda a humanidade, sob a inspiração divina do Mestre dos Mestres, para lá encontrarmos a incontestável resposta sobre o temo que abre esta página. Deus assevera para toda a humanidade que "o importante para o nosso coração e alma não é somente a fé, porque ela, a fé, sem a prática de muitas obras a coisa fica sem sentido, morta". Não basta proclamarmos de viva voz nossa fé, se não há em nosso interior a força e o ideal cristão de servimos a pessoa daquele que caminha na igual ou pior estrada que a nossa. O congregar para cultuar nossa fé numa demonstração frágil e hipócrita de que somos piedosos – sem realmente sermos – em nada, nada mesmo, nos garantirá a morada eterna. Rezas, orações, ausente o lado humano, não surtirá o efeito necessário sem o complemento do abraço portador de paz e de ajuda na lágrima.
O mundo nunca esteve tão necessitado de amor, de paz, de solidariedade, de ajuda mútua e de atenção, e de carência de tempo para se ouvir o nosso próximo, de alma carregada e invadida pela cruel angústia e incerteza. Por que não deixarmos o lado fanático da coisa e nos dedicarmos a ajudar esse nosso irmão? Os olhos santos de Cristo por certo abençoarão de paz nossos caminhos.
Saber ouvir o desesperado é também demonstração de caridade de amor, de oração e de rezas sem fim. Não podemos ser vencidos pela força do mal, o bem deve estar acima de tudo, sempre; não podemos deixar que o sentido e a poesia de uma sólida amizade seja sepultada por interesses mesquinhos, porque amizade pura se iguala a uma fonte de água cristalina e fresca, e só faz bem ao coração. E essa fonte, nos dias atuais está secando, se transformando em estradas empoeiradas.
Estejamos, pois, atentos, praticando mais obras de natureza humana, deixando de lado o pérfido fanatismo e o muito orar e o muito rezar, envolvendo-nos com o nosso irmão moribundo, e até mesmo com respeito ao nosso desafeto, sim, todos os temos, pois não podemos agradar aos gregos e aos troianos. Abandonemos o vil fanatismo, bem como também a imprestável e corrompedora vaidade. Façamos do nosso interior o verdadeiro lar do Criador, o templo religioso de cada um de nós, e assim, somente assim, estaremos em constante sintonia com nosso Pai santo criador do amor e destruidor do fanatismo e dos sepulcros caiados.
 
* Prof. Universitário aposentado, Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
 
Por quê existem Juniores Capanemas? Porque existe o jornal Brexó!
Prezada Jornalista Zenaide Gomes,
sei que a sua primeira reação será a de não publicar meu e-mail, mas quero lembrar-lhe que ele obedece a todos os critérios exigidos por você para a publicação. Uso um pseudônimo, mas me identifico para você. Sei que não é também de seu feitio expor um colega de trabalho no jornal, mas apelo aqui que publique lhe recordando novamente que este colega lhe fez a mesma coisa recentemente.
Pensando e repensando?
Prefiro seguir confiante na sua decisão positiva. Temos chagas na imprensa, disse me disse, fala me o que há? a torto e a direito por uma única razão. Alguém ensinou errado ao Celinho do Brexó e a outros jornalistas sobre a democracia ou eles entenderam errado, sei lá; sei apenas que pessoas como o Junior Capanema (antes que ele me ameace de processo, quero afirmar que não tenho nada contra ele, apenas acho que ele e tantos outros, usam errado o espaço valioso de um jornal), ficam nestas guerras, ofendem pessoas, dão birrinhas como diria você, por causa de jornais como o Brexó, que sob argumento de ser jornal democrático publica tudo sem critério se esquecendo da coisa mais importante de um jornal: seu conselho editorial.
O bom e velho Brexó acabou, virou menino de recados, fuxicos, ofensas. O Celinho deixou de ser um guerreiro das causas da cidade para ser aquele que adora ver o circo pegar fogo e nem boas maneiras possui mais.
Li sem acreditar o Celinho publicando seu pedido de não publicar e-mails seus. Pensei: Nossa! Que falta de cortesia para com uma colega, que falta de educação com o leitor em geral!
Por isso existem juniores e brexós. Eles se completam.
Bom trabalho, boa menina!
Observador da Imprensa
 
05/10/12
DESTINO INCERTO
*Lucas Willian Santos Oliveira
Nos últimos tempos notou-se uma maior participação do Brasil no cenário socioeconômico mundial.
O Brasil tem excelentes relações exteriores, fato esse que contribuiu para a realização da Conferência Mundial de Meio Ambiente, a Rio + 20,com a participação dos principais Chefes de Estado.
A Rio + 20, criada pela ONU, teve como foco principal, estabelecer e discutir sugestões e possíveis soluções para o problema do caos ambiental que o planeta vive,devido a alta emissão de gases poluentes que acentua o aquecimento global e causa desequilíbrio no ecossistema terrestre.
Em conferências anteriores como a ECO-92 e o Protocolo de Kyoto, o resultado não foi o esperado, e a realização da Rio + 20, demonstra a sucessão gradativa de problemas e o notável descaso das principais potências mundiais na resolução dos mesmos. Diante dessa questão, entra em pauta o conflito de interesses, em que o valor do capital supera o valor e as condições da vida humana, que é o que realmente importa.
A busca por soluções para os problemas ambientais esbarra na ganância do homem, que de forma desrespeitosa e avassaladora, segue sua rota de destruição, transformando em “presa” a população mundial, que se vê completamente envolvida e inerte diante da ação dos poderosos.
Enquanto os grandes empresários mantém-se firmes na decisão de manter suas indústrias poluidoras em plena atividade, a humanidade assiste a morte de mais uma vítima do capitalismo, o nosso próprio planeta.
*Lucas Willian Santos Oliveira é aluno da 3ª Série do Ensino Médio da Escola Estadual Dr. José Gonçalves – Garcias, em Itaúna  
 
22/09/12
Por uma atual legislação penal, de natureza urgentíssima
*Pedro Bavuso Ribeiro
O povo brasileiro está vivendo momentos de intenso sofrimento, de cruel angústia, de incerteza, e de medo misturado a horror, tudo em razão dos bárbaros crimes, perpetrados ainda à luz do dia, com sacrifício de vidas humanas inocentes, de passado ilibado, as quais jamais percorreram qualquer tipo de senda à margem da lei. Mata-se em nome da perversa truculência, da fria covardia; mata-se para adquirir numerário – ainda que de pouco valor – para a compra da diabólica droga; mata-se, ainda, pelo simples prazer de exterminar, sem nenhuma motivação plausível, como é o caso do sicário. E o cidadão de bem, que se encontra rigorosamente em dia com suas obrigações familiares, em paz com sua própria consciência religiosa e particular e de conduta social inatacável, merece como prêmio, ser exterminado nas mãos tintas de sangue do bandido de coração de ferro, discípulo de Lúcifer? Vive ele, o honesto caminheiro, totalmente recolhido em sua residência, o seu legítimo refúgio, em companhia de sua família, cercado por grades de ferro e de outros ofendículos, parecendo estar cumprido pena, sem, no entanto, haver maculado qualquer tipo da nossa lei penal. Prevalece, pois, o código do bandido.
E a campanha do desarmamento? O correto cidadão entregou sua arma, ficando com as mãos vazias para repelir a uma injusta agressão, a direito seu, de sua família ou de outrem. E o agressor frio, aquele eterno viajor por todos os artigos do nosso Código Penal? Esse, infelizmente, é a bola da vez, porque ele tem plena certeza de que seu ato cruel não será punido com o vigor necessário, como em outros países que aplicam leis mais severas e de cunho de justiça. Enquanto o nosso ordenamento jurídico não acenar para uma urgente mudança no campo penal, punindo com severidade o desumano autor do delito, nossos olhos – infelizmente -, ainda contemplarão inaceitáveis atrocidades, só cometidas nos sangrentos tempos medievais. Enquanto isso, vidas inocentes vão sendo dizimadas, em plena luz do dia, a troca do nada, e as pessoas de bem e do bem, vão se afastando, se enclausurando, para ceder lugar ao banditismo. A verdade dói, mas não pode ser omitida. Deus nos colocou aqui para sermos felizes, muito felizes mesmo. Está ocorrendo totalmente o contrário, em razão da ausência de paz, cuja paz só será possível mediante o emprego da força legal: uma atual lei penal, que se ajuste aos fenômenos e costumes da sociedade do nosso século. E nossa carta magna? Que os aplicadores da lei façam cumprir tudo o que nela se contém. Ainda há esperança de uma breve mudança? Sim. Em havendo fé, sempre brota a esperança de todos nós.
* Prof. Universitário aposentado, Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
 
Eleições 2012
Estamos chegando perto de um momento decisivo que é a escolha de representantes do povo. Temos que ter noção de que o nosso dever como cidadão nessa hora é muito importante, temos que ser conscientes e inteligentes. E em meio a tantas propagandas e discursos eleitorais, há muitos candidatos ingênuos, com más intenções ou simplesmente sem intenções e sem projetos eficazes, pessoas sem instrução que simplesmente se candidatam sem nem saberem qual o papel do político na sociedade brasileira, como também há muitos candidatos bons, que tem uma ótima historia na sociedade, inteligentes e cheios de boas intenções.
Mas quando digo de candidatos com más intenções, falo daqueles que entram na política com o único propósito de enriquecer, por meios legais e ilegais. Isso tem sido cada vez mais comum. Falando pontualmente de Itaúna, que é a cidade onde nasci e apesar de morar em Belo Horizonte há quase sete anos mantenho meu voto em Itaúna, tenho acompanhado este momento político da cidade. Cheguei à conclusão de que o que mais me assusta não são os candidatos desonestos e sim as pessoas que estão apoiando esses candidatos. São pessoas instruídas, que podemos chamar de inteligentes e que sabem de todo passado sujo do candidato e ainda assim trabalham para o mesmo e se fazem de desentendidas ou ingênuas dizendo acreditarem nas novas intenções do candidato em questão.
O caso seria reeducar toda a sociedade. Vou explicar melhor o meu raciocínio. É o seguinte, essas pessoas que estão apoiando os candidatos mais podres e sujos são pessoas tão podres e sujas quanto os candidatos. Nesse momento político eles só pensam neles, pensam no dinheiro que estão ganhando na campanha, no cargo que lhes foi prometido se o apoiado ganhar e no dinheiro que pode rolar por debaixo dos panos durante todo o mandato. Para mim esse problema é de educação, e pior, de educação de berço, aquela que você só recebe dos seus pais no seu processo de crescimento. Quem não recebeu um puxão de orelha quando criança na hora em que você estava sendo egoísta e não queria dividir uma bala com se primo, ou então no momento que você mentiu para a professora, uma mentirinha pequena, mas que mesmo assim não passou impune pelos seus pais. Enfim, educação que o Brasil se esqueceu, os princípios, a moral e ética andam esquecidos no nosso País e cá pra nós, sem esses é insustentável a construção de um País melhor.
"Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei." Enquanto não pensamos como irmãos, família, sociedade... Enquanto não amarmos os nossos irmãos e deixarmos de ser egoístas, não iremos ter o respeito de nossos representantes, porque estamos nos mostrando igual ou até mesmo pior do que eles. Fica a dica.
Arielle Souza
arielle_itauna@hotmail.com
Itaúna, 11 de setembro de 2012
 
 
14/09/12
A esperança triunfa pelo STF
Houve um tempo em que "Judiciário", para mim, deveria ter duas possíveis origens: Judas, o traidor, ou judiar. Afinal, quando, mais cedo ou mais tarde, o cidadão depender de um juiz... Meu amigo, a Justiça, além de lenta, nem sempre é justa. Claro que não podemos generalizar.
Outra instância que começou a ficar desacreditada foi STF, Supremo Tribunal Federal. O receio de que o STF seria ameno com o escândalo do Mensalão levou a nação a um estado de angústia. Uma incrível oportunidade para fazer do Brasil um país onde os desonestos, corruptos e corruptores seriam punidos e não teriam mais lugar apareceu e
surpreendeu. Catarse geral, o STF está condenando com esmagadora maioria os "mensaleiros".
O STF começou derrubando a tese elaborada pelo PT de que o mensalão era caixa dois da campanha do Lula. Os ministros da Corte condenaram o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, pelos crimes de corrupção passiva e peculato (uso de cargo público para desvio de recursos). Também foram condenados os publicitários Marcos Valério e seus ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach por corrupção ativa e peculato por conta dos contratos.
Na vez dos bancos, o STF também não teve medo de quebrar o sistema. Condenou Henrique Pizzolato, diretor de marketing do Banco do Brasil, por ter desviado cerca de R$ 74 milhões para Marcos Valério e por ter recebido R$ 326 mil em troca do serviço. Foram condenados também a dona do Banco Rural, Kátia Rabello, e do ex-vice-presidente José Roberto Salgado pelo crime de gestão fraudulenta. O banco "emprestou" R$ 32 milhões ao esquema.
O melhor de tudo até agora é que todo mundo acredita em uma mudança nos rumos da Justiça brasileira já que foi definida uma nova jurisprudência quanto aos crimes contra instituições. Os corruptos não mais estarão tranquilos em suas praticas. 
Isso tudo até agora também abriu caminho para a condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado pela Procuradoria-Geral da República como o chefe da quadrilha do mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção do país.
Particularmente, eu ficarei muito satisfeito com a condenação de Dirceu já que, há exatos dez anos, eu queria denunciar o esquema de Catanduva, minha cidade, mas o assessor do então presidente do PT solicitou minha saída do partido.
Essa satisfação vai ficar completa, pois o ex-prefeito do PT de Catanduva, que se refugiou na assessoria do Senador Mercadante, já foi condenado em alguns processos, por Improbidade Administrativa por contratação de Show Sertanejo sem comprovação da finalidade, pagamento de seguranças sem recibo, pagamentos de passagens aéreas sem indicação de destino e usuários ou de pessoas não ligadas à prefeitura, entre outras ilegalidades.
Já foi condenado a pagar multas pesadíssimas, devolver aos cofres públicos o dinheiro malversado e teve decretada a suspensão dos direitos políticos por oito anos. E, o melhor, está fazendo campanha para a irmã!
Fiz do pensamento de Bertold Brecht meu lema e nunca me arrependi: "Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons, porém, há aqueles que lutam toda a vida, esses são imprescindíveis".
Mario Eugenio Saturno (mariosaturno.blog.com) é Tecnologista Sênior do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.
 
 
07/09/12
VIVER E CONVIVER: eis a questão
*Pedro Bavuso Ribeiro
 
O título acima, parece acenar para o mesmo caminho, porém, de interpretação distintíssima, nos indicando traduções outras, senão vejamos: o viver é um fenômeno de fácil interpretação e de domínio próprio, porque cada um de nós caminha como pode, dentro das possibilidades permitidas pelo destino.
Já o conviver (viver em comum com outrem) - na linguagem do jovem - é o bicho maquiado de fantasma, travestido de ave agoreira.
É bem verdade que vivemos no seio de uma sociedade, onde a mensagem se mistura e os costumes se diferem significativamente; onde a fé não é homogênia; onde a amizade de cunho verdadeiro é atingida de morte pela espada assassina do valente soldado o qual representa a hipocrisia. A frágil convivência tem seu triste desencontro no próprio sangue, quando membros de uma mesma família se instalam em campo de guerra, isso desde que o mundo é mundo. Exemplo disso temos no primeiro homicídio ocorrido na face da terra, perpetrado na pessoa de um irmão de sangue em desfavor de outro irmão, ou seja: CAIM assassinou ABEL. Esse triste fato está revelado no livro sagrado da humanidade, que é a Bíblia, especialmente no livro de Gênesis, o livro da criação do ser racional.
Da lavra de um renomado escritor, lemos que "Viver é perigoso". Dentro do meu pobre conhecimento ouso discordar de tal filosofia. A trancos e barrancos, todos percorremos as estradas reservadas por nosso particular destino, da maneira que podemos viver. Aquele que não pode - por questões econômicas e de saúde - degustar caviar, que deguste apenas o seu arroz com feijão e angu, talvez com mais alegria, prazer e saúde, do que o outro.
Como, pois, participar do convívio dentro de uma sociedade de filosofia diferente e até mesmo incompatível com o lado real da coisa? Já dizia o sábio filósofo grego "que o homem não pode ostentar dois lados diferentes, porque o homem de dois lados abraça a paz e a guerra ao mesmo tempo".
Assumamos o nosso lado único, não os dois, porque o homem de dois lados, duas convicções, torna-se num perigosos aliado; e, assim, apesar das criticas dos pérfidos, do homem de dois lados, vamos vivendo e convivendo com os bravos soldados do nosso igual exercito, fazendo do nosso viver e convivência, o verdadeiro campo da paz, da alegria e da verdadeira autenticidade, ingredientes de profunda inspiração para a continuidade de uma tranquila caminhada ao eterno. Lugar de todos nós.
 
*Prof. Universitário aposentado, Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
 
 
01/09/12
A medicina que dá medo
Dr Alessandro Bao Travizani - Especialista em Cardiologia/Mestrando em Diabetes - Itaúna - MG
Com 372 mil em atuação, hoje o Brasil é o quarto país do planeta em número de médicos, sendo o segundo país com mais faculdades de Medicina.
Sempre existiu uma impressão de que faltam médicos nos atendimentos de urgência e postos de saúde do SUS, o que não é mentira quando consideradas as regiões norte-nordeste e o interior de todos os Estados da federação.
Formam-se anualmente 17 mil médicos no Brasil e o nosso ministro da educação, virando as costas para os pareceres técnicos de todas as entidades médicas, insistiu e aprovou recentemente a abertura de mais quatro mil vagas por ano para o preenchimento desta "lacuna" no SUS.
A decisão é grotesca e desconhece que as regiões metropolitanas, dotadas de hospitais mais equipados, são o destino certo de grande parte desses recém-formados, a maioria inseguros, incapazes de encarar ambientes mais longínquos, sem estrutura hospitalar e apoio técnico. As cidades pequenas tornam-se um terror para esses novatos, saídos das novas ‘pseudo-faculdades’ de Medicina.
Até os anos noventa, antes do "boom" das novas escolas médicas, notável era o nível de excelência dos professores, de dedicação exclusiva, lecionando e atendendo junto com os alunos nos hospitais-escola, com ênfase à pesquisa e ao treinamento prático. Confrontando esse tempo com o atual, onde se recebem diuturnamente ligações de diversas dessas instituições com convites para fazer "bicos", dando uma ou outra "aulinha" para preencher o quadro, impressiona o séquito de despreparados arrebanhados para a nobre função.
A grande maioria das novas escolas mequetrefes de Medicina, ao invés de oferecer os imprescindíveis hospitais-escola próprios, com médicos-professores em regime de imersão, ludibriam os alunos nos superficiais "contratos de estágio" com hospitais particulares. No afã da redução de custos, essas novas faculdades também insistem em treiná-los em corações feitos de plástico, ossos de madeira e bonecos de borracha. Não se dissecam mais cadáveres, não se descobre mais o ser humano na sua maravilha divina.
Nesses hospitais, onde apenas alguns médicos do corpo clínico recebem para ensinar, assusta constatar que, findados os poucos meses de estágio (que em faculdades sérias, como nas federais, duram quatro dos seis anos de curso), a maior parte dos alunos têm saído mais confusos do que quando entram. Surpreendente é observá-los, passivos, desmobilizados frente às suas faculdades na cobrança por hospitais próprios.
O aprendizado médico completa-se na residência, de mais três a cinco anos após a formatura, dependendo da área, num aprendizado árduo, prático, dentro do hospital, sob a tutela de um mentor. Aí reside outra tragédia: não há vagas suficientes e apenas 4 de cada 10 formandos conseguem se especializar!
Neste ínterim, a astúcia dos "caça-níqueis" não tem limites na área médica: na falta de vagas de residência, espocam por todos os lados "especializações" pagas, onde o aluno inacreditavelmente só precisa comparecer a aulas teóricas, num único fim de semana por mês! Já existem até especializações ‘on-line’.
Resta então, à maioria dos recém-formados, o trabalho em postos de saúde e nos plantões dos pronto-socorros pelo país afora, locais que, contraditoriamente, deveriam contratar os médicos mais experientes, aptos a dar todos os diagnósticos com a rapidez e exatidão necessárias ao salvamento de vidas em risco. Os inúmeros processos de erro médico, em ascensão nos fóruns de todo o país, atestam o fato.
Até a década passada, fazer Medicina exigia vocação, recursos financeiros da família e muito, mas muito estudo. Hoje, na maioria das novas faculdades, com os seus vestibulares "faz-de-conta", exige-se apenas o dinheiro. Muitos profissionais de outras nobres áreas da saúde, mesmo sem a essencial vocação para a labuta médica, seduzem-se pelas promessas de ("sub") emprego fácil, em hospitais e planos de saúde, embarcando na nova carreira. Por já terem cursado outra faculdade semelhante, vários conseguem eliminar matérias e iniciar o curso médico já no quarto ou quinto período, sendo dispensados de aulas essenciais à formação, que na Medicina são ministradas com ênfase clínica, literatura detalhada e cobrança mais árdua.
Caso de uma dentista, que no curso inicial havia naturalmente estudado apenas a anatomia da boca, mas que não sabia de qual lado ficavam fígado e baço, alçada ao quinto período médico de uma faculdade particular de Belo Horizonte. Fato semelhante ao de um veterinário, entendido em patologia de animais, dispensado da patologia humana, após a aprovação num outro curso médico da mesma capital.
Concomitantemente, o ministro sinaliza em afrouxar as regras para a aceitação de médicos formados fora, tais como em Cuba, Bolívia e Argentina, onde nem mesmo o vestibular é exigido. Reflexo disso é que em 2010, dos 628 inscritos na prova de conhecimentos para a revalidação do diploma e atuação no Brasil, apenas dois (sim, dois!) candidatos acertaram o mínimo exigido...
O Conselho de Medicina de São Paulo, há sete anos realiza uma prova de conhecimentos básicos, facultativa, com os seus formandos. O resultado é que 50% deles são reprovados! Ainda assim, como a Medicina não é igual à OAB (que impede o reprovado de advogar), diplomas são concedidos a esses despreparados, num absurdo total.
Enfim, o governo lava as mãos, no momento em que deixa às moscas no Congresso Nacional a PEC 454/09, que criará a Carreira de Estado para médicos, com concursos e salários equivalentes aos de juízes e promotores, o que, definitivamente, resolverá o problema de fixação dos doutores no interior do país, mas ainda não o da péssima formação desses profissionais, que só tende a piorar.
 
28/07/12
Exemplo a ser seguido
Pedro Bavuso Ribeiro *
Ao nascermos, temos a nos acompanhar, bons e maus caminhos, dependendo de nossa própria escolha optarmos pelo lado bom ou antagônico; por isso mesmo, o criador deferiu-nos o livre arbítrio para opção e total responsabilidade para seguirmos essa ou aquela estrada. Tudo, porém, vem do berço em que fomos criados, do ventre que nos gerou, do mais humilde ao mais abastardo, porque o caráter, dignidade, honestidade, boas maneiras e outras qualidades, não são adquiridas a peso de ouro, vez que até mesmo o mendigo, de pés descalços, sem eira nem beira, será capaz de ostentar lúcido caráter e senso aguçado de responsabilidade e de amor para com o outro, ao passo que, muitos dos abastardos ignoram ou fingem ignorar o lado sério da coisa, sendo sua preocupação precípua o ganhar mais e mais, saia de onde sair e custe o que custar. As qualidades boas da vida aliadas aos bons costumes, não têm preço e dinheiro que as conquistam: o homem já nasce com elas.
Dias atrás, tive minha atenção atraída, por uma notícia auspiciosa divulgada pela imprensa escrita, televisada e de boca-em-boca, à respeito de um fato inédito para os dias de hoje: um casal morador de rua – vivendo a mais cruel das misérias, sem futuro a almejar, sem lar, nem pátria, nem família; duas almas penadas, em busca de sua própria identidade e razão de viver. Tinham por "residência" um viaduto de cidade grande, convivendo com a desesperança, em meio a ratos, pernilongos, baratas, e total ausência de higiene. Apesar de toda essa desgraça humana, o casal veio ao mundo sob o signo da honestidade, da dignidade e da sadia moral.
Nas proximidades do "lar" do casal, há um restaurante de alto requinte, frequentado pela elite; e esse mesmo ramo de comércio, foi assaltado por meliantes, párias da sociedade. Na fuga, os ladrões deixaram para trás exatamente nas próximo ao restaurante, o produto do furto: vinte mil reais. O casal morador do viaduto, encontrou o numerário. O marido entendeu por bem acionar a Polícia para relatar o fato e devolver dita importância. Foi o que aconteceu. Tudo foi entregue ao legítimo proprietário. Vinte mil reais para o casal andarilho e sem norte, corresponderia a uma soma gigantesca, ao proprietário, nem tanto. Ao entregar o dinheiro ao comerciante, o andarilho afirmou-lhe que "aprendera desde o berço o princípio da honestidade, e que sua mãe lhe ensinara a não ficar com nada que não fosse seu". Diante de tal procedimento sério, o proprietário daquele estabelecimento comercial, comovido com a honrosa conduta do morador de rua, de imediato prometeu-lhe oportunidade de emprego em seu restaurante, bem como também para sua companheira a qual comunga o idêntico princípio de vida do companheiro.
Esse é um acontecimento fantástico para não dizer inacreditável tudo em razão do mundo em que vivemos, corrompido pela desonestidade, jogo de interesse, de amizades em troca da ambição. Os rios da corrupção são por demais caudalosos, transformando-se em verdadeiros oceanos. E a desonestidade daqueles que se dizem os donos da verdade, e que realmente não o são. O que falar dessa classe já tão desacreditada por todos nós, os políticos? Com raríssima, raríssima mesmo exceção, podemos depositar na urna o voto da nossa confiança.
Que todos nós possamos aprender a lição da boa intenção, do despreendimento, do valor moral, da fé e da certeza de que a vida humana é feita também, e, principalmente, do elixir da honestidade. A lição nos foi doada, ministrada por aquele Professor com "P" maiúsculo, o qual colou grau na Sorbonne da Vida, na Faculdade do Mundo. Que possamos colocá-la em prática para nosso próprio benefício, de nossos filhos e netos, no sentido de que tenhamos lá no alto, junto a Deus, verdadeiros tesouros onde a traça e a ferrugem não podem consumir.
Parabéns pela visível prova de honestidade, meu querido casal andarilho – e todos nós somos andarilhos em busca de nosso próprio destino.
Felicidades, mestres do mundo e da vida.
*Prof. Universitário aposentado, Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
 
23/06/12
Diabetes: Alguém sabe mexer com isso?
Dr Alessandro Bao Travizani
Cardiologista / Mestrando em Diabetes
A estatística é cruel: a minha cidade, Itaúna, com os seus 86 mil habitantes, tem aproximadamente 9 mil diabéticos. Desses, metade nem sabe que tem a doença. Dos que sabem, grande parte não a trata. Dos que tratam, pequena parte está realmente controlada.
O problema é que o diabetes, normalmente silencioso e traiçoeiro, seja o dos jovens (diabetes tipo 1), ou o dos adultos e gordinhos (diabetes tipo 2), quando não bem controlado, sempre traz alguma complicação futura: causa cegueira, impotência sexual, infarto do coração, derrame, leva para a hemodiálise ou obriga a amputar as pernas. Repito: quando não controlado!
Daí pergunto-lhes: quem sabe tratar essa doença ?
No auge dos meus quinze anos de Medicina, com especializações e pós-graduações, frequentando todos os congressos possíveis da minha área, tão interligada a essa doença, somente após ingressar num mestrado com enfoque em diabetes é que pude perceber algo assustador junto com os meus colegas mestrandos: as faculdades médicas praticamente nada ensinam sobre o diabetes! Literalmente, achamos que o conhecemos e vamos tratando os doentes "aos trancos e barrancos".
Alguns endocrinologistas talvez até saibam, porém, poucos são os que ainda têm tempo e disposição para dar todas as informações, prescrever os remédios disponíveis e explicá-los, fazer a checagem adequada dos exames obrigatórios, atender aos inúmeros retornos necessários, envolver as famílias, etc.
É fato que tratar essa complexa doença não se restringe apenas a prescrever um comprimido ou uma dose de insulina, pedir ao paciente para não comer açúcar e mandá-lo furar o dedo, de vez em quando, para medir o nível de glicose no sangue.
Ensinar a dieta correta, orientar sobre atividades físicas, cuidados com os pés dormentes dos diabéticos, sobre o tratamento de ferimentos que custam a cicatrizar, armazenamento e aplicação dos diversos tipos de insulinas, sobre os controles diários de glicose no sangue, redução de peso, cuidados com a visão e o coração, não é factível para médicos recebendo hoje, por exemplo, apenas 34 reais líquidos por consulta, isto no melhor convênio de saúde da cidade, com vários retornos gratuitos, geralmente muito longos e cheios de dúvidas a sanar.
Também não é segredo que, excetuando os endocrinologistas, é difícil encontrar algum médico que tenha esses conhecimentos, de uma doença tão comum e tão interligada a outras, tendo em vista que, na maioria das escolas de Medicina, não se aprende nada, especialmente nessas mais recentes, que nem hospital-escola oferecem para que os seus alunos aprendam alguma coisa prática, além dos livros.
Assim, lavando as mãos como Pilatos, empurramos a dura tarefa do manejo do diabetes para as enfermeiras e nutricionistas dos postos de saúde ou, quando disponíveis, nos gabamos por, pateticamente, entregar folhetinhos de orientações ao final das consultas, sob os olhares desorientados dos clientes. É uma catástrofe!
Abnegadas, a maior parte das enfermeiras cumpre com carinho este papel, que deveria ser nosso. Entretanto, analisando criticamente o que é repassado, vê-se que elas também, nem sempre, detêm as informações corretas, por falta de planos institucionais de aprendizagem do diabetes, com cursos, palestras ou apostilas.
Muitas acabam por aprender umas com as outras, às vezes multiplicando práticas equivocadas, cujos médicos dos postos ignoram e os das clínicas particulares nem sonham em tomar conhecimento.
Resta ao diabético recorrer à internet, com os seus sites confusos e deturpados, aprender com os colegas de doença ou, quando podem, pagar consultas particulares caras, mais demoradas, com especialistas dispostos a gastar tempo ensinando-lhes o ‘be-a-bá’ .
Na prática, esta antiga negligência com essa doença tão perigosa, resulta em pacientes seguindo dietas malucas e milagrosas, trocando medicamentos por ervas, pós e "garrafadas", uso errado das insulinas, quedas de glicose com desmaios, falta de exames obrigatórios, abandonos de tratamento e, tristemente, muitos deles já cheios de complicações graves.
A Santa Casa de Belo Horizonte, através do seu internacionalmente reconhecido ambulatório de diabetes, percebendo esta lacuna no sistema de saúde, aprovou no CAPES o seu mestrado ‘stricto sensu’ em ‘Educação em Diabetes’, inédito na América Latina, no intuito de dotar o país de multiplicadores do conhecimento nesta patologia, reduzir gastos públicos com as complicações e ajudar a salvar vidas.
Em Itaúna, iniciaremos em breve, com a autorização da secretaria municipal de saúde, junto aos diabéticos do bairro Padre Eustáquio, um projeto-piloto na tentativa de avaliar um esquema simples de controle e ensino da doença, já que o atual modelo, proposto pelo Estado de Minas Gerais, não tem tido o sucesso almejado em todas as unidades implantadas.
A Associação dos Diabéticos de Itaúna, brilhantemente criada há anos pelo ex-vereador Orlando Rodrigues, ainda com funcionamento tímido, nas dependências da exemplar Igreja Batista Central de Itaúna, será outro futuro alvo da nossa empreitada.
Nela pretendemos organizar um plano contínuo de palestras e oficinas gratuitas, abertas a todos os diabéticos da região, buscando a participação voluntária de endocrinologistas (duas novas e excelentes já estão vindo para a cidade), educador físico, enfermeiro, nutricionista, alunos da faculdade de Medicina de Itaúna, um laboratório farmacêutico especializado em diabetes e da secretaria municipal de saúde, para dotar a cidade de um dos poucos centros públicos mineiros de real controle dessa doença.
Nove mil pessoas e suas famílias nos aguardam.
Que Deus nos ilumine !
Um abraço
 
 
16/06/12
Aniversário da GAZETA
Cara Zenaide,
Gostaria, em nome do Portal Notícias de Itaúna, parabenizá-la por mais uma primavera completada pela Gazeta de Itaúna.
Reconhecemos o quão difícil é a trajetória para se manter um jornal imparcial, com qualidade e seriedade em nossa terra, e você é um exemplo dessa conduta séria e nobre.
Um grande abraço,
BERNARDO CANÇADO MELO FRANCO
Diretor de Tecnologia
www.noticiasdeitauna.com.br
 
09/06/12
CACHOEIRA: mais um mar de corrupção. Outra impunidade?
* Pedro Bavuso Ribeiro
Vivemos, nós que habitamos esta gloriosa nação – onde Deus também é brasileiro -, momentos de angústia, de vergonha em decorrência da imensurável corrupção de autoria do indivíduo conhecido par "cachoeira", em companhia de seus comparsas. A notícia dos crimes praticados, tomou conta de todos os segmentos de notícias, trazendo a todos nós revolta e quase certeza do surgimento da vil impunidade, como sempre aconteceu e vem acontecendo, numa flagrante afronta por nossa bem intencionada justiça. Nosso estatuto penal foi elaborado por consagrados e cultos juristas, para coibir somente delitos praticados por descamisados, pés-descalços, miseráveis, pobres e de pele escura? Parece que sim, porque muitos "cachoeiras" da vida, permanecem tranquilos, serenos como um lago repleto de cisnes, já antevendo que suas macabras atitudes criminosas não serão punidas com o peso de uma decisão justa.
Instalou-se um CPI, no sentido de que "cachoeira" fosse arguido, sabatinado, interrogado, sei lá mais o quê, tendo à sua frente, políticos em profusão, sendo tudo mostrado ao vivo através da telinha. O que vimos, o que assistimos? Um circo armado, só faltando a imensa lona para cobrir aquele ambiente; essa a triste impressão passada a todos nós. Entrou o fora da lei, acompanhado de seu exímio e notável causídico. Ambos se assentaram lado a lado. Nesse mesmo dia, houve um desfile de misses, de mulheres belas, fechando-se com chave de ouro o detalhe da beleza, com o surgimento da atual mulher de "cachoeira", que roubou toda a cena de todos os presentes, em razão da monumental beleza e traquejo da mesma. Com todo respeito, sua beleza é mesmo invulgar, chegando ao ponto de ser chamada a "Musa da CPI". Será que tudo isso foi previamente combinado para desviar o sentido real, de seriedade e de justiça da CPI? O que assistimos além das cenas circenses, e dos que procuravam os holofotes da fama para se mostrarem diante de um público sedento da verdade, já cansados de tanto mentira, promessas irrealizáveis e de supremas e cruéis enganações?
"Cachoeira" compareceu à famigerada CPI, a qual somente aumentou o volume de gastos com o dinheiro do povo bastante sofrido; só o deslocamento do indiciado, do presídio até aquele plenário, somou-se bastante valor, com forte aparato policial e outros cuidados mais, parecendo que ali estava sendo conduzido um chefe de estado ou qualquer outra personalidade de peso. Mas não, era um elemento que macula as cores do nosso pavilhão sagrado, manchado-o com o sangue da corrupção.
Enfim o que relatou "cachoeira" naquela CPI? Nada vezes nada. Entrou calado e saiu mudo. Ao lado do seu notável defensor parecia demonstrar hercúlea tranquilidade, confiança, denotando até mesmo comportamento irônico, debochado, esboçando de quando em vez, um sorriso maquiavélico e eivado de sarcasmo, como se sua pessoa naquele recinto fosse a mais bem intencionada de todo o povo brasileiro.
Nada falou. Nada disse. Preferiu o silêncio, direito seu com amparo na nossa lei magna. Em juízo falará? Somente ele e seu ilustrado defensor poderão responder à sociedade brasileira, ávida de solução pela aplicação de uma lei justa, que possa ratificar o caráter, o respeito, a dignidade e a tranquilidade e a fé na existência de uma sociedade mais justa, para a felicidade de todos os homens de boa vontade, que pagam regiamente seus impostos rigorosamente em dia, e outras obrigações que lhe são devidas.
Aguardemos, pois, todos nós, o desenrolar da mácula/"cachoeira", que merece pronta resposta dos valorosos, dos competentes guardiões de nossa Constituição, daqueles que honram realmente a beca que compõem suas dignidades.
Que o supremo arquiteto dos mundos possa iluminar a inteligência dos doutos julgadores do irônico criminoso "cachoeira", aplicando-lhe a pena correspondente ao fato por ele praticado, no sentido de que possamos encontrar merecido abrigo no seio sagrado da justiça, vez que a impunidade gera impunidade e insegurança para todos nós. Vivemos ou não num país democrático de Direito?
* Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
 
 
19/05/12
O grande e realista diálogo
Pedro Bavuso Ribeiro
Passando por uma das ruas desta vida, me deparei com um andarilho, um ser humano como tantos outros, de corpo e de pele denotando precoce sofrimento, de idade ainda jovem, porém já assinalado e marcado pelo ferro em brasa, indicando seus encontros, desencontros, lágrimas e incertezas, e visíveis sinais de muito sofrer. Ao lado desse meu igual, irmão em Cristo, uma garrafa de pinga, já pelo meio, talvez a inspiradora imediata de suas angústias, solidão de amor e de ausência de afeto familiar.
Não tem ele, o homem-andarilho, porto certo para atracar sua frágil embarcação; qualquer porto, caminho, rios, riachos, montanhas e oceanos, representam em sua vida, constantes e perigosos desafios para o sonhado encontro com o seu futuro e com o doce e ardente sentido de sua existência.
O caminheiro sem rumo, sem lenço nem documento, encontrava-se encostado num daqueles carros de madeira, superlotado de papéis para reciclagem, garrafas, latas de refrigerantes e cervejas, com o mesmo fim: essa, pois, a sua profissão o seu frágil e inseguro ganha-pão. Amarrado ao carro, encontrava-se o seu cachorro pé-duro, magro e faminto, porém, seu mais fiel e solidário amigo, testemunha ocular do seu pranto e solidão.
Arrisquei um diálogo com aquele filho de Deus, ignorando qual seria sua reação. Qual não foi minha surpresa, fui muito bem recebido. Minha mensagem encontrou o desejado para satisfazer minha construtiva curiosidade. Conversei rapidamente com o homem de coração cigano, porém, o bastante para aprender com ele o outro lado da moeda desta vida repleta de mistério, de vaidade tola e hipocrisia desenfreada. Seu nome é José ou simplesmente Zé, como prefere ser chamado, não sendo portador de nenhum documento de identidade.
Diante de minhas perguntas – com a precípua finalidade de poder talvez ajudá-lo em algum coisa – foi, de pronto, respondendo-me: "Não tenho cidade para morar, família para amar, e nem sonhos para sonhar, não tenho amigos, inimigos não sei, porque convivo comigo mesmo. Agora estou aqui, amanhã, será outro dia. Com sol, chuva, estrelas, céu escuro, e de vento forte, faço deste meu carro de madeira, o lar que não tive, durmo nele, e meu cachorro vigia o meu sono. Com a pequena venda dos papéis, garrafas vazias, latas e pedaços de ferro, ganho pequeno troco para garantir meu rango e comprar minha garrafa de pinga para ir iludindo a vida, e assim vou vivendo".
Tentei espichar a conversa com ele, mas percebi que o homem sem destino, não mais se interessava em dialogar. Não insisti. Perguntei-lhe finalmente no que eu poderia lhe ajudar ou solidarizar-me com sua solidão e indecisão para com o seu futuro. Sua resposta foi taxativa, curta e objetiva. "Não quero sua ajuda, porque você em nada poderá ajudar-me; essa é minha cina, ninguém poderá comprar ou levar o destino do outro. A cruz é toda minha, você já tem a sua. Apesar de tudo sou muito feliz com a vida que levo, com o meu improvisado instrumento de trabalho, e com o meu amigo de todos os momentos, o meu amigo Rex. E você é feliz? Seus sonhos se realizaram"? Essa foi a única indagação dele para comigo. Não lhe respondi, já que fui pego de surpresa, ficando, pois, de todo perplexo.
O andarilho talvez feliz dentro de seu mundo particular, colocou em movimento seu instrumento de trabalho, seguindo trajeto adverso ao meu. Ele seguiu com sua convicção, fé, filosofia de vida. Eu segui percorrendo os caminhos do meu mundo. Estradas completamente opostas.
Ficou dentro de mim a indagação: Qual dos dois será o mais feliz da história? Quem responderá por mim? Somente Deus e meu próprio destino.
* Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
 
28/04/12
MÃE, QUEM É VOCÊ?
Pedro Bavuso Ribeiro
Nem tudo na vida humana é insubstituível, raras sublimidades o são, como, por exemplo, o amor e proteção de Cristo, o convívio familiar, natureza, e os reduzidíssimos amigos de verdade; o resto pede passagem. A filosofia popular avisa que: "O campo santo está repleto do tipo insubstituível". Um sem número de mães – por exemplo, a minha -, parentes próximos, e queridos amigos que já se encontram dormindo o sono profundo da eternidade, esses são os legítimos insubstituíveis. Ainda bem que existe o bendito fenômeno da saudade, em forma de amor e de suprema ternura, para nossa constante e eterna homenagem de sentida gratidão. E assim vamos vivendo com um pé aqui e outro na margem esquerda do rio.
O que falar da mulher-mãe, da sublimidade e doce inspiração-mãe? Por mais que busquemos e rebusquemos, ainda que através do capitalismo selvagem, covarde e frio, de nada será possível apresentarmos justa e completa avaliação, porque o amor inimitável dessa gigante-mulher, supera tudo de supérfluo, de vaidade, de ostentação, de hipocrisia e do jogo malévolo do interesse vividos pelo mundo materialista. Como definirmos então a personalidade da mulher-mãe? Definição alguma, por mais inteligente que seja, nem mesmo dentro da ótica da razão e do óbvio, da ciência humana, da filosofia pura, ou de outro apurado fenômeno, poderá apontar ou aproximar o grau de merecimento de louvor e de generosidade da insuperável mulher-mãe. Somente um ser superior e santo, puro de alma e de coração, que é Deus, responderá por nós, porque ELE é filho diferenciado, sem mácula, tendo nascido do ventre sagrado de sua mãe. Mesmo assim diante de nossa visível imperfeição, devemos render nossa ardente e sincera gratidão para com aquela que nos proporcionou o sopro da vida, cuidando de nós com todo carinho, dispensamos desmedido amor, sacrifício acima do limite, noites indormidas e de outros cuidados por demais especiais, que somente ela sabe e gosta de nos oferecer.
MÃE é todos os dias, momentos, horas, segundos, minutos e ocasiões especiais, sendo, pois, desnecessária, a criação de uma data especial, oriunda do guloso comércio para homenageá-la, porque ela já nasceu homenageada, e homenagem lá do Alto, da morada celestial. MÃE é coração pulsando fortemente dentro do nosso peito, é vida, é natureza orvalhada, é filho de joelhos orando, é céu estrelado e céu também de brigadeiro, é oceano poético e de um azul cintilando paz; é canto de pássaros formando uma orquestra do bem e do amor maior, e Deus o maestro; MÃE é tudo isso e mais alguma coisa; mãe é Deus, e Deus é santo, e ela também santa.
Por intermédio de minha mulher especial – aquela que me trouxe ao mundo dos vivos – minha idolatrada mãe biológica – a qual não tive o prazer e ventura de conhecê-la, em razão de sua prematura partida para a mansão celestial, e, também, em nome daquela que me conduziu pelos caminhos da vida, criando-me com muito amor e ternura, como se dela tivesse nascido – pude contar com o amor de duas mães, sou, portanto, um privilegiado -, quero, de puro coração e de alma de criança , cumprimentar a todos as mães, indistintamente. Estendo minhas mãos para a mãe-santa de pele escura, parda, morena; para a mãe-santa de pele mimosa, e para a de pele queimada e castigado pelos inclementes raios solares; para a mãe-santa loira e de olhos azuis; de olhos azeitonados, nipônicos; as mães-santas residentes no mais humílimo casebre, e, também, para as que vivem nas luxuosas mansões. Todas, enfim são mães, tiveram o santo e abençoado privilégio do Deus-Pai-Filho, para o sagrado ato de gerar o fruto sagrado e abençoado do seu amor.
Mamães de todos os lugares deste mundão de Deus, o meu fraterno abraço, a minha sólida e ardente homenagem, com as constantes e santas bênçãos do Cristo-Filho
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
24/03/12
Melhorias para o trânsito de Itaúna
Sra. Zenaide,
acompanho seu semanário e queria propor uma discussão a respeito de um assunto que não vejo ninguém tocar: trata-se das avenidas de "contorno" do centro expandido da cidade como a Av. Valter Mendes, Av. São João, Av. Dona Cota - que continua com a Miguel Augusto -, e a tão conhecida e sonhada Jove Soares. Porque não se vê ninguém falando sobre urbanização destas avenidas, uma ação tão bem vinda e que desafogaria o caótico trânsito da cidade, tirando, principalmente o trânsito pesado de dentro da cidade?
Nada de útil temos tirado das dicussões de nossos políticos principalmente agora quando só - mais do que todo o tempo - têm olhos para seus próprios umbigos visando as próximas eleições.
Em tempo: revitalização do nosso mercado municipal usando o "Estatuto das Cidades" para fazê-lo gerar renda para os munícipes e tenho sugestão para isso: transformá-lo numa rodoviária intra-municipal com os coletivos tendo como ponto final e inicial lá, desafogando o já dito caótico trânsito principalmente da região da praça da matriz e adjacências.
Obrigado.
Jaques Penido
 
17/03/12
Falsos profetas, sinal dos tempos?
Pedro Bavuso Ribeiro
 
Uma revista de grande circulação trouxe a todos nós, informação acerca dos censuráveis procedimentos de certos dirigentes de doutrinas religiosas; daqueles que se colocam à frente dos sedentos por paz e do verdadeiro amor de Cristo. Ao ler a famigerada matéria, fiquei perplexo, e até mesmo assustado, porém, acreditando no que li, por ser o órgão de informação da mais alta seriedade, merecendo pois, toda credibilidade. Em suma, fomos informados do lamentável fato de que alguns responsáveis por certos grupos religiosos, conhecidos por "pastores", exceção feita a outros homens de Deus, sérios e comprometidos com a verdade verdadeira; os relacionados na matéria, estão usando a santa figura de Cristo para atender seus próprios e funestos interesses. Ofertas, dízimos e arrecadações outras, não são empregados na causa e obra do Senhor, mas para atender, unicamente, a vaidade, ostentação e visual material de tais "pastores". Carrões de alto luxo, indumentárias de famosas grifes, relógios de última geração – ao alcance de poucos -, mostrados ao público carente as gesticular o braço, de propósito, tão somente para exibir a valiosa jóia.
Do alto, bem do alto da minha experiência, tanto de vida quanto de caminheiro protestante/Metodista, desde meu nascimento, confesso que estou assustado com os acontecimentos atuais, mormente com variados credos e pregadores da palavra, que se instalam ao longo das avenidas, bairros, praças, na tentativa de "arrebanhar almas para o Senhor". Será? Tomara que seja verdade, porém essa falsa verdade é sufocada e aniquilada, diante de propósitos interesseiros e escusos de seus agentes. Quanta saudade do ontem, quando tudo parecia de mais clareza, de mais amor, desprendimento, objetividade, transparência, de irmãos realmente irmãos por uma causa nobre e totalmente isenta de cunho material e de interesse divorciado dos ensinamentos bíblicos. Com muita tristeza no coração e na alma, me sinto obrigado a admitir que tudo mudou, infelizmente, não para melhor. Algumas crenças arrebanham para o interior de seus salões, denominados de igrejas ou templos, verdadeiras multidões carentes, compostas de pessoas mais de origem humilde, que se agarram de unhas e dentes a tudo e a todos, como tábua de salvação para a conjuração de seus mais diversificados problemas. Aí é que mora o perigo, vez que já esmagadas, dilaceradas e aniquiladas pela madrasta sorte, se atiram de corpo e alma aos pés do homem – o qual por conveniência própria – domina o santo evangelho, para, por meio dele, efetuar nos leigos, aquela já conhecida lavagem cerebral. São eles, pois, os estelionatários dos caminhos de Cristo. Até podemos pensar que são eles preparados não por ensinamentos do Alto, mas por uma força adversa.
Qual o cerne, o objetivo e o fundamento lógico e cristão contido na mensagem – se é que pode ser qualificada como mensagem – do "pregador"? Oferecem eles o céu, a salvação real, emprego, paz, prosperidade, riquezas em profusão, bens materiais, casamento seguro, com amor infinito e mais alguma coisa. Com generosas ofertas e polpudos dízimos – com ingentes sacrifícios até mesmo de seus sustentos e da família – os carentes de tudo, sairão dos "templos" com mãos e corações vazios, apenas encantados e ludibriados pelos pseudos seguidores do Mestre-Maior/Cristo.
Vou seguindo o restante que ainda tenho pela frente, dentro de minha filosofia religiosa-protestante, vez que o credo Metodista é de princípios sérios, comprometido com a verdade e com os preceitos constantes do livro sagrado – a Bíblia -, manual dos verdadeiros ensinamentos que nos levarão, de fato, à angústia presença do Pai. Nossos ministros protestantes não prometem o sol, a lua, a salvação, nem tampouco riquezas e outras ilusões terrenas. Nos ensinam na preparação para o grande julgamento frente ao JUIZ-DEUS, quando nossos olhos se fecharem para o sono da eternidade; nos ensinam ainda a cultivarmos o amor verdadeiro ao próximo, e da dedicação para com as coisas do Alto, ignorando totalmente a luxúria, o ódio, vaidade, e toda sorte de vaidade.
Nada tenho contra o princípio filosófico de evangélicos outros, não podendo, pois, julgá-los, mesmo porque esse tipo de julgamento será de Deus, cujo julgamento não admite retoques, impugnações, amplitude de defesa, ou qualquer tipo de apelação, embargos, e tantos outros procedimento protelatórios. Apenas duas decisões, somente duas emergirão da Santa Excelência, do Tribunal dos Céus: absolutória ou condenatória. Com a palavra, pois, o Santo Julgador/Deus.
 
*Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.Advogado
 
 
 
 
03/03/12
A nobre função do profissional do direito há que ser respeitada
* Pedro Bavuso Ribeiro
 
Qualquer profissão merece respeito, acato, certa reverência, aplauso e apoio do Grande Arquiteto do Universo, pai de todos nós, desde que desenvolvida dentro dos padrões da dignidade e da sadia intenção de quem a exerce. Do trabalhador braçal ao mais renomado cientista, são igualmente merecedores de nossa atenção e respeito; cada um deles tem sua área de trabalho, de vocação e de importância dentro de uma sociedade civilizada. Dentre outros profissionais do bem, encontra-se a figura do causídico, o responsável pela pacificação social; daquele que leva a resposta jurídica para dar fim ao litígio, fazendo retornar a boa convivência, e, também, para indicar o caminho da liberdade ao encarcerado, muitas vezes vítima da incompreensão alheia. Enfim, sem a presença dessa robusta engrenagem que é o advogado, a máquina da justiça se emperraria, ou melhor, não teria seu perfeito funcionamento; o advogado é, pois, a voz direta e imediata do injustiçado, salvando liberdades e apontando a direção certa a ser seguida pelo sedento de paz, de verdade e de justiça. Assim como o profissional da Medicina – por inspiração de Deus – devolve saúde e vida ao corpo mutilado e doente, em obediência aos princípios do mesmo Deus e dos sagrados ensinamentos de Hipócrates, procede da mesma forma o intérprete das leis humanas.
Todos tivemos notícias daquele intrincado julgamento pelo Tribunal Popular do Júri, ou seja, o CASO LINDEMBERG, para uns figurando na tela da vida na condição de "MONSTRO", já, para outros, "um jovem perdido dentro de si mesmo, necessitando mais de tratamento especializado do que mesmo de apenação". Os meios de comunicação, em especial a televisão, mostrou partes do julgamento, inclusive revolta das pessoas que se acotovelavam nas proximidades da arena do julgamento, o Fórum daquela comarca, dirigindo palavras de não aceitação com relação a figura da combativa advogada de defesa, a qual, inteligentemente, requereu garantia de vida para si. Não me encontro aqui na condição de defensor da ilustrada colega, porque dela não tenho mandato procuratório para ostentar qualquer tipo de defesa; me insurjo, pois, como cidadão , e, por que não dizer, também como seu colega do igual ramo do Direito, o do Tribunal do Júri, o palco das minhas mais sentidas, legítimas e pura realização do meu sonho profissional. O que aqui vai, não deixa de ser qualificada como defesa, mas apoio e reconhecimento pelo trabalho profissional da colega. Acredito que a ausência do documento legal (instrumento de procuração por ela assinado), não irá me colocar frente ao muro frio da ausência de ética, e também não poderei por ela ser advertido e ou mesmo processado, porque quando a verdade real exala o bem do fundo da razão e do lógico, nenhum outro documento por mais formal que o seja, conseguirá trazer qualquer obstáculo. Eis aqui, pois, meu entendimento jurídico, ainda que por demais humilde, sobre o hercúleo trabalho da gigante e incompreendida causídica do "Caso Lindemberg". Defendo-a com o mesmo ardor e coragem quando me encontro no igual tipo de defesa, ou seja, no Tribunal do Júri, na defesa de pobres, oprimidos, desvalidos, e também dos opulentos. Qual o pecado praticado pela ilustre causídica daquele rumoroso caso? Será que existe pecado por se defender alguém? Figurava ela não na condição de ré, porque o indiciado era seu constituinte, não ela a ré do processo, para se ver tão humilhada e ameaçada por populares. Por que, então, todo aquele clamor público, e até mesmo de linchamento da combativa e corajosa causídica? Encontrava-se ela naquele julgamento exercendo seu pleno e até mesmo sagrado e constitucional direito de defesa, com total apoio da nossa Carta Magna, vez que até prova em contrário, toda pessoa é inocente, até que a verdade real possa afirmar o outro lado da questão. Ainda que condenado, nossa legislação penal ainda bate em socorro do sentenciado/condenado, indicando a ele largos horizontes para demonstrar sua inocência, e, com isso, evitar que se cometa um clamoroso erro judiciário, o qual, infelizmente, ocorre com muita freqüência no nosso direito, o que é triste – mas verdadeiro – admitirmos. Deverá ela, a ilustre causídica ser processada pelo MP. daquela comarca, sob o fundamento da discussão com a nobre sentenciante daquele caso – que entendo discussão de ordem acadêmica -? Tenho para mim, datissima vênia, que a honra subjetiva e objetiva da respeitável sentenciante em nada foi conspurcada. O Tribunal do Júri é o palco das emoções, a arena onde se fala a verdade, onde se exala coragem, onde se busca, a todo custo, a justiça para o injustiçada; é ali que o RMP também busca a defesa da sociedade, da boa convivência social, e, lado outro, o advogado lutando para comprovar a inocência do seu constituinte. Ambas as partes agem de mãos dadas com a legalidade, sob a inspiração da nossa lei maior (a constituição, o livro sagrado das leis).
Entendo, vez outra, datissima vênia, que o trabalho profissional da Dra. Ana Lúcia Assad, revestiu-se de responsabilidade e de garra, não merecendo reparo algum, por parte de quem quer seja, apenas elogio por sua tenacidade e amor à causa. Seu constituinte foi julgado, condenado, porém, não sem o zelo e suor profissional de sua patrona. Lindemberg foi muito bem representado, é o que interessa, o resto fica por conta dos deuses.
*Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
 
18/02/12
Wando, a nova voz da orquestra celestial
* Pedro Bavuso Ribeiro
A morte é a indubitável realidade da vida humana, e dela jamais fugiremos sejamos jovens ou já na derradeira etapa do caminho, ou de credo religioso diferenciado, mesmo assim, todos seremos visitados por ela. Ocorre, porém, que a sua aceitação ainda que acreditamos na existência do outro lado da estrada, a sua ação fere de dor e de saudade nossa alma, trazendo aos nossos olhos lágrimas de inconformismo em relação aos que partiram. Vale a pena, chorar e rememorar a pessoa amada, aquela que de certa forma nos trouxe alegria, poesia e encantamento ao nosso espírito. Cada um de nós conta e vive sua própria história, um tipo de acontecimento, de saudade, e de ternura, que estrelou o céu do nosso eterno e felicíssimo passado. Ainda bem que existe SAUDADE.
O poeta, cantor e homem sentimental, WANDO, através de suas melodias-poemas – dentre outros benditos acontecimentos do meu abençoado passado – marcou, através de suas iluminadas músicas-poesias, o meu distante e sempre presente ONTEM. Ele cantava o amor e a quase sacra ternura do macho para com a fêmea e vice-versa. Não sejamos hipócritas: quem de nós não precisa desse elixir para a motivação maior do nosso viver? Até o animal dotado de irracionalidade dele necessita. Somente o coração carcomido pela vil, frágil e rápida matéria, não precisa desse sagrado combustível, porque só a matéria faz pulsar seu corpo e espírito; pobre e infeliz coração, que ignora a poesia e a música como forma de oração, pobre homem dono desse coração... O meu particular poeta, mensageiro da ternura e do amor puro como o sorriso da inocente criança, de há muito, através de sua voz, alimentou – e ainda alimentará – de paz o meu coração, sempre fortalecido pela poesia e da sua música em forma de ternura, cujo coração, atualmente, tocado por um competente discípulo de Hipócrates, para colocação de safenas. Ainda assim, a sede de amor, de ternura e da infinita poesia, em nada o modificou vez que nada transforma a força do amor e da esperança. Vou vivendo com o incentivo do meu mundo particular, embora convivendo em meio às feras do desenfreado capitalismo por mim ignorado. Ai daquele que não tem seus caminhos feitos de poesia, de ternura, e que não vive sob o afeto das quentes e benéficas lembranças de um feliz passado, e que não possui inteligência bastante para separar o joio do trigo. Lá bem no interior de minha concepção filosófica e da crença no amor do melhor dos homens que é Deus, acredito piamente que o meu conhecido intérprete WANDO, lá de Cajuri/Congonhas/Lafaiete, não morreu, apenas ganhou o outro lado do rio, chamado que força pelo mestre maior, regente da orquestra do condomínio celestial, para lá ser mais uma voz, novo poeta, a integrar, para todo o sempre, aquele renomado coral de abençoadas vozes.
Felicidades na sua atual mansão, WANDO POETA, WANDO cantor, Wando artista, Wando sentimental, Wando responsável por alegrar e trazer alento a tantos corações apaixonados. A partir de agora você será uma estrela a mais a brilhar na constelação do firmamento, porque o poeta, o homem de pensamentos sublimes, tal qual você, jamais fenecerá, mas será eternizado. Obrigado, Wando, por suas canções que aqueceram de paz o meu coração, trazendo-lhe a firme certeza de que o amor, somente o amor, é o caminho certo a indicar-nos o sentido real da nossa existência. Ainda ficarei "curtinho" suas canções/poemas, que me fazem viajar ao meu querido e feliz passado, feito de doces e inspiradas lembranças. Até o dia em que o MESTRE/MAIOR assim o permitir.
Felicidades na sua nova e santa morada, inimitável e artista da voz – poesia, Wando. Abraços em Cristo.
* Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
28/01/12
REDE TV fora do ar
Prezados Amigos ,
Há mais de 1 mês , a cidade de Itaúna está sem a TV aberta REDETV, canal UHF 58.
Entrei em contato com a Central REDETV em BH e os mesmos se mostraram preocupados, pois nada poderiam fazer, já que o sinal da TV deles era retransmitido às casas de Itaúna através de uma repetidora instalada no Morro do Bonfim, de responsabilidade da Prefeitura Municipal.
Falei com a Ouvidoria, que solução alguma conseguiu, como sempre.
Falei então, diretamente com um dos funcionários responsáveis, na secretaria de administração, que mostrando-se confuso, apenas me adiantou que "o tal aparelho estaria sendo reparado", sem maiores comentários.
Acho que apenas a imprensa consegue amedrontar esses incapazes que hoje ocupam a administração municipal.
Peço a inestimável ajuda do jornal de vsas para resolver mais esse problema que afeta milhares de itaunenses.
Att ,
Dr Alessandro Bao Travizani
 
Resposta da Redação
Infelizmente também não obtivemos êxito na busca de uma resposta oficial sobre o canal 58 que está fora do ar. Tentamos falar com o secretário de Administração, Afonso Nascimento, que não nos atendeu e mandou dizer que ligaria mais tarde, o que não aconteceu até o fechamento desta página. Conversamos com um senhor chamado Mazinho que disse que o problema seria mesmo no equipamento de responsabilidade da prefeitura, mas que sabia apenas isso.
Obrigado pelo seu e-mail,
Zenaide Gomes
 
21/01/12
A fragilidade da Gruta Nossa Senhora de Itaúna*
Aline Moura
A Gruta Nossa Senhora de Itaúna é uma estrutura frágil, com vegetação típica de mata semidecidual, modelada na forma de um fundo de vale, abraçada por todos os lados por ocupação antrópica, fruto do crescimento urbano da cidade, ilhando o local em meio a uma selva de pedras.
Até chegar ao altar onde fica a imagem de Nossa Senhora de Itaúna, passamos por uma alameda de árvores, cipós e cabos de aço. Sim, algumas árvores de risco que compõem o verde da gruta estão presas a cabos de aço, instalados há alguns anos na tentativa de preservar alguns exemplares arbóreos e evitar danos à população e ao patrimônio.
As últimas chuvas, que por sinal tiveram um volume atípico, fez com que parte de um dos taludes da gruta desmoronasse, provocando o arraste de parcela da vegetação, atingindo o muro de pedras que circunda a área. O estrago interrompeu a continuidade da alameda, provocando um clarão em meio à paisagem sombreada, típica do recinto.
O local então interditado, começa a receber ações paliativas até que seja aplicado projeto de recuperação contemplando toda a área degradada e/ ou em risco, tornando a gruta um local seguro e receptivo aos visitantes.
Com o mesmo aporte estrutural desde seu nascimento e estrangulada por um cinturão frágil que a margeia, o santuário sobreviveu firmemente até então às intempéries do clima e a pressões das edificações do entorno.
Encostas instáveis, bermas estreitas, ausência de drenagem de água pluvial, árvores sem sustentação, suspensas apenas em torrões de terra solta, e recebendo impactos externos , o solo saturou-se pelo volume de chuvas e se liquefez, causando danos, antes já profetizados.
Na área externa da gruta a deficiência se repete: arrimos deficientes ou inexistentes, pontos de erosão e ausência de cobertura vegetal, itens que contribuem para maximizar os agravos.
O espaço deverá receber diferentes ações remediadoras e imprescindíveis a sua estabilidade, tais como supressão de árvores em risco, drenagem e manejo de água pluvial, regularização de encostas, construção de arrimos e plantio de espécies adequadas. O monitoramento efetivo da área também deverá ser proposto a partir de inventários florísticos e edáficos, entre outras medidas.
Pela importância ecológica, histórica e religiosa, a gruta deveria receber status de unidade de conservação, inclusa na categoria de uso sustentável, inclusive com a inclusão de zonas de amortecimento, essenciais à proteção de áreas sensíveis, livrando o santuário dos constantes impactos externos que fragilizam o ecossistema instalado.
Soluções existem, o que não pode faltar são fiéis, itaunenses, empresários, ou amantes do local com disposição não só para fazer as orações, mas para colaborar para a recuperação de nosso ponto turístico e sagrado, propriedade da igreja,sendo assim do povo e onde se busca a paz e por milagres.
 
*Bióloga/ especialista em Ciências Ambientais
 
31/12/2011
Gregos e troianos
Pedro Bavuso Ribeiro
Por força de caráter, dignidade e de apreço consigo mesmo, não pode e nem deve o homem pertencer a duas facções ao mesmo tempo; deve escolher o espírito de luz ou de trevas, já que a água não se mistura ao óleo. O homem sempre foi livre para viver e para expor seus pensamentos e sonhos, independentemente da crítica destrutiva do seu igual. A sociedade que vive atolada na areia movediça da hipocrisia e do faz-de-conta, é a primeira a vomitar normas, costumes e impropérios; essa mesma sociedade que se alimenta de couve e que arrota caviar. Ainda bem que a vida humana é feita de outros caminhos, ambições diferentes, costumes outros e de tranquilidade de espírito. Por essa razão é que temos de definir qual o exército devemos pertencer, se aos Gregos ou aos Troianos. Por questão de opinião própria e de gratidão, de há muito me alistei e caminho empunhando a banheira do exército grego, vez que me é infinitamente impossível pertencer a dois exércitos, por questões óbvias.
Vou seguindo com os Gregos, indiferente ao ódio e ira dos troianos, qualidades negativas que só me fazem lutar bravamente, trazendo-me ainda mais incentivo para obtenção de novas vitórias. Os Gregos não se intimidam jamais diante da afronta e da agitação da carruagem inimiga. Os objetivos sagrados do exército grego serão alcançados, ainda que sob o peso do não querer do exército adversário. Nossa meta – a do exército grego – é a de sempre seguir em busca de novos sucessos, deixando na poeira das estradas do combate, as marcas da luta e do heroísmo. As críticas do outro exército nos elevam, e os elogios nos corrompem. Aos inimigos declarados e encobertos pela fria sombra da hipocrisia, os louros da nossa vitória, porque são eles que, através do ódio e da inveja, e da fúria, injetam em nossas veias grandes dose de incentivo e da indômita vontade da luta e do destemor. Caminhamos – os Gregos – sempre na direção do futuro, porque à nossa retaguarda vêm os soldados do exército do mal.
Diante dos olhos dos soldados gregos, sempre a tremular com imponência, a bandeira da fé, da luta e da esperança de novas vitórias.
E a vida continua, e a certeza de outras vitórias, também.
 
Pedro Bavuso Ribeiro
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado. Advogado
 
24/12/2011
Nota informativa sobre contratação de professores
Pede-se desculpa aos leitores por trazer à baila o assunto que se segue.
Houve designação na manhã de hoje (21/12) para aproximadamente oitenta e cinco cargos de monitores de creche, de professores de educação infantil, de pedagogos, de professores do ensino fundamental 1 e ensino fundamental 2 para a rede municipal de ensino.
Todas as designações aconteceram de maneira transparente, tranquila, correta e na mais perfeita harmonia.
No entanto, houve um problema no tocante à contratação/designação para o cargo de professor de geografia. Todos os classificados no processo seletivo foram chamados e não se encontravam presentes. Nesse caso específico, conforme prevê o edital, deveriam ser chamados os interessados que se encontravam no local e seguir os critérios elencados na portaria de 25/11/2011.
Reitere-se, ainda, que a Secretaria Municipal de Educação e Cultura assume o equívoco e já providenciou nova convocação para a próxima segunda-feira, dia 26, às oito horas da manhã, no mesmo local.
Aproveita-se o ensejo para, publicamente, pedir desculpas aos professores que estiveram presentes no referido evento, em especial, ao Professor Thiago.
Por outro lado, tece as observações que seguem:
Há por parte do Sr. Thiago um esforço muito grande em querer desacreditar o governo Eugênio Pinto. Será que o reclamante imagina que o prefeito tem tempo para se preocupar e se dedicar a um processo que cabe diretamente aos servidores da Secretaria encaminhar? Que nos desculpe o professor Thiago, mas isso é sem sombra de dúvida uma pequenez absurda, principalmente para alguém com curso superior. Critique, senhor Thiago, a Secretaria e seus servidores por um ato lamentável que afetou a área de geografia, mas lembre-se que as outras, mais de oitenta vagas, foram preenchidas dentro da mais perfeita normalidade. Isto, com certeza, o senhor não quer levar ao conhecimento do grande público. Sugerimos aos leitores, procurarem se informar com os mais de 250 participantes se o processo de designação foi feito tal qual o senhor Thiago afirma ou como os outros oitenta profissionais que foram contratados.
O reclamante diz que viu um "espetáculo de coisas questionáveis". Mas questiona, e com razão, apenas um fato: o equívoco cometido com as aulas de geografia.
O próprio reclamante diz que "não está afirmando que o senhor Heli Maia o está perseguindo politicamente". Ainda bem. O próprio Thiago sabe que o secretário Heli Maia, em sua vida pública, não tem tal conduta e postura, mas parece que da parte dele isso fica evidente, ou seja, ao usar insistentemente o nome do Prefeito Eugênio Pinto, parece uma oposição sistemática e insistente. A oposição faz parte do jogo democrático e da vida republicana, mas querer usar um equívoco isolado, lamentável e corrigido, como o de hoje, para posar de vítima e de perseguido político é um processo "deseducativo" que não fica bem para quem assume o papel de profissional da educação.
Lamenta-se o tom agressivo do referido professor, ao dizer que alguns servidores públicos são hipócritas e que se venderam a troco de cargo na Administração Pública. Mais uma vez, lamenta-se o fato de um professor fazer uma acusação dessa monta, ensejando por parte dos servidores públicos a possibilidade de uma ação judicial para que se pronuncie a respeito.
Como explicitado acima, antes mesmo da indelicadeza, da deselegância e da maneira como o Prof. Thiago conduziu o processo de reclamação, a equipe da SEMEC, que não é composta de hipócritas e "vendilhões", já havia providenciado a reparação do equívoco.
Esclarecemos que, mesmo o Professor Thiago não ter se classificado no processo seletivo 001/2009, pois o mesmo não atingiu a pontuação mínima necessária de 60%, conforme previa o edital, sendo então eliminado, conforme lista de classificação amplamente divulgada à época, ele pode pleitear a vaga. Caso esteja mais bem colocado, segundo os critérios da portaria, será contratado, em uma demonstração inequívoca de que não há por parte da Adminsitração Eugênio Pinto nenhuma picuínha ou perseguição política.
Por fim, espera-se que o Professor Thiago não queira imputar a todo um governo a pecha de mau e de despreparado, tomando como exemplo um equívoco originário de um ato da SEMEC, já corrigido, que em nenhum momento foi motivado pela má-fé e doloso.
Reitera-se o pedido de desculpas.
 
Heli Maia
Secretário de Educação e Cultura
 
10/12/2011
JUSTIÇA E FÉRIAS
Luiz Fernando Valladão, sócio fundador do escritório Advocacia Luiz Fernando Valladão Nogueira e diretor do Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG)
 
Até o advento da chamada "Reforma do Judiciário", promovida pela Emenda Constitucional 45/04, vigorava o sistema das Férias Forenses. A legislação previa 60 dias de férias, divididos entre janeiro e julho. Durante esses períodos, a prestação jurisdicional ficava suspensa, pois a lei previa que os atos processuais não seriam praticados e nem os prazos correriam. No entanto, determinados processos, pela sua natureza, tinham curso normal nesses períodos, assim como alguns atos processuais urgentes eram praticados.
Os advogados, de forma geral, aplaudiam esse sistema, pois podiam, como qualquer trabalhador, descansar. Além disso, grande parte desse período era utilizada para a elaboração de peças e cumprimento de prazos que se acumulavam, bem como para a reorganização dos escritórios. Os magistrados e representantes do Ministério Público já tinham suas férias individuais de 60 dias asseguradas por leis específicas, o que os levava a tentar coincidir o tempo para o descanso com aquele período estabelecido para as férias forenses.
Havia, contudo, compreensível inconformismo da sociedade com a "estranha" existência de férias de 60 dias, logo em uma área em que o Estado deveria funcionar ininterrup-tamente. Movido por essa contrariedade, o nosso legislador estabeleceu radical modificação, a partir da qual a atividade jurisdicional passou a ser ininterrupta, sendo vedadas férias coletivas nos juízos e tribunais de 2º grau.
De fato, a redação do dispositivo impressiona, na medida em que revela um esforço concentrado para que o jurisdicionado receba, ainda que com o sacrifício daqueles que prestam a jurisdição, permanente atendimento.
Logo no início da vigência da norma, houve dúvidas sobre sua imediata aplicação. Porém, o Conselho Nacional da Justiça (CNJ), com a participação da própria OAB, exigiu a imediata incidência dessa "prestação jurisdicional ininterrupta". O resultado foi o pior possível. Os magistrados e representantes do Ministério Público continuaram a usufruir seus 60 dias de férias individuais – que não foram eliminados pelo novo texto constitucional. Mas, com o fim das férias coletivas de janeiro e julho, esses 60 dias tiveram que se espalhar pelo ano todo.
Cabe dizer que quando algum magistrado usufrui de suas férias individuais a Comarca respectiva fica desprovida, uma vez que ele é substituído por um colega de outra localidade, sem condições de acumular as tarefas de dois juízes. Também vemos acontecer, com freqüência, determinada Comarca ter juiz em exercício, mas estar desprovida de promotor de justiça, o que paralisa uma série de processos. Nos Tribunais, onde os julgamentos são colegiados, não se consegue preencher uma pauta com segurança, pois há sempre um desembargador ou juiz de férias individuais.
Com essa situação, os advogados, juntamente com os seus clientes, são os mais prejudicados, porque os processos em que atuam não têm tramitação célere. Essa paralisia processual traz desgaste na relação entre advogado e cliente, além de prejuízos para todos. O mais grave é que esse profissional não tem mais direito a descanso algum. Afinal, não há como sair de viagem com a família se, independentemente da velocidade, os processos continuam tramitando e os prazos continuam correndo.
A falta de espírito democrático que contaminou aqueles que propuseram essa alteração no regime de férias precisa ser eliminada. Para isso, é fundamental que haja debate e que novas proposições sejam examinadas e levadas para uma solução definitiva ao Poder Legislativo. Meros paliativos não resolverão a questão e, ademais, estarão sempre sujeitos a argüições de inconstitucionalidade. Sobretudo, é necessário que a sociedade perceba que foi prejudicada com essa "inovação" que tornou os processos cada vez mais lentos. E, como todos sabem, a justiça tardia não atende a ninguém.
 
05/11/11
Sugestão de um cadeirante
Bem, nos meus 49 anos de vida, acho que já passei por quase todas as situações embaraçosas e até cômicas a que está sujeito um cadeirante no mundo dos andantes.
Então pensei que seria de grande ajuda se fosse criada uma espécie de cartilha de boas maneiras para andantes não cometerem tantas gafes com cadeirantes.
Vamos lá (lembrando que é uma cartilha aberta e que sugestões, observações e dúvidas serão bem vindas).
1- Quando quiser alguma informação sobre um cadeirante, estando ele presente, dirija-se diretamente ao próprio, não fale com quem estiver acompanhando, como se o cadeirante fosse incapaz de lhe responder.
2- Se encontrar um cadeirante parado em frente de uma porta fechada, não pense que ele está dizendo: "Abre-te sésamo!" e esperando que a porta se abra sozinha, provavelmente alguém já foi lá dentro para abri-la (isso acontece muito em portas de banco), portanto, não precisa perguntar se o cadeirante quer entrar.
3- Se um cadeirante estiver no pé de uma escada, verifique se ele tem boca, porque se tiver e estiver precisando de ajuda para subir, ele certamente pedirá.
4- Esta vai para os garçons. Quando for levar a conta, tente ser polido e, apenas a ponha na mesa, sem procurar deduzir que, "logicamente", um cadeirante não paga despesas e ir entregando direto ao acompanhante.
5- Se um (a) cadeirante olhar para você com certa insistência, procure avaliar as possibilidades, porque ele (a) pode estar te paquerando, ele (a) apenas não anda, não está morto (a).
6- Evite terminantemente oferecer esmola a um cadeirante na rua (já aconteceu comigo), ele pode estar ali simplesmente esperando um táxi.
7- Nunca dê como certo que todo cadeirante é uma espécie de anjo assexuado, você pode se surpreender positiva ou negativamente.
8- Nunca parabenize um cadeirante ao encontrá-lo num barzinho ou numa casa noturna, não há nada de heróico nisso, ele(a)só esta querendo se divertir como você.
9 - Quando for falar com um cadeirante, por favor se abaixe, pois é muito difícil ficar olhando para cima para conversar, é desconfortável e causa dores musculares, principalmente em lesados medulares cervical.
10- Se você chegar em um consultório médico, estabelecimento de saúde e deparar com um (a) cadeirante atrás da mesa de atendimento, pode se dirigir a ele(a), pois, provavelmente, ele(a) está ali trabalhando, não é um dos pacientes
11 - Um cadeirante estar acompanhado por alguém nem sempre significa que aquela pessoa é um enfermeiro (a) ou alguém ajudando, cadeirante tem amigos, namora, casa, fica etc.....
12 - Se um cadeirante esta no ônibus, ou pede um taxi, não significa que ele vai ao médico, vocês pensam que ir ao medico é nosso passeio predileto nós também vamos a lugares comuns trabalhamos, estudamos, vivemos ....
Enfim, para tudo deve haver bom senso.
Texto enviado por João Batista de Oliveira
 
Deputado não tem prestígio para trazer ambulância para Itaúna
O governador do estado de Minas Gerais, Antônio Anastasia, entregou quase 400 ambulâncias para municípios mineiros e Itaúna ficou de fora.
No total 396 veículos foram entregues para cidades do Alto Paranaíba, Campo das Vertentes, região Central, Centro-Oeste, Jequitinhonha, Leste de Minas, Mucuri, Noroeste de Minas, Norte de Minas, Sul de Minas, Triangulo Mineiro e Zona da Mata.
O povo de Itaúna que conta com o apoio do deputado da cidade, Neider Moreira, mais uma vez não pôde contar com o prestígio do parlamentar para trazer este benefício para Itaúna. Na nossa região apenas os municípios de Carmo do Cajuru, Carmópolis de Minas, Crucilândia, Divisópolis, Florestal, Martinho Campos, Medeiros, Onça do Pitangui, Pará de Minas, Piracema, Piumhi e Cláudio. Curiosamente a cidade de Cláudio foi contemplada, será que é porque é reduto eleitoral de alguém?!!! Porque será que há mais consideração política que tal cidade do que com Itaúna?
Lamentavelmente a área da saúde, que Neider e sua família tem ligações, fica de lado e ele em vez disso busca a construção de um presídio na nossa cidade. Afinal, programas de saúde, ambulância não são prioridades, talvez para o deputado que nos representa, cadeia deve ser mais importante que cuidar do bem estar da população.
João Paulo Silva joopaulosilva470@gmail.com
 
29/10/11
 A invasão de Itaúna
* Dr Alessandro Bao Travizani
Enfim, o antigo feudo de coronéis acomodados e políticos "calças-curtas", que bem souberam nos amarrar no esteio do subdesenvolvimento, além de uma meia dúzia de velhos empresários, que fechavam a cadeado as entradas da cidade, é brindado pelos lampejos da globalização .
Itaúna está sendo, graciosamente, tomada por empresas e profissionais modernos, de espírito progressista, antenados com as últimas técnicas em voga tanto em produção, quanto em gestão, obrigando os antigos oligarcas locais a colocarem as suas "barbas de molho" e a repensarem os seus negócios, sob o risco de serem definitivamente extintos.
Já passava da hora desse "boom" acontecer por aqui. É um doloroso atestado de incompetência secular, uma cidade nascer primeiro, contar com interessantes recursos naturais, ter um povo extremamente trabalhador, estar geograficamente melhor alocada e hoje ser apenas uma sombra da vizinha, jovem e poderosa Divinópolis. Onde erramos ?
O erro, senhores, foi fechar as portas para o desenvolvimento, por tantos anos, com medo da concorrência, esta que sempre incomodou a preguiça dos xerifes de Itaúna, que agora são, na "marra", obrigados a estudar e a se reinventar.
Lembro-me, ainda em Belo Horizonte, de quando estudava os livros de história de Itaúna, do saudoso Dr. Miguel Augusto e ouvia a velha anedota de que aqui não podiam circular aqueles caminhões vendendo laranjas, abacaxis, etc, tão comuns na capital, temor entre alguns comerciantes, que logo acionavam uma viatura policial para retirar o veículo da cidade. Ouvia também que Itaúna era uma estranha cidade do interior, sem feiras livres, pois elas incomodavam o comércio local, com os seus preços mais em conta.
Nunca soube se eram histórias verdadeiras, mas depois de dez anos vivendo aqui, confesso-lhes que passei a acreditar na veracidade delas.
Lá no passado, também dizia-se que, a médicos de fora, não era permitido trabalhar por aqui. Pois bem, fiz parte de uma das levas de doutores forasteiros que, com trabalho árduo e idéias novas, somaram-se aos bons nomes da terra, abriram as portas do hospital e deram novo vigor à atividade.
Foi assim também com os dentistas, que otimizaram os seus preços, modernizaram as suas clínicas e conquistaram novas especializações, para fazer frente às empresas odontológicas populares, que aqui continuam a se fixar.
Tínhamos cinco fisioterapeutas em 2001. Hoje perdi a conta: e cada um mais especializado que o outro! E que venham mais médicos, dentistas, advogados, contadores !
Gente nova nos estimula a estudar mais, a rediscutir rotinas, a melhorar! Aos medíocres, que ainda insistem em encher a cidade de cadeados, alerto-lhes, com alegria, que o tempo sombrio deles já se foi.
Vê-se também a invasão de supermercados. Redes locais respeitadas e tradicionais abrindo novas seções, novas lojas e promoções, treinando mais os seus colaboradores e ampliando as suas já reconhecidas atividades sociais, para fazer frente aos famigerados hipermercados da capital, que pululam por aqui, com preços assustadoramente competitivos. A cidade ganha com isso !
Nada diferente da realidade farmacêutica, onde estabelecimentos já premiados e tradicionais, veem às suas portas o rolo compressor das redes interestaduais, com promoções quase imbatíveis, obrigando-as a rever os seus quadros de pessoal, estratégias de marketing, de crédito. Invasão semelhante ocorre os com laboratórios de exames, já havendo rumores até de que um gigante da capital estuda a sua inserção na cidade.
Tal fenômeno também é visto com a chegada de redes de cursos de idiomas, franquias de institutos de beleza, de academias de ginástica, de grandes magazines de eletrodomésticos e móveis.
Em um curto espaço de tempo, Itaúna está recebendo um duro "choque elétrico", em vários setores, que na mão de políticos gestores mais competentes, deveria ter recebido indolor e lentamente, nos últimos 10-20 anos, através de planejamento, como comprovam alguns colegas administradores, estudiosos do município.
Tivesse sido a cidade sempre administrada por políticos que, ao invés de ficarem como a maioria dos atuais, vomitando vaidades uns nos outros, fossem altruístas o suficiente para usarem mesas da prefeitura, da câmara municipal e das entidades setoriais (CDE, cooperativa rural, hospital), para realizarem reuniões de planejamento e avaliação, certamente Itaúna não estaria hoje no marasmo em que se encontra, sendo motivo de chacota pelas cidades vizinhas. Que saudade de Ramalho, Célio Calambau, Jadir Marinho ...
O certo é que com a "invasão", muitos perderão os seus empregos, muitas portas se fecharão e muita história se encerrará. Contudo, não tenham dúvidas de que muitos e melhores "novos" empregos vão surgir, mais e maiores portas vão se abrir e de que uma nova história de progresso se iniciará.
Se você é itaunense, lembre-se disso: a partir de agora, só sobreviverá nesta terra quem se modernizar, estudar, se recriar. A locomotiva do progresso chegou, "goela abaixo", senhores.
Rezo apenas para que o maquinista não seja nenhum daqueles velhos nomes em quem sempre votamos e que sempre nos decepcionam. As teias de aranha de Itaúna precisam ser, definitivamente, retiradas e aos nossos ‘raposões’ da política, reservemos um lugar de destaque, na sala mais escura, do museu municipal. 2012 está aí !
A cidade clama por ter a sua real vocação, imediatamente definida e priorizada, num plano de metas agressivo, que inclua todas as áreas, para nortear administradores e investidores, nas próximas décadas, rumo ao desenvolvimento que merecemos.
E que assim venham os "invasores", com todo o prazer !
 
Um abraço,
* Cardiologista e Cidadão honorário de Itaúna
 
15/10/11
Precatórios: Erros materiais
Sinval de Deus Vieira*
Considerando minha função de superintendente de cálculos da Advocacia Geral do Estado de MG, há bastante tempo tenho acompanhado o trâmite  do pagamento de precatórios do Estado de Minas Gerais.
Tenho notado, até com certa freqüência, o desconhecimento por parte de vários advogados - representantes dos credores do Estado - sobre a possibilidade de revisão do valor do precatório. Assim, equivocadamente muitos consideram a presunção absoluta (juris et de jure) que pela sua própria característica intrínseca, não se pode alterar o valor do precatório. Ledo engano. Tal premissa pode levar incautos a vários dissabores.
O próprio STF já se manifestou há bastante tempo sobre o tema, abrindo a possibilidade de revisões de precatórios oriundas de inexatidões materiais ou a retificação de erros de cálculos, conceituando tais expressões, como sendo:
 
"diferenças resultantes de erros materiais ou aritméticos ou de inexatidões dos cálculos dos valores dos precatórios, não podendo alcançar o critério adotado para a elaboração dos cálculos nem a adoção de índices de atualização monetária diversos dos que foram utilizados na primeira instância." (ADIN 1662/97).
 
Pode-se inferir, portanto, que tudo aquilo que, involuntariamente, sem disputa entre as partes e sem comando judicial, apresente-se divorciado da vontade da sentença, pode ser retificado a qualquer tempo, já que não transita em julgado. Assim, não somente o erro aritmético propriamente dito ("erro de conta") pode ser corrigido, mas também outros erros de cálculo que, por simples exame, são facilmente constatáveis, tais como: a inclusão de parcelas indevidas ou omissão de parcelas devidas, base de cálculo equivocada, duplicidade, apurações aquém ou além de períodos certos e determinados, erros de conversão de moedas, anatocismo, etc.
Atualmente, com o advento de calculadoras científicas e programas eletrônicos de cálculos, disponibilizados no mercado, os "erros de conta" inseridos em planilha de cálculos judiciais, tornaram-se raros. Porém, amiúde nos deparamos com outras incorreções, que por serem classificadas como ERRO MATERIAL, são perfeitamente sanáveis, não cabendo, nesse caso, falar em preclusão.
Portanto, o juiz da execução não está subordinado aos cálculos das partes, competindo-lhe verificar se as contas oferecidas guardam conformidade com os limites objetivos da coisa julgada exeqüenda, principalmente quando uma das partes é ente público. Vale citar o processualista Ernani Fidelis dos Santos:
 
"No direito moderno, a tendência é de prevalecer sempre o interesse público sobre o privado. E nesse caso, basta que o interesse público se revele com predominância, para não se admitirem confissão, presunção de verdade e efeito da revelia sobre fatos relativos ao direito." (Manual de Direto Processual Civil, Ed. Saraiva, 4ª Ed. – 1996, vol.l).
 
Considerando tais premissas, por dever de ofício, já retificamos precatórios que de um valor de face de milhões de reais, transformaram-se em alguns milhares, levando a imensas frustrações para quem inocentemente ou mesmo deliberadamente, possui um "mico", e não um valor imutável.
 
* Professor da Universidade de Itaúna / Mestrado em Administração Pública / Superintendente de Cálculos e Assistência Técnica da Advocacia Geral do Estado de Minas Gerais 
sinvaldeus@yahoo.com.br;
15/10/11
Eleições 2012
Falta exatamente um ano para nossa eleição municipal, período suficiente para conhecermos nossos futuros e possíveis candidatos ao cargo do Poder Executivo de nosso município tanto quanto aos novos vereadores.
Destarte, vale mencionar que serão 17 cadeiras a serem ocupadas na câmara dos vereadores de nossa cidade, portanto temos a enorme responsabilidade de elegermos pessoas de bens que nos representarão com a devida dignidade, competência e eticidade.
O desinteresse popular por política é um vício gravíssimo de nossa cultura, O brasileiro de forma geral não consegue convencer-se da importância que tem nossos vereadores em meio ao poder legislativo municipal, que dentre outras atribuições possuem a devida autonomia para a fiscalização dos atos do Poder Executivo e criam de forma direta ou indireta as leis de nosso município, digo indireta porque o prefeito também tem tal autonomia para criar leis que serão sancionadas conforme aprovação da Câmara dos Vereadores.
Ora, o bom vereador, consequentemente, é aquele que exerce estas funções com zelo e responsabilidade, prestando contas à população do seu trabalho em meio aos que o elegeram, garantindo transparência e compromisso com os interesses da população.
É tempo de mudança, Itaúna urge por pessoas que queiram de fato seu desenvolvimento, nossa cidade parou no tempo, precisamos sonhar novamente com uma cidade melhor e elegermos pessoas morais e éticas o bastante que coloquem Itaúna em seu devido lugar.
Nossas eleições acontecerão no dia 07 de Outubro de 2012, portanto ainda temos tempo o suficiente para pesquisarmos e observarmos as melhores pessoas que serão peças fundamentais para a mudança e desenvolvimento de nossa cidade.
Hudson Ponttes
Acadêmico de Direito
16/09/11
Tempos da vida humana
Pedro Bavuso Ribeiro
A vida humana, a nossa vida, é feita de infinitos mistérios, sendo alguns reveláveis, outros pintados com as cores insondáveis da incógnita que seguem nossos passos. O tempo, porém, é o senhor de toda razão, passando tão rápido que foge à nossa imaginação e nada percebemos, a não ser o final da etapa vivida. A incerteza nos leva ao desconhecido de nós mesmos. Vamos imaginar como o tempo pretérito nos empurrou para o hoje, o agora, com uma espantosa e inimaginável rapidez assustadora, deixando em nosso corpo as marcas do tempo, que traduzido significa velhice, informando-nos que a realidade é outra, completamente diferente dos caminhos do ontem, daquele passado feliz da mocidade que sorria para a sua própria sorte; dos amores de então, dos sonhos e fantasias que alimentavam de prazer e de ternura nossos corações ainda em flor, estourando de amor e de paixão. Aquele foi um tempo que ficou escondido na poeira dos nossos sonhos, daquele desejo de abraçar suavemente a natureza em forma de mulher inspiração.
Os que caminharam naquelas estradas, foram felizes e viveram a doce e quase infinita magia de um amor em forma de paz, de incentivo e daquele ardente desejo de muito ainda viver. Tudo valeu a pena, enquanto realidade vez que o amor era o senhor que dominava todo tipo de espaço, inclusive nosso coração, alimentando nosso espírito de ternura e de forte emoção e de força para enfrentarmos as mais diversas procelas da vida.
Hoje, infelizmente, a bonança ficou bem distante, deixando em nossas mãos a fragrância de um fraco e sem graça perfume, já evaporado pela ação do tempo. Hoje, os cabelos e mãos acenando que o tempo da realidade chegou; porém, o coração ainda continua alimentado pelo amor e ternura dos jardins floridos dos deuses, que exalam o perfume sagrado dos amores imortais.
Valeu a pena, como valeu... graças a Deus vivi naquele tempo, e dele desfrutei o máximo, e, assim, julgo e me sinto feliz, muito feliz mesmo. O ontem trouxe motivação à minha vida presente, tornando-a digna e fazendo dela uma motivação a mais para mim. E o hoje? O tempo é outro, totalmente diferente e sem aquela motivação poética daqueles que viveram unicamente em função do amor. Não podemos fugir do hoje, do agora, vez que a fria tecnologia agride nossa sensibilidade; exatamente a máquina tenta transformar sua frieza em paz e amor. Tudo inútil. Máquina é máquina, e amor é amor. Ambos distante como o sol da lua. O verdadeiro amor nasce no coração, do sentimento nobre e quase sagrado dos poetas, e bem no fundo dos olhos da pessoa amada. Valeu o ontem, valeu a ternura, o amor de nossos pais que já se encontram do outro lado do rio; valeu todo tipo de amor, porque o amor está em todos os quadrantes do mundo, falando todo tipo de idioma, porque o amor é um só em todo lugar. Enquanto houver nem que seja um resquício de amor, por certo, haverá também o desejo de se viver UM GRANDE E INFINITO AMOR.
Pedro Bavuso Ribeiro
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.
Advogado
 
10/09/11
A falácia do superávit primário
Flávio Riani
A quase totalidade da sociedade brasileira vem tendo ao longo dos anos, sobretudo após o governo de Fernando Henrique Cardoso, um entendimento equivocado sobre os resultados fiscais apresentados pelo governo.
Muitos imaginam que o governo ajustou suas finanças e que os governos de Fernando Henrique Cardoso, do Lula e agora da Dilma foram e têm sido austeros e eficientes no trato das contas públicas do país.
O anúncio feito pelo Ministro Guido Mantega de que o governo aumentará o superávit primário deste ano em R$ 10 bilhões foi, mais uma vez, entendido de forma equivocada pela sociedade. As perguntas que deveriam ser feitas é sobre o que gerou este acréscimo do resultado primário, o que ele significa e qual a sua destinação?
Inicialmente deve-se mencionar que as receitas do governo federal vêm tendo aumentos reais há muito tempo, sem que o governo tenha feito quaisquer alterações tributárias para tal. Ao contrário, nos últimos tempos, o governo vem, na realidade, concedendo mais incentivos fiscais e mesmo assim as suas receitas têm aumentado em função do desempenho da economia.
A elevação das receitas fiscais do governo teve ainda outros elementos adicionais referentes a pendências fiscais da Cia Vale do Rio Doce, que só no mês passado recolheu, adicionalmente, R$ 5,8 bilhões e outros R$ 9 bilhões referentes a financiamentos do REFIS da Crise.
Outro ponto relevante é o entendimento que a sociedade tem do resultado primário. Em geral imaginam que ele representa ajuste nas contas e que o governo está gastando menos do que arrecada, o que não é verdade. No resultado primário não se considera os juros e as amortizações das dívidas do governo, cujos montantes constantes do orçamento de 2012 alcançam a bagatela de mais de R$ 900 BILHÕES, que é efetivamente o valor do negativo (deficitário) do governo.
Por fim, dois aspectos devem também ser avaliados: primeiro o superávit não representou nenhum esforço de controle ou redução dos gastos do governo; o outro ponto relevante é avaliar a destinação dada a ele. A pergunta importante é a seguinte: ao invés de adicionar R$ 10 bilhões de pagamento de juros, que beneficia o mercado financeiro e não altera em nada a questão da dívida, não seria melhor o governo investir estes recursos na saúde ao invés de ficar discutindo fontes tributárias adicionais para os gastos com essa área tão precária em nosso país?
Flávio Riani, Economista, Professor da Universidade de Itaúna MG.
 
20/08/11
QUAL A SUA SORTE MEU VELHINHO APOSENTADO? 
Pedro Bavuso Ribeiro 
Quem é aquele homem já bastante rodado pelos caminhos desta vida? De andar indeciso, preguiçoso e sem a antiga pressa? De mãos já trêmulas e manchadas pelas marcas inevitáveis do cruel tempo, como as minhas também? De olhar ofuscado e que tanto busca nos horizontes do seu futuro, um pouco de luz perdida? Quem é este nosso semelhante que apesar da decrepitude ainda tentou transmitir à geração mais jovem, e em especial aos filhos, a beleza e o verdadeiro sentido da vida? Estamos falando daquele Senhor que trabalhou como um gigante da maratona, não medindo nenhum tipo de sacrifício seja em que trabalho for – pra sustentar a família, com conforto, amor, independência, com seu abraço amigo, conselhos, enfim, um leão humano na defesa da família.
Infelizmente, hoje, agora, tudo mudou assustadoramente, para pior, porque esse – pode-se dizer – farrapo humano, não recebe da família – com raríssima exceção – o devido carinho, amparo, compreensão, gratidão e o pagamento pelo socorro e proteção à família no dia de ontem. Tudo esquecido, tudo jogado fora, rio abaixo, abismo abaixo. Os familiares se esqueceram muito cedo dos benefícios e do nome que o velho deixou para a família, abrindo todas as portas. Parece até mesmo uma carga pesada para os filhos suportarem; a paciência é pouco, ou nada, diante da situação; e lá se vai o velho pai com o semblante triste pela ingratidão, a caminho de uma casa que se chama exatamente ASILO, e não CASA DO IDOSO, como colocado hipocritamente por alguns fariseus que querem encobrir o sol com a peneira. Aliás, cabe aqui, com muita justiça e ausência de bajulação, a lembrança de um verdadeiro Abrigo do idoso, dirigido por D. Imaculada Meireles, minha prezada madrinha, bem como pelo bondoso e querido amigo Maurício, que conheço pessoalmente e posso afirmar com bastante convicção tratar-se de um abrigo humano, pena que sua localização não é das mais primorosas, vez que próximo ao campo santo é o velório. O que fazer, se todos teremos o mesmo fim de estrada?
Caso minhas forças não mais consigam carregar este corpo, e a solidão obrigar-me a tomar uma drástica decisão, o Frederico Ozanam, ou mesmo o refúgio espiritual do Instituto Metodista Izabella Hendrix, poderão servir-me de teto agasalhador e com um pouco de paz soprada pelos ventos do azul celeste. Sempre confiei na providência santa divina, porque o futuro é por demais incerto, obscuro e indecifrável. 
Qual a sua sorte meu velho, que, por muitas vezes, não foi compreendido e até mesmo amado pelo filho ou demais familiares, que após o almoço vai tirar sua merecida e independente soneca, que antes não lhe era permitida em razão do seu trabalho, da sua árdua luta passada, para garantir o conforto de sua família? E o filho que lhe faz a seguinte indagação: "Papai, o Senhor ainda está muito sadio, bem de saúde, tente arranjar alguma coisa – serviço leve – para se distrair e passar o tempo, e sair um pouco de casa".
Pobre aposentado, já sem forças, sem ânimo e sem garra para a luta, para o amanhã, não pode tirar sua soneca como prêmio da sua luta. Aí o velho aposentado, cheio de tristeza, com os olhos molhados pelas quentes lágrimas da ingratidão, com o coração frágil e a esperança debilitada, interrompe sua sesta e sai pela rua, sem destino, à procura da paz, do amor e da compreensão, e mesmo da amizade e da gratidão, que lhe são ausentes em sua própria casa. Aí, o velho, educadamente, ainda na condição de pai que ama ardentemente o filho, lhe passa mais uma lição, e assim se expressa: "Tu serás amanhã o que sou hoje, porém, espero que você e seus irmãos sejam bem mais felizes do que eu, assim espero de coração".
A velhice chegou, a enfermidade também: uma é contingência da outra. Raramente há lares que ainda abrigam com amor e gratidão o chefe do lar, dando a ele todo apoio, carinho e recompensa por tudo que dele receberam. Graças a Deus sou testemunha desses poucos lares que visito, onde reina o verdadeiro amor e a luz de Cristo aquecendo a todo seus moradores. Há ainda também infelizmente outras situações, que os velhos pais, ainda em relativo estado de saúde, são convidados a tomarem lugar na solidão dos quartos vazios de amor e de ternura, cognominados CASA DO IDOSO, ou melhor, CASA DA SOLIDÃO E DAS LÁGRIMAS DE UM PASSADO FELIZ, onde seu encontro com Deus será mais rápido. Entregue sua sorte meu bom velho aposentado, porque ELE, Deus dirigirá seu barco para o porto da paz suprema e eterna, da esperança, da felicidade que lhe faltou aqui na terra. Quanto aos filhos ausentes, ingratos, que o desprezaram, serão todos julgados pelo mesmo Deus.
O caminho da velhice é infalível, todos iremos trilhá-lo, custe o que custar, inclusive eu. Que Deus, o gigante do amor e da paz, possa grandemente nos abençoar, até o dia em que todos formos chamados para o julgamento final, vez que a justiça divina atingirá todo ser humano desde o abastardo, pobre, o culto e iletrado, o homem de cor como também o de olhos azuis e de cabelo da cor de ouro. Ainda bem.
Ao longo da minha vida, venho presenciando horríveis maus tratos em desfavor dos que já deram mais de si, vencidos pelos caminhos da vida, cuja maldade praticada pela própria família, como por exemplo desamparo humano. Todos os segmentos de noticiários atsentam um triste fato: Abandono material. Caso de polícia, justiça, ou do justo peso da mãos de Deus. Com a resposta o nosso Santo Criador.  
Pedro Bavuso Ribeiro
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.
Advogado
  
06/08/11
A tecnologia é toda benéfica?
* Pedro Bavuso Ribeiro
Felizes os que viveram nos anos de outrora, por exemplo nos anos 60/70 e 80. Daria tudo para voltar naqueles tempos, porque fui infinitamente feliz, porque tudo era bastante diferente e parecia existir no ar aquele poema da sinceridade, da honestidade e de uma amizade quase bendita; enfim, me foi gratificante viver naqueles imortais tempos. Mas como a saudade, o amor fiel não mais voltam, ficamos todos a sonhar, com felicidade extrema, o passado sagrado que sempre está e estará em nossos corações. Conforme afirma o poeta: "Eu era feliz e não sabia". Viver de saudade é bom, didino, poética e até mesmo benéfico para nossa saúde do coração, embora nossos olhos possam ficar orvalhados pelas lágrimas do ontem feliz, que jamais caminhará ao nosso lado, mas chorar de saudade faz bem à nossa alma. A saudade é como as águas de um rio que jamais voltarão ao seu nascedouro, vez que seguirão à procura do mar.
Nada supera os dias felizes do passado de qualquer pessoa, em que a felicidade era a deusa maior de toda razão, dando-nos motivação para nosso viver. Tudo de bom, no passado; a serenata ficou no passado? A amizade sincera, no passado, o amor, realmente amor, aquele amor poética e que fazia arder de emoção nossos corações, também no passado. Tudo ficou lá, plantado para todo o sempre.
E os tempos atuais? Tudo mudado, e, dentro de minha obscura ignorância e humildade, mudou para pior. A tecnologia, é bem verdade, trouxe-nos algum benefício e um muito de trapalhada. O inteligente leitor sabe muito bem do que estamos falando. O celular, o computador, o conversar pela internet, e outros avanços com o frio carimbo e autenticação da tecnologia. Nada disso me causa fascinação, aliás, jamais me foi preciso socorrer-me do famigerado celular, ou conversar ou amar alguém através da internet; só navego em rios e mares, nunca através da internet. Preferia – e é mais salutar - conversar ao vivo, olhos nos olhos, mãos sentindo o calor de outras mãos, sussurrando palavras doces e de verdadeiro amor, bem ao pé do ouvido da pessoa que se encontra junto de mim. A máquina faz isso? Máquina não sente, não ama, não fala e não tem olhos para encarar o ardente amor.
Podem me classificar de "velho quadrado", o homem da era da pedra lascada ainda. Isso pouco me importa; o importante para mim é que da maneira que vivo sou imensamente feliz, porque amo o verdadeiro e não o domínio da máquina. Jamais a máquina que é comandada pelo homem modificará minha feliz caminhada, repleta de amor e do abençoado e doce perfume da natureza.
Ainda uso e continuarei usando a máquina de escrever, minha amiga fiel das frias e poéticas madrugadas, a doce inspiração para meus trabalhos poéticos e de outros tipos. Ela é bem diferente – graças a Deus – do computador, da internet e de outras parafernálias mais. Ela não tem nenhum programa de português, para ensinar o datilógrafo a empregar com precisão o nosso idioma; não manda mensagem para outrem, não viaja com mensagens sem nexo, ela, minha amada máquina de escrever, me obriga a usar, constantemente, o dicionário, vez que ela não tem programa já previamente instalado. Hoje, infelizmente, para se escrever corretamente, não é necessário conhecimento de gramática, análise sintática, hábito da boa leitura, nada mais, como antigamente, vez que o frio computador produz peças maravilhosas do nosso vernáculo, tudo indiferente para mim. Que graça tem disso? Tudo modificado para pior. E os nossos jovens como chegarão no futuro sem um conhecimento básico, através dos livros e dos banco escolares? E o resumo de grandes obras, como faze-los? No meu feliz tempo de estudante em colégio interno, tínhamos que ler toda a obra para, no final, buscarmos a interpretação daquilo que tínhamos lido. O famigerado computador já tem tudo armazenado, basta você acionar um fria tecla e lá se vai o resumo daquilo que você deveria ter lido, o que muito o ajudaria na sua cultura intelectual. Estudar gramática para quê? O computador tem tudo armazenado, porém, o computador não fala em público, não discute regras gramaticais, nada. A máquina computador está lá no seu canto, inerte, à espera de dedos que manipulem seu teclado. Isso é cultura? A cultura de hoje é bem diferente, para pior. Coitados de nossos filhos e netos, os quais não se preocupam com a cultura dos livros, de uma conversa sadia com outros homens inteligentes. O computador está aí, roubando deles a verdadeira cultura e incentivando-os na preguiça mental.
Prefiro o contrário, longe, bem longe, desse famigerado esquema. Para nosso espanto, segundo o Ministério da Cultura, hoje pode-se escrever errado, porque o errado é o certo. Basta a pessoa entender, ainda que errado. Nossa gramática e concordância foram para água abaixo, para as cucuaias. Tinha razão o inesquecível mestre Cafunga, quando ele disse "que no Brasil, o errado é o certo".
Sou conservador, e o serei até o dia da batalha final para com a vida. Sou feliz desse modo, embora possam me criticar; sou feliz por ser assim, pois aprendi no meu sempre lembrado Colégio Interno que a máquina não pode ensinar gramática, não pode incentivar o hábito e gosto pela leitura, como a arte de escrever. Meu mestres do passado foram verdadeiros mestres, nasceram para ensinar, não ostentavam Pós-Graduação. Mestrado; eram Mestres na acepção da palavra. Com bastante orgulho e saudade fui aluno de Colégio Interno, por mais de sete anos. Lá a cultura era ao vivo, se aprendia mesmo. Nasceram para a cátedra, longe os mestrados e das Pós-Graduações, hoje cortina de fumaça, nada mais que isso. Não precisavam eles de tais subterfúgios e enganações; eram os verdadeiros mestres do passado, com os quais aprendi e, sinceramente, morro de saudade deles.
Cada coisa é uma coisa e cada ser humano tem sua própria identidade, hábitos, concepção de vida acerca de tudo. Eu é que insisto em continuar exercendo meu ponto de vista de forma que sou, pois desse modo consigo viver em paz comigo mesmo e a respirar os bons ares dos caminhos do ontem, do meu segundo lar: meu querido Colégio Interno, responsável direto por minha educação intelectual.
Nossos lares estão sendo invadidos por cenas impróprias, colocando em risco a formação moral e religiosa de nossos filhos, ensinando-os um futuro altamente tenebroso e cruel. E nossa privacidade, para onde vai?
Acredito na tecnologia para o bem, para ser empregada no campo da ciência, da Medicina e de outros benefícios para a humanidade. Essa que está aí, corro dela como o diabo da cruz de cristo.
Sou feliz assim, sem essa tecnologia barata e promíscua, e nada mudará meu conceito, nem mesmo as criticas dos menos avisados.
Vamos vencer o mal com o bem.
Vamos voltar aos tempos do amor ternura que nos traziam poesia e vontade de viver a dois; abandonemos a máquina que não ama; que ignora o amor. Vamos voltar aos tempos de mãos acariciando a face querida e amada, porque a máquina só saber obedecer o comando da matéria acionada pelos materialista.
Abandonemos, com todo nossos esforço até mesmo ira as mazalas da máquina que só faz computação e mandar mensagens frias, apócrifa e desconstituída de qualquer sinal de carinho.
Viva o grande amor entre duas pessoas e passemos a ignora a máquina que não fala, que não ama e não olhar dentro de nossos olhos, que não sente o calor de nossas mãos e que não sabe interpretar as estrelas do firmamento.
Viva o amor, viva a ternura e a sublimidade, abaixo máquina fria que não entende patavina do elixir da vida que é amor, pregado, vivido e cantado pelos poetas.
 
*Prof. Universitário aposentado, Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
23/07/11
Cadê o futebol do Brasil, craques da bola de meia?
* Pedro Bavuso Ribeiro
Todos nós que vivemos e desfrutamos de suas grandezas deste país abençoado por Deus, sentimos bem forte em nossos corações patriotas, a cruel, infantil e irresponsável derrota para o pacato time do Paraguai. Acreditamos na vil derrota porque todos assistimos o embate do time adversário, brincando de jogar futebol com o Brasil, não dando a mínima chance de o time contrário apresentar nem mesmo uma jogada de mérito.
Os craques, ou melhor, pseudos craques, andavam em campo, parecendo buscar outra coisa que não o futebol esperado por todos os brasileiros, respeitado por todo mundo de Deus; pareciam até mesmo enfeitiçados, se assim podemos dizer, por um espírito maldito, porque nada, dava certo para a equipe da jaqueta cor de ouro, que se encontrava em campo para representar e defender as cores do nosso Brasil. Que triste representação meu Deus, das piores, jamais vista pelo torcedor.
Sabe de uma coisa? Não havia nada de nenhum espírito malfazejo contra o Brasil. Isso não existe, definitivamente. Sabe qual o espírito que poderia ajudar ao Brasil? O espírito de luta, e luta aguerrida, espírito de querer vencer, a todo custo, espírito de honra com todo amor pela camisa canarinho, que cobria o corpo do jogador. A guerra dentro de campo deveria ser tal qual a de gregos contra troianos, vencer e vencer. A camisa brasileira, coitada, tremulava ao sabor do vento da insignificância, da falta de propósito, até mesmo da irresponsabilidade, da ausência de ânimo, da ausência de saber que estava sendo mal usada e desprestigiada. Tudo muito triste e mais alguma coisa. Nossos jogadores, ou melhor, aventureiros de um futebol medíocre, mal jogado, e até mesmo com uma certa dose de covardia e receio do time adversário. Antes de adentrarem as quatro linhas do gramado, deveriam deixar de lado de fora toda espécie de vaidade, ostentação, visual exótico, principalmente nos cabelos que mais lembram os homens das cavernas, deixar de jogar somente para a platéia mas somente visando a bola; ganham muitíssimo bem para jogarem um excelente futebol, jamais para desfilarem em campo, como se fosse um concurso dos bonitões.
De qualquer forma sabem eles, que apenas correram em campo e nada, nada mesmo de futebol foi apresentado, ainda assim, mesmo com toda essa terrível deficiência , suas vidas em nada tiveram mudança, pois continuavam percebendo salários desproporcionais e até mesma fora de propósito em relação a nossa economia; que deixassem fora de campo as lembranças de suas ricas mansões e da alta mordomia e da companhia do sexo oposto, mulheres de linda plumagem, de beleza invulgar, conhecidas como "as marias chuteiras", aquelas que partem atrás da fama, do sucesso e do vil metal. Já mencionei em outra oportunidade que não sou apaixonado em nada por futebol, como muitos o são, cuja paixão não cabe minha recriminação. Não sou aficionado a time nenhum. Gosto do bom futebol com arte, como se fosse um balé de homens fazendo a bola dançar de pé em pé, tão somente. Com respeito ao Brasil a coisa é diferente. Os milionários da bola, da vaidade e da ostentação, tinham e continuam tendo a obrigação de apresentarem um excepcional futebol, em razão disso são regiamente pagos, vez que o nome da pátria Brasil é que está em jogo, todo sacrifício é valido porque é o país em que o jogador vive, é a exatamente a bola é que garante todo seus sustento, mordomia e de sua família. Nada foi feito, nada honrado. A decepção falou mais alto. Pobre Brasil, sem bola e sem atleta para enaltecer sua grandeza. O futebol do passado, que conheci e acompanhei – ainda bem – foi nossa tábua de salvação no esporte, um futebol com garra, com amor, simplicidade e muito afeto à camisa e para com a nossa bandeira, sem visar totalmente lucro pecuniário, apenas a bola e um futebol de muita elegância ; muitas vezes aqueles jogadores entravam em campo, contundidos. Exemplo? O inesquecível Mané Garrincha, que tive o privilégio e a sorte de vê-lo jogar, no Botafogo e na gloriosa seleção brasileira, com o joelho todo em frangalhos, encharcado de cortisona para suportar a terrível dor; Nilton Santos; Didi, o folha seca; Zito, Félix, Gilmar, Zagado, Januzzi (Guará). Zagado, e outras feras que realmente engrandeceram o nome do nosso Brasil. Ganhavam uma tutameia, não exibiam carrões de luxo, mulheres de primeira grandeza e outras mordomias como a de nossos atuais jogadores; jogavam praticamente por amor ao clube, à bola. Nada juntaram de bens materiais. Muito pelo contrário. Alguns deles já partiram para o outro lado da margem do rio, em plena miséria, porém, deixaram em nossos memórias a glória de seus nomes e de um futebol elegante com muita garra, como os melhores do mundo. Acredito que enquanto o mundo for mundo, permanecerão em nossas lembranças; serão eternamente lembrados.
Parece que o futebol de hoje nem de longe se assemelha ao do passado. Que as lembranças e os bons fluídos dos craques do passado possam encarnar na turma de hoje, no sentido de que os pseudos craques de agora possam se inspirar neles, e, quando forem solicitados a vestirem a camisa canarinho ou mesmo de seus clubes particulares, possam realmente honrar a responsabilidade da camisa que vestem.
Como acreditar naqueles quatro pênaltis jogados fora? O jogador fica só por conta de futebol, de treinamento e de outras mordomias, e ainda conseguem errar aquilo que treinam durante todo o ano. Acho que nem mesmo os piores times de várzea cometem tanto erro.
Não adiante chorar o leite derramado. Todos nós brasileiros queremos é pulso forte, mais sangue nas veias, mais determinação, mais amor à pátria, menos vaidade, menos desfile de penteados em campo, visandos somente os aplausos da platéia o bom futebol, o futebol arte, marca registrada do Brasil. O resto é pura e covarde enganação.
 
* Pedro Bavuso Ribeiro, Prof. Universitário aposentado, Defensor Público de classe especial aposentado, Advogado
 
09/07/11
Castigo sem crime
Pedro Bavuso Ribeiro
Há um jogador de futebol, figurante de um time não menos famoso, já por longo tempo amargando a solidão e incerteza, por trás de um cárcere. Não me insurjo porque é ele um atleta de renome, e de renome também o time em que joga. Aliás, não sou aficionado a nenhum clube de futebol, vejo o futebol apenas como arte, tão somente.
Não é de meu interesse comentar, juridicamente, a sorte e o destino do mencionado atleta, por questão de extrema ética profissional, e, também, porque defendido por renomados colegas, insurjo-me tão somente pela demora na apuração dos fatos, para se incriminar o verdadeiro ou verdadeiros autores do homicídio carregado de crueldade, conforme relatado pelos diversos órgãos de informações.
O atleta e seus companheiros de cárcere, estão presos motivados pela verdade real, provas contundentes, ou simplesmente porque o nome principal do delito é peixe de grande porta e chama a atenção para que a justiça possa afirmar que o colarinho branco também fica trancafiado como o pobre, e que os direitos prisionais são iguais? Ledo engano, triste engano...
Onde buscar a prova insofismável, ardente, contundente, e que possa, sem dúvida alguma, provar a autoria do delito? Especulações, dúvidas e mais dúvidas... desse modo não se chega a nada, vez que não se processa ninguém sem o devido processo legal, porque dúvidas, insinuações, incertezas e outros artifícios de naturezas frágeis só servem para eclodir em mais um erro judiciário, entre tantos por aí. Não estou me arvorando em um julgador, porque o julgamento humano é coisa temerosa, e diante do julgador dos julgadores, todos que um dia julgaram seus semelhantes, serão julgados além desta vida, porém, de forma severa e impiedosa.
Estou acompanhado o caso apenas por curiosidade e para mais um aprendizado pois tenho afinidade com a área penal. Na faculdade de Direito me foi ensinado e passei para os meus alunos que ninguém pode ser processado, julgado ou preso e ou condenado por meio de provas frágeis, indícios ou achismos. Apenas através de provas insofismáveis e por meio do devido processo legal. No caso em tela, o contrário se verifica. A nossa lei magna não pode concordar com esse estado de coisas, em absoluto, fazer com que persista a prisão sem prova contundente, porque divorciada dos limites e ordenamentos da constituição, a lei suprema das leis, que regula e garante nossa vida em sociedade.
Até agora nada comprovado sobre a autoria, cuja prisão sem sustentáculo da lei positiva. Pode ser que no amanhã muito próximo, possa surgir a verdade verdadeira, a prova isenta de indicio e de truculência. Com o surgimento de provas ardentes, poderá, aí, sim, aplicar corretamente a lei em atendimento ao devido processo legal, formal e de nítida justiça, com direito a defesa, prova de inocência e tudo mais com apoio na Constituição que rege nossa lei.
Oxalá isso aconteça para tranquilidade de todos, para que possamos depositar credibilidade na justiça, ou seja julgando e processando o criminoso e absolvendo o inocente. Por enquanto aquela prisão caminha nas sendas da injustiça, porque ausente de qualquer tipo de prova.
E o cadáver da suposta vitima muito procurado e jamais encontrado? Tudo e mais alguma coisa foi falado e nada veio à tona da verdade. Como julgar sem a presença da vítima? E se ela não aparecer, os suspeitos irão aguardar seu aparecimento até se apodrecerem no cárcere.
Que Deus possa aponta e seu dedo misericordioso e justo neste mistério, pois como dizia Rui Barbosa.. "Não há justiça onde não haja Deus". Este meu humilde e falível entendimento sobre o assunto.
 
Pedro Bavuso Ribeiro
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.
Advogado
02/07/11
Ética da atividade empresarial 
João Baptista Herkenhoff
Bertolt Brecht, na sua famosa peça “Ópera dos três vinténs”, coloca o dilema: prender o ladrão do banco ou o dono do banco?
Essa frase é um libelo contra o banqueiro porque, à face do banqueiro, Brecht coloca a dúvida: quem é mais ladrão – o ladrão do banco ou o próprio dono do banco?
Todos os bancos, a própria atividade bancária merece o anátema fulminante de Bertolt Brecht?
É possível haver ética na atividade bancária?
Ou ampliando a indagação: as empresas em geral podem ser éticas? A atividade empresarial, por si mesma, nega a Ética?
As empresas têm como um dos seus objetivos o lucro. O lucro pode ser ético?
Comecemos pela pesquisa etimológica.
Lucro tem origem no latim “lucru”, que significa logro.
Logro quer dizer “artifício para iludir e burlar; trapaça, fraude, cilada”.
Neste caso, o lucro é um logro, um artifício para burlar, o lucro é uma trapaça.
Se o lucro é uma trapaça, o objetivo de uma empresa é trapacear.
Através deste encadeamento de frases estamos construindo um silogismo ou um sofisma?
A meu ver, se não fizermos ressalvas, estamos incorrendo num sofisma.
Não me parece que a atividade empresarial, por sua própria natureza, negue a Ética. Mesmo a atividade bancária, aquela que lida diretamente com o dinheiro, mesmo essa atividade não me soa, antecipadamente e acima de qualquer consideração, uma atividade que contraria a Ética.
Parece-me, não apenas possível, mas absolutamente necessário, que as empresas subordinem-se à Ética.
Pobre país será aquele em que a atividade empresarial estiver descomprometida com a Ética.
Muitas empresas, muitos empresários desconhecem o que seja Ética, não têm o mínimo interesse em que suas atividades orientem-se por uma linha ética.
Mas me parece injusto lançar este juízo de condenação contra todas as empresas.
Se algumas empresas dão as costas para a Ética, muitas outras optam por uma linha oposta: fazem da Ética um mandamento.
Vamos então ao miolo desta página.
Quais são os requisitos para que uma empresa mereça o título de empresa ética?
Como fruto de uma profunda reflexão, que me acompanha de longa data, proponho doze condições que me parecem devam ser exigidas para que uma empresa conquiste o galardão ético:
1 – que a empresa saiba respeitar e valorizar seus empregados, tratando-os com dignidade, justiça, proporcionando a eles oportunidade de crescimento, entendendo que os empregados são colaboradores, e não subordinados e serviçais;
2 – que a empresa saiba valorizar e respeitar seus dirigentes, gerentes, ocupantes de cargos de chefia, confiando e enaltecendo seu esforço;
3 – que as chefias exerçam seu papel democraticamente, com delicadeza, e não de forma autoritária; que os chefes saibam elogiar e estimular os auxiliares; que emitam instruções operacionais claras e de fácil compreensão; que compreendam que o diálogo favorece um ambiente feliz na empresa, fator que contribui até mesmo para maior produtividade; que diretores e chefes entendam que direção e chefia são missões, e não privilégios, pois, em última análise, todos somos credores de consideração e compreensão;
4 – que o empregado, a que se atribui alguma falta, tenha sempre o direito de se explicar e de se defender;
5 – que a empresa crie e mantenha canais de comunicação dos empregados com as chefias, de modo que os empregados possam apresentar postulações, reclamar, sugerir;
6 – que a empresa saiba respeitar o meio ambiente repudiando toda e qualquer agressão ambiental;
7 – que a empresa não sonegue impostos mas, pelo contrário, compreenda que pagar impostos é uma obrigação social, pois só através da coleta dos impostos pode o Estado cumprir seus deveres para com o povo;
8 – que a empresa saiba exigir do Poder Público a utilização correta dos impostos para que o erário sirva ao bem comum;
9 – que a empresa rejeite qualquer forma direta ou indireta de corromper funcionários, agentes de autoridade ou dirigentes politicos com a finalidade de desviá-los de seus deveres para proveito da empresa;
10 – que a empresa respeite a privacidade do empregado, pois a privacidade é sagrada; que jamais um empregado seja repreendido em público e de forma a ser humilhado;
11 – que a empresa respeite os direitos do consumidor, que esteja sempre pronta para atender reclamações decorrentes de mau serviço ou defeitos em mercadorias e que as falhas encontradas sejam prontamente reconhecidas e corrigidas;
12 – que a empresa, como um todo, englobando empresários, dirigentes, trabalhadores, sinta-se parte de alguma coisa que é superior à empresa: a Pátria, a comunhão nacional, o sentimento de que todos fazemos parte de uma sinfonia universal, de uma caminhada da Civilização e da Cultura, na construção de um mundo melhor.
João Baptista Herkenhoff, 75 anos, é professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES), membro da Academia Espírito-Santense de Letras e da União Brasileira de Escritores (UBE). Tem dado palestras sobre Ética em todo o território nacional. Autor do livro Ética para um mundo melhor (Rio, Thex Editora). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br
 
18/06/11
Diálogo com o velho
* Pedro Bavuso Ribeiro
Já que a vida é feita de estradas as mais diversas, caminhava o ancião por um tipo de estrada que não a sua, sempre na esperança do sonhado encontro definitivo com o verdadeiro caminho reclamado por seu desejo e coração. O homem tem sua estrada particular? Sim. Cada pessoa é uma estrada. O filósofo, o sonhador feliz, possuidor de conhecimento sublime, afiança que homem e estrada se identificam, se unem, e até mesmo se amam.
A única estrada da vida nem sempre é aquela idealizada pelo nosso querer, porque muito distante dos nossos anseios, em razão de gregos e troianos não falam igual idioma; os costumes se distanciam, credos religiosos não se identificam, bem como hábitos e ideologias também, pois são seguidores de estradas que não proliferam a vaidade, hipocrisia, ostentações baratas e outras pérfidas mazelas mais. E é justamente por isso que as estradas se distanciam umas das outras, ainda bem, para gáudio e felicidade de muitos; a água não se mistura ao óleo.
Pois bem, o velho sonhador seguia seu destino, envolvido em sua bendita e amada solidão, quando divisou outro caminheiro, também de pele carcomida pela ação do tempo, o qual se encontrava sentado à beira da estrada, em completo e feliz silêncio, com o olhar já cansado pelas marcas do tempo, direcionado para o verde inspirador das montanhas. Inicia-se aí um curto mas benéfico diálogo. Foi perguntado ao velho que seguia seu destino, aquele velho de cabelos alvos como a neve e de mãos carimbadas pelo ferrugem dos anos, porém de coração feliz, qual a razão do seu silêncio e da sua solidão. Não estou em solidão, - retrucou o velho – a natureza é minha inspiração maior, minha amante; converso com ela sempre, porque falamos a mesma língua. A música da orquestra dos pássaros em liberdade, trazem paz ao meu espírito; o doce perfume das matas embriagam-me de prazer, de esperança e de desejo de muito ainda querer viver. Aqui, meu caro questionador, não se fala de maldade, de futrica dos maus, da ganância em busca do vil metal; também não servimos no prato da vaidade e do frio jogo macabro do interesse. Neste local abençoado, ou seja, nas terras da amiga natureza, construí minha eterna morada em meio à paz, e ao verdadeiro amor que me proporcionam o desejo supremo de viver; quando, pois meus olhos se fecharem para o sono da eternidade, quero que o meu corpo encontre descanso junto ao tronco daquela frondosa árvore, abrigo dos pássaros amigos que continuarão entoando seus cantos para abençoarem a minha paz. Aqui a natureza me faz sentir a presença direta de Deus, do Deus vivo. Você é feliz aqui? Sim. Muito feliz, infinitamente feliz. Devo seguir minha estrada em obediência ao chamamento do meu destino. Você fica, amigo, e eu vou. Assim é a vida. O velho que proclamava a paz, o amor e a indizível felicidade, ficou para sempre protegido e amado pela amante natureza, bem distante dos holofotes de uma vida irreal. Esse velho sonhador sou eu.
* Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.
Advogado

11/06/11
O encontro de Bob com Deus
Todos nos encontramos vivendo no mundo das contendas, das discórdias, por causa de somenos importância; não ficaremos por aqui para servimos de sementes; nós humanos, indistintamente, branco, negro, intelectual, o homem de poucas luzes de cultura, fatalmente terão seus corações parados para sempre, avisando-nos de que a vida terrena expirou, acabou, ficou bem para trás de nós. E aí a vida terrena ficou sepultada nas terras frias de um passado sem volta, tudo terminado? Não. Apenas a vida humana, mundana e cheia de vaidade barata e sem sentido para glorificar ou perdoar nossos irmãos que se acham superiores por ostentarem um simples diploma de doutorado, de mestrados e de outros bichos mais que não levam a nada. A vaidade humana não tem sequência , apenas caminha para o mesmo lugar do iletrado: o campo santo. O resto é vaidade barata.
A vida não se finda com a morte, apenas termina com a morte de natureza material, aquela que nada tem sentido com o outro tipo de vida; a vida espiritual. A vida material ficará encerrada no interior de um frio, solitário, fétido sepulcro; lá – todos nós – serviremos de pasto, e pasto barato para todos os tipos de vermes imundos e vorazes, lá o espírito não se comunica com a fétida matéria, porque o espírito que é puro vai para Deus, e a matéria para servir de esterco de péssima qualidade, que nada produzirá, apenas solidão e silêncio. Quem herdará a vida eterna? Todos nós? NÃO. Somente aqueles que fizeram a vontade de Deus nosso Pai que está nos céus, e os que cumpriram seus ordenamentos enquanto caminheiros nas estradas do bem e de verdade, do amor e do desinteresse macabro, da inveja e da disputa desleal e covarde.
A vida não foi diferente para o meu excelente amigo e irmão em Cristo e também da Sublime Ordem, o disciplinado e bom caráter BOB. Viveu por algum tempo entre nós, esbanjando simpatia, alegria, comunicação e desejo firme de ajudar ao menos favorecidos da sorte; para mim, em especial, foi ele o “cara dos caras”.
A dor sorrateira – que também me atingiu – sorrateira, covarde, pois não avisa, na região do peito. Diante do fator dor irresistível, procurou o nosso amigo BOB um dos hospitais da região; em lá chegando, foi de imediato submetido a um procedimento cognominado cateterismo (significa meia-morte), do qua também fui alvo dele. Constatou o exame algumas anomalias no sistema cardiovascular; você submeteu-se ao conhecimento implante de algumas argolas que se intitulam stent. Após esse procedimento, você retornou a Itaúna, seu torrão natal, feliz da vida, satisfeito e convicto de que a cura havia se efetivado. Dali a dias, porém, seus olhos se fecharam para o sono da eternidade. As indagações começaram a surgir: “O procedimento médico foi realizado a contento, com a experiência de um profissional gabaritado? Houve rejeição por parte do paciente? De onde virá a informação precisa que calará as inúmeras dúvidas? Do médico? Duvido, duvidamos, de um modo geral. O morto não fala. A certidão de óbito calou para sempre sua voz. Dizem os incautos que os profissionais da Medicina não erram nunca. Ledo engano. Erram sim. E feio. Basta lermos os jornais de linha séria, e acompanharmos os debates dirigidos por pessoas de alta competência através da telinha. O profissional da Medicina apresenta seu milagre (se é que pode ser chamado de milagre), até o dia em que Deus fizer sua chamada. O peru não morre na véspera. Os recursos, medicamentos, conhecimentos médicos, não são milagres. Independente de bons ou sofríveis profissionais e de medicamentos sofisticados; quando chegar a hora da despedida final, a filosofia final, a filosofia de Hipócrates, ficará no vazio, porque médico não é Deus. É a ação do médico só vai até certo ponto, o resto é balela, engano e incertezas, ou melhor, tiros no escuro.
Pois bem, meu caro e sempre amigo BOB, companhia das caminhadas, colega da sublime ordem e amigos das sadias conversas. Você se foi, deixando para trás uma multidão de amigos, de saudade e de contagiante alegria. Seu julgamento já foi realizado por Cristo, e seu recurso de apelação aceito pelo julgador dos julgadores do Supremos Tribunal Celestial que é Cristo, e o foi aceito pelo Julgador, você subiu até o lar celestial, limpo e puro.
Que Deus lhe abençoe e guarde sua nova vida espiritual, aí no lar celestial, entre santos cantos gregorianos. O meu abraço amigo, com a certeza de que o fim de todos nós será a travessia do rio para o margem da realidade; o fechamento de nossos olhos para o sono da eternidade; cujo sono será dormido por médicos, enfermeiros, homens e mulheres, abastardos e mendigos e outros mais que vivem no seio da terra; com uma ressalva: dependendo do merecimento da cada um.
A todos seus familiares, o meu abraço repleto de muita amizade e da certeza de que a vida continua. Vamos a ela, com fé, obstinação e consciência de que, uma dia, nos encontraremos no lar celestial junto aos nossos queridos familiares.
Descanse feliz e em paz, querido amigo BOB, até outro dia, em que o clarim anunciar também minha travessia para o outro lado do rio. Amém.
Pedro Bavuso Ribeiro
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.
Advogado
 
04/06/11
Aniversário da GAZETA
A GAZETA DE ITAÚNA completa, amanhã, 13 anos de fundação. Em todos estes anos, o jornal tem procurado levar a informação da forma mais correta e verdadeira possível aos seus leitores. Nossa linha editorial tem o compromisso apenas com a verdade e somos felizes pelo reconhecimento dos leitores nos dando credibilidade na hora de informar, fiscalizar e denunciar.
Procuramos fazer um jornal diversificado com matérias sobre os mais diversos assuntos para agradar todo tipo de leitor. Temos opinião, do jornal e de nossos leitores, temos política, moda, tecnologia, legislação, negócios, coluna social, polícia, esportes. Não podemos esquecer do horóscopo, o de maior credibilidade do país que é o Instituto Omar Cardoso.
Procuramos trazer de tudo que seja interessante para o itaunense. Somos um jornal pequeno, ainda preto e branco, mas somos coerentes com nossas idéias e talvez por isso a dificuldade financeira de fazer um jornal maior e colorido. Mas este fato não parece afastar o nosso leitor. Pelo contrário. Temos um público fiel, raramente uma assinatura não é renovada e a venda em banca não é das piores, pelo contrário. No sábado, dia de circulação da GAZETA várias vezes por dia atendemos pessoas que vem pedir um exemplar do jornal, que damos com o maior prazer, alías são até separados para tal.
Graças a Deus trabalhamos com prazer. Não vamos mentir, dizendo que não temos as mais diversas contrariedades, que não sofremos pressão, porque seria mentira, sofremos sim. Fazer jornal no interior e ainda com tanta concorrência na área, concorrência esta, muitas vezes desonesta, não é nada fácil. Mas a cada tombo, procuramos nos fortalecer mais. Não podemos esperar que todas as pessoas que nos rodeiam entendam o compromisso que temos com a população de Itaúna e muitas vezes temos sofrido com isso.
Mas o tempo de circulação que completamos amanhã nos mostra que estamos no caminho certo. Que devemos agir desta forma , com ética, com compromisso, sem passar por cima de outros, procurando levar a verdade ao nosso leitor. Os louros e olha que são muitos também, nos acariciam o ego e nos faz continuar.
Parabéns à equipe do jornal que nos ajuda semanalmente levar ao leitor itaunenses a GAZETA. Cada um desta equipe é parte fundamental para seu sucesso. Desde a faxineira (que sou eu mesma) até a presidente (que sou eu também) fazem sua parte passando pelos nossos colunistas como o Emerenciano, José Leandro, Cajuru, Gervânio, Fabrício, André, Mário. Não se pode esquecer do Silmar e sua equipe que fazem o jornal chegar dobradinho, arrumadinho, pronto para as etiquetas dos assinantes e o trabalho de entrega feita pelo Israel. Cada um é uma pecinha importante para fazer chegar as nossas notícias ao motivo de todo este esquema de trabalho, o leitor.
Obrigado a todos que colaboram com suas colunas, com seus artigos, com seu trabalho e com sua leitura. Obrigado àqueles que acreditam no jornal e anunciam em suas páginas. Tomara que tenhamos todos muitos aniversários ainda a comemorar. 
Zenaide Gomes
 
28/05/11
Remédios caros: Parem de comprar!
Dr Alessandro Bao Travizani
Cardiologista de Itaúna
Prezados leitores: hoje eu não vou falar de política, pois estou cansado de assuntos que dão nojo!
As notícias de hoje são boas. Aliás: ótimas!
Querem parar de gastar dinheiro à toa? Topam ver de volta parte de todos os impostos absurdos que os nossos políticos incompetentes nos enfiam goela abaixo todos os dias? Então, leiam com atenção as linhas abaixo e peçam aos seus pais, avós, colegas da igreja e de trabalho para fazerem o mesmo.
Sabem quando vocês vão a uma consulta e nós, médicos, lhes prescrevemos aqueles remédios caríssimos, de 70, 100 reais a caixinha e dizemos que vocês irão usá-los por longos períodos, às vezes a vida toda?
Sei bem como é, pois trabalho com doenças crônicas e me chega a doer o coração dizer isso para muitos, especialmente para os que vivem de salário-mínimo, criando situações angustiantes diárias (que costumo chamar de "sinucas-de-bico"), por eu não dispor de outra droga mais barata ou genérica para substituir.
Entretanto...o nosso governo é tão "safado" que divulga apenas, timidamente, ações constitucionais obrigatórias (Art. 196 CR/88 -"A saúde é direito de todos e dever do Estado[...]"), talvez para poder deslocar o dinheiro não empregado aqui, para os seus gabinetes e veículos-oficiais luxuosos, em viagens com restaurantes, passeios, gasolina, ternos pagos por nós (vide sites das Assembléias Legislativas Estaduais e Câmara Federal nos links ‘prestação de contas’), ‘jetons’, etc. Ooops! Olha eu aqui falando da fedida política. Me desculpem!
Pois bem: desde 1982, a Secretaria de Estado da Saúde de MG mantém um programa de assistência para remédios de alto custo, regulada pela portaria GM/MS n.2981/09, que oferece a qualquer um de nós, uma lista com quase 200 medicamentos caros, sem muita burocracia, para uso contínuo, nas prefeituras de todos os municípios.
O interessante é que quase ninguém sabe que o processo é extremamente simples, bastando vocês pegarem uma receita com o nome genérico do remédio e dirigirem-se à farmacinha da prefeitura da sua cidade (SUS), que em Itaúna fica na rua Marechal Deodoro, pedindo ao atendente para entregar-lhes as folhas para preencher, do "processo" de cadastro para receber a droga de graça.
Simples demais, você apenas vai anexar alguns xérox de documentos, pedir um relatório do seu médico, feito à mão mesmo, num receituário dele, que terá que carimbar as páginas e preencher umas lacunas , explicando porque você tem que tomar aquele remédio. Coisa para três a cinco minutos.
Devolvidos os papéis na farmácia do SUS, vocês aguardam de um a dois meses e, como num milagre, começam a receber o remédio, sem atrasos, sem custos, bastando levar uma receita atualizada, que caso o médico particular de vocês não possa fazê-la mensalmente, em ato de cortesia, poderá ser também obtida junto aos médicos dos postos de saúde. Qualquer médico pode emitir as receitas.
Remédios famosos - e caros - para colesterol (Lipitor, Cedur, Lopid, Lipless, etc), para bronquite, (Forasec, Alenia, etc), para Parkinson, (Mantidan, Sifrol, etc), para Osteoporose (Risedross), para dores (Tylex, codeína), para vários tipos de câncer; doenças dos rins, para enxaqueca (topamax), para doenças crônicas como a de Chron e até a moderna insulina Lantus, dentre outras, estão lá, à espera de vocês. São quase 200 medicamentos ! (vide: www.saude.mg.gov.br – link ‘farmácia de Minas-alto custo’).
Como o direito é constitucional e universal, os remédios estão lá, para ricos e pobres, sem discriminação: não se exigem comprovantes de renda! E vocês: porque não foram ainda?
Repito: o negócio é simples demais, fácil e em poucos minutos vocês preenchem a papelada.
Depois, é só aproveitar o dinheiro que sobrará no fim do mês para comprar uma alimentação mais saudável, pagar uma academia para se exercitar ou até mesmo, comprar umas entradas no baile para se divertir com os amigos, pois ninguém é de ferro. E nem bobo!
Corram atrás do que é de vocês!
Um abraço
 
 
 
 
Violência até quando?
Pedro Bavuso Ribeiro
A paz é o caminho almejado pelo ser humano, cantada em prosa e verso pelos poetas, filósofos, e homens vocacionados para o bem comum, podendo mencionar alguns deles, dentre outros mais de alma pura, tais como o exemplo de GANDHI, MARTIN LUTHER KING, e a figura santa de CRISTO, que lançaram nas terras do mundo as sementes do amor entre todos nós; Madre Tereza de Calcutá foi quem também desfraldou a bandeira da caridade e do verdadeiro amor ao próximo.
Vivemos em busca da paz verdadeira, daquela que se assemelha a criança dormindo, possuída de pura e abençoada inocência, entretanto, esse justo sonho acalentado escapa de nossas mãos, deixando nelas a fria sombra da maldade e da violência de nossos próprios irmãos. Somos informados, com frequência, de uma violência inacreditável, cruel: pais desrespeitando sexualmente o próprio sangue; irmão praticando homicídio contra irmão, filhos contra pais, em busca de seguro de vida, arquitetando a morte daqueles que o geraram, tudo em nome da ganância, do vil metal, e outros tipos macabros de maldade em desfavor da própria espécie.
Pagamos um preço alto para mantermos a vida em comunidade, vez que o homem é realmente o lobo do próprio homem; vivemos encarcerados dentro de nossas próprias casas, ainda assim sem segurança alguma, embora recolhendo aos cofres públicos todos os impostos exigidos, sem que tenhamos praticado nenhum tipo de ilícito penal; nossas casas parecem mais uma prisão domiciliar, ostentando cercas elétricas, janelas protegidas por fortes grades de ferro, câmaras que gravam imagens e movimentos, interfone, alem de porteiros, agindo como escudos humanos, e outras parafernálias mais. Somos, pois, os presos inocentes, condenados sem o devido processo legal, ao arrepio da lei dos homens, ao passo que, a violência é que usufrui toda liberdade, regalia, e de tranqüilidade, com amparo na macabra e injusta legislação constante do miserável código penal do mundo da criminalidade.
A sociedade do bem está alarmada diante de tanta violência, covardia, desonestidade e da corrupção; os consultórios de Psiquiatria e de Psicologia apinham-se de pacientes em busca da cura do mal do pânico e da incerteza que os cercam; lá vão procurar um diálogo amigo e promissor, na tentativa de afastarem de suas estradas os vampiros do receio. Vivemos assustados e até mesmos atingidos pelo fenômeno amargo da revolta com o rumo da política e de alguns políticos que aprontam, mesmo à luz do dia; esses políticos que se elegeram às custas de nossos votos e confiança em suas ações, para que fossem nossos autênticos representantes em todos os segmentos de uma sociedade, são eles os primeiros a darem exemplos de amoralidade e de ausência de caráter.
Causa-nos também medo a impunidade com que são beneficiados os famosos criminosos-colarinhos-brancos, pois não são pegos pela malha da justiça, rompendo-as com a força e o peso do prestígio; porém, essa mesma malha apanha, sem muito ou quase nenhum esforço – como afirmava o insuperável, insigne e sempre festejado jurista/penalista de todos os tempos, o Mestre dos Mestres NELSON HUNGRIA – só recolhe os peixes de pequeno porte, já sentenciados pela própria desgraça. Realmente, infelizmente, presenciamos essa triste filosofia do mal. Bem mais fácil processar-se aquele que furtou um pão, do que aquele que furtou um milhão. É a lei dos homens, não a de Deus.
Será que estamos vivendo o princípio ou fim de dores? Será que a humanidade está diante ou quase diante do fenômeno bíblico da Torre de Babel? As dúvidas são muitas, seguidas a inúmeras angústias e lágrimas de nossos irmãos. Só sabemos informar que a coisa não caminha bem; que o fator confiança está desaparecendo; que a amizade sincera e sem interesse é mais coisa morta; que a fé nas coisas santas do alto, parece não mais existir por parte de nossos irmãos bélicos e materialistas; o abraço amigo, o aperto de mão firme, olhos nos olhos, indicando firmeza de caráter, visita aos nossos irmãos enfermos, não como favor, mas na condição de obrigação e de gesto cristão, tudo isso ficou sepultado nas terras do medo, da maldade, da tecnologia barata, da vaidade sem fim e de inúmeros fatores de crueldades mais. Em razão de tudo que estamos vivendo e presenciando no campo inverso ao amor ao próximo e do mal que nos cercam, só há uma resposta positiva a tudo isso: a fé em DEUS, a Sua santa presença em nossas vidas, e a certeza de que o julgamento final prestes está a acontecer. Estejamos, pois, preparados para o encontro com a realidade maior, de há muito anunciado no Seu santo Evangelho. Nesse dia todos seremos julgados, indistintamente, abastardos e pobres, pardos, negros ou de pele branca. As malhas da Justiça Divina não estabelecerá diferença entre um e outro.
Pedro Bavuso Ribeiro
Prof. Universitário aposentado
Defensor Público de classe especial aposentado.
Advogado
14/05/11
As alegrias de um aposentado 
João Baptista Herkenhoff
Nem todas as pessoas reagem da mesma forma diante da aposentadoria. Alguns celebram este fato com alegria, o que me parece muito salutar. Outros recebem a aposentadoria como epílogo, com um certo sofrimento, atitude que não é de forma alguma aconselhável. De minha parte tive um sentimento de vazio quando me aposentei de todo. Senti-me desprovido de uma identidade profissional. Depois superei este sentimento, como vou contar nesta página.
Ao preencher a ficha de um hotel, em Santa Catarina, diante do ítem profissão, acudiu-me a dúvida. Que profissão vou colocar aqui? Juiz aposentado, professor aposentado? Isto não é profissão. A condição de aposentado não desmerece ninguém. Pelo contrario, é muito honroso conquistar uma aposentadoria após décadas de trabalho. Contudo, a situação de aposentado não define uma profissão.
Instantaneamente veio a inspiração e escrevi: Professor itinerante. Não que já fosse realmente um professor itinerante, mas aquela auto-constatação traçou para mim um roteiro pós-aposentadoria: eu seria um professor itinerante.
É isso que tenho sido. Ando a rodar pelo meu Estado e pelo Brasil ministrando seminários e proferindo palestras. Nessa minha itinerância percorri todos os Estados brasileiros, exceto Tocantins e Amapá.
Os temas mais frequentes dos seminários têm sido: Hermenêutica Jurídica e Ética das profissões jurídicas. As palestras isoladas têm abrangido um leque mais vasto de assuntos.
Se o aposentado sentir-se feliz, sorvendo simplesmente a aposentadoria, essa atitude não merece qualquer reparo. Ele fez jus ao que se chama ócio com dignidade (otium cum dignitate).
O pedagogo tcheco Comenius ensina:
"No ócio, paramos para pensar. Ou seja, no ócio paramos externamente para correr no labirinto do autoconhecimento, para investigar nossa condição de seres humanos. Não se trata de passar o tempo, de perder o tempo, mas de penetrar no tempo (no instante eterno) para mergulhar no essencial. Não é tempo perdido, é sagrado e consagrado. Tempo humanizador."
Usei o verbo no presente do indicativo – Comenius ensina, e não no passado – Comenius ensinou, embora se trate de um escritor morto, porque a sabedoria não morre.
Se quem se aposentou pode desfrutar da aposentadoria serenamente e com espírito livre, numa situação inversa haveremos de ponderar que a aposentadoria não tem de, necessariamente, marcar um encerramento de atividades.
É também saudável continuar trabalhando se essa atividade suplementar traz alegria. O aposentado tem experiência e pode transmitir experiência, o que resulta num benefício para a sociedade.
Triste é constatar que, em algumas situações, a aposentadoria é insuficiente para os gastos da pessoa e de sua família obrigando o aposentado a trabalhar para complementar o parco benefício que lhe é pago. Nestas hipóteses, estamos diante de uma injustiça, de um grande desrespeito ao valor do trabalho e à dignidade da pessoa humana.
Os pífios proventos, que castigam algumas categorias de aposentados, atentam contra a Constituição Federal, pois que esta assegura aos aposentados em geral a irredutibilidade do valor dos benefícios (art. 194, parágrafo único, inciso IV). Sempre que se aumenta a diferença entre o que ganham ativos e inativos agride-se a Constituição na sua letra e no seu espírito. Se nos socorrem os princípios de Justiça Social que alimentam a Constituição, jamais a Administração discriminará o aposentado, mormente no que se refere a proventos. Se alguma diferença devesse ser estabelecida entre ativos e inativos seria para aquinhoar com favorecimento os inativos, uma vez que a idade provecta cria gastos com saúde que normalmente não alcançam os servidores mais jovens.
No meu caso não continuei trabalhando para suplementar renda, mas sim para atender um apelo existencial.
Gosto de viajar, não tenho medo de avião, alegra-me conhecer lugares e pessoas, minha mulher também gosta e aí vamos nós, dois aposentados, desbravando o Brasil.
 
João Baptista Herkenhoff, 74 anos, Professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES), palestrante Brasil afora e escritor. Autor do livro Dilemas de um juiz – a aventura obrigatória (Editora GZ, Rio de Janeiro). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br Homepage: www.jbherkenhoff.com.br
 
07/05/11
Quem tem, aproveite
Minha mãe era uma destas pessoas especiais e não muito compreendida, principalmente por mim. Tem um dito antigo que diz que só se dá valor à mãe quando a perde e não é que é verdade?
Hoje, que não tenho mais o colo que tão pouco aproveitei, sei o que significa esta falta. Quantas vezes não tive muita paciência para conversar, grudada neste computador e como sinto hoje falta de ouvir meu nome na boca dela! E eu que tinha a pretensão de achar que cuidava da casa, pagava as contas, fazia a coisa andar? Que nada! Minha mãe ali no cantinho dela era a grande governanta de tudo, a responsável para que tudo caminhasse direito. Quantas vezes ficamos sem água de beber depois da morte dela até nos acostumarmos que não tinha mais quem falasse: "tem que comprar água, acabou". Quantas vezes tive vontade de pedir desculpas, perdão por uma palavra mais áspera e engoli a vontade junto com meu orgulho de ser a provedora da casa, de ser "mais inteligente"? Que bobagem! De que vale a inteligência, o dinheiro para as contas, diante da sabedoria? Nada.
E a implicância com as manias? Mania de guardar coisas sem utilidade que eu reclamava e ela dizia "uma hora podemos precisar de um prego assim, de um vidro assim, de um pedaço de cano". E depois que ela se foi, quantas vezes precisei?
Hoje, quarta-feira, durante a arrumação de um armário, comentei sobre isso. Hoje, quem guarda isso e aquilo sou eu.
É Mãe, estou com saudades! Lembra quando em um dia de inverno, a senhora já meio doentinha, a coloquei na minha cama para assistir a novela o Pantanal? Bem no cantinho da cama, bem agasalhada. Foi quando abri os olhos para perceber que não a teria mais por muito tempo e queria aproveitar mais cada momento. A senhora gostava muito da natureza. Jornal não gostava nem um pouco, dizia que que só trazia notícia ruim. Mas O Pantanal e o Globo Repórter tinham a sua audiência. Adora ver os bichos e flores. "Puxei" de você o gosto pelas flores. Ainda bem que você aproveitou um pouco do nosso jardim, né? Ele tá lindo! Tem muitas flores. As orquídeas estão florindo, os pés de "bananinha" que você plantou sempre florescem também. Sabe aquela planta do papai, aquela de folhas verdes e vermelhas que a senhora cuidava das batatas dela para renascerem todos os anos? Pois é, cuido delas também e o engraçado é que agora ela não deixa de ter folhas mais, fica bonita o ano inteiro.
O pé de jabuticaba, não se preocupe, conservo ele no jardim, tá? Dá frutos sempre também, como a senhora sempre falou: "se regar o ano inteiro dá jabuticaba o ano inteiro". Dá mesmo, hoje sei disso.
Mandei pintar e coloquei no meu quarto as duas cadeiras que eram de seu começo de vida com o papai. Pintei de branco e ficaram lindas. Hoje, nesta arrumação de armário que falei, pedi para colocar bem lá no fundo aquela taça, a última que sobrou de seu casamento, e que a senhora guardava com tanto cuidado, mandei colocar bem lá no fundo para ninguém mexer e correr o risco de quebrar. Pode deixar, suas canecas preferidas também estão a salvo de algum aventureiro.
Estou pensando em reformar mais duas cadeiras. Pretendo fazer em breve uma varanda aqui e queria colocar lá as cadeiras do papai e a sua, aquelas que vocês usavam para ficar lá fora por horas vendo o movimento da rua e tomando sol. Acho que vai ser legal fazer este cantinho na varanda, assim quem sabe vocês não aproveitam também da varanda?
Voltando a falar das manias sabe que estou ficando igualzinho a você em muitas coisas? Tem hora que me pego olhando para um lugar e de repente penso que já vi este jeito de olhar e me lembro que era o seu. Devagarinho vou ficando igual a você no jeito de caminhar, de rir, de sentar e até de me deitar na cama, outro dia me peguei fazendo que nem você. Pena que a sua sabedoria não consigo ter.
Mas eu fico aqui falando, falando de coisas que você já sabe e vê. Mas o motivo de escrever isto, colocar meus sentimentos de forma tão pública é para lembrar aos filhos que devem aproveitar mais o convívio com os pais, principalmente com as mães porque um dia vocês vão embora e aí a gente fica sozinho, órfão (detesto esta palavra, acho ela triste demais). Por mais que a gente fique junto, converse, faça coisas juntos é sempre muito pouco e quando ficamos órfãos temos aquela sensação de que dava para aproveitar mais um tiquinho o colo, o carinho, as palavras, os conselhos.
Domingo é dia das mães. Dia seu, meu e da Lia (viu que ela te deu um bisneto, o Zeca?). Dia de todas as mulheres que receberam a graça de ser tornaram mães. Aos filhos delas, ao meu filho, ao Zequinha, aconselho a curtirem com intensidade o convívio. A você, lembro que cada flor do nosso jardim é sua e agradeço cada segundo que me proporcionou de carinho.
Fique com Deus, me abençoe mais uma vez e até breve.
Zenaide
 
Viver e conviver
Pedro Bavuso Ribeiro
Qual a diferença que podemos estabelecer entre os dois temas? A princípio não vislumbramos nenhuma divergência e ou desarmonia, porém, na prática, chegamos à
definitiva conclusão de que são completamente antagônicos, distantes, bem distantes, tal como o polo sul do polo norte. Dentro de nossa humilde
experiência de antigo viajante pelas difíceis estradas da vida, podemos, de
perto, avaliar o viver e o conviver. Vamos lá, então.
DO VIVER– é caminhar em qualquer direção, respirando o oxigênio da vida; é lutar bravamente em busca do nosso ideal mais justo, particularidade que dá sentido e
motivação aos nossos dias; é sonhar com a realidade de nossos sonhos;
Viver é sentir o coração bater forte dentro do peito, quando ouvimos o canto alegre do rouxinol e o doce murmurar das águas de um manso regato; viver é respirar o doce
e abençoado perfume da mãe natureza, alimento santo para nossa alma; viver é desfrutar de tudo aquilo que nos cerca, afastando o joio do trigo, respeitando o livre arbítrio que nos foi legado por Deus nosso Pai maior; viver é sentir no angelical sorriso da inocente criança o estímulo e a força para caminharmos no mundo adulto e corrompido pela maldade dos maus; viver é sentir o calor da amizade dos raríssimos amigos, viver, em suma, é caminhar, até o dia em que
formos intimados para a derradeira audiência de instrução e julgamento pelo Juiz dos juízes.
DO CONVIVER– eis aí a profunda e indecifrável diferença, que significa – segundo a sábia lição de Aurélio – "Viver em contato comum com outrem". Esse difícil caminho é realmente penoso, e nenhum mortal poderá dele fugir, vez que o ser humano, obrigatoriamente, necessariamente, não pode se isolar, como nos tempos
das cavernas, se bem que seria uma benéfica opção o caminhar só, em contato com a solidão de si mesmo, ao invés da angustiante convivência com a hipocrisia e pseudo-amizade. Em meio à multidão, podemos viver plenamente com nossos pensamentos, hábitos, em atendimento à nossa personalidade que não pode e não
deve ser maculada. O importante será vivermos lado a lado com a felicidade, pouco nos importando com a opinião pública que nada acrescenta, com a opinião das aves de rapina que se intitulam seres humanos, e, na verdade, não o são.
A convivência, de um modo geral, nem sempre é pacífica e ou benéfica, em razão da maldita proliferação da erva daninha que se chama ambição, inveja, vaidade e outros pérficos ingredientes. Não podemos fugir da verdade, e por isso devemos ouvir a voz do nosso coração; se ele acenar para os caminhos de nós mesmos,
acataremos de bom grado sua sábia indicação; se solidão, solidão, se
convivência, convivência. O importante nesta vida é sermos felizes; Deus aqui nos colocou para a felicidade e não para sorvermos o cálice do fel da angustia e da amargura e da desesperança; exatamente o contrário, independentemente de vivermos em sociedade ou no interior das cavernas que existe em nosso âmago.
O importante será vivermos intensamente a vida, colocando em prática nossos objetivos, nossos aspirações, nossos ideais, assumindo nosso perfil de autenticidade e de verdade verdadeira, pouco nos preocupando com as críticas infundadas de pessoas pobres de espírito. Se a convivência não for possível, não choremos por isso; caminhemos, vivendo ao sabor de nossa própria filosofia, sob a inspiração da doce solidão que nos cerca, porque nem sempre o viver em
multidão será o bastante para nos trazer alegria e paz, e aí podemos comungar a mesma tese do insuperável Fernando Pessoa, quando afirmou com convicção "que suave seria viver só".
Bem melhor vivermos em solidão do que em convivência com os maus, os pérfidos, os pseudos-amigos, aqueles que proclamam a todo instante a força e o amor de Cristo, porém, de fato não o seguem. Não passando esses de sepulcros caiados.
Se a solidão não fosse de toda benéfica e inspiradora, por certo, Cristo não procuraria ficar só recolhido em seus pensamentos, orações, fugindo de seus cruéis perseguidores. Em contato, pois, com a Santa solidão, Ele encontrava respostas e o incentivo para prosseguir a caminhada; o Monte das Oliveiras era o seu refúgio bendito e predileto. Oxalá, possamos também contar com o nosso particular Monte das Oliveiras, para ouvirmos a voz de Cristo a nos incentivar rumo à paz e felicidade, rumo aos caminhos da tolerância e do perdão.
 
Defensor Público de Classe Especial Aposentado. Professor Universitário Aposentado. Advogado.
 
30/4/11
O mais cruel dos animais
Pedro Bavuso Ribeiro
A violência está agigantando-se nas mãos dos perversos, dos sem alma, daqueles que não têm o mínimo resquício de piedade e de amor para com o seu igual; parece – ou é verdade – que caminham somente na busca do mal, da atrocidade, de levar ao outro o pior sofrimento possível, e assim procedendo atingem o grau máximo do orgasmo da covardia, do sadismo particular, parecendo até ser o super-homem, o melhor e maior de todos os mortais.
Todos estamos presenciando cenas dantescas, verdadeiros oceanos de sangue humano-inocente, o que é pior, derramado para satisfazer à sede de perversidade dos criminosos natos. Somos informados pelos diversos segmentos do mundo da notícia acerca de tais procedimentos, não querendo acreditar nas tamanhas brutalidades, mas somos obrigados acreditar, porque, infelizmente, desgraçadamente, existem pessoas de variados tipos. Pessoas ou monstros vestidos de ser humano?
Estamos vivendo o mais cruel acontecimento de todos os tempos, cuja crueldade abalou não somente o nosso país, mas ao mundo em geral; crianças inocentes que se preparavam para o encontro do futuro, foram covardemente executadas no interior de uma escola, em nome do que ou de quem? Em nome da barbárie, do fanatismo religioso, através da inspiração de um coração petrificado pela maldade, rancor, em obediência à voz do espírito de trevas. Foram as inocentes crianças executadas sumariamente por um desqualificado, por um psicopata irrecuperável bem longe de poder ser admitido na condição de um ser racional; está ele mais para monstro do que mesmo para ser humano. Como buscar razão ou explicação para tudo isso? Somente ele, dentro de sua incorrigível paranóia poderá trazer-nos a resposta do seu desatino; porém, acreditamos que para qualquer tipo de maldade não podemos aceitar explicação lógica, cientifica, seja lá em que grau for, porque todo tipo de maldade obscurece com nuvens pesadas o céu do nosso entendimento. Só sabemos definir e sentir no âmago do nosso ser, o convencimento de revolta que nos atingiu a todos nós. O monstro que se vestia de gente e vivia no meio dos racionais, interceptou o futuro, o sucesso e o sorriso daquelas ainda felizes crianças, que não conheceram o mundo agressivo e hipócrita dos adultos, que tinham em seus corações a chama viva da inocência, do amor pela vida e a força da realidade no grande encontro com o amanhã. Tudo acabado, o sorriso angelical desfeito, bem como os legítimos sonhos sepultados para sempre, por aquelas mãos assassinas, covardes e animalescas, sem qualificação alguma. Era ele um homem, um ser racional, qual sua qualificação e medida? Não seria exagero o admitirmos seguidor fiel da doutrina macabra de lúcifer, o inimigo do homem de bem e de Deus. O lugar, pois, desse desatinado – embora o julgamento pertença ao mais sábio dos Juizes que é Deus – é, sem dúvida, nas profundezas do fogo eterno, junto ao seu chefe maior/lúcifer; enquanto que as inocentes vítimas serão amparadas no lar celestial, por Cristo, em cumprimento à sua promessa, quando disse: "Vinde a mim todas as criancinhas, porque das tais será o reino dos céus". Era ele uma pessoa doente mental? Caso positivo, por que a saúde pública, ou qualquer outro tipo de ajuda na espécie não lhe deferiu atenção especial? NADA JUSTIFICA A SUA AÇÃO CRIMINOSA.
Observamos, sem margem de erro, que o homem é o único animal que elimina o próprio homem, tirando sua vida, sorvendo seu sangue, sem compaixão alguma; é o único animal racional (racional?) que nutre inveja, ódio, hipocrisia, vaidade; é o único animal que imagina que através do seu cargo, função, poderio econômico, prestígio, poderá arrotar superioridade diante do mais fraco. Na glória eterna tudo isso será fulminado, exterminado para sempre, ainda bem, para Justiça dos fracos e oprimidos, dos descamisados e de pés descalços.
Chamou-me a atenção, uma frase que li numa revista de grande circulação, que assim dizia: "Fugi do homem para morar na floresta". O autor da célebre, inteligente e realista frase é um polonês sobrevivente do holocausto judeu que vive em um sítio no sul da Bahia sozinho e isolado. Prefere ele viver em contato com as feras, com os animais irracionais, do que em sociedade. Encontrou-o sintonia no mundo selvagem e ausência de tortura praticada pelo outro animal que se diz inteligente.
E o bicho homem? Devora-se a si mesmo, sem dó nem piedade; a língua, instrumento de todos os males, é a sua principal e maléfica arma de destruição. É imprevisível, traiçoeiro e invejoso. Extermina o seu irmão por pouca coisa, insignificante coisa. O ódio vem desde a criação do mundo, com o primeiro homicídio, Caim matando seu próprio irmão Abel.
Resta-me augurar aos familiares das infelizes crianças, muito amor, paz, e a certeza de que seus filhos já se encontram amparados pela providencias divina; e que possam entregar ao supremo julgador de todos nós que é Deus, um julgamento rigoroso para os impiedosos monstros travestido de homem.
Defensor Público de Classe Especial Aposentado.Professor Universitário Aposentado e Advogado.
 
 
 
Estabilidade monetária é cláusula pétrea para povo brasileiro
Deputado Estadual de Minas Gerais
Neider Moreira
 
Temos assistido com muita preocupação, nesses últimos meses, principalmente nas últimas semanas, as notícias que nos mostram uma aceleração contínua do processo inflacionário no Brasil. Desde o advento do Plano Real, nos idos de julho de 1994, com Itamar Franco na presidência da República e Fernando Henrique Cardoso como Ministro da Fazenda, tivemos um ganho extraordinário para a sociedade brasileira: a estabilidade monetária.
Talvez o grande legado que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso deixou ao País, a partir de seus dois governos, tenha sido o saneamento da economia, por meio do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro Nacional - Proer, e a estabilização da moeda. Esse processo foi conseguido a duras penas - diga-se de passagem - pelo povo brasileiro, que sofreu muito para que pudéssemos contar com essa estabilidade financeira. Na verdade, várias crises internacionais foram vividas naquele momento e fizeram com que tivéssemos de realizar o programa de recuperação dos bancos no Brasil, o famoso Proer, que depois, com a crise que tivemos a partir do ano de 2008, mostrou-se extremamente barato para o País. Em relação à economia americana, por exemplo, que é considerada uma das maiores do mundo, nosso custo com o Proer foi pelo menos cinco vezes menor do que um único banco dos EUA que entrou em falência no período.
Vejam bem, estamos hoje diante de um impasse. Ao longo desses últimos anos, o Banco Central tem sido extremamente duro na condução desse processo de estabilização da moeda. O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu governo, convidou o então eleito Deputado Federal Henrique Meirelles para assumir o Banco Central, o que ele fez com muita competência.
Chegamos então ao momento histórico da eleição presidencial de 2010, Dilma eleita. E, com pouco mais de 100 dias de governo, nós, assim como todos os economistas e consultores do país, temos tido a impressão de que tem havido uma leniência excessiva por parte do Banco Central e do governo federal em relação à questão inflacionária. Isso nos preocupa muito. Tenho absoluta convicção de ser hoje a estabilidade monetária uma cláusula pétrea para o povo brasileiro, que não abrirá mais mão deste "conforto" financeiro, pois aprendeu a conviver com ele. Aliás, conviveu para uma vida muito melhor. O padrão de vida do povo brasileiro hoje é infinitamente superior ao que tínhamos anteriormente. Prova disso é que, nos últimos anos do governo Lula, tivemos o incremento na classe média de 23 milhões de pessoas, enquanto tivemos um momento econômico nacional e mundial que podíamos chamar de "céu de brigadeiro".
Agora estamos às voltas com a possibilidade de uma retomada inflacionária importante. Esta semana ouvi um consultor, experimentado no mercado, comentar sobre essa indiferença com que vem sendo tratada a questão da inflação no país. E pior ainda é que, na divulgação do próximo índice do IPCA, haverá seguramente uma inflação, acumulada nos últimos 12 meses, maior do que a banda superior da meta inflacionária (6,5%). Isso é muito grave; para não dizer gravíssimo. O que tem levado ao aumento escancarado da inflação são, principalmente, as tarifas públicas, que são reguladas pelo governo e promovem essa nova situação extremamente - volto a dizer - preocupante para todos nós da nação brasileira.
Tenho absoluta certeza de que a Presidente Dilma Rousseff se encontra muitíssimo preocupada com essa situação, devido a questões fundamentais. Uma delas é a "gastança" pública. Se não for a causa principal, essa é uma das mais importantes desse processo. O que se gastou de dinheiro público ao longo desses últimos anos e, de maneira especial, em 2010, num momento em que o mercado já nos mostrava uma superação de demanda em relação à oferta, e foi certamente uma das causas do quadro que estamos vivendo hoje. E, naquele momento, em razão do processo eleitoral, absolutamente nenhuma atuação foi empreendida para limitar essa questão inflacionária.
Além disso, é preciso coragem política para se tomar uma atitude. Talvez drástica, mas necessária para preservação da moeda, que é a questão da desindexação das tarifas públicas, hoje reguladas por contrato, através de índices medidores de inflação. Ou seja, se esses problemas não forem enfrentados, se não reduzirmos o gasto público, e se não tomarmos conta das questões das tarifas indexadas, que são hoje os principais fomentadores do processo inflacionário, teremos o Real colocado em perigo.
Outro problema grave que temos é o infraestrutural. O Brasil, hoje, padece de uma questão importantíssima que deve ser enfrentada: a pobreza da sua infraestrutura, seja ela rodoviária, aeroportuária, portuária etc. Há um exemplo na nossa porta, que é o acontecido, na semana passada, na ponte entre Santa Luzia e Sabará, na BR-381, saída para o Espírito Santo e o Vale do Aço. Olhem só que absurdo: trata-se de uma das rodovias mais importantes do País, que nem sequer é duplicada e vive às voltas agora com a falta de uma ponte que ruiu. E isso por absoluta ineficiência do órgão fiscalizador, que deveria tomar conta disso; por absoluta ineficiência. Se o DNIT não percebia que aquela ponte estava prestes a ruir, na verdade é porque não há fiscalização. Vejam também a questão dos aeroportos. Estamos às vésperas de dois eventos extraordinários para o País, de extrema significação: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O governo não tem sequer projetos para ampliação dos aeroportos. Os projetos de ampliação ainda estão sendo licitados. Por conta disso, o governo federal acaba de mudar o discurso de campanha e, essa semana, anunciou a privatização dos principais aeroportos do país, coisa que negava durante todo o processo eleitoral.
Além disso, depois de uma desastrada política de saúde pública do governo Lula, estamos à beira de um apagão na saúde, com os pacientes morrendo nos corredores dos hospitais. Essa situação é extremamente preocupante.
Uma atitude política e corajosa da nossa Presidente Dilma Rousseff é absolutamente necessária neste momento, sob pena de ela macular todo o seu governo; ou, pior que isso, macular a estabilidade monetária conquistada a duras penas pelo povo brasileiro. Sabemos o quanto o povo brasileiro sofreu para chegarmos a essa situação. Essas atitudes têm de ser tomadas já. Se for preciso mudar a equipe econômica do seu governo, que mude já. Que mande para casa o Ministro Guido Mantega; que mande para casa o Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que tem tratado essa questão inflacionária com extrema leniência.
A Petrobras, a 8ª maior empresa do mundo de acordo com a revista "Forbes", está tendo que importar gasolina. Ela não tem gasolina para abastecer os postos da própria rede de distribuição. Daqui a alguns dias, o País vai parar de andar. E será muito triste para todos nós, brasileiros, perdermos essa chance de ouro de nos tornarmos realmente um País desenvolvido, de deixarmos de ser uma nação emergente. Que passemos a discutir o desenvolvimento brasileiro entre todos nós, sem medos, sem preconceitos, sem bravatas; com povo e governo fazendo juntos o Brasil que todos merecemos.
 
Neider Moreira é Deputado Estadual - Vice-líder do Governo
Membro efetivo da Comissão de Administração Pública e da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
16/04/11
O Colégio Santana afixou nas salas de aulas a mensagem abaixo, que li, gostei e recebi cópia através do Prof. Luiz Fernando.
Dedico, pois, este texto aos meus familiares, em especial à minha filha Vitória, e aos nossos amigos.
"Alguém ligou aquelas vidas com um nó
Na família, aquilo que os une está num plano imensamente superior a tudo aquilo que os possa afastar.
Muito acima das discórdias, das zangas, dos amuos, dos diferentes pontos de vista.
Podem as ondas enfurecidas de um mar de inverno salpicar as estrelas?
Alguém ligou aquelas vidas com um nó, e a vida de um é a vida dos outros.
E o sorriso de um é a alegria dos outros. E a dor de um é a dor dos outros."
(Paulo Geraldo).
Um abraço a todos.
Maria do Carmo Braz de Matos
09/04/11
Sentença que mudou a rota de minha vida
João Baptista Herkenhoff
Dentre as milhares de decisões que proferi na carreira de juiz, há uma que me traz uma lembrança especial porque mudou a rota de uma vida.
A sentença a que me reporto veio a se tornar muito conhecida porque pessoas encarregaram-se de espalhá-la: por xerox, primeiramente; depois por mimeógrafo; depois por e-mail; finalmente, veio a ser estampada em sites da internet. Primorosos trabalhos de arte foram produzidos a partir do caso, por pessoas que não conheço pessoalmente: Odair José Gallo e Mari Caruso Cunha (versões sonoras e com imagens).
A protagonista do caso judicial chamava-se Edna.
Hoje, aos 74 anos, a memória visual me socorre. Sou capaz de me lembrar do rosto de Edna e do ambiente do fórum, naquela tarde de nove de agosto de 1978, há trinta e dois anos portanto. Uma mulher grávida e anônima entrou no fórum sob escolta policial. Essa mesma mulher grávida saiu do fórum, não mais anônima porém Edna, não mais sob escolta porém livre.
Após ouvir, palavra por palavra, o despacho que a colocou em liberdade, Edna disse que se seu filho fosse homem ele iria se chamar João Batista. Mas nasceu uma menina, a quem ela colocou o nome de Elke, em homenagem a Elke Maravilha.
Edna declarou no dia da sua liberdade: poderia passar fome, porém prostituta nunca mais seria.
Passados todos estes anos, perdi Edna de vista. Nenhuma notícia tenho dela ou da filha. Entretanto, Edna marcou minha vida. Primeiro, pelo resgate de sua existência. Segundo, pela promessa de que colocaria no filho por nascer o nome do juiz. Era o maior galardão que eu poderia receber, superior a qualquer prêmio, medalha, insignia, consagração, dignidade ou comenda. Lembremo-nos de Jesus diante da viúva que lançou duas moedinhas no cesto das ofertas: "Eu vos digo que esta pobre viúva lançou mais do que todos, pois todos aqueles deram do que lhes sobrava para as ofertas; esta, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que possuía para viver." (Lucas, 21, 1 a 4). Edna era humilde e pobre. Sua maior riqueza era aquela criança que pulsava no seu ventre. Ela não me oferecia assim alguma coisa externa a ela, mas algo que era a expressão maior do seu ser. Se a promessa não se concretizou isto não tem relevância, pois sua intenção foi declarada. O que impediu a homenagem foi o fato de lhe ter nascido um menino. Em razão do que acabo de relatar, se eu encontrasse Edna, teria de agradecer o que ela fez por mim. Edna me ensinou a ser juiz. Edna me ensinou que mais do que os códigos valem as pessoas. Isso que eu aprendi dela tenho procurado transmitir a outros, principalmente a meus alunos e a jovens juízes.
Segue-se a íntegra da decisão extraída da folha 32 do Processo número 3.775, da Primeira Vara Criminal de Vila Velha:
A acusada é multiplicadamente marginalizada: por ser mulher, numa sociedade machista; por ser pobre, cujo latifúndio são os sete palmos de terra dos versos imortais do poeta; por ser prostituta, desconsiderada pelos homens, mas amada por um Nazareno que certa vez passou por este mundo; por não ter saúde; por estar grávida, santificada pelo feto que tem dentro de si, mulher diante da qual este juiz deveria se ajoelhar, numa homenagem à Maternidade, porém que, na nossa estrutura social, em vez de estar recebendo cuidados pré-natais, espera pelo filho na cadeia.
É uma dupla liberdade a que concedo neste despacho: liberdade para Edna e liberdade para o filho de Edna que, se do ventre da mãe puder ouvir o som da palavra humana, sinta o calor e o amor da palavra que lhe dirijo, para que venha a este mundo tão injusto com forças para lutar, sofrer e sobreviver.
Quando tanta gente foge da maternidade; quando milhares de brasileiras, mesmo jovens e sem discernimento, são esterilizadas; quando se deve afirmar ao mundo que os seres têm direito à vida, que é preciso distribuir melhor os bens da Terra e não reduzir os comensais; quando, por motivo de conforto ou até mesmo por motivos fúteis, mulheres se privam de gerar, Edna engrandece hoje este Fórum, com o feto que traz dentro de si.
Este Juiz renegaria todo o seu credo, rasgaria todos os seus princípios, trairia a memória de sua Mãe, se permitisse sair Edna deste Fórum sob prisão.
Saia livre, saia abençoada por Deus, saia com seu filho, traga seu filho à luz, que cada choro de uma criança que nasce é a esperança de um mundo novo, mais fraterno, mais puro, algum dia cristão.
Expeça-se incontinenti o alvará de soltura.
João Baptista Herkenhoff, 74 anos, Professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES), palestrante Brasil afora e escritor. Autor do livro Mulheres no banco dos réus – o universo feminino sob o olhar de um juiz. (Editora Forense, Rio). E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br Homepage: www.jbherkenhoff.com.br
 
02/04/11
Nota de falecimento
Por Dr Alessandro Bao Travizani
Cardiologista em Itaúna
Dias atrás ,conversei com dois empresários do ramo do entretenimento de Pará de Minas. Ambos sorridentes ,me contavam que frequentemente, até 50% da lotação dos seus estabelecimentos vinha sendo feita por itaunenses, de quinta a domingo. De modo contrário, é raridade ver paraminenses ou divinopolitanos gastando por aqui.
É fato a evasão de itaunenses em busca de diversão nas cidades vizinhas já que, por aqui, é desencorajador investir neste e em vários outros ramos, restando poucas opções.
Quando não são as proibições à apresentação dos artistas, pululam exigências de papéis, autorizações e entraves esdrúxulos criados pela prefeitura local, além é claro, de Itaúna contar com a situação ‘sui generis’ de ter os aluguéis mais caros de Minas Gerais, por concentrar os seus imóveis nas mãos de uns poucos empresários, o que emperra qualquer projeto, em qualquer área.
Estávamos para receber, recentemente uma grande churrascaria, uma sala de cinema e uma sofisticada danceteria GLS, projetos estes já abandonados, por empreendedores desestimulados, numa cidade que agoniza. Ainda há uma grande rede de farmácias à procura de imóvel adequado, que entretanto, nunca aparece. Nem vou lembrar aqui novamente da nossa perda épica de uma fábrica de veículos franceses, para o estado do Rio de Janeiro...
Cabe aqui também uma crítica aos grandes empresários de Itaúna: mola-mestra da política e economia das maiores cidades do país, aqui o grupo parece surpreendentemente acomodado, satisfeito com a inércia e total incompetência do poder público, não cobrando da administração e nem engedrando esforços para dotar a cidade de um perfil desenvolvimentista mais atrativo e agressivo.
A política do "deixar como está porque está bom demais assim" é o que vemos por aqui. Nada se cria, nada se perde: tudo fica nas mesmas mãos, lambidas pelos mesmos ‘puxa-sacos’ de sempre!
Se não se mobilizam por mudanças no planejamento do crescimento da cidade, ao menos poderiam purificar-se numa entrega ao filantropismo: temos várias creches ,praças ,asilos, alas do único hospital local ,centros de convivência, todos agonizantes por falta de recursos, ávidos por serem adotados por alguma das empresas locais.
Os empresários definitivamente não podem se esquecer, de que eles não são ‘modernos’ só na hora de comprarem carrões importados, lanchas potentes e nem na disputa pela maior mansão... Eles o são no momento em que têm a humildade de retribuirem ao seu meio, parte daquilo que este lhes proporcionou. É claro que há raras exceções... O parque ecológico em construção pelo Sindimei é apenas um pontapé inicial e louvável, de uma série de iniciativas que a população espera deles.
Cidade que não progride, cria espaço para a bandidagem... Tenho pena de ouvir os relatos freqüentes de um importante delegado local, impotente ao me apresentar os dados crescentes do tráfico de entorpecentes em Itaúna.
Sou médico-militar e pergunto à nossa polícia e ao Consepi (Conselho de Segurança Pública): já que políticos nos tiraram e possibilidade de ver funcionando os PPC’s (postos de policiamento comunitário), será impossível manter uma viatura, seja carro ou motocicleta, estacionada nas principais praças de cada bairro, com os mesmos policiais, ligados via rádio à central, no esquema de policiamento comunitário, como tem bem feito a polícia da nossa capital ?
Itaúna não tem muitos bairros e a população, idosos, crianças, trabalhadores, sabedores dos nomes dos PM’s que os protegerão, criando vínculos de amizade, levando-lhes informações privilegiadas, estabelecerá assim uma rede de vigilância muito mais eficaz do que a hoje existente. Faltam recursos? Sempre faltam ... Mas temos ricos empresários na cidade, que podem ajudar no projeto. Falta pessoal? Talvez...Mas neste caso, contamos com um bom deputado, que pode resolver isso facilmente junto ao Comando Militar do Estado. Então? Vamos agir??
Me param na rua para comentar sobre o caótico trânsito da cidade, que já tem apresentado alguns congestionamentos. Parte do problema está na falta de atuação da prefeitura, que peca pela falta de instalação de semáforos em pontos de estrangulamento, ao passo que mantém alguns em ruas quase desertas, parte pela existência de demarcações excessivas de vagas privilegiadas, para comerciantes, funcionários públicos e toda a sorte de estabelecimentos.
É preciso banir logo este tipo de privilégio, entregar novamente as vagas para o sistema rotativo, com o revertimento dos recursos para entidades filantrópicas e manter vagas privativas somente para os deficientes físicos, serviços de utilidade pública, tais como hospitais/clínicas, portas de farmácias e alguns pontos de taxi.
Em andanças pela cidade de bicicleta, muito tem me assustado a situação penosa em que estão vários dos nossos centros comunitários: portas e vidraças quebradas, pichações, mal-cheiro, desuso. Os postos de saúde então... O de um bairro, que prefiro não citar o nome, me lembrou ,tristemente, um estábulo de animais, tamanha a degradação do lugar, contrastando com a beleza dos imóveis ao lado e com o empenho dos funcionários em oferecerem o que de melhor podiam para os doentes. Cidade doente não cresce...
Iam tirar a linha da ferrovia do centro, iam criar uma unidade de pronto atendimento (UPA) na cidade, iam construir um restaurante popular, iam tudo ...E não fizeram nada! Prometem e depois riem das nossas caras!
O pior, senhores, conto-lhes agora: nas reuniões políticas e mesmo nas prosas informais de que participo, ouço repetidamente que o próximo prefeito será certamente uma das velhas carcaças políticas que aqui temos. Aqueles mesmos, que projeto algum apresentam e que vivem de seus nomes apenas. Sacos vazios, que pretendem voltar para deixar tudo como está, infelizmente.
Apenas amo Itaúna, amo política e alerto a todos que nós precisamos dar um basta, dando chance a ‘caras novas’, idéias novas, de grupos predestinados a dar em Itaúna um ‘choque de gestão’, semelhante àquele dado por Aécio Neves quando assumiu a governança.
Se a Justiça e a Câmara dos Vereadores não fazem logo esse papel, apurando as tantas denúncias que brotam por todos os lados, está chegando a hora de nós, itaunenses, fazermos a limpeza total nos quadros, enxugar essa administração inchada, acabar com a ‘política do medo’ que alguns instalaram na prefeitura e criar gabinetes técnicos, formados por itaunenses verdadeiros, assessorados por uma inédita parceria nunca feita com a nossa universidade, em vários campos.
Chegou a hora de prefeito, secretários, deputados, reitor, párocos e lideres comunitários sentarem na mesma sala, sem o fedor da política cheia de vaidades que hoje temos aqui e recomeçar a traçar os rumos da nossa terra, que hoje é motivo de piada nas redondezas.
Trocar a política das "raposas antigas" pela política do "desenvolvimento técnico". Unir todos, sem vaidades, para recolocar Itaúna no seu lugar de potência do centro-oeste de Minas.
Acompanho com entusiasmo grupos trabalhando neste sentido. Nomes e projetos aparecerão em breve.
Sendo assim, até a chegada destes desbravadores, eu ,Alessandro, médico cardiologista, lamento notificá-los que não só a Praça da Matriz, mas a cidade de Itaúna inteira, mantém-se morta e às moscas!
(Ps: Como Fênix, tudo pode ressurgir das cinzas...Rezemos!)
 
 
Vai com Deus, José Alencar
Zenaide Gomes
Sinto muitas dores, quase que diariamente. Meus braços doem, às vezes não conseguem segurar algo com firmeza. Há dias acordo chorando.
Nestes últimos dias a dor tem sido mais intensa e aí, reclamo, reclamo, reclamo.
Há 3 dias morreu o nosso mais querido vice-presidente da República, José de Alencar Gomes da Silva. Ouvi falar dele pela primeira vez há muitos anos, como um grande empresário e um homem justo. Depois foi candidato a governador de Minas, e eu o conheci um pouquinho mais. Veio a ser Senador da República e por fim vice-presidente da República.
Era assim que eu o conhecia. Das campanhas eleitorais, das entrevistas mais tarde. Só me tornei íntima de Alencar quando ele passou a aparecer na TV com seu sorriso de mineiro, desejoso por um torresmo, mesmo em um cadeira de rodas pela milionésima vez.
Grande político ele foi sim. Sua idoneidade, seu carater carregaram nas costas vários nomes da política brasileira não tão idôneos, e até mesmo o presidente Lula.
Mas o grande homem que foi, as lições que nos passou nestes últimos anos como pessoa, tudo é maior que o empresário, o político.
Treze anos de sofrimento, de muitas dores e sempre um adeusinho para as câmeras, para o povo. Tanto sofrimento, mas sempre de bom humor? O que são então as minhas dores, a sua dorzinha de cabeça, leitor, que passará daqui a pouco? Nada. Nada, diante do sofrimento que viveu José Alencar, sem reclamar, sempre dando a nós, vejam só, sempre nos dando esperança de que tudo ia acabar bem. E a gente acreditou.
Era normal ligar a TV e ouvir no noticiário que o vice-presidente fora internado. Era comum prestarmos atenção aos boletins médicos e muitas vezes um "graças a Deus" era nosso pensamento quando alguém falava na tela que estava tudo sob controle e que o quadro já era estável.
Itamuri, no município de Muriaé, deve ser orgulhoso do filho ilustre. Alencar nasceu e cresceu sofrendo, morreu do mesmo jeito, mas nunca reclamava. Era corajoso, enfrentava a dor, a doença como tudo mais que enfrentou na vida. Mas desta vez não saiu vencedor, perdeu para a morte, de quem não tinha medo. E quanto à temida desonra, ah, Alencar, você jamais saberá o que é isso!
Finalmente você agora pode descansar em paz. Depois de tantas homenagens, de tanta gente importante lhe fazendo honrarias, receba o meu abraço, abraço de gente do povo, e vá com Deus!
 
 
19/03/11
O SONHO DO VELHO
*Pedro Bavuso Ribeiro
Todos sonhamos com algo na vida, na conquista daquele objetivo que traria o exato sentido de nossos dias pela passagem nas estradas da nossa existência, aliás, existência de curtíssima duração. O sonho não tem idade certa, credo religioso, cor de pele, partido político e outros requisitos mais. Sonho é sonho, e realidade é realidade. E sonhar é direito adquirido do ser humano desde seu nascimento.
O velho de hoje, criança e jovem de ontem, é o que mais exercita o fenômeno do sonho, pois quer ver a realidade da sua luta, dedicação e aspiração, convertidos em verdade, como prêmio, vitória, para dialogar com o fim de sua própria carreira no mundo dos vivos, quer ele nada mais do que findar seus dias diante da realização do sonho, cujo sonho de muita simplicidade, não envolvendo dificuldades, favores de amigos e ou de familiares.
O velho de hoje é – não vamos cobrir os raios solares com uma simples peneira – discriminado, ou melhor, esquecido num canto qualquer da casa; casa essa que ele lutou de unhas e dentes para dar conforto mais que razoável para sua família, a custa de ingentes sacrifícios. E por ali ele fica, curtindo sua doída angústia, solidão aliada a intensa dose de covardia. E o pior de tudo é que seus próprios familiares o carregam para uma enorme casa conhecida por Azilo, lugar de muitos outros velhos que aguardam somente o anunciado fim de tudo. Querem ficar livres do fardo pesado. Pesado agora porque não mais pode fartar de conforto aqueles que conviveram com ele, ou seja, filhos e esposa. Esse fardo pesado que se chama velhice, pai, avô, avó, marido, filhos e amigos, foi exatamente a pessoa quem dera vida, nome e conforto aos seus algozes. Sim, algozes, porque ele, o velho, deveria ser agora, na derradeira etapa de sua sacrificada existência, homenageado e cuidado com todo desvelo e amor, amor dobrado e ardente, ternura sem limite e agradecimento infinito, sendo-lhe reservado o melhor compartimento da casa para seu descanso. Porém, o azilo é a instância final dele, do guerreiro, hoje sem forças para continuar a luta, mas com aquela esperança na concretização do seu sonho. Nada tenho contra qualquer tipo de azilo, nem mesmo contra a azilo político; ainda bem que existem os azilos, e alguns deles administrados com muito amor, citando como exemplo o “Frederico Ozanam”, supervisionado por uma pessoa que mais parece a uma santa, tamanha sua bondade e desejo de servir. Falo de Dona Imaculada Junqueira Meireles, não podendo me esquecer do outro gigante humano por nome Maurício, os quais não medem sacrifícios para dispensarem aos seus “hóspedes”, excelente qualidade de fim – de – vida. Para onde iriam nossos velhos – me incluo entre eles – se não existisse azilo? Seriam, por certo, descartados à própria sorte.
O velho estava tão sem prestígio na sociedade e dentro de seu próprio lar e mundo, que foi criado em seu favor – para embaçar a dura realidade – um estatuto, no qual o velho tem de ser respeitado forçosamente, e cuidado com desdobrado humanismo. Referido estatuto não permite chamar o velho de velho; sendo outra a denominação ou denominações, quais sejam: “ancião, sexagenário, septuagenário, octogenário, melhor idade, boa idade, feliz idade, terceira idade, idade da razão, da maturidade”, e outros adjetivos mais. Quanto hipocrisia nisso tudo, meu Deus. Alguns velhos, a bem da verdade, ignoram a existência desse estatuto, porque, no fundo-no fundo, eles precisam é de atenção, paz, amor, ternura, compreensão, e não de artigos frios que nada de concreto poderão resolver os anseios de um coração experiente e sonhador; o papel é estático, nada fala, não trazendo, por certo, o calor humano tão necessário para agasalhar o frio da solidão do velho.
Conheço de perto, muito de perto mesmo, um velho amigo meu, do fundo do meu ser, ou melhor, velho como eu mesmo, porque dentro de minha inatacável realidade também já caminho na estrada da velhice, pois do alto das minhas sessenta e nove primaveras, não me enquadro no rol da mocidade. Também não concordo e não aceito aqueles adjetivos apontados linhas acima, tentando, assim misturar alhos com bugalhos, numa enganação suprema de que o velho não é velho. E daí para a velhice? Tudo não passou? Também passamos. O que todos esperamos é o privilégio de uma velhice feliz, com direito a um julgamento final mais ameno, com pena absolutória, ou, na pior das hipóteses, uma pena – limite de fácil cumprimento no Tribunal divino. Amém. Não podemos fugir da realidade, porque ela é mais forte do que nossos anseios, vaidades, cirurgias plásticas, polpudas contas bancárias, carros de última geração e outras parafernálias mais que nada representam além túmulo.
O sonho do meu velho amigo, é de uma simplicidade incrível, qual seja, construir, sem luxo algum, seu barraco à beira de um rio ou mesmo de um pequeno córrego, no seio da natureza, em meio a canto de pássaros, e poesia do vento nas árvores e da música das águas cortando as pedras do riacho. Quer ali viver só, tendo por companhia suas reflexões, saudade, amores e desamores também, vividos em tempos pretéritos. O velho que é admirador de Fernando Pessoa, ousa repetir: “Suave é viver só”. Não viverá só, porque quem ama a natureza, o canto do rouxinol em liberdade, a música do vento nas árvores, e as montanhas iluminadas pela poética inspiração lua, e o aconchego do seu barraco povoado por amores ainda que platônicos, não poderá sentir-se só porque ele ama a natureza, e seu espírito é povoado pelos maravilhosos acontecimento dos anos sessenta, época feliz, das serenatas, dos amigos verdadeiramente amigos, do amor difícil, porém, gostoso de ser vivido e correspondido. Poucos tiveram o privilégio, o doce privilégio, de viverem as emoções dos grandes amores do passado, quando tudo se chamava ternura, carinho e vontade de viver um grande amor, que era correspondido com a mesma e ardente intensidade.
O sonho deste velho meu querido amigo, não oferece dificuldades para que seu coração seja invadido pela merecida e simples realidade. Esta a vida, a história deste ser humano, que almeja muito pouco e em tão pouco tempo para concretizar o desejo do seu experiente coração e alma de criança. Oxalá, meu bom amigo, possa você sorrir novamente para os dias futuros, vivendo no seu pequeno céu azul; seu mundo realmente de paz, justificando, assim, sua rápida mas feliz passagem pelo mundo dos vivos. Esse velho poderia ser você, e por que não eu? Que meus sonhos também possam ser atendidos pelo criador da natureza que é Deus.
Caso o sonho não se realize – para tristeza e lágrimas do velho – não lhe restará outra alternativa que não e de procurar, com suas próprias pernas abrigo naquela casa de solidão cognominada azilo, para não se sentir um farto pesado e um estorvo para sua família e amigos. O velho quer repetir o sagrado lema do apóstolo Paulo: “Jamais fui pesado a quem quer que seja. Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”. O velho, infelizmente vivenciou quadros outros semelhantes ao seu, faltando no momento da lágrima, da dor, da solidão e da enfermidade o apoio necessário dos raros amigos e da família. Mas o velho não esta só. Porém, meu prezado velho, o inverso ocorrerá, porque Deus, o arquiteto da natureza não o desprezará, vez que Ele concretizará seu justo sonho.        
Defensor Público de Classe Especial Aposentado; Professor Universitário Aposentado e Advogado.
 
05/03/11
Desabafo
Venho através deste meio de comunicação informar à sociedade itaunense, o caos, melhor dizendo, o inferno que virou minha vida e de minha família. Minha filha e eu estamos sofrendo ameaças, recebendo telefonemas anônimos e mensagens assustadoras. Sabem o motivo? O ex-namorado de minha filha conheceu uma mulher fria, sem princípios, totalmente dissimulada, sem caráter que passou a perseguir minha filha.
Não irei revelar nossos nomes para preservar a minha família.
Esta "senhora" ou "barraqueira dentuça", como é chamada na cidade é famosa por seus shows. Como sei disso e conheço bem seu histórico passei a redobrar os cuidados com toda minha família.
No início eram mensagens, ameaças pelo seu celular, cujas provas tenho comigo e até fotos destas mensagens. Mas, não satisfeita, ela passou a usar o telefone do conhecido empresário, se fazendo passar por ele, nos finais de semana para destilar seu ódio, sua inveja, sua frustração e revolta contra minha filha. Tenho certeza, por conhecer bem este empresário com quem minha família conviveu por tanto tempo, por saber que se trata de uma pessoa de boa índole e bastante correto que ele não sabe que a barraqueira está fazendo uso indevido de seu telefone, praticando desta forma mais um crime, o de falsidade ideológica.
E caso venha acontecer alguma coisa à minha filha, cinco pessoas de minha total confiança, têm em seu poder todas as provas, nome completo, endereços residencial e comercial e telefone que levarão à criminosa. As ameaças, difamações e injúrias aumentam a cada dia que passa. Meu carro já foi riscado, minha filha sofre provocações na rua e corre o risco de vida porque mais de uma vez esta "senhora" tentou jogar o carro para cima dela.
Ela faz barraco por causa de namorado, mas eu, por minha filha, faço o que for preciso.
Este é um desabafo de uma mãe que educa, que dá amor, carinho e acima de tudo dignidade e caráter às suas filhas.
 
Uma mãe
 
26/02/11
Nomes de crianças e o registro civil em Itaúna
Poucos sabem, mas existe uma lei no Brasil (a Lei nº 6.015, de 1973) que determina que os oficiais de cartório estão proibidos de registrar crianças com nomes que podem expô-las ao ridículo ou a situações humilhantes.
O registro civil no Brasil é, digamos assim, bastante democrático. Os cartórios só não registram nomes que possam causar constrangimento. No mais, atendem ao gosto e escolha dos pais, razão pela qual se encontram muitas variações de nomes, sobretudo naqueles de origem estrangeira, como por exemplo: Wagner e Vágner; Louise, Luiza, Luísa; Jéferson, Jefferson; Alexandra, Alessandra, Alexsandra; Mike, Maikon, Maicon, Máicon, Maicom.
A orientação que os bons cartórios adotam é a seguinte: os nomes próprios devem seguir as normas ortográficas vigentes. Portanto, sendo palavra paroxítona terminada em r, como Vítor, por exemplo, (com acento agudo) é a grafia correta
Na época da criação da lei, alguns pais registraram seus filhos com nomes exóticos. Entre eles temos em Itaúna: Adejupede, Lausdejulia, Mijosias, Plecidonia, Floravanda, Prudentina, Pedro Pueiras, Artidoro, Mascotulio, Mister Brack, Santinha, Delvemundo, Men, Genrique, Quintinho, Sextilha, Nergipe, Juareztovam, Prosperino, Uviêta, Beata, Maria Naluta, Oriunda, Maria Frutuosa, Filadelfia, Adelerma, Anta, Preciosa, Maria da Fé e Maria da Caridade (irmãs), Metódio, Arimazil, Esperendeus, Gordonete, Kim, Adenal (feminino) e muitos outros.
O parágrafo único do art.55 da lei de Registros Públicos vigente retrata a hipótese na qual a quebra do principio da liberdade de escolha do nome é necessária. Em caso de nomes que possam expor a criança ao ridículo ou a situações humilhantes, erros de grafia, o oficial chamará atenção dos pais para a circunstância. Se os pais discordarem da recusa do oficial, deve este exigir deles requerimento escrito e remeter o caso ao juiz. Tem-se uma dúvida (art. 296) a parte deve requerer submissão do caso ao juiz competente. Não é necessário que os pais fundamentem sua pretensão, bastando requererem ao oficial que enviem a questão ao julgamento do magistrado, ouvindo-se o Ministério Público. Este encaminhamento de dúvida ao juiz é gratuito.
 
ALGUMAS CURIOSIDADES:
PRIMEIROS REGISTROS DE NASCIMENTO FEITOS EM ITAUNA:
1º) Olimpio- 19/01/1881 2º) Maria 3º) Joaquim 4º) Joaquina 5º) João
ALGUNS NOMES DE FAMOSOS REGISTRADOS EM ITAUNA:
Michael Jackson, Julio Iglesias, Diego Maradona, John Lenon, Diane ou Daiane (princesa), Hitler, Ronnie Von;
Influência de novelas: Luana, Priscila; Carolaine
Nomes simples voltam a ganhar força
Maria, Ana, João são ainda os preferidos e são muito utilizados ultimamente.
Nomes simples e fáceis de serem pronunciados seguem na lista dos preferidos pelos pais na hora de decidir como seus filhos vão se chamar. Passou a onda dos nomes complicados, cheios de estrangeirismos, e os registros mais simples ganharam força. Os campeões em Itaúna nos anos de 2009 e 2010 são:
1º) MARIA (92 registros)
2º) ANA (88 registros)
3º) João (61 registros)
4º) Gabriel (46 registros)
5º) Gustavo (45 registros)
6º) Miguel (42 registros)
7º) Lucas (41 registros)
Bastante requisitado ainda em 2009 e 2010: Júlia (29 registros) e ainda Vitória, Giovana, Letícia, Artur e Vítor.
 
Os três primeiros colocados - Ana, Maria e João - fazem parte de um grupo de nomes tradicionais, que nunca somem dos registros dos cartórios, mas já caíram de posição em outras décadas. Nos anos 90, Maria não estava entre os 10 mais. Agora, os campeões recuperam posições.
Há nomes que saíram de uso. É o caso dos portugueses: Sebastião, Manoel, Geraldo, Raimunda e Benedita, comuns em 1946.
Muitos pais escolhem o nome dos filhos por causa de uma atriz famosa, de um personagem de filme e até mesmo de um astro do rock. É o caso do cantor americano Michael Jackson, por exemplo. Ídolo de muitos brasileiros, nos cartórios ele é freqüentemente homenageado. ’Os pais fazem questão de registrar o nome do jeito que se pronuncia para ninguém errar na hora de falar’. Isso quer dizer que hoje há muita criança registrada com o nome Maikol, Maicon, Maiquel.
Em Portugal e na França, isso não seria possível. Nesses países, os cartórios têm uma relação de nomes permitidos. Não aceitam grafias erradas nem substantivos comuns, como ’lua’ e ’sol’. No Brasil, nos anos 70, muitos bebês ganharam "nomes hippies" como Ceumar (céu + mar), lua e sol.
 
AOS PAIS:
Ao nascer, a criança recebe um nome que será sua marca registrada para toda a vida. Ter um bom nome depende exclusivamente dos pais. E os pais devem ter em mente que a criança é um ser individual, que vai ter vida própria, independente deles, de suas paixões, seus caprichos e que ela ficará mesmo após o seu passamento. Então, nada de colocar nomes que possam expor o filho ao ridículo, nomes de ídolos de cinema ou televisão, homenagear jogadores de futebol de sucesso que vão passar, nomes ridículos que deixariam a criança em situações incômodas em seu grupo social. Prefiram nomes fáceis, sem complicações. O nome é um atributo que nos acompanha a vida toda. É uma maneira que possuímos de conhecer ou não alguém. É uma marca que dura para a vida toda. É muito importante que a pessoa tenha um nome de que possa sentir orgulho, quer pelo seu significado, quer pelo som transmitido a quem ouve. Pensem bem na escolha do nome de seu filho.
 
Rosa Miriam Braz de Matos e Souza Leão Oficiala do Registro Civil
 
12/02/11
Dr. Faiçal e a Universidade de Itaúna – Um testemunho de dedicação –
Professor Flávio Riani 
Estava me preparando para sair com meus familiares, na sexta-feira dia 4 de fevereiro, às 20 horas, para me despedir das férias escolares, quando fui surpreendido por um telefonema do Dr. Faiçal, Reitor da Universidade de Itaúna. De início fiquei preocupado, mas na realidade tratava-se de um assunto administrativo, prontamente atendido e solucionado.
Porém, tal telefonema levou-me a refletir sobre a importância e a dedicação do Dr. Faiçal às causas da Universidade de Itaúna.
Ao longo de minha convivência com ele na Universidade, enquanto coordenador dos cursos de Economia e Contábeis, sempre procurei ser o mais franco possível e muitas vezes lhe disse e escrevi algumas questões conflitantes, que poucos tiveram coragem de dizer. Sempre o fiz com o objetivo de mostrar que quem nos quer bem não esta sempre ao nosso lado para aprovar tudo que fazemos, mas sim para nos alertar que existem outras alternativas para alcançarmos nossos objetivos e que podemos, em alguns casos, estarmos trilhando num caminho que não se traduz na melhor ou na única alternativa. Porém, com a personalidade que o Dr Faiçal tem, não são todos que tem a coragem de fazer isto.
É verdade que trago comigo a mágoa e o peso da minha incompetência por ter deixado acabar o curso de Economia na Universidade de Itaúna. Pela importância dele ,pelo seu peso histórico na Universidade e pelo corpo docente que tinha, não poderia ter acabado da forma como foi.
Apesar disso é difícil imaginar qual teria sido o rumo da Universidade de Itaúna se não tivéssemos à frente dela a presença do Dr. Faiçal. Ele, com sua garra e inquestionável dedicação, fez da Universidade de Itaúna uma instituição que orgulha todo itaunense e todos aqueles que nela trabalham.
De temperamento aparentemente difícil o Dr Faiçal traz consigo um amor pela Universidade de Itaúna que às vezes a confunde com o seu próprio lar.
Com seu estilo próprio de administrar ele tem conseguido ultrapassar obstáculos, que sem dúvida alguma, só foi possível devido a presença e a dedicação dele.
De qualquer forma, quando na sexta-feira, às 20 horas, recebi um telefonema do Dr. Faiçal, ainda trabalhando na Universidade, comecei a refletir sobre a importância dele para a instituição e sua dedicação.
Por todo histórico dela que conhecemos estou convicto de que ela não seria a mesma sem a presença dele. Estou também seguro, que ele, se quiser, tem na estrutura do corpo docente da Universidade um ponto de apoio que poderia dar-lhe uma contribuição importante, colaborando para seu sucesso fosse ainda maior.
Assim, como um dos professores que acompanhou as transformações da Universidade de Itaúna ao longo dos anos, gostaria de manifestar e registrar este fato, como reconhecimento de que, sem a presença dele, a Universidade teria emperrado em algumas questões que seguramente a impediria de chegar até onde chegou.
As mudanças observadas no ensino superior, continuam desafiadoras, e, para tanto, a Universidade de Itaúna tem que se preparar ainda mais para vencê-las, e ele sabe disso muito bem.
 
05/02/11
A sentença da Mãe-natureza
Pedro Bavuso Ribeiro
Desde que o mundo é mundo, o ser humano tem na natureza a grandeza e sublimidade de incontáveis benefícios, e ainda sem custo algum; é através dela e por meio dela – da Mãe-Natureza -, que sugamos em seus seios sagrados e entranhas abençoadas, que vamos buscar o puro oxigênio para o perfeito funcionamento de nossos pulmões; a força para o nosso feliz viver; o perfume de seus jardins verdejantes para inspirar e incentivar nossa caminhada rumo ao amanhã. Ela é tudo na vida animal, em particular, a do ser racional, o ser pensante e também destruidor. Sem essa sagrada e necessária magia por nome MÃE-NATUREZA, não há como ter o verde, a água, as montanhas que nos aproximam do magnífico infinito, da casa de Deus; sem ela o coração do poeta solitário mas feliz, não saberia exprimir sua divina inspiração; sem ela o canto alegre do rouxinal seria destoado e carregado de nostalgia; sem a proteção de Mãe-Natureza tudo fenece, não havendo vida no mundo animal, e aí nós não SOMOS, deixando simplesmente de SER.
Todos estamos estarrecidos – aliás, nem todos -, atônitos, assustados, não querendo acreditar no que está ocorrendo com a funesta realidade que ameaça de morte o nosso planeta. Será que estamos presenciando a profecia do castigo, do fim da existência humana, em razão de tanta desobediência, da desenfreada ganância do homem medíocre e materialista? Pessoas incrédulas indagando sobre a santa bondade e amor de Deus para com os homens. "Se Ele é Pai, por qual motivo destruiu casas, levando a óbito famílias e mais famílias, enterrando para sempre sonhos acalentados?"
Ouso, pois, responder a essas pessoas – não que eu tenha autoridade para tal – destituídas de qualquer princípio de fé e da mínima noção teológica, afirmando a elas que Deus é realmente Pai, e Pai de amor, que conferiu ao homem aquilo que se chama LIVRE ARBÍTRIO, dando-lhe o poder supremo da escolha do belo, do feio, da ostentação e também da humildade, da ganância e da aceitação do viver com o pouco. Enfim, o homem tem livre ação na causa, só havendo o porém: se o Livre Arbítrio for exercido em desacordo com os dogmas do doador que é Deus, em desobediência com os sagrados princípios do conteúdo da CARTILHA DE MÃE-NATUREZA, a resposta virá de forma cruel e regada a lágrimas de solidão, de perdas e mais perdas, de revolta e de frustração. Será que o pai e a mãe, castigariam um filho de forma covarde e sem limite de humanismo? Lógico que não. Em havendo obediência e respeito, tudo caminha dentro dos padrões da normalidade. Assim ocorre com o livre arbítrio; quando ele é ferido, a resposta é esta que está aí, presenciada por toda a humanidade.
O ventre da MÃE-NATUREZA é "res sacra", ou seja, coisa sagrada, e com o sagrado não se brinca. Geólogos e outros competentes estudiosos do assunto, tentam dar explicação convincente sobre o fenômeno ocorrido com as inundações, deslizamentos de terras, vendavais e outras tragédias carregadas de tristezas irreparáveis. São explicações que não convencem, não chegando a lugar algum, caindo no vazio de nossas infinitas dúvidas; é o conhecido obscurecer a luz do sol com uma simples peneira. A Mãe-Natureza é bem mais sabia que todos os sábios do universo.
A Mãe-Natureza está sendo séria e terrivelmente agredida, violentada pelos gananciosos, pela mão assassina do homem que desmata criminosamente, jogando ao chão verdadeiras florestas; com máquinas possantes e modernas, revolvem o solo sagrado, o coração da Mãe-Natureza, até chegar no osso, em busca de outras riquezas insignificantes. O que a natureza levou séculos para criar, o homem, ávido por matéria, em poucos momentos, operou a desgraçada destruição. Esses famintos gigantes pela vil e frágil matéria, serão penalizados pelo terrível crime perpetrado? Todos sabemos também, que a legislação pertinente ao caso, é por demais branda, bem maneira e sem maiores gravidades para o frio agressor, o qual não teme a lei dos homens, já sabendo, por antecipação, qual a penalidade que lhe será aplicada. Ficará simplesmente compelido a pagamento de uma multa a ser-lhe arbitrada pelo órgão competente. O pagamento é efetuado sem reclamação ou cara feia, vez que o criminoso do meio ambiente, já auferiu o lucro desejado, muitíssimo superior ao castigo pecuniário. Aí vai aquela mesma indagação de todos os mortais: "Será que o pagamento/multa/Pena/Castigo, ainda que em soma exorbitante, irá resgatar, tornar de novo o que foi destruído? O numerário pago irá fazer renascer o que foi degenerado, sufocado e morto pela mão assassina do homem destruidor"?
Estamos caminhando nas estradas da torpe hipocrisia, do faz-de-conta. A geração futura, pobre geração futura, sofrerá as terríveis e inevitáveis conseqüências por todo esse desatino praticado hoje, em nome da ganância, do sujo dinheiro. Tomara que não. Suplico ao Deus-Todo-Poderoso proteção ardente para aqueles que ainda virão habitar o mundo dos humanos. Nossa preocupação é somente com a geração futura, porque nós já estamos para lá do meio da estrada, já de passagem comprada para a maravilhosa viagem prometida por Cristo. O planeta terra está tomando um rumo bastante preocupante, porque Deus, o artífice da Mãe-Natureza está sendo ou foi esquecido por muitos, em detrimento da vaidade, da ganância e outras futilidades mais. Esses homens estão, infelizmente, caminhando na busca da NADA, do seu próprio VAZIO. E os gigantescos blocos de gelo que se deslizam para dentro dos oceanos, vitimados pela ação do sol escaldante em razão exatamente da agressão do homem ao meio ambiente? E este calor insuportável, jamais presenciado por todos nós parecendo mais o lugar da morada do anjo do mal por nome Lúcifer? As respostas deverão ser dadas por aqueles que violam as normas da Mãe-Natureza. Esses, sim, os verdadeiros causadores de toda essa anomalia.
Ainda haverá tempo para melhorar ou curar a ferida aberta no meio ambiente? As florestas voltarão a dar sombra aconchegante e amiga, frutos e abrigo para os pássaros que voam em busca de pouso seguro? E o precioso líquido, absurdamente jogado fora na lavagem de passeios, carros e outros desperdícios mais, voltará ele a jorrar com abundância nas matas, nos córregos, rios e nos reservatórios? A força do homem de boa índole, o verdadeiro protetor da Natureza, é por demais fraca, ele sozinho se torna impotente, porque o mal já avançou velozmente, sem dó nem piedade.
Resta-nos uma única e definitiva esperança: a piedade e santa compaixão de Deus. Estamos em suas santas mãos. Como diriam os Romanos: "alia jacta est". A sorte está lançada. Que o sopro do infinito possa, realmente, trazer-nos a certeza de uma mundo mais espiritualizado e melhor de ser vivido, porque do jeito que a coisa caminha – deixando de lado todo nosso pessimismo -, o animal humano, o destruidor da Natureza estará caminhando a passos largos para sua própria destruição, causando também o fim de pessoas outras inocentes, amantes e protetoras da Natureza.
Defensor Público de Classe Especial Aposentado./Professor Universitário Aposentado/Advogado.
 
27/11/10
As últimas eleições e o futuro prefeito
Guaracy de Castro NOGUEIRA*
Nas últimas eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados e para a Assembléia Legislativa está a chave que nos permitirá abrir as portas do sucesso para eleger o futuro prefeito de Itaúna. O problema é examinar os fatos ocorridos, com isenção de ânimo, sem vaidade, pensando na grandeza de Itaúna e no bem estar de seus filhos. Chega de sofrimento e de viver numa cidade que está sendo destruída, rompendo com as nossas melhores tradições, por pessoas sem espírito cívico autêntico, totalmente despreparadas para a grande missão de honrar a terra de Sant‘Ana, como barranqueiras do nosso querido São João.
Nas últimas eleições, o partido mais forte foi o PPS, que obteve 21.638 votos, dos quais 21.140 dados ao deputado Neider. Estes votos representaram apenas 43,94% de sua votação de 46.818 votos. Nosso deputado foi repreendido pelos eleitores que lhe negaram a excepcional votação do pleito anterior. Esperamos que tenha aprendido a lição, para sua própria felicidade e esperança do bom povo, honesto e trabalhador que vem construindo esta belíssima cidade. Vinte e oito votos dados a outros candidatos do PPS demonstram que realmente nossos eleitores ainda não aprenderam a respeitar a "fidelidade partidária".
Conclui-se que Neider é, no momento, o político mais forte de Itaúna, mas tem que mudar seu modo de agir, enquanto é tempo, para que esta não tenha sido sua última eleição. Não temos autoridade para lhe dar conselhos. Em nome de nossa amizade, recomendamos-lhe mais humildade, esforço de pensar mais nos outros e em Itaúna do que nos seus interesses imediatos. Esqueça os tristes acontecimentos da segunda eleição do atual prefeito. Sua missão é servir e não se servir do cargo que ocupa para seu enriquecimento e projeção pessoais. Seja exemplo para seus pares e mude, com sua conduta, a má imagem dos atuais políticos. Faça tudo para unir as forças vivas da política itaunense, aja com paciência e sabedoria e forme uma grande coligação, imbatível, para escolher, mediante consenso, o futuro candidato, que, assim, terá eleição tranqüila. Em Itaúna não temos um Lula, com altíssima popularidade, que escolhe seu amigo(a) do peito e o empurra goela abaixo dos demais, sem respeito algum pelo diálogo, conforme é exigência da melhor prática democrática. O candidato a prefeito tem que ter indicação de um partido ou de uma coligação. Enganam-se os que prematuramente, em nome de organizações da comunidade, lançam candidato, sem a prévia audiência dos partidos. É queimá-lo na certa. O candidato deve ser homem de conduta exemplar e bom administrador, admirado e conhecido sem a carga, inaceitável, da rejeição, para conquistar, com facilidade, os eleitores. Neider: cuidado, você é, por força das circunstâncias, no momento, o político mais forte e, são muitos os que lhe querem tomar esta posição, como ocorreu nas últimas eleições. Ciúme de homem, dizem os entendidos, é mais forte do que o de mulher. Ser o político mais forte não lhe dá autoridade para você impor candidato ou condições inaceitáveis a outros políticos envolvidos no processo! Cautela!
Analisando as últimas eleições proporcionais, vimos coligações fortes, como a do PSL/PSDC/PMN, com o fenômeno Gustavo Mitre, a mais votada, com 20.049 votos, dos quais 15.480, foram para ele.Temos que ficar alertas com a coligação, que se oporá a nós, com os partidos, PRB/PT/PMD/PC do B, que obteve 8.801 votos para o deputados federais e 5.579 para os estaduais, totalizando 14.380 votos em Itaúna. Os do nível estadual foram: PRB/PT, 1.551; PMDB, 3.217 e PC do B, 811 votos. Dezessete candidatos desta coligação foram eleitos deputados federais. Lamentavelmente para Itaúna, nosso conterrâneo Dr. Marcos Guimarães de Cerqueira Lima só obteve 3.580 votos dos Itaunenses, não logrando ser eleito novamente para a Câmara dos Deputados.
Contra esta coligação, com tantos deputados eleitos por Itaúna, temos a coligação amiga dos cinco seguintes partidos: PP/PR/PPS/DEM/PSDB que obteve para os deputados federais 7.306 votos e para os estaduais 29.448, totalizando 36.754 votos, mais do dobro obtido pela coligação opositora. Nesta coligação, os estaduais conseguiram 29.448 votos, sendo 21.638 do PPS, 397 do PR e 7.413 pelos coligados PP/PSDC/PMN. Urge manter estes partidos unidos para a disputa municipal. É uma coligação fortíssima. Enquanto citamos que na coligação opositora, 17 deputados federais obtiveram votos em Itaúna, nesta nossa coligação o número é maior. São 24 deputados que estarão na Câmara Federal, nossos amigos, aqui votados: Domingos Sávio, Eduardo Barbosa, Carlaile, Diniz Portela, Jaime Martins (?), Alexandre Silveira, Eduardo Azeredo, Aelton de Freitas, Fabiano Toledo Júnior, Diego Leonardo, Abi Ackel, Lael Varella, Antônio Pinheiro Júnior, Rodrigo de Castro, Marcus Vinicius Pestana, Márcio Reinaldo Dias, Bernardo de Vasconcelos, Luiz Fernando Ramos, Geraldo Thadeu Pedreira, Bilac Pinto Neto, Carlos Andrade Melles, Nárcio Rodrigues, Renzo do Amaral e Aracely de Paula. Este exército de ótimos parlamentares ajudou eleger Anastásia, para o governo estadual, Aécio Neves e Itamar para o Senado da República. Estes líderes vitoriosos em Itaúna nos ajudarão, se continuarmos unidos, a eleger o futuro prefeito da cidade. Neider como líder, experimentado e sofrido, vai aumentar nossa coligação, enriquecendo-a com o PV, o PTB, o PTD, o PSL, o PSDC e o PMN, uma grande corrente a serviço da Terra de Sant‘Ana e de seu povo. A cidade ressuscitará das cinzas em que se encontra. È o nosso sonho e a nossa esperança! 
* apenas um observador político
 
20/11/10
ESSA É DEMAIS.
PEÇO A TODOS OS MEUS AMIGOS QUE REPASSEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS, SE POSSÍVEL, PARA O BRASIL INTEIRO.
Segundo o Jornal de Hoje de Nova Iguaçu/RJ (11/11/10) os desembar-gadores fluminenses vão entrar 2011 de carros novos, uma espécie de presente de Natal do presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Zveiter, que deixa o cargo neste fim de ano, aos colegas que o ajudaram a conquistar a presidência do Tribunal Regional Eleitoral TRE/RJ. São 170 (cento e setenta) Passats novinhos em folha que adquiridos por 140 mil cada um.
Salve!
170 Passats X R$ 140.000,00 = R$ 238.000.000,00. É isso mesmo! Duzentos e trinta e oito milhões de reais.
Dinheiroi meu, dinheiro seu, dinheiro de toda a sociedade. JÁ PARA OS 24%, QUE É LEI, NÃO TEM DINHEIRO.
Aliás, esse pula de galho em galho: Desembargador pelo Quinto Constitucional (tem pai ministro aposentado do STJ; Grão Mestre da Maçonaria do Estado do Rio; Presidente do STJD; Corregedor Geral da Justiça; Presidente do TJRJ e, agora,
por fim, Presidente do TRE fluminense.
Quer saber onde ele vai parar? Certeza mesmo no STJ e de forma
provável, no STF substituindo o Gilmar Mendes ou Marco Aurelio Melo.
Querem apostar?
Isadora Nascimento - isadora35@hotmail.com
 
Juíza de direito no banco dos réus
*Pedro Bavuso Ribeiro
A legislação penal – pelo menos a nossa –, só admite condenação por meio de prova robusta, lícita, insofismável, clara, ardente, e ausente totalmente de parcela – ainda que mínima – de dúvida; a menos que se queira praticar um cruel erro judiciário, aliás, mais outro entre tantos outros, existentes em nossos cárceres.
Quando a justiça dos homens apanha em suas redes peixe de porte avantajado e de carne nobre, a coisa complica, e os holofotes da vaidade e do querer se destacar, só direcionam suas luzes na direção daquele peixe.
Todos estamos vivenciando, no mundo jurídico, controvérsias, incertezas, dúvidas, julgamentos precipitados e totalmente divorciados de todo nosso mandamento jurídico. E nossa Carta Magna? Parece que foi esquecida, arquivada nos porões da truculência. Operadores da Ciência do Direito e acadêmicos, procuram entender a razão pela qual a legislação penal não é aplicada de forma justa e coerente, sem fazer acepção de credo e de pessoas.
Estamos focando o caso jurídico de um jogador de futebol famoso, acompanhado de outras pessoas não tão conhecidas do público. Todas se encontram – de há muito – atrás das grades. Qual o crime por eles praticado; qual o tipo penal do nosso código penal por eles maculado? Até este momento nada ficou definitivamente apurado contra os mesmos.
Para aqueles que navegam no Oceano da Justiça, sabem com segurança, que qualquer pessoa do povo, poderá ser processada ou trancafiada atrás das grades, sob a fria e covarde batuta do indício, e presunção, sem o devido processo legal. O resto é balela, injustiça e truculência, muita truculência, nada mais que isso.
Pois bem, referido jogador de futebol e seus companheiros, foram presos, e se encontram presos, sob o perigoso instituto do frio e desgraçado indício e presunção muito distante da realidade. Encontram-se presos, enjaulados por haverem cometido o crime de homicídio e desaparecimento de uma jovem, e outros argumentos fantasiosos. Nada, porém até este momento ficou comprovado, que possa justificar a infunda da prisão deles. Até mesmo julgadores de instância final, não deram uma direção justa e de caráter humano ao caso; o silêncio falou mais alto e continua falando. Silêncio que nada definiu.
Como julgar o destino do profissional do futebol e de seus companheiros de cela, ausente a verdade real, sem provas materiais, ou seja, sem o aparecimento do cadáver da vítima? Será que o tão propalado laudo indireto pode substituir o corpo inerte da vítima, se é que existe vítima? Tomara que não. Faço votos a Deus que ela pareça por aí, para desmascarar toda a confusão jurídica eivada de covardia. A prisão dos mesmos, até o momento presente, vai de encontro ao texto constitucional – nossa lei maior –, ferindo de morte igualmente nossa doutrina criminal.
Outro dia mesmo, uma Juíza de Direito, na direção de uma Comarca do interior, ao interrogar o mencionado jogador de futebol, manifestou sua não concordância processual, "em razão de o mesmo encontrar-se preso até o momento sem o amparo do devido processo legal".
A meu ver ela se intitula em Juíza de Direito, não comungando, pois seu espírito de julgadora humana com a fria e torpe injustiça. Sua justa observação não esquentou lugar; seus superiores logo tomaram conhecimento daquela manifestação, aplaudida por muitos e criticada por poucos. Devemos ficar com o aplauso dos muitos, por ser o mais acertado e coerente com a realidade dos fatos, desprezando-se entretanto a crítica inconstrutiva dos poucos, por ser divorciada da realidade.
A bem da verdade, não conheço pessoalmente a ilustrada e honrada Juíza, corajosa por expressar seu ponto de vista jurídico. Quem veste a toga da justiça, além de honrá-la, deverá ter a coragem para manifestar seu ponto de vista jurídico, mesmo que agrade somente aos Gregos e desagrade aos Troianos, vez que a verdade e bem superior a qualquer tipo de ética, ainda mais quando se está frente a frente com uma bárbara injustiça. Esse foi o caso.
Seu Órgão Superior – o da ilustrada Magistrada –, não concordou com aquela manifestação, acenando para uma possível punição, entendendo aquela R. Corte que a Magistrada faltou com a ética profissional. Sob minha falível e humilde ótica, a Juíza mais acertou do que mesmo errou.
Aí vem a pergunta: o que pesa mais na balança da justiça, a injustiça daquelas prisões que nada apuraram de concreto na culpabilidade dos encarcerados, ou simplesmente uma observação em consonância com a verdade real? O que pesa mais, a injustiça ou a ausência de ética? Assim como o amor é mais forte que a morte, também a ausência de ética é bem mais superior do que qualquer grau de injustiça.
Acertou a ilustre julgadora: errou a truculência daqueles que tentaram provar um fato sem a proteção da justiça e da verdade real.
Não me foi outorgado mandatos procuratórios dos encarcerados – os quais já estão defendidos por excelentes criminalistas; da mesma forma não me foi outorgado mandato procuratório por sua Excelência a Meritíssima Juíza de Direito. Manifestei porque desde os bancos de uma Faculdade de Direito, que cursei por cinco longos anos, e sempre orientando meus futuros colegas de amanhã, através da cátedra, não posso aceitar como justas as prisões sem o mandamento legal do devido processo investigatório.
Caso sejamos desmascarados com a comprovação da verdade, do surgimento da vítima, e da verdade surgida na voz dos próprios encarcerados, aí nos quedaremos, e ajudaremos a desfraldar a bandeira da justiça, porque até agora, tudo correndo ao arrepio da lei.
* Defensor Público de Classe Especial - Prof. Universitário.Advogado.
13/11/10
Prezados Senhores:
Em nome da Justiça Eleitoral, agradeço a todos os mesários, policiais militares, coordenadores, administradores, chefes de seção, escrutinadores, motoristas, auxiliares de transporte, profissionais de limpeza urbana, funcionários dos Correios e todos os muitos outros colaboradores.
Sem o apoio comprometido de todas essas pessoas, teria sido impossível para a Justiça Eleitoral realizar a eleição. Com essa poderosa ajuda e com o forte trabalho em equipe dos dedicados servidores do cartório eleitoral, foi possível não só realizar uma eleição em completa ordem e paz, sem nenhuma ocorrência significativa nas seções eleitorais, como também foi possível apurar todos os votos de Itaúna e Itatiaiuçu por volta das 18h40min. Um tempo recorde, quase inacreditável!
Agradeço, outrossim, a todos os repórteres, jornalistas e demais integrantes da imprensa da região pelas importantes contribuições à Democracia. As informações repassadas pela imprensa aos eleitores, de forma ágil, profissional, competente e eficaz, contribuiu muito para o aperfeiçoamento de nossas Instituições Democráticas e para o exercício da cidadania por parte de todos os eleitores
De novo, nossos sinceros agradecimentos!
Euder Monteiro.
Chefe do Cartório Eleitoral de Itaúna - 140.ª ZE/TRE/MG.
 
30/10/10
VERGONHA X RENÚNCIA
Independente do resultado das investigações, fato é que, pela segunda vez nesta atual administração, nós Itaunenses, nos submetemos ao constrangimento de assistirmos a extensão de nossas casas invadida pela Polícia Federal. Extensão de nossas casas sim, pois uma vez que a Prefeitura é o centro da administração da cidade e o conjunto de nossas casas forma a cidade em que moramos, de uma forma, ainda que indireta, estamos todos sendo devassados por essas sucessivas ações da Polícia Federal.
O que dá pena e sinceramente me comove é ver valorosos funcionários públicos, com relevantes serviços prestados ao município, terem suas salas invadidas por homens armados, como se bandidos fossem, quando a maioria não passa de vítimas da incompetência, da má intenção e da péssima gestão dos recursos públicos. Alguns com os quais conversei disseram que nunca sentiram tanta vergonha. Quando fizeram a opção de vida por serem servidores públicos, jamais imaginaram passar por tal situação.
Este é o sentimento de todos Itaunenses: VERGONHA. E creiam: este pode ser apenas a ponta do "Iceberg". Há outras situações bastante nebulosas e que ainda deverão vir à tona, como as sucessivas renovações de contratos sem licitações com empresas de lixo, Prescon, Face a Face, OSCIP, etc.
Se conselho fosse bom não se dava, já dizia um milenar ditado. Mas olha, enquanto não chega o pior, talvez haja tempo para um último ato de grandeza, ou quem sabe o primeiro: RENÚNCIA.
 
VIRGÍLIO ROCHA DE SOUZA LIMA
23/10/10
Neurologistas
" Incrível como as coisas são...Li num semanário recente e me solidarizei com a dor da perda de um ente querido do vereador Sr Anselmo Fabiano, por doença neurológica, no pronto-socorro da cidade, supostamente por não haver neurologistas no quadro de médicos.
Ocorre que venho denunciando isso há meses, anos a fio, nas páginas deste e de outros jornais da cidade, mas parece que os srs vereadores não leem jornais e só agora, com esse episódio triste, vão recorrer ao Ministério Público para pedir providências, na hora em que a dor é na própria carne.
A solução é simples: neurologistas itaúna tem e de excelente qualidade. É preciso apenas pagá-los pelo atendimento de plantão no pronto-socorro que eles estarão lá, assim como os srs vereadores só comparecem às sessões da câmara porque são pagos para isso. Médicos também pagam conta de água, energia, condomínio, escola dos filhos, etc.
Itaúna gastaria muito melhor o nosso dinheiro pagando neurologistas para ficar de plantão no hospital do que os milhões para trocar o piso da praça da matriz e outras extravagâncias que estão por aí.
Os vereadores já poderiam ter mudado isso. É só querer !"
Dr Alessandro Bao Travizani
Cardiologista de Itaúna
 
Propaganda volante irrita comércio do centro
O som muito alto usado em propagandas volantes foi motivo de reclamação de um leitor da GAZETA. Segundo ele, que tem comércio no centro da cidade, a situação está se tornando insuportável.
Os carros que fazem este tipo de propaganda param nos semáforos com o som muito alto e prejudicam o comércio. Nestes momentos, que acontecem várias vezes por dia, não é possível falar ao telefone e nem ouvir o cliente que está na loja.
A fiscalização da prefeitura de Itaúna, a do meio ambiente, deve controlar essas abusos. O barulho no centro já é grande por causa do número de carros que trafegam e com som volante piora muito. A fiscalização deve medir estes volume e principalmente proibir que circule no centro da cidade.
O leitor tem razão na sua reclamação já que a poluição sonora além de prejudicar seu comércio prejudica a saúde dos transeuntes.
 
09/10/10
Obrigado, Marina
O Brasil deve a Marina Silva a descida de Lula do pedestal da arrogância, das favas contadas, da ilusão da invencibilidade calcada numa disputa injusta com uma candidata fabricada ao longo de dois anos de desprezo presidencial pelas leis do País. Dois longos anos de promoção da Mãe do Pac pelo Filho do Brasil não lhe asseguraram a vitória em primeiro turno, crucial, porque no debate a dois a falta de substância de Dilma Roussef provavelmente se evidenciará.
Marina Silva, sem recursos e com meros três por cento de intenções de votos, lá atrás, terminou a disputa com 20%, logo, fez e mostrou que pode muito mais que o já quase ex-presidente, que, muito provavelmente, governaria sob o manto de Dilma, à moda dos Kirchner, na Argentina, ou da dupla Putin-Medvedev, na Rússia.
Lula deve estar espumando de raiva, não só pelas favas (mal) contadas da vitória em primeiro turno, mas com a possibilidade do fim – ou interrupção – de seu projeto de poder.
Marina Silva, se não livrou o Brasil da consumação da ameaça totalitária que se antevê com a vitória de Lula na pele de cordeiro de Dilma, ao menos proporcionou ao eleitorado a chance de lutar contra a sua instalação.
Não pode ser outra a intenção de um presidente que jamais observou a liturgia do cargo, que fez troça do Judiciário, afagou cabeças inafagáveis por quem anda em compasso com a coerência.
Não que José Serra seja santo, também fez lá suas alianças espúrias, patrocinou com entusiasmo o esbulho dos precatórios, esbanjou dinheiro com propaganda e também reclamou da mídia, mas não dia sim, outro também. No mais, administrou o Estado de São Paulo de maneira razoável.
Não houve, contudo nenhuma grande renovação, o que viria com a eleição de Marina, ou com sua ida ao segundo turno.
Na Câmara e no Senado, reeleitos Paulo Maluf, Romero Jucá, Paulinho da Força, Valdemar Costa Neto, Edison Lobão, Paulo Paim, Arlindo Chinaglia, nada autoriza bons augúrios para a nova legislatura naquelas casas. A menos que se possa achar alguma graça nas pérolas que o campeão de sufrágios Tiririca haverá de proferir em seus discursos...
A família Sarney, mais uma vez, preserva seu feudo no dilacerado Maranhão.
Confirmou-se, mais uma vez, o óbvio mantra: eleições se decidem nas urnas.
Para o bem ou para o mal, as urnas falaram, e ainda terão o que dizer em 31 de outubro. A palavra definitiva: a continuidade, quem sabe a perpetuação, ou um ponto final no Lulismo.
Por tudo isso, e olhe que não é pouco, convém aos que prezam a democracia agradecer a Marina Silva.
 
Luiz Leitão é jornalista
luizmleitao@gmail.com
SRTE 57952
01/10/10
O Viajante 
Joelmir Beting
Se beber não dirija. Nem governe.
Até aqui, em 40 meses de governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens
ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não. Sem
contar, ora pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil...
Hoje, dia 15, ele completa 382 dias fora do país desde a posse. E pelo
Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília.
Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: Exatos
984 dias fora do Palácio, em exatos 1.201 dias de presidência.
Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa da
tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do
Planalto.
Governar ou despachar, nem pensar.
A ordem é circular. A qualquer pretexto.
E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi)
chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático
mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para
estudar, que dirá para trabalhar.
SEM CONTAR AS DESPESAS:
FHC, EM 8 ANOS DE GOVERNO, GASTOU R$ 58 MILHÕES, CRITICADOS PELO PT.
LULA ATÉ AGORA, EM MENOS DE 7 ANOS, GASTOU R$ 584 MILHÕES! E SÓ AS
IDENTIFICADAS PELA IMPRENSA
E o povão ainda aplaude e vota!
 
Luiz, você é o cara
por Caio Lucas - CQC
Luiz, você é o cara.
Você é o cara....que esteve por dois mandatos à frente desta nação e não teve coragem nem competência para implantar reforma alguma neste país, pois as reformas tributárias e trabalhistas nunca saíram do papel, e a educação, a saúde e a segurança estão piores do que nunca.
Você é o cara que mais teve amigos e aliados envolvidos, da cueca ao pescoço, em corrupção e roubalheira, gastando com cartões corporativos e dentro de todos os tipos de esquemas.
Você é o cara que conseguiu inchar o Estado brasileiro com tantos e tantos funcionários e ainda assim fazê-lo funcionar pior do que antes.
Você é o cara que mais viajou como presidente deste país, tão futilmente e às nossas custas.
Você é o cara que aceitou todas as ações e humilhações contra o Brasil e os brasileiros diante da Venezuela ,Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai e outros.
Você é o cara, por tudo isso e mais um monte de coisas, transformou este país em um lugar libertino e sem futuro para quem não está n o grande esquema.
Você é o cara que transformou o Brasil em abrigo de marginais internacionais, negando-se, por exemplo, a extraditar um criminoso para um país democrático que o julgou e condenou democraticamente.
Você é o cara que transformou corruptos e bandidos do passado em aliados de primeira linha.
Você é o cara que está transformando o Brasil num país de parasitas e vagabundos, com o Bolsa-Família, com as indenizações imorais da bolsa terrorismo, com o repasse sem limite de recursos ao MST, o maior latifúndio improdutivo do mundo e abrigo de bandidos e vagabundos que manipulam alguns verdadeiros colonos.
Você é o cara que agora quer transformar uma guerrilheira, terrorista, bandida, sequestradora, sem vergonha em presidenta do Brasil só para continuar dando as cartas e junto com sua gangue prosseguir roubando impunemente a nação como fez todos estes anos.
É,Luiz Inácio Lula da Silva! Você é o cara...
É o cara-de-pau mais descarado
que o Brasil já conheceu.
Filho do Brasil ???
Você é mais um grande filho da p.....
 
Vote na Dilma
Arnaldo Jabor
VOTE NA DILMA !
As promoções da época!
Vote na Dilma e ganhe, inteiramente gratis, um José Sarney de presente agregado ao Michel Temmer.
Mas não é só isso, votando na Dilma você também leva, inteiramente grátis (GRÁTIS???) um Fernando Collor de presente.
Não pense que a promoção termina aqui.
Votando na Dilma você também ganha, inteiramente grátis, um Renan Calheiros e um Jader Barbalho.
Mas atenção: se você votar na Dilma, também ganhará uma Roseana Sarney no Maranhão, uma Ideli Salvati em Santa Catarina e uma Martha Suplício em S. Paulo.
Ligue já para a Dirceu-Shop, e ganhe este maravilhoso pacote de presente: Dilma, Collor, Sarney pai, Sarney filho, Roseana Sarney, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno, e muito, muito mais, com um único voto.
E tem mais, você também leva inteiramente grátis, bonequinhos do Chavez, do Evo Morales, do Fidel Castro ao lado do Raul Castro, do Ahmadinejad, do Hammas e uma foto autografada das FARC´s da Colombia.
Isso sem falar no poster inteiramente grátis dos líderes dos bandidos "Sem Terra", Pedro Stedile e José Rainha, além do Minc com uniforme de guerrilheiro e sequestrador.
Ganhe, ainda, sem concurso, uma leva de deputados especialistas em mensalinhos e mensalões. E mais: ganhe curso intensivo de como esconder dinheiro na cueca, na meia, na bolsa ..., ministrado por Marcos Valério e José Adalberto Vieira da Silva e José Nobre Guimarães.
Tudo isto e muito mais!
03/07/10
Resposta à imprensa
AOS JORNAIS GAZETA, BREXÓ E INTEGRAÇÃO
Sentindo-me agredida pela publicação da notícia cuja manchete foi PAI RECLAMA DE FALTA DE APOIO DA PREFEITURA PARA FILHA INTEGRANTE DA SELEÇÃO OLÍMPICA DE TAEKWONDO, PAI DE ATLETA DIZ TER SIDO MALTRATADO PELA CHEFE DE GABINETE, PAI RECLAMA DE FALTA DE APOIO DA PREFEITURA PARA FILHA INTEGRANTE DA SELEÇÃO OLÍMPICA DE TAEKWONDO respectivamente, solicito-lhes publicação do presente texto, na próxima edição e com mesmo destaque, para que possamos informar nossa versão dos fatos e recuperar o dano sofrido à imagem, resolvendo o incidente de forma amigável.
O pai de uma atleta itaunense do Taekwondo esteve na Câmara Municipal, na última semana, para reclamar sobre a falta de patrocínio para a filha. O indivíduo ao fazer uso do espaço livre, disparou contra representantes da Secretaria Municipal de Esportes e contra a Chefia de Gabinete. O episódio foi explorado por alguns jornais, numa versão unilateral dos fatos, já que a Administração Municipal não foi ouvida.
De acordo com o cidadão, a Prefeitura de Itaúna já apóia uma outra atleta do mesmo esporte, por ter vínculo familiar com o vice-prefeito, Pedro Paulo Pinto. Durante atendimento realizado pela chefe de Gabinete, Íris Rodrigues, ainda disse ter sido tratado com ironia e descaso, o que resultou numa discussão, durante a tentativa de patrocínio.
Diante as acusações, vários vereadores opinaram, mesmo sem conhecer o outro lado da história, uma regra básica de todo julgamento, criticando a Administração Municipal por não apoiar a jovem e aos funcionários do atual Governo, pelo tratamento indiferente dado ao caso. Alguns jornais da cidade, de maneira parcial, também adotaram a postura do legislativo e noticiaram apenas uma versão dos fatos, o que é contra o princípio básico da ética do jornalismo.
O diretor de Esportes, Tomas Mendes, explica que há alguns meses atrás realmente foi procurado pela família da outra atleta do Taekwondo, que buscava apoio para as competições, sem nenhum envolvimento com o vice-prefeito. Entretanto, o que realmente ocorreu foi uma indicação de um patrocinador, sem nenhum vínculo com a Prefeitura, pelo representante da Secretaria de Esportes, à outra atleta, ou seja, não ocorreu despesa pública neste caso.
Segundo a chefe de Gabinete, Íris Rodrigues, quando o pai da atleta a procurou, logo na chegada estava exaltado. Em tom de ameça, disse que se não fosse liberado o dinheiro para a filha, um vereador já tinha o orientado para procurar a Câmara e criticar a Chefia de Gabinete na Tribuna Livre.
"Não foi um pedido, foi uma ameça. Imagina se toda solicitação popular negada for interpretada como mau tratamento? Meu trabalho é independente das críticas mesquinhas dos oposicionistas, que julgam precipitadamente, ao invés de dar a oportunidade para o outro lado se manifestar".
Ainda de acordo com Íris Rodrigues, as palavras de seus oposicionistas não vão tirar a credibilidade de seu trabalho. "Agradeço ao vereador, Paulinho Morada Nova, que ao contrário daqueles, me procurou para ouvir o outro lado da história, mostrando o comprometimento com a política e com todos os cidadãos itaunenses, sem nenhum prejulgamento".
Em relação ao pai da atleta, a chefe de Gabinete lamenta a postura adotada por ele. "Ameaças, desacato e publicidade negativa somente afastam patrocinadores, sejam eles públicos ou privados. Quem quer ver seu nome vinculado à pessoa que se expõe publicamente, com versões parciais, para tentar obter vantagem para si?"
 
Íris Rodrigues Chefe de Gabinete)
 
 
26/06/10
Descaso na saúde pública do povo Itaunense
Um descaso na saúde publica do povo Itaunense foi presenciado por mim nesta ultima sexta-feira dia 18/06/2010.
Vou começar a contar com os mínimos detalhes para todos entenderem o que realmente aconteceu e sem citar nomes.
Por volta das 20:00hs da sexta-feira 18/06/2010, eu chegava em casa no meu carro juntamente com minha mãe, na Praça Doutor Augusto Gonçalves,
No momento que eu parava o carro vi um cidadão itaunense sentado em um ponto de ônibus do circular II à espera de Onibus para voltar para casa,
Quando desci do carro, ouvi um Grito semelhante à "Uhh" e quando vi, o cidadão estava no chão, corri até o mesmo para verificar o que tinha acontecido com ele, e o mesmo estava desacordado, todo duro no chão, junto estava minha mãe, meu padastro que trabalhava em frente no ponto de Taxi, tentamos sentir a pulsação e não tivemos muito sucesso, pode ser que estávamos apavorados e não percebemos. Até aqui tudo bem, fizemos o papel de cidadão itaunense, e chamamos um reforço no caso seria, SAMU, Bombeiros e a Policia Militar( lembrando que tínhamos uma delegacia por perto ). O Samu 1 º a ser chamado nos disse o seguinte: Todas as nossas viaturas estão em atendimento.
Os Bombeiros 2º a ser chamado disse: que não havia medico no Hospital e que não adiantaria eles mandar uma viatura para socorrer o cidadão até o Hospital, cheguei a questionar com o soldado de plantão naquela Sexta Feira, Pois o que vou fazer então?, sendo que o samu não pode vim e o cidadão está desacordado e não sei como proceder?, o mesmo pediu pra checar a pulsação, e eu respondi que não consegui sentir a pulsação mas ele mexeu um pouco, por isso percebi que ele estava com vida, apesar de estar duro e debruçado no chão, o soldado me disse então que estava tudo bem, se ele mexeu, e ele não podia fazer nada, segundo ele. Em 3º Ligamos então para a Policia Militar que respondeu ser caso de samu, pedindo para que ligasse, então não restou outra coisa do que agradecer aos três pelo menos por ter atendido o telefone não é verdade?
Então não restou outra coisa a fazer, pois eu não podia deixar o cidadão Itaunense morrer sem socorro, pois eu também sou itaunense, e se eu tivesse no lugar dele, acredito eu que outro cidadão itaunense tentaria me ajudar como eu fiz com o jovem, coloquei ele então no meu carro com ajuda de pessoas que chegaram ao local, e fui imediatamente para o nosso querido pronto socorro, Bom, passei todos os dados necessários para o hospital do que havia acontecido, os mesmos fez a ficha dele e o passou para dentro do Hospital, mesmo não tendo médicos, isso mesmo, não tinha médico, somente havia 2 segundo informantes, 1 Cirurgião, e 1 ortopedista.
Mas é isso, fiz papel de SAMU, de Bombeiros e até mesmo PM, mas médico não consegui, pois precisava de mais conhecimento.
A Disposição para demais esclarecimentos
Adriano Sena
 
Nepotismo
Cheguei à conclusão de que o prefeito realmente não dá a mínima para a proibição do nepotismo. Além de manter sua namorada em cargo de primeiro escalão, resolveu agora contratar sem concurso a esposa do procurador, que já ganha muito bem. Já eu procuro há mais de 3 anos um emprego para sustentar minha família e não encontro por não ter um padrinho como o prefeito. Estou indignado com essa situação, pois quando abre concurso, a prefeitura oferece poucas vagas. Sei que por não ser político eu não tenho espaço lá, mas isso não me impede de pedir providências em relação a esse tipo de contratação, que acho errado.
transparencia13@yahoo.com.br
 
 
05/06/10
Padre Nilo, o autêntico representante de Cristo*
Pedro Bavuso Ribeiro
A vida de um homem não é avaliada pela sua totalidade de bens materiais, bem como de sua invulgar cultura, mas é feita de exemplos de dignidade, de caráter, de doação, de generosidade, de amor ao próximo e de outros atributos santificados. A ostentação dos que se julgam poderosos, e acometidos pela incurável enfermidade da vaidade, esses não conseguirão a graça e as benesses do ALTO, porque contrariam a vontade divina.
A vida material não tem a mínima sintonia com o lado outro espiritual; os caminhos não se comunicam. E o homem espiritualista não fala o igual idioma do vaidoso, do atingido pela serpente da matéria, "porque onde estiver o tesouro dele, materialista, aí também estará o seu coração". No coração do materialista, não germina a semente do amor ao próximo, bem como também no coração do vaidoso, não nasce o fruto da amizade sincera e da generosidade. O vaidoso, o invejoso e o materialista acreditam somente em suas estradas, cujas estradas os levarão aos bosques de árvores fenecidas pela arrependimento e pela incerteza na existência de seus próprios futuros, porque serão fatalmente atingidos pela fria e impiedosa realidade. Sempre ignorei esse lado da moeda: matéria, capitalismo, vaidade, tecnologia moderna. Me sinto bastante feliz por ser assim, sinceramente. A matéria, o capitalismo, a vaidade, a inveja, o consumismo, o ódio, transformam seus seguidores em selvagens, em verdadeiras feras humanas.
Caminhando em obediência à determinação do meu destino, ao longo da minha estrada, deparei com a figura de uma pessoa realmente maravilhosa, na acepção da palavra, sob todos os aspectos, cuja pessoa vive e pratica o verdadeiro amor de Cristo, e por onde passa, lança nas férteis terras da esperança, as sementes da humildade de Jó, da determinação do apóstolo Paulo, e da alegria do salmista Davi. Quem é esse homem tão iluminado assim, altamente abençoado e que abençoa com conhecimento e autoridade? Quem é esse homem, de fé oposta à minha (Metodista), que lhe devota honesto, respeito e confiança espiritual? Com leveza e pureza d’alma, e comandado pela experiência de minha vida-vivida, impulsionado pelo pouco do muito que aprendi através dos meus estudos teológicos em educandário protestante de regime interno, vejo e sempre vi na pessoa do meu – para minha incontida e ardente alegria – amigo e particular confidente, o verdadeiro, o autêntico, aquele que nasceu para ser realmente pastor de ovelhas para Cristo. Esse é o meu fraterno irmão em Cristo: PADRE NILO. Conheço e convivo com ele, desde que aqui cheguei, e olha que já bastante tempo. Me recordo, de há muito, desse convicto seguidor da santa filosofia cristã, ainda como homem casado, pai de filhos; constituiu uma família bonita e também direcionada para as causas de Deus-Pai. Me lembro da sua bondade para com sua esposa, acompanhando-a durante toda sua enfermidade, demonstrando nítido amor, resignação, e paciência de Jó, e muita fé no restabelecimento daquela que o amou e foi também por ele amado. A dedicação do Padre Nilo, somente chegou ao fim, quando depositou o corpo da mãe de seus filhos na derradeira morada de todos nós aqui na terra, na região do silêncio. Conheceu ele, de perto, a instituição do casamento, instituição sagrada e abençoada por Cristo. É portanto, capaz de aconselhar um casal, mas capaz ainda, com todas as letras de realizar um matrimônio. É um Sacerdote perfeito. Possuía ele um veículo – acho que era um fusca – já bastante rodado, no qual conduzia pessoas idosas, enfermas e que necessitassem de qualquer tipo de urgência, muito antes de ser ordenar. Como professor de Educação Física, ensinava não somente a cultura física, para fortalecer o corpo material, mas, principalmente, lições de fé de como se atingir as estradas espirituais.
Admiro profundamente o exemplo de homem, de Padre, de pai, de marido, de amigo, de tudo enfim, desse gigante espiritualizado pela presença de Cristo, o Padre Nilo. Sua vida religiosa e de verdadeiro homem, deve ser seguida de perto por todos nós, em especial por aqueles que um dia bateram à porta de um Seminário em busca do caminho de Cristo. Nossas estradas – minhas e do amigo Padre Nilo – se divergem apenas em pequeninas coisas, aqui na terra, porque na reta derradeira, o igual Cristo será o mesmo julgador nosso que nos abraçará e nos acolherá. Amém.
A seita católica vem sendo maculada por alguns sacerdotes, no que diz respeito ao flagelo da pedofilia, procedimento cruel que fere de morte o código da moralidade, o Código disciplinar da igreja, e o código penal da justiça dos homens. O dirigente maior do catolicismo, que é o Papa, está ciente de tudo, indicando ele severa punição. O inaceitável procedimento desses "sacerdotes" que se dizem seguidores de Cristo, é de domínio público, com a repulsa de todos, portanto, aqui me encontro me referindo a esses "fiéis", não porque seguidor de outra estrada religiosa, porque se assim o fosse, não estaria aqui também, aplaudindo e enaltecendo as qualidades morais e espirituais do verdadeiro seguidor de Cristo, o nosso, o seu, o meu amigo Padre Nilo. Escrevo, pois, sem nenhum receio de praga, de resposta que escomunga, ou de outro qualquer procedimento. Como disse, aquele vil procedimento (Pedofilia) é do desagrado e do repúdio dos seguidores de todos os credos religiosos. Não me sinto constrangido ou temeroso, vez que tenho o corpo fechado: Cristo fez de mim o seu templo. Nada temerei.
Até hoje não consigo entender a razão pela qual do celibato na igreja católica. Com o casamento, o pecado tende-se a morrer, porque, de fato, a carne é insinuante, provocante, nos conduzindo a caminhos ínvios, principalmente nos dias atuais, com a televisão escancarada às cenas praticamente de sexo explícito, e com as vestimentas femininas cobrindo quase nada do corpo. Já dizia o poeta: "A mulher em si já é um fenomenal pecado, sem o qual o homem não vive". O matrimônio é para arrefecer um pouco essa fúria quase selvagem, no sentido de se evitar o adultério, a pedofilia e outros desejos macrabos da carne.
Não basta conhecer e pregar o Sermão da Montanha aos paroquianos, se no seio da sociedade outro exemplo é mostrado. Como pode o pedófilo representar Cristo na Santa Ceia? Como pode o celibatário realizar casamento, receber um casal desesperado para se separar/divorciar, se lhe falta a experiência do matrimônio que há no Padre Nilo? O casamento entre o homem e a mulher, é santamente abençoado por Cristo. A pedofilia e o celibato não recebem a aprovação do Mestre dos Mestres. Como pode o sacerdote celibatário e ainda pedófilo, receber em batismo, realizar casamentos e admoestar os noivos no altar, a seguirem uma vida a dois, deixando pai e mãe para se transformarem dois corpos em um só corpo? Diz o livro dos livros: "É bem melhor o casamento do que o abrasamento". O exemplo deve vir de dentro da Igreja.
Outro monstro sagrado, e sem dúvida destacado filófo e Teólogo dos nossos tempos, o respeitadíssimo intelectual FREI BETTO, de quem sou profundo admirador, peço licença para aqui transcrever parte de sua lição/artigo, que leio com muito interesse todas as quintas-feiras, no "Estado de Minas", que diz o seguinte: "Como o Espírito Santo se vale de vias transversas para renovar a Igreja, tomara que as denúncias de pedofilia eclesiástica sirvam para pôr fim ao celibato obrigatório do clero diocesano, permitir a ordenação sacerdotal de homens e mulheres casados e ultrapassar o princípio doutrinário, ainda vigente, de que, o matrimônio, as relações sexuais são admissíveis apenas quando visam à procriação".
A todos os transgressores, de quaisquer credos, que desobedecerem a vontade, a disciplina e os mandamentos de DEUS-PAI, sejam punidos, pela justiça dos homens e do Ministro do Supremo Tribunal Celestial que é CRISTO.
Ao meu amigo Padre Nilo, minha eterna admiração e apreço, por sua vocação ardente e por seu exemplo em todos os segmentos sociais e de fé, e pelo seu comparecimento à minha casa, na véspera de um procedimento cirúrgico a que eu iria me submeter. Valeu a sua força, amizade e apoio moral, principalmente espiritual. Peço a sua bênção. Sempre.
* Defensor Público de Classe Especial - Prof. Universitário.
 
22/05/10
Melhor prevenir do que remediar
Qual a real situação do nosso município? Nossa atitude está correta sendo detentores do direito à cidadania nesta irreal situação? Que mais esperar das pessoas de bem que assistem inertes tal calamidade administrativa? Ora, um prefeito reincidentemente fujão, membros do poder legislativo supostamente corrompidos por situações ou motivos no mínimo particulares (votação da verba de remanejamento em 15%, mentira por parte do prefeito referente a não contratação de empresas para simulação de prestação de serviços no município dentre outras ano-malias políticas). Será que seremos mais idiotas dos que as autoridades que foram enganadas? Como deixar que nossa Pedra Negra se esfarele como se farelo fosse? Os porcos é que se alimentam de farelo. Não sei quanto a vocês empresários, líderes religiosos, líderes de comunidade, vocês que levam aos bancos gran-des somas de dinheiro, vocês que pregam a abolição do mau, e você que se elegeu por pessoas tal pró-ximas da sua comunidade, até quando seremos omissos a tal ponto de deixarmos nossa terra a mercê da corrupção? Viraremos pó e vive-remos num deserto numa região tão prazerosa de se viver? Que falta em suas vidas? Já pensaram que muitas pessoas dependem única e exclu-sivamente do Estado para terem acesso a saúde, educação ou lazer? Por que tantas pessoas têm que conviver de forma precária para bancar os caprichos de alguns poucos que conseguiram se eleger pela ingenuidade de muitos? Nós que conseguimos ter acesso a educação, saúde e lazer, no mínimo temos o dever e a responsabilidade de não permitirmos que pessoas tão mau intencionadas façam tamanha sangria financeira. Não é difícil, o primeiro passo é comparecer na Câmara Municipal que fica na Avenida Getulio Vargas, 800, bem no centro, no dia 24 de maio de 2010, a partir das 18 horas para acom-panhar a votação do relatório final da CPI. As questões que vem sendo discutidas são de fácil entendimento, no entanto, devido a nossa omissão, são tratadas com pleno descaso e hipocrisia. Tal cenário é propício às falcatruas, agora pergunto-lhes: Vocês de fato têm a idéia que boa parte do seu dinheiro é destinada a arrecadação de tributos que devem de fato voltar para o bem comum através de médicos no plantão, escolas com condições mínimas (estrutura mínima e professores bem remunerados) para seus filhos estudarem, ruas com condições razoáveis dentre outros direitos assegurados pela nossa consti-tuição. Você não tem escolha, o im-posto já está embutido no que você adquire, seja algo durável ou sim-plesmente o pão de cada dia. Agora, não havendo uma atuação ativa nossa neste mau costume dos nossos administradores, resta-nos assistir de camarote a todo este absurdo (estamos falando de cifras superiores a R$ 20 milhões de reais). Sendo assim, você é legítimo questionador das ações ou omissões da administração. Estamos vivenciando um fato inédito em nossa cidade, nosso prefeito está para ser cassado. Se por um lado deveríamos estar pesa-rosos, por outro devemos entender que nossa cidade quer mostrar que aqui não é terra de ninguém, aqui o poder tem seu limite, a lei. No en-tanto nossa lei infelizmente, muitas das vezes é a responsável por limitar o poder das autoridades de agirem em prol da sociedade, seja ela no âmbito penal, cível, tributário e na maioria das vezes no ramo do direito político. Tendo em vista o questionamento levantado pelo vereador Delmo Barbosa que muito me espanta, uma vez que o mesmo tem se mostrado aliado desta desastrosa administração, o mesmo defende a tese de que a CPI instaurada para investigação da denúncia das irregularidades apresentadas na contratação da Prescon Informática não pode ser a responsável pela decretação da cassação do chefe do executivo. Sem querer aprofundar no subjetivo mundo das idéias maquiavélicas, não entendo o porquê de não se tomar o devido cuidado processual e seguir os seguintes passos:1) Aprovar o relatório final na próxima segunda-feira 2) Criar-se a Comissão Processante conforme determina o decreto lei 201-67 e o regimento interno da câmara, independentemente da CPI ter o direito ou não de dar o respaldo para que se baixe o decreto legislativo para a possível cassação. 3) Com o saneamento do processo através da Comissão Processante, segue-se o procedimentos para a cassação. Entendo que não haverá qualquer forma para que o prefeito busque alguma medida judicial que implique em sua volta, caso de fato seja cassado. Não havendo tais procedimentos, temo pela prorro-gação de sua permanência no poder até o final do mandato amparado por decisão judicial. Vale ressaltar que o vereador Edno de Oliveira já foi vitima de tal manobra política. A cultura também sofreu com atrasos em sua votação tendo em vista pendência jurídica alegada pelos legisladores ligados a administração. No nosso país, infelizmente a justiça é utilizada com fins diversos à obtenção rápida da solução de conflitos. Não adianta cassar o prefeito e após no máximo 10 dias o mesmo ser recolocado na administração. Entendo com todo respeito os desabafos de certos políticos itaunenses que dizem para esquecermos os ritos e os procedimentos, tendo como justificativa que a denúncia foi fundamentada, as irregularidades apuradas e agora deve-se apenas cassá-lo. De que adianta ganhar uma pequena batalha e perder a guerra? Nosso legisladores devem agir com excesso de zelo para daqui alguns dias não serem taxados de idiotas, afinal de contas, o idiota é aquele que se deixa enganar facilmente. Que seja criada a Comissão Processante que não precisará de mais que 15 ou 20 dias para determinar a cassação do prefeito uma vez que os fatos já foram devidamente apurados no momento oportuno da comissão especial e de investigação.Está muito claro, graças à excelente forma que os trabalhos foram conduzidos pelos srs membros da Comissão Parlamentar de Inquérito bem como a assessoria jurídica prestada na pessoa do Dr Geraldo Magela e Sr Fábio, nossos tão estimados Gatão e Fabinho. Nas investigações conseguiram demonstrar de forma consistente todo a verdade por trás desta contratação milionária que só Deus sabe quando retornará aos cofres públicos. Devemos também após o processo legislativo, acompanhar os trabalhos do Ministério Público que têm trabalhado de forma árdua para buscar o ressarcimento dos gastos indevidos pelos administradores públicos. É isso aí povo itaunense, vamos deixar de lado a conversa fiada e passarmos a ser mais responsáveis com a coisa pública. Nossos filhos dependem de uma boa administração pública hoje para que amanhã Itaúna ainda continue sendo um lugar maravilhoso para se viver. A criminalidade se espalha de cima para baixo. Um governo corrupto acaba por desencadear um processo incontrolável de diferenças sociais. Uma sociedade consciente de seus deveres busca desempenhar seu dever de cidadão e acompanha as atitudes dos membros dos Poderes Executivo e Legislativo.
Lincoln Melo, cidadão itaunense
 
Senhor ( a ) Diretor ( a )
Com nosso cumprimento, confessamo-nos atônitos quanto aos rumos deste Municipio de Itauna.
De cidade pólo siderúrgico, têxtil e educacional, com inteira lisura da administração pública, Itaúna se reconhece defraudada e denegrida historicamente ...
Mercê do modelo econômico lulista, a indústria nacional de base, têxtil e siderúrgica incluidas, está aos frangalhos ... Em vista disto, as históricas industrias locais estão no caos absoluto ....
A educação de Itaúna há muito perdeu o rumo: deixou a cidade de ostentar mérito de pólo universi-tário para se converter em escola de poucos para menos ainda ...
Igualmente grave, a quebra da tradição de lisura na administração pública, operada desde 2004 neste Municipio, é séria ameaça ao presente de nossas gerações e às do futuro .... Não se sabe ainda a profundidade e o volume do prejuizo, mas se espera venham a público, quando a cidade se ver livre dos atuais gestores, os números do caos e a apuração das responsabi-lidades, que todos sabem e reconhecem, demandando lhas esclareça o Poder Público.
Cordiais saudações,
José Leandro Junqueira Meireles
OABMG 074604
1º/05/10
Ei,
Eu, Itaunense de origem e de coração, hoje residindo muito, mas muito distante, sempre acompanho as noticias de minha querida cidade pelos diversos meios de comunicação (via Internet) da cidade.
No momento, o que me tem intrigado, é o fato de ter visto, pelos diversos sites, uma noticia de mau emprego de verba pelo nosso eminente deputado Neider Moreira (em quem votei em minha última eleição antes de transferir meu título). Todos noticiaram isto, menos a Gazeta de Itauna.
Ora, se esse jornal que tanto empenho faz para combater os desmandos da atual direção municipal, porque não denuncia também as mazelas do nosso representante estadual???
Jornalismo de verdade, no meu entendimento, é levar a verdade aos leitores, ouvintes, ou telespectadores. Verdade que doa a quem doer. Não, a noticia que interesse ao próprio meio de comunicaçao ou a quem quer que seja.
Neste momento, deixo de ser um seguidor das noticias de Itauna pelo seu site.
Oh, antes que eu me esqueça, eu fui um empresário em Itauna e minha empresa muito contribuiu para esse informativo, com gastos de publicidade (acho que porisso, sempre foi respeitada). E esta minha decisão muito me entristece. Mas acho que é um manifesto vindo do meu coração.
Eu, a partir de agora, so acessarei sites de Itauna que não utilizem tanta parcialidade (seja contra ou a favor de qualquer lado político).
Deixo de assinar, não por covardia. Mas porque, ao contrario de muitos, não quero aparecer.
Sejam felizes e que Deus os ilumine para que passem a praticar a justiça e não necessitem mais pender para este ou aquele lado para que continuem a sobreviver da comunicação.
Seu ex leitor.
Itaunense Ausente
 
Resposta da GAZETA
Bom dia Eustáquio,
Primeiro queremos agradecer os seus acessos ao nosso site.
Mas achamos precipitado o seu julgamento com relação ao nosso meio de comunicação.
A matéria surgiu na semana passada e se você segue o site deve ter percebido que ele não foi atualizado e isto significa que não tivemos a edição impressa também. O site só é atualizado uma vez por semana e com as matérias que saem no jornal impresso.
Mas não se preocupe. Para esta semana já estamos escrevendo sobre o assunto, baseados no portal da Assembleia, ou seja fonte oficial.
Quanto às insinuações de acobertarmos o Deputado Neider Moreira, é só ilusão de sua parte. Se segue o jornal deve ter lido várias notas no "Observatório da Corte" com duras críticas ao seu trabalho.
E justamente por nos negarmos a publicar releases de seu mandato, com aquelas eternas "por interferência do deputado Neider", o que você deve ter percebido também, fomos desde o ano passado retirados da lista de jornais que veiculam os anúncios da Assembleia.
Esses anúncios, no valor líquido de 500,00, nos fazem falta, claro. Mas se é assim que o deputado acha correto, se ele pensa que jornal que não lhe dá cobertura, não pode veicular publicidades da Assembleia, pagas com o dinheiro do povo, sentimos muito, mas justamente para não ter que ouvir ou ler coisas como as que nos escreveu, é que optamos por divulgar matérias do interesse do povo e o mais próximas da verdade possível.
A GAZETA custa a pagar suas contas mensalmente, mas pode se orgulhar de não ter o rabo preso com ninguém, só com o povo.
Um abraço,
Zenaide Gomes
 
 
10/04/10
A terra da conversa fiada 
* Dr. Alessandro Bao Travizani
Grande foi a minha surpresa, dia desses, ao tomar conhe-cimento, por fontes confiáveis, de que, calada e trabalhadora, a nossa vizinha Juatuba vai sediar o novo distrito industrial da região metropolitana, com obras de infra-estrutura adiantadas e já em negociações sólidas para a instalação de uma montadora de veículos asiática.
Resultado da competência política, da união de esforços, de uma câmara dos vereadores atuante e de um prefeito dinâ-mico, que reside na cidade que o elegeu (...). Mais um exemplo do progresso avançando pelas redondezas e nós... a ver navios.
Quando achamos que o fundo do poço já havia chega-do, a surpresa: o pior ainda estava por vir. Itaúna está desnutrida, desamparada, vio-lentada, caminhando a passos largos para a morte total de todos os sonhos que tínhamos, de sermos uma potência agro-industrial do centro-oeste mineiro já nesta década, infelizmente perdida.
Estamos todos no pronto socorro do Manoelzinho, às portas do CTI, como sempre sem vagas, num plantão novamente sem médicos, sem remédios, sem macas... Como denuncio há nove anos.
Visitei alguns postos de saúde, para comprovar denún-cias que atendentes me fizeram: não há papel, não há remédios, fato raro é encontrar um médico. Não há estímulo para se traba-lhar. Enquanto isso a dengue explode em todos os bairros.
Professoras nos contam do sucateamento das escolas do município, da falta de materiais, de reformas. Comerciantes me confidenciam sobre o engaveta-mento de projetos de expansão de suas lojas, bares e restaurantes.
Não há fomento turístico na cidade e os pontos de visita estão pichados, desabando, abandonados. Ainda é sonho um guia de bares, hotéis, roteiros. Não existem festivais gastronômicos, de cultura, feiras livres. Não há lazer público para ricos e nem pobres.
Carnaval? Com todos os empregos que pode gerar, para costureiras, sambistas, artistas, comércio, hotelaria. Tanto prometeram, mas o resultado foi o sepultamento das nossas saudosas escolas de samba e falta de estímulo aos blocos que insistem, em agonia, a sobrevi-ver. Até o famoso "Eu sozinho" já pendurou as botas. Está mais sozinho ainda.
Empilham agora caixas de som na prainha, meia dúzia de banheiros químicos no meio da avenida e viva o depressivo carnaval barranqueiro! E que se dane o já caótico trânsito da cidade. Que se dane a nossa chance de voltar a ser destino cobiçado na folia momesca.
O tal departamento de trân-sito, que até então não mostrou a que veio, numa alienação total das suas obrigações, libera fai-xas de estacionamento privile-giado por toda a cidade, já ca-rente de vagas rotativas, esque-ce de instalar semáforos nos gargalos conhecidíssimos, con-vive com os apagões dos pou-cos que existem ao rajar da primeira chuva.
Engarrafamentos surreais já ocorrem em várias ruas da cidade, vigiados pelas caríssi-mas câmeras de vigilância, zom-badas pelos bandidos locais, cansados de saber que não gravam nada, como vários jornais já reportaram.
Dia desses, um famoso ex-vereador me dizia: pra que sinais, se não há por onde trafegar! Somos a buracolândia!
Visitei algumas crateras no Parque Jardim e até no sofisti-cado asfalto do Cerqueira Lima! Caótico para os carros, calamitoso para os pedestres: não há uma alma sequer na prefeitura com "peito" para multar ou embargar as obras criminosas que insistem em transformar os passeios públicos em depósitos para as suas areias, tijolos e britas! Enfim: existe algum vereador nessa cidade que possa resolver isso?
A Jove Soares que reluz com uma pista recapeada e a outra, bombardeada por buracos a granel, segue quebrando rodas e suspensões. A Silva Jardim, desfigurada entrada da cidade, é um cartão postal da incompetência.
E as caras obras do canal, no final da prainha: soube que carros foram vistos boiando novamente em janeiro, após a primeira tromba dágua. Mais dinheiro jogado fora.
À frente, a linha do trem. Ainda lá ,estranhamente, após tanta conversa fiada de gente que prometeu tirá-la dali, rapidamente. Não menosprezem o povo, senhores coronéis: não somos idiotas!
Falar da ferrovia, é falar da "ponte fantasma" no rio São João. Aquela que inclusive já desabou e foi reconstruída, com o dinheiro do nosso IPTU/IPVA/ISS para continuar lá, interditada, servindo de estacionamento para caminhões e bota-fora de entulhos.
Na praça, a fonte luminosa continua estragada e emporcalhada, rodeada pelos pivetes que assombram a todos no centro. Existe serviço de assistência social em Itaúna? Onde foi parar o prometido bandejão público de baixo custo para a população? Cadê os pos-tos de policiamento comunitário que todos nós ajudamos a construir ?
Os vereadores, nesse eterno "lenga-lenga" de "quem protege quem" na lama de denúncias que pipocam semanalmente contra os nossos mandatários locais, estão passando da hora de parar de fazer projetos de nomes de ruas e de aumento dos próprios salários, como vimos nesse mês e apresentar projetos sociais, tributários, de fomento à agricultura, ao comércio ,etc. Está na hora de arregaçarem as mangas e honrarem os mais de R$ 5 mil que ganham por mês por um dia de trabalho semanal. O povo quer é fiscalização, projetos e não bate-bocas!
E o prometido anel rodoviário de Itaúna? Alguém sabe onde foi parar ? Enfim: ao menos o trevo, que seria no final dele, para acabar com as mortes lá no Morro do Engenho, daqueles que insistem em enca-rar os caminhões de minério? Bem ...O prestígio dos políticos itaunenses anda tão em baixa que o máximo que conseguiram do Estado foi encher a rodovia de míseros radares saqueadores. Que presentão vocês nos deram, hein !
O "cadeião" da rua Santana virou barril de pólvora. Explodirá a qualquer hora. Insistem em não ouvir os avisos do nosso competente delegado Dr Marco Antônio. Todas as cidades ao redor estão ganhando os seus presídios. Itaúna, sem prestígio político algum, está esquecida no mapa.
Também pudera! Nas últimas eleições ,o nosso governador fez questão de passar direto, apoiando e caminhando com candidatos de Divinópolis e ainda ordenou a colocação de um tapume na foto dele, ao lado dos nossos políticos. Final melancólico para a terra de Sant’Ana, que há 10-20 anos atrás despontava como o promissor motor do oeste mineiro, agora motivo de piadas nas reuniões sociais que presenciamos nas redondezas.
Itaúna parou no tempo, vive de um passado distante e não apresenta um plano de desenvolvimento para o futuro. Essa é a questão-chave.
Nós, beneficiados por belas escolas formadoras de técnicos e graduados, com riquezas naturais e num valioso entron-camento rodoviário, não vemos, há anos, uma grande indústria aportar por aqui. Cidade sem planejamento, não recebe investimento! Vejam Juatuba, Nova Serrana, Divinópolis.
Temos água, energia, terras, mão de obra ociosa.... E a nossa agricultura agoniza. A Emater, a universidade, todos estão aí! E as parcerias? Sobrevivem ape-nas algumas fundições e curtumes. E só! Um desastre...
A vida em Itaúna, em todos os setores, definitivamente, só se deteriorou nos últimos 10 anos. É assustador como aqueles em quem votamos aqui, nada de novo apresentam. Vivem do passado. Só que a era dos velhos "donos da cidade" já está com os dias contados, todos sabemos. Chegou a hora da "limpeza" !
Termino aqui, trazendo-lhes um naco de esperança, da nova frente que vem se formando na cidade, composta por cidadãos de vários segmentos, já cansa-dos de tanta inércia, com novos ideais e metas de desenvolvi-mento para apresentar, sem medo dos velhos coronéis itaunenses, esses que deixaram a nossa cidade parar no tempo.
Acompanho e rezo muito para o sucesso desses corajosos, que logo mostrarão a sua cara e os seus audaciosos projetos para o município! Estão chegando e virão para ficar!
Avante Itaúna dos nossos sonhos !!! Um abraço .
*Cardiologista e Cidadão Honorário de Itaúna
A República do Eugerino
Um fato que me encabula e afronta minha tacanha inteligência é a nossa chefe de Gabinete, Iris Leia Rodrigues da Cruz, abominar seu próprio nome. Ai daquele que lhe dirigir dessa forma. Todos, absolutamente todos têm por obrigação chamá-la de Iris Rodrigues. Até os colunistas sociais já foram alertados. É uma coisa horrorosa. Será por quê? Nosso nome é tão sagrado, tão sublime, e é com certeza escolhido num momento de grande júbilo. Nossos pais segundo tradições seculares fazem a escolha baseada em parentes, santos de devoção, jogadores famosos, artistas, etc. Lá uma vez outra a gente tromba com alguns nomes que trazem constrangimentos aos portadores, mas com a chefe de Gabinete não é o caso. Será que quando pequenina lhe sacanearam os seus coleguinhas de escola? Ou durante sua vivencia ela teve algum problema? Pode ser um boletim de ocorrência policial, pode ser crediário, problemas no SPC ou coisa assim, somente ela é que pode dar explicações a seus possíveis eleitores. Minha preocupação é saber em quem votar, se é em Iris Rodrigues, o nome fictício, ou Iris Léia Rodrigues, o nome verdadeiro. Afinal ouço um zum zum zum que ela vai sair para deputada. É por isso que estou abordando esse tema. Tanto a chefe de Gabinete como a candidata são personalidades públicas. Tem que haver tolerância com os escribas. O Leopardo quando morre deixa seu couro, o homem deixa seu nome. Como escreveu aquele sábio Ministro do Trabalho do Getúlio Vargas: em outras palavras ele quis dizer: o nome pode ser um padrão de honra, como pode ser uma advertência.
 
PS1 – Dias atrás a chefe de Gabinete transferiu a Bete (excelente funcionária) e mandou embora a Cleide Antunes e a Pastora Vanda, tudo por causa de um probleminha minúsculo. Quero parabenizar a Pastora que, procurada logo depois pelo Prefeito e a chefe de Gabinete, muito honradamente deu uma boa banana prá eles.
 
PS2 – Dias atrás a chefe de Gabinete colocou os cargos comissionados ou de confiança e os estagiários numa sala e mandou que todos se apresentassem e apontasse de quem era a indicação política. Com certeza ela vai perseguir e muito quem não lhe interessar. E tome pé na bunda.
PS3 – Naquele famigerado encontro das mulheres ali na praça, quem gostou da ornamentação do natal (aquele anjo iluminado pela metade) pode ter gostado da decoração do lado de fora do salão. Coisa de 15 de agosto, lá no alto do Rosário.
José Medeiros Júnior
 
 
27/03/10
Poesia com o dinheiro público
Não conheço ninguém que não goste de Vinicius de Morais e principalmente de sua obra poética e musical.
Nem por isso está o Senador Marco Maciel autorizado a rasgar o principio da impessoalidade da Constituição Federal. Ao relatar favoravelmente projeto de natureza vergonhosa e bancado pelo erário público. Na verdade a carreira de Vinicius de Morais no Itamaraty foi pífia, até porque o mesmo dedicou sua vida a bebedeiras e boemias, e efetivamente nunca trabalhou.
É o que deve fazer seus dependentes em vez de ficaram parasitando o dinheiro público, que nada mais é que o dinheiro do povo.
Por último se fossemos promover todos os homens públicos que realmente prestaram serviço à Nação e ao povo Brasileiro, o dinheiro de nossos impostos certamente seriam pouco.
Sugiro aos dependentes de Vinicius de Morais que trabalharem duro ou façam bingos, rifas e outros tipos de sorteios das obras do "poeta", para que assim angariem dinheiro de que precisam.
Já quanto ao presidente Lula que é o autor do projeto e o senador Marco Maciel seu relator no senado, sugiro aos mesmos que tirem esse dinheiro de seus bolsos, pois o dinheiro que será retroativamente aos dependentes deve alcançar a cifra de mais de um milhão de reais. Esse dinheiro seria mais bem aplicado se for destinado à saúde pública. Ou não, seu Marco ?
Auromar Jare Amador
OAB 59.245 - MG
Sete Lagoas – MG
13/03/10
Prezada dona Dilma
Tenha santa paciência, dona Dilma, Estado agigantado existe um só: é do tipo que reinou por aqui na década de 1970. A senhora sonha com um Estado sarado. Pois o máximo que conseguirá será um Estado obeso.
Tempos atrás, aqui mesmo, neste Espaço Aberto, comparei a senhora, com as ideias antiquadas que defende, a um DKW - aquele automóvel que foi fabricado no Brasil no início da década de 1960. Recebi numerosos e-mails reclamando que eu estava sendo injusto. Injusto com o DKW. Pois é. O carro deixou uma boa impressão, o que - perdoe-me o mau jeito - parece muito não ser o seu caso. Estive vasculhando as minhas memórias e constatei que o DKW é muito moderno para a senhora. A comparação adequada seria com um Ford 1929. E, ao afirmar isso, espero que ninguém reclame do fato de eu estar cometendo outra injustiça.
É Ford 1929, mesmo. Foi naquela época em que ele estava sendo fabricado que um sujeito chamado Benito Mussolini fazia sucesso com o lema: "Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado." Joseph Stalin e outros contemporâneos também não pensavam muito diferente disso. Poderíamos agraciar cada um deles com um Ford da época. Ou com uma Mercedes-Benz 770. A senhora sabia que esses personagens históricos já defendiam a ideia de um "Estado forte" - que é o cerne de sua plataforma política - naqueles tempos?
Li, se não me, engano, na revista Veja, que o bordão que o Duda Mendonça apresentou para a sua campanha eleitoral é baseado naquela música do Zeca Pagodinho: "Deixa a Dilma me levar; Dilma leva eu…" Com todo o respeito, dona Dilma, levar para onde? Dá calafrios só de pensar.
Por falar em Duda Mendonça, cabe a pergunta: vocês o reabilitaram? Vão pagar a campanha com dólares depositados nas Bahamas, como ele gosta? Isso é proibido, dona Dilma. A senhora sabia?
Li, creio que na mesma revista, que quem está articulando a sua campanha nos diversos Estados é ninguém menos que José Dirceu. É, ele mesmo. Ele já foi ministro-chefe da Casa Civil, o mesmo cargo que a senhora ocupa. Também foi reabilitado? E aquela história do "mensalão" como é que fica? Segundo a malvada da imprensa, ele era o grande articulador do esquema. Deixa pra lá. Isso também deve ser "intriga da oposição", não é verdade?
Por falar nisso, por que será que a "mídia" implica tanto com a senhora? Está em seus planos criar um "órgão controlador do conteúdo da imprensa"? A federação dos jornalistas - à qual não sou filiado - já apresentou uma proposta nesse sentido. A senhora concorda?
A pergunta é pertinente. Um dia destes - quando o Hugo Chávez, da Venezuela, cassou a concessão de seis emissoras de televisão a cabo - questionaram se a senhora concordava com tal medida. E, dona Dilma, a senhora respondeu de forma evasiva. Disse algo como: "Quem sou eu para julgar…" A senhora não tem opinião formada sobre o assunto? Assim vai mal…
Mudando de assunto, esse negócio de "Estado forte" que a senhora defende me lembra os tempos do general Ernesto Geisel. Se a senhora não se lembra, foi aquele presidente do Brasil, na década de 1970, que tão somente fechou o Congresso por alguns dias e baixou várias medidas políticas arbitrárias que ficaram conhecidas como "pacote de abril". Entre elas, vale destacar, foi criada a triste figura do "senador biônico".
Pois bem, o presidente Geisel vivia dizendo que a economia brasileira estava apoiada em três pés: o Estado, o capital estrangeiro e a iniciativa privada nacional. Não era bem assim, na prática. Durante o governo do dito cujo foram criadas quase 400 empresas estatais. E a maioria esmagadora dava prejuízo, sangrando o Tesouro Nacional. Paciência. Segundo ele, o Estado deveria suprir, na economia, todas as lacunas deixadas pela iniciativa privada. Era melhor para a Nação que o estatismo prevalecesse do que entregar a área ao capital estrangeiro.
Quase tudo nos tempos de Geisel era propriedade do Estado. Surgiu até um neologismo para designar a nova elite que tomara o poder: tecnocracia, mistura de burocracia com conhecimento técnico. E os tecnocratas bem que abusavam. Conheci um sujeito, na época, que trabalhava na companhia telefônica estatal de São Paulo. Ele me contou, orgulhoso, que fora transferido para o "Departamento de Esportes" da empresa. Na prática, ele não precisava fazer mais nada… E o salário, que não era baixo, pingava, com certeza, todos os meses. É esse tipo de "Estado forte" que a senhora prega? Não é isso? O Estado musculoso que a senhora deseja seria, por acaso, de uma modalidade "diferente"?
Deu um trabalho enorme desmontar toda a estrutura estatal criada no País. E foi muito bom. Como lembra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado nesta página do Estadão no último domingo, a Companhia Vale do Rio Doce, depois de privatizada, contribui com impostos muito mais do que rendia em dividendos quando era estatal. Não é o único caso. E tampouco há de ser o último…
Pois o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde que assumiu o poder, não mais privatizou nenhuma empresa. Ao contrário, ele prega um Estado maior e para tanto tratou de capitalizar o Banco do Brasil, o BNDES e tudo mais que é estatal.
Segundo ele, a crise internacional aqui, no Brasil, só se configurou como uma "marolinha" porque o seu governo salvou o sistema financeiro nacional da quebradeira geral. Não é bem verdade. As finanças nacionais não se envolveram na especulação geral porque aqui, depois das quebras monumentais de bancos brasileiros na década de 1990, o sistema se tornou bastante regulamentado e os bancos, capitalizados. Isso se deve, em boa parte, ao seu antecessor, Fernando Henrique…
Tenha santa paciência, dona Dilma, Estado agigantado existe um só: é do tipo que reinou por aqui na década de 1970. A senhora sonha com um Estado sarado. Pois o máximo que conseguirá será um Estado obeso.
 
Saudações liberais.
João Mellão Neto
j.mellao@uol.com.br
("O Estado de SP" - 12/02/2010
 
06/03/10
Não se encontra emprego em Itaúna
Eu gostaria de deixar aqui o meu desabafo: as empresas de hoje em dia só estão contratando quem tem o famoso Q.I. (Quem Indica), na minha humilde opinião as mesmas deixam de contratar pessoas que possam ser ótimos funcionários. Onde já se viu precisar ter curso superior para trabalhar de Secretária(o), ou então determinada empresa não contrata porque o candidato não está dentro do seu perfil (de Beleza)?
Esses dias eu fui numa loja de informática e perguntei a vendedora, que era muito bonita por sinal, qual era a configuração da máquina e a mesma não soube me responder. Ora, se para contratar um funcionário ele tem que ser bonito(a) é uma discriminação imensa! Ou então a empresa não contrata porque o candidato é gordo(a). Eu mesmo tenho curso de informática, Auxiliar Administrativo, Secretariado, vendas e etc e não consigo emprego. Talvez deva ser por causa dos "padrões" exigidos pela sociedade atual, mas que um dia vão acabar. Então se uma mulher bonita estiver trabalhando de secretária e se a mesma ganhar uns quilinhos a mais ela vai ser demitida? O que mais vale para uma empresa? A beleza ou os resultados pelo qual a mesma depende?
Bom, essa é minha humilde opinião e eu espero que as empresas de nossa querida cidade preste mais atenção nos seus candidatos. Não quer dizer que só porque alguma pessoa não atenda a determinado padrão, não significa que ela não possa ser uma boa funcionária. Não concordam?
E esse é meu desabafo. Não aguento mais ficar sem emprego!
A.S.
Preço das passagens dos coletivos
Prezados,
Acabei de passar pelo escritório da Turilessa na praça e a vendedora de passagens Lucinéia me informpu que a partir de segunda -feira a passagem é R$2,10. Perguntei-lhe se o povo havia sido avisado e ela disse que estava avisando quem passava por lá.
Pela terceira vez esta administração aumenta o preço das passagens e eu pergunto quantas vezes mais seremos saqueados até o final deste mandato?
Será que a Turilessa não negocia? Será que não existem outras empresas que prestam estes serviços no Brasil para abrir uma concorrência? Nós precisamos nos unir e dar um basta!
Aqui somos uma empresa sem fins lucrativos e pagamos passagens para quase 30 oficineiros . Trabalhamos com planilhas pré-agendadas.Só que deste jeito fica difícil até para quem faz trabalho social.
Abraços!
Bel de Abreu
13/02/10
Carta aberta à administração municipal
Os moradores dos bairros pe. Eustáquio e veredas, vem através desta, manifestar sua indignação, revolta e repulsa por ato da administração municipal o qual ressalta a transferencia da sra. Mercês, enfermeira do psf que atende à comunidade com muito apreço.Sra. Mercês presta serviços no posto de saúde há aproximadamente 10 anos para esta comunidade, atendendo inclusive fora do horário de expediente, a qualquer pedido de emergência. Sua dedicação humildade e atenção com qualquer pessoa que procure por seus serviços em especial às crianças e idosos.
O que mais provoca indignação dos moradores é que o fato de sua transferência, se deve meramente à perseguição política, haja vista seus serviços serem irretocáveis.
Movidos por essa revolta nós moradores, colhemos mais de 1000 (mil) assinaturas em abaixo assinado que foi encaminhado ao prefeito municipal que simplesmente ao menos se digna a dar uma resposta a estes .
Segundo informações, o abaixo assinado já se encontra com o secretario municipal de saúde que segundo a postura de seu superior, igualmente não prestou qualquer tipo de informação ou esclarecimento para os moradores inressados.
Sabemos que a funcionária que lá se encontra, esforça ao maximo para atender à comunidade, no entanto reforçamos que a indiganação está no fato de uma pessoa que presta serviço a com dedicação e amor ser removida por questões menores.
A saúde de Itaúna já se encontra em estado deplorável até quando nós povo itaunense iremos continuar pagando com nossa saúde o preço por brigas políticas?
Nosso pedido foi levado inclusive ao vice prefeito Pedro Paulo Pinto,que reside em nossa região e portanto sabe que o relato ora exposto é a mais pura verdade. Por isso, nós moradores dos bairros pe. Eustaquio e Veredas viemos trazer à público o descaso com nossas solicitações e esperamos por posição da administração, pois nossas ações para reividicarem nossos direitos de cidadãos começaram e estamos dispostos a nos organizar no sentido de exigir que sejam cumpridos nossos direitos.
Esta é apenas uma das primeiras manifestaçoes que trazemos á público, fiquem certos que não será a última caso não seja resolvida a questão apresentada.
Ass: Moradores dos bairros Veredas e Pe.Eustáquio
 
06/02/10
Nota de Esclarecimento
Deparamos na última edição do jornal Gazeta de Itaúna (edição nº 485 de 30/01/2010) com uma denúncia de um "professor e cidadão itaunense" intitulada "Professor denuncia irregularidades em processo seletivo" e com uma nota intitulada "Denúncia envolve educação" no Jornal Brexó (edição nº 1722, de 30/04/2010).
Sobre a matéria e a nota são necessárias algumas considerações:
Em primeiro lugar faz-se mister o seguinte questionamento: o "professor e cidadão itaunense" não assinou a denúncia ou foi falha na impressão? Decerto tudo leva a crer que a segunda possibilidade é a mais razoável, pois um professor não se esconderia no anonimato para fazer tão grave denúncia.
A seleção a que se refere o denunciante é qual? A que foi realizada pela empresa Magnus? Ou a que foi realizada diretamente pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura? Ou a que foi realizada pela Organização Social – CEMAIS – Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais, responsável pela seleção, contratação e pagamento dos educadores vinculados ao ProJovem?
A seleção realizada pela empresa Magnus até o momento destina-se em princípio a cadastro de reserva. O professor denunciante deve saber exatamente a diferença entre o processo seletivo e concurso público. Entretanto vale salientar que no caso em tela o processo seletivo foi realizado com o intuito de cadastro de reserva uma vez que destinava a preencher em caráter eventual e temporário possíveis substituições. Hoje no quadro do magistério municipal existem vários professores e pedagogas que se encontram afastados de suas funções ocupando cargos de direção (diretores e diretores adjuntos) e outros designados por portaria com incumbência de desenvolver projetos e programas pedagógicos e para tais substituições usa-se o processo seletivo.
Reitere-se que qualquer profissional de educação medianamente informado sabe que o processo seletivo destina-se a contratação temporária, pois não se pode utilizá-lo para nomeação, vez que somente o concurso público é o instrumento jurídico competente para tal desiderato.
O professor denunciante labora em elevado grau de equívoco ao dizer que está "percebendo que estão sendo chamados profissionais sem seguir a lista classificatória do processo seletivo...". A listagem com os nomes e respectiva classificação no certame é pública e com certeza todos os participantes devem conhecê-la. É lamentável que o professor denunciante recorra a argumento sem fundamentação, pois coloca os candidatos aprovados e designados temporariamente em situação constrangedora.
Mais uma vez o professor denunciante parece não ter noção clara e precisa sobre os fatos. O ProJovem Urbano é um programa do Governo Federal, com participação do Governo do Estado de Minas Gerais e que recebeu adesão imediata do Poder Executivo Municipal, por considerá-lo importante instrumento de promoção e inclusão social. É preciso, porém que o professor denunciante converse com os "educadores" selecionados e assim saberá que a Secretaria Municipal de Educação não participou do processo seletivo que ficou a cargo de uma Organização Social- CEMAIS – Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais – contratada pelo Governo, para executar o Programa no Estado de Minas Gerais, e esta recebeu os currículos, cadastrou-os e selecionou-os. O professor denunciante ao conversar com os "educadores" do ProJovem Urbano confirmará o exposto e/ou mudará sua versão ou continuará a agir de forma equivocada, porém, doravante agindo de má-fé.
Mais uma vez labora em equívoco o professor denunciante. A Secretaria Municipal de Educação auxiliou os interessados a enviar seus currículos para o endereço eletrônico orientando-os, mas não interferiu no processo de seleção, pois não tinha nem tem competência legal para tal. Quanto ao julgamento do professor denunciante sobre o fato de "existirem professores contratados sem nenhuma experiência e sem seguir a ordem de classificação do processo seletivo", insistimos para que a denúncia seja encaminhada à Organização Social - CEMAIS – Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais, que foi a responsável pela inscrição, seleção, contratação e pagamento dos profissionais. Não pode o "professor denunciante" imputar à Secretaria de Educação tal responsabilidade, sob pena de cometer afronta à verdade, o que decerto não deve ser do feitio do cioso educador.
Quanto ao caso do processo seletivo a cargo da Prefeitura Municipal de Itaúna, não sabemos se o professor denunciante refere-se àquele conduzido pela empresa Magnus ou pela própria Secretaria Municipal de Educação. Acreditamos que ele deve ter conhecimento que o resultado parcial do Processo Seletivo 04/2009 a cargo da SEMEC, foi divulgado apenas na última quinta-feira, dia 29 de janeiro, pelo Jornal Oficial do Município, disponível no site da Prefeitura Municipal no endereço: www.itauna.mg.gov.br e também afixado no saguão da Prefeitura e no hall da SEMEC. É no mínimo estranho que o mesmo não tenha usado tempestivamente o instrumento de apresentar recurso para contestar a ordem de classificação.
Desejamos, no entanto, que o professor denunciante apresente o nome ou os nomes dos profissionais da educação que foram contratados temporariamente desconsiderando a ordem de classificação (se é que existem). A denúncia é grave, mas até o presente momento temos plena convicção que os servidores municipais fizeram as designações seguindo rigorosamente a ordem de classificação no processo seletivo, para os cargos de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Itaúna. Lembramos ao professor denunciante que o órgão municipal responsável pelas designações é a Secretaria Municipal de Administração que tem procurado agir em consonância com o disposto no artigo 37 da Constituição Federal.
Por fim é preciso lembrar que uma denúncia grave como esta merece apurações rigorosas. Lamentamos, por outro lado, que o denunciante esconda-se no anonimato, pois seria preciso que o mesmo se identificasse, seja para receber as informações diretamente, seja para suportar o ônus decorrente de tão grave denúncia, caso se confirme a tese até então esposada de que o mesmo está desinformado e agindo equivocadamente
 
Adriano Machado Diniz
Secretário Municipal  d e Administração
Heli de Souza Maia
Secretário Municipal de Educação e Cultura
 
30/01/10
Apaqueano quer Roberta Miranda madrinha da APAC
Querida Rainha Roberta Miranda e Equipe Canto Livre Produções,
Olha, que tal esse ano você ACEITAR O CONVITE DE SER MADRINHA DA APAC hein? Ia ser ótimo pra sua carreira, e ajudaria muito no crescimento dessa grande obra na recuperação de pessoas, que um dia sucumbiram a tentação do maligno, e hoje estão atrás das grades. Mas que através dessa obra que nasceu no Brasil e hoje se expande pelo mundo todo, querem aproveitar as oportunidades que lhes são oferecidas e mudarem de vida e de mentalidade.
Se quiser obter maiores informações do que é APAC, visite os sites: www.apacitauna.com.br , www.fbac.com.br, www.tjmg.jus.br . Vocês vão ver que “TODO HOMEM É MAIOR QUE SEU ERRO...”
Vou ver com o pessoal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, FBAC e direção da APAC e Assembléia Legislativa de Minas Gerais, e sua produção e empresária Célia Moratori, como faremos esse Projeto ser real, caso você, Rainha da Música Sertaneja e Romântica aceite esse nosso convite, ok?
Abração e feliz 2010 em nome de todos do seu Fã-clube Roberta Brasil Miranda de Itaú-na e dos mais de 2.000 recu-perandos espalhados nas APACs de Minas Gerais, sem contar outros estados brasi-leiros e nos mais de 30 países onde o método é aplicado.
Fiquem com Deus e aguardo breve retorno!
Wellington, seu fã número 01 do Brasil.
 
Professor denuncia irregularidades em processo seletivoAo Jornal Gazeta.
Boa noite.
A Prefeitura Municipal de Itaúna realizou no ano de 2009 um processo seletivo para professores do ensino fundamental e médio e/ou suplência.
Foi dito que não havia vagas e a seleção seria apenas para fins de cadastro de reserva.
Agora, estou percebendo que estão sendo chamados profissionais sem seguir a lista classificatória do processo seletivo, como aconteceu com os professores selecionados para o Pró Jovem, por exemplo.
É um absurdo, pois, para que foi feito então o processo seletivo? Qual o critério que está sendo usado para os atuais contratados? Será político?
Para o Pro Jovem, a Secretaria Municipal de Educação pediu que fosse feito um cadastro pela internet com o currículo em anexo, mas conforme apurei, existem professores contratados sem nenhuma experiência e sem seguir a ordem de classificação do processo seletivo.
Isso é uma afronta a todos que pagaram, estudaram e se classificaram no processo seletivo.
Peço a este conceituado jornal que apure os fatos.
 Muito obrigado.
Professor e cidadão Itaunense.
N.R.
Caro Professor, esta é a segunda denúncia a respeito do concurso que recebemos. No nosso entender cabe à Câmara Municipal fiscalizar a coisa, e a primeira denúncia foi enviada no dia 7 de janeiro para que o assessor da Câmara, Gilberto Vilela, encaminhasse ao presidente da Casa, Antônio de Miranda que deve estar tomando providências sobre o assunto.
 
Pedido de patrocínio
Venho pelo presente solicitar a divulgação do JORNAL GAZETA para solicitação de patrocinio para minha participação no campeonato mineiro de TAEKWONDO de 2010, na categoria faixa preta adulto, o qual constará de cinco etapas.
Constam de meu curriculum as seguintes conquistas : Campeã mineira de Poomse faixa colorida, ano 2005; Campeã mineira juvenil, faixa preta, 2007; Vice-campeã no campeonato brasileiro de 2007, juvenil faixa preta, em Porto Alegre Campeã do Brasil open 2007, em Santos; Campeã da seltiva fechada (Rio de Janeiro) para o mundial da Turquia; Campeã mineira juvenil faixa preta 2008; Vice-campeã no campeonato brasileiro de 2008, em Londrina; 7º lugar no mundial 2008 na Turquia; Premio de destaque internacional 2008 FTEMG (Federação de Taekwondo do Estado de Minas Gerais) Obs:Não obtive títulos em 2009 devido a contusão no joelho e somente agora fui liberada para treinos e participação. Medalhas obtidas em torneios : 20 medalhas de ouro; 8 medalhas de prata; 5 medalhas de bronze. Aluna do professor Marcos Paulo Academia: MS Taekwondo
Para que eu possa vir a participar das várias etapas, que serão realizadas em diversas cidades, necessito de patrocínio para cobrir as despesas e, por isso, conto com a valiosa colaboração de empresas para viabilizar meu projeto.
Atenciosamente.
Bruna Cristina Guilherme de Assis
 
19/12/09
Autohemotransfusão e outras picaretagens...
Dr Alessandro Bao Travizani
Cardiologista de Itaúna
Atendendo aos pedidos, estou de volta!
Hoje, entretanto, não vamos versar sobre a nojenta política itaunense (da qual falarei em breve, com grandes revelações) nem sobre a bela notícia da inauguração do pronto-socorro da competente Unimed-Itaúna e construção do nosso hospital universitário (assuntos do próximo artigo) .
O papo hoje é sobre a onda de charlatões que invadiu o Brasil, especialmente Itaúna, num atentado à saúde coletiva.
Em parte, a invasão se dá pela incompetência dos políticos locais, que enquanto comem pizzas e assistem filmes nas suas TVs de LCD, no aconchego quente de suas mansões, deixam ao relento a população itaunense carente (a grande maioria, nessa cidade judiada e que não atrai mais empregos, diga-se de passagem), madrugadas a fio, sentados no chão, na porta de postos de saúde e laboratórios ,a fim de conseguirem uma das míseras fichas para uma consulta médica ou exame.
É óbvio que, ao invés de ficarem no sereno ou enfrentarem 3-4 horas de fila no plantão 24h, a alternativa que resta é procurarem a casa de plantas medicinais ou os curandeiro-feiticeiros que se amontoam a cada esquina.
Juro-lhes que eu acredito em benzeção para mal-olhado, pres-crevo sim determinadas ervas já empregadas pela homeopatia para serem usadas juntas com os nossos remédios tradicionais, visando um efeito aditivo e aconselho o uso de determinados vegetais para repor alguns minerais .
O que tem me assustado, contudo, é a proliferação de trata-mentos malucos para graves doen-ças, sem que as pessoas ao menos tentem ou terminem o tratamento medicamentoso tradicional, sendo gigantesco o número de pessoas que temos recebido nas clínicas, já em estado avançado de deterioração, por terem confiado em "remédios" ineficazes, prescritos por "amigos" travestidos de médicos.
Dentre a lista de atuais engodos, cito o uso de berinjela para baixar o colesterol, sucos de limão para ema-grecer ou "ralear" o sangue, garra-fadas que curam de micose a de-pressão, uso de soja e amora para acabar com os sintomas de menopausa, bicarbonato de sódio para evitar infarto e derrame, emplastro de bosta de vaca para curar reumatismo, alho cru para desentupir veias no coração, água doce de rapadura com vermes para curar diabetes, colchão magnético para dor nas costas, plantas que fazem parar de fumar, chegando a estranhos "terapeutas", que com um golpe (karatê?), colocam no lugar qualquer coluna torta ou hérnia de disco em Itaúna.
A lista é interminável desses crimes que oportunistas cometem contra pessoas doentes e que só servem para atrasar o tratamento e deixar a doença progredir .
Daí alguns me dizem: "mas doutor, li isso num livro sobre medi-cina natural" ou " vi isso em tal programa de televisão". Outros trazem o recorte de revistas de circulação nacional, com artigos sobre "novidades" da medicina .
Bem ... Procuro ler tudo isso também, procuro as fontes dos tratamentos mais surpreendentes, vou atrás dos estudos científicos que os revelaram. Procuro ser um cara antenado com a internet e com os "guidelines" das sociedades de especialidades médicas. Enfim, gosto de estudar, corro atrás. Quem me conhece, sabe disso .
A notícia que tenho, infeliz-mente, para os senhores é que 90% de tudo o que é veiculado, em maté-ria de saúde, é assunto pago por grandes laboratórios querendo ven-der os seus produtos ou por redes de picaretas, que veiculam os seus produtos suspeitos, livremente, nas várias mídias.
Tenho bons amigos na imprensa escrita e televisiva de Minas. O papo deles, em conversas informais, é sempre o mesmo: o assunto saúde dá ibope! E mídia vive de propagan-da. Daí, pagando-se, anuncia-se e promete-se o que quiser!
Se você faz um "estudo" com 20-30 pessoas que tomam um chá novo para o câncer ou com uma batatinha nova para curar diabetes e por algum motivo outro (muitas vezes efeito placebo, "psicológico") alguns deles relatam que se sentem melhores, esquecendo-se dos ou-tros que pioram ou falecem, lança-se na mídia imediatamente, com belas modelos ou um apresentador com voz envolvente, o tratamento revolucionário! E todos discam o 0800 para comprar logo, com desc-onto, é claro !
Estudos médicos sérios se fa-zem com milhares de pacientes, durante alguns anos, gerenciados por hospitais ou universidades.
Já vi pacientes meus terem que ser internados e até morrerem, por largarem o tratamento eficaz tradicional, por causa dessas cápsulas do mal.
Me assustei ao ouvir o triste e recente relato de uma cliente, que me contava o seu sofrimento, com vômitos e diarréia, por dias seguidos, pelos quais passou, ingerindo a "receita" com óleos e limões-capeta de um "terapeuta chinês" que prometia dissolver as suas pedras na vesícula, obviamente, em vão.
Agora esqueçam tudo isso, nobres leitores ! A picaretagem-mor deixei por último. Essa sim de nome chique: Auto-Hemotransfusão.
Enganação muito difundida na nossa região, teve a sua onda inicial em 2007 e voltou agora, com novo vigor, aplicada por charlatões ,ao custo de 5-10 reais por "sessão", dignamente surrupiados de porta-dores das mais diversas doenças, como AIDS, hipertensão arterial, diabetes, artrites, cânceres, etc, prometendo curar tudo com a descabida hipótese do aumento do sistema de defesa do organismo.
Nada mais do que a perigosa (e só aparentemente inofensiva), retirada de sangue de uma veia e reinjeção deste num músculo do cidadão, sem que exista nenhum trabalho científico sério que prove algum efeito benéfico dessa tortura (além do efeito "psicológico"), conforme pude atestar.
Picaretagens assim, surgem em ondas, como nos mostra a história. Inicia-se a enganação, dizendo-se que em tal lugar "x" alguém usou ficou bom. Os pacientes, esperanço-sos, caem no golpe. Passado um tempo, percebem que a doença continua, às vezes pior. Voltam aos remédios eficazes tradicionais, até que aparece uma nova "onda", com novas "terapias" e assim vai.
A medicina é feita de estudos sérios, não de dicas boca a boca. Lançar um remédio novo, tipo uma novalgina, um viagra, para início de conversa, custa milhões de dólares em pesquisas, aprovações, testes.
Outros podem perguntar: "Os índios, os nossos avós... viviam to-dos sem essa ‘remedama’ das far-mácias de hoje!" . Viviam, verdade, mas com expectativa de vida de uns 50-60 anos! Hoje chegamos aos 80-100 facilmente !
Por fim outros podem me ques-tionar: "Mas doutor, há um CD onde um médico explica e comprova a auto-hemotransfusão!"
Bem, primeiro que o tal senhor não é médico. Ele foi! Exemplarmente, teve cassado o seu registro pelo Conselho de Medicina do Rio de Janeiro, por infração ética grave, tendo deixado, felizmente ,a nossa séria profissão. Segundo, que ele se baseava nas coisas que apenas achava que acontecia, essa é a cons-tatação da ANVISA. Eu e outras centenas de médicos no país também vemos o estrago que essa falsa terapia tem feito nos nossos pacientes ludibriados.
Perdi valiosas horas assistindo ao tal CD e confesso-lhes que há muito não via tanta besteira junta, tal qual a explicação do ex-médico sobre como o "tratamento" aumenta as defesas do corpo, num atentado à inteligência de todos nós. Há inclusive passagens divertidas, onde ele tenta explicar que o coles-terol alto é resultado de emoções e stress. É o fim do mundo! Um absurdo!
Me pergunto porque ele e seus defensores nunca se juntaram, já que dizem que realizam curas desde 1930, e fizeram um estudo científico sério, com milhares de pacientes, para a comparação entre os tratados e os não, supervisionados por algu-ma instituição séria e não esses ca-sos isolados que citam. Eu seria o primeiro a prescrever esse trata-mento, caso fosse provado não ser a enganação que observamos.
Faço então um alerta aos "terapeutas", que existem pareceres da Sociedade Brasileira de Hematologia e do Conselho Federal de Medicina condenando veementemente essa prática e que isso pode ser tipificado criminalmente como charlatanismo e estelionato, além de crime contra a Vigilância Sanitária . Somando tudo, algo em torno de até 6 anos de cadeia + multas .
Sendo assim, senhores curandeiros de boas ou más intenções: já é hora de procurar outra ocupação, pois para nos enganar, já bastam os políticos que elegemos !
 
Um abraço
28/11/09
Inclusão ou escravidão
Em 1889, um ano após a assinatura da Lei Áurea e no início da República no Brasil a situação dos negros brasileiros era assim: "Ao ex-escravo restou os trabalhos da rua e da casa, os trabalhos braçais e mal remunerados e que não exigiam qualificação educacional. Jogados à margem da sociedade, permaneceram marginalizados da política e excluídos da organização formal dos operários", de acordo com a análise de Antonio Ozaí da Silva, doutor pela USP, no estudo "A representação do negro na política brasileira".
Cento e vinte um anos após o fim da escravidão, a vida dos negros em geral e dos trabalhadores negros mudou apenas na possibilidade de participação nos movimentos sociais e sindicais. De resto, estão excluídos. Seja nas oportunidades de emprego, no acesso às universidades, na remuneração por trabalho igual prestado por seus colegas trabalhadores brancos.
É por isso que a União Geral dos Trabalhadores (UGT) tem a inclusão social e educacional entre suas principais bandeiras. Os negros ganharam a liberdade formal em 1888. Desde então, vivem uma farsa social que se prolonga até hoje quando sabemos que são mantidos fora da escola, fora dos bons empregos e fora dos cuidados mínimos de saúde pública.
"Analisando a tendência por regiões, vê-se que em todas elas a proporção de negros com escolaridade igual ou inferior ao ensino médio incompleto se aproxima dos 50% ou supera esse percentual. Em Salvador, 47,9% dos negros têm até o ensino médio incompleto; no Distrito Federal, 49,3%; no Recife, 55,4%; em Belo Horizonte, 57,2%; em São Paulo, 60,3%; e em Porto Alegre, 64,9%. Já para os não-negros, a parcela da população nas faixas até o ensino médio incompleto era bem menor, variando de 21,3%, em Salvador a 46,9%, em Porto Alegre", confirma estudos do Dieese publicados em 2007.
Os negros brasileiros são também excluídos quando analisamos a remuneração mensal. A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE mostra que o rendimento médio habitual dos trabalhadores negros ou pardos é de R$ 847,71, ou seja, é praticamente a metade do que o dos brancos: R$ 1.663,88.
E até quando a economia brasileira vai bem, a população negra amarga exclusões. Aqui, embora a classe média tenha crescido em termos relativos e absolutos, entre a população negra esse crescimento foi significativamente menor.
Segundo dados do IPEA, a quantidade de negros pertencentes à classe média ainda é muito pequena. A classe média negra das capitais brasileiras teve um crescimento relativo de 10% entre os anos de 1992 e 1999, chegando ao patamar de um terço da classe média brasileira.
Além destas dificuldades, fruto da exclusão social, os negros morrem antes por que sofrem com condições perversas de saúde, segundo estudos de Ana Kátia Costa, coordenadora do Comitê de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde.
"Do nascimento à velhice, a situação da saúde entre os negros é desigual e perversa. Ser negro é um determinante social da condição de saúde", afirma Ana Costa.
Segundo ela, os problemas começam com a mortalidade infantil – que é 5 vezes maior entre as crianças negras que entre as brancas – passam pela saúde da mulher grávida, que tem menos acesso ao pré-natal, e pelos doentes mentais, que sofrem com preconceito ainda maior. E na velhice os negros têm menos cuidados e menos acesso a remédios, por exemplo.
A UGT insistirá em políticas públicas de inclusão, que nos obrigam a oferecer Educação e Saúde adequadas às realidades enfrentadas pelas populações negras. Com um monitoramento permanente sobre as oportunidades oferecidas no mercado de trabalho e no acesso às universidades.
Como já se faz, por exemplo, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, filiado à UGT, que fez constar em convenção coletiva que as lojas paulistanas tenham em seus quadros funcionais pelo menos 20% de trabalhadores de descendência afro-brasileiros e a presença de 30% de não-brancos nos quadros dos supermercados. Além de promover na semana da Consciência Negra, o Seminário Nacional da Diversidade Humana, no Rio de Janeiro. E isto ainda é pouco, podemos e devemos avançar mais!
Ricardo Patah, presidente nacional da UGT
 
21/11/09
A Certeza da impunidade...
Mais uma vez um grave acidente acorreu no Trevo da MG 431 na entrada para Itaúna (Morro do Engenho) na manhã de hoje, 16/11/09.
Como podem ver pelas fotos em anexo, o motorista do caminhão não respeitou as normas de trânsito e cruzou a pista e em sentido contrário seguia um Fiat Uno com placa de Divinópolis que foi atingido em cheio. O motorista precisou ser atendido pelo Samu e a equipe do Corpo de Bombeiros que chegou em tempo récorde (mais uma vez, parabéns), que tiveram dificuldades em retirar a vitima de dentro do veículo em estado grave.
Agora pergunto eu: De quem é a culpa?
Acho que de todos nós.
1) como motoristas, pois muitas das vezes a irresponsabilidade é que causa tudo isso. Veja exemplo acima.
2) Como vítima, pois somos incapazes de cobrar uma atitude mais dura de nossos governantes. Muitas das vezes, nada fazemos por medo, etc, e vidas vão sendo tiradas.
3) Como eleitores que somos, pois nossos políticos nada fazem, a não ser ir aos jornais e propagarem que conseguiram verba para isso, verba para aquilo, etc.
Vejo o exemplo deste trevo. Alardiou-se por todo lado que já tinha projeto para execução do trevo, etc. e o que se vê?
Uma rodovia toda reformada onde deveria ser contruído um trevo, agora propagam por todo lado e com alegria que fulano conseguiu instalar "redutor de velocidade."
Certa vez questionei a um político da cidade sobre este trevo e o mesmo me falou que nada podia fazer pois era uma obra do Estado.
Respondi que era engano dele, pois ele com mandatário de cargo eletivo, teria por obrigação de ir atrás e de uma forma ou de outro procurar a solução.
O Prefeito, vereador, Deputado Estadual, Governador, Deputado federal, Senador e Presidente todos são responsáveis sim. Pois é daqui que sai votos para elegê-los, seja para qual cargo for.
Como eleitores, uma maior fiscalização e cobrança de nossos candidatos, pois sem nossos votos, eles não são ninguém. E quando eleitos, se nada fazem, somos nós que temos a condição e obrigação de fazer uma mudança, não reelegendo estes políticos que só usam de manchetes de jornais para se promover. 
Como Políticos eleitos, deveriam ter vergonha de ver determinadas coisas e nada fazer, por pura omissão ou interesse própio.
Espero que este acidente não fique somente na estatística e que o motorista do Uno tenha condições de continuar a viver e seja mais uma voz na luta contra estes desmandos que aí estão, pois a única coisa certa é a certeza da impunidade. 
 
Rogério
rogeriomoreira100@hotmail.com
 
14/11/09
"A cultura não se herda, conquista-se." André Malraux,
Tendo em vista toda a discussão gerada em torno da Cultura Itaunense, o Conselho Municipal de Cultura de Itaúna, convoca todos os itaunenses que têm algum interesse nas áreas culturais (Artes cênicas, dança, musica vocal, musica instrumental, artesanato, folclore, cinema, fotografia e literatura) para participarem do novo cadastro promovido pelo conselho municipal de cultura. Importante saber que tal cadastro tem por objetivo maior, promover a organização política de todos os itaunenses interessados pela cultura da cidade. O Cadastro da Cultura Municipal (CCM) permitirá um canal direto de comunicação entre os artistas e interessados em arte de uma forma em geral, bem como a criação de fóruns para debates, parceria de eventos em conjunto com diversas áreas, realizações de festivais, apresentação de idéias enfim, toda uma parceria entre aqueles que produzem e consomem cultura na cidade. Importante ressaltar que participar do cadastro é condição obrigatória para votar ou ser votado na próxima eleição do Conselho Municipal de Cultura que acontecerá possivelmente no início de 2010 quando da aprovação das indispensáveis alterações da lei. Com a união da classe artística itaunense, poderemos alcançar inúmeros benefícios. Não vamos manter a desmotivação devido à falta das políticas públicas para a Cultura Municipal. A hora é agora! O cadastro pode ser feito no Espaço Cultural, Rua Antônio Corradi, nº 55, Centro, através do preenchimento da Ficha Cadastral de Cultura (FCC), onde o interessado receberá um número específico de cadastro ou pelo e-mail – cmc.itaunamg@gmail.com, neste caso, basta enviar um e-mail simples solicitando a FCC que será enviada para preenchimento, é fácil e dará direito aos cadastrados a concorrerem a prêmios e descontos especiais concedidos pelos empresários que já iniciaram a parceria de apoio a Cultura de Itaúna, é só aguardar!!!
Lincoln Guimarães Melo presidente do conselho municipal de cultura de Itaúna, procurou a redação deste jornal para informar:
1) Que nos diálogos entre eu e o Vereador Delmo Barbosa, após a reunião da Câmara, nós dois não falamos sobre o projeto apresentado pelo referido vereador em relação às "passaginhas", apesar que eu me recordo de ter escutado alguma outra pessoa ter feito a insinuação que Delmo Barbosa votou contra o mesmo. Devido o calor de nossa discussão a respeito meramente do assunto cultura, não tive como observar, identificar e saber quem exatamente proferiu tal comentário, esclareço que não tenho conhecimento sobre tal projeto mas espero que se este projeto for de interesse da soci-edade, seja novamente apre-sentado, votado e aprovado pelo poder legislativo.
2) Estou confiante na anulação da votação frustrada e espero que ainda em 2009, o projeto da cultura seja apresentado e aprovado por todos os vereadores que entendemos ser apoiadores da cultura de Itaúna.
3) É de extrema importância que toda clássica artista bem como toda a sociedade interessada numa melhoria na vida cultural da cidade, tome conhecimento que a aprovação da alteração da lei orgânica (Constituição do município), que torna o conselho deliberativo é apenas a primeira etapa da reforma Cultural de Itaúna.
4) A segunda etapa é ainda mais importante, pois, conforme a determinação constante na alteração da lei orgânica, caberá ao chefe do executivo, o Sr. Prefeito Eugenio Pinto, regulamentar o conselho. Vale ressaltar que a minuta do projeto que regulamentará o conselho já fora apresentada ao Secretario de Educação, CULTURA e turismo que entendeu juntamente com o prefeito ser a melhor alternativa para a cultura da cidade. Sendo assim, pedimos encarecidamente que o texto seja apresentado pelo executivo sem alterações tendenciosas devido ao mal estar causado pelos problemas técnico-legislativos por parte do executivo e legislativo. A cultura não pode ser prejudicada por diferenças políticas.
5) A reforma cultural consis-te dentre outras alterações:
a) Participação no Conselho Municipal de Cultura de forma efetiva e permanente de um membro do poder legislativo, do secretario de Cultura ou quem responda por tal função e do chefe do departamento de cultura.
b) Criação de um fundo Municipal de Cultura, criação esta já ocorrida em diversos municípios.
c) Participação com caráter deliberativo na administração dos recursos destinados para cultura do município bem como do Fundo Municipal de Cultura, evitando-se assim decisões sem a devida legitimidade pública.
d) O Conselho passará a indicar através de lista tríplice aqueles que serão escolhidos pelo Prefeito para adminis-trarem os espaços culturais da cidade, vale ressaltar que hoje tal indicação será apenas para o cargo do chefe de departamento de cultura.
Sem mais para o momento, agradecemos a todos que têm incentivado a reforma cultural seja elogiando ou pontuando pontos falhos em tal reforma. 
Lincoln Melo
 
10/10/09
OBRIGADO ITAÚNA!
No dia 25 de setembro próximo passado, tive a honra de ser agraciado com o título de Cidadão Honorário de Itaúna. Agradeço a iniciativa do proponente, Vereador Alex Arthur (Lequinho) e a gentileza dos Vereadores pela aprovação unânime do meu nome para tal honraria. Foi sem dúvida, para mim, uma noite inesquecível. Eu, que aprendi a amar esta cidade na mesma intensidade que amo minha terra natal, recebi a homenagem também como uma injeção de responsabilidade. Aqui, eu e minha família: minha esposa Synara, meu filho Samuel, minha filha Isadora (este título também é deles), só fizemos amigos. Pessoas leais, companheiros de todas as horas, fraternos, sinceros e solidários, aos quais agradecemos de coração. E mesmo eu tendo feito a opção por pisar em um terreno minado como o da política, nenhum de nós da nossa família, nesses dezesseis anos de Itaúna, produzimos um único desafeto sequer; só amigos!
Aqui, posso dizer que me realizei profissionalmente. E me orgulho de poder dizer que sou um profissional de saúde que atua em Itaúna, que atua no Hospital Manoel Gonçalves e que figura como professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Itaúna.
Sempre procurei, dentro de minhas limitações, participar o mais ativamente possível das questões que dizem respeito aos interesses da comunidade, especialmente àquelas comuns aos menos favorecidos. Nossas obrigações se multiplicaram e temos a perfeita noção de nossas responsabilidades.
Itaúna é uma cidade dinâmica, com uma sociedade civil extremamente organizada e exigente, com forte vocação industrial e um comércio não menos ativo, oferece educação de qualidade infinitamente superior à média nacional, excepcionais profissionais de saúde e uma estrutura de saúde muito superior aos resultados práticos, notadamente por deficiências de gerenciamento.
Enfim, Itaúna é uma ótima cidade para se viver, criar filhos e envelhecer. Podemos melhorá-la ainda mais e isso é responsabilidade de todos nós, agora sim, posso dizer: itaunenses.
Eu, da minha parte, sinceramente não sei se mereço o título que me foi concedido-acho mesmo que não mereço, mas posso garantir a todos os irmãos e irmãs itaunenses: continuarei me esforçando ao máximo para merecê-lo.
 
Virgilio Rocha de Souza Lima
 
 
16/09/09
A Engenharia de Produção em Itaúna
A polêmica da semana foi a classificação da nossa Univer-sidade no ranking das univer-sidades feito pelo MEC. Várias dúvidas pairavam sobre os alunos: "Nosso curso é bom?", "O mercado vai me colocar de lado?"Com certeza não somos a melhor universidade do Brasil, mas somos sim uma grande Uni-versidade.Veja o exemplo do curso de Engenharia de Pro-dução: um curso relativamente novo e com uma nota não ruim. Os dados que exponho abaixo foram conseguidos através de uma análise detalhada da planilha oficial dos resultados do Enade, disponível no site globo.com.
Em comparação com as universidades da região, no que diz respeito à engenharia de produção, só estamos atrás da UFMG. Várias estão ainda sem classificação devido ao curso ser novo, como por exemplo, Divinópolis, Formiga e Betim (Pitágoras). Mas das que pos-suem classificação, somos melhores que todas as de BH (exceto UFMG), melhores que a UniLeste (Coronel Fabriciano), Pitágoras (Ipatinga), entre outras. Em comparação feita somente com as universidades federais, somos melhores que o CEFET (BH), que as federais do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amazonas, além da UFOP campus João monlevade. Várias ainda estão sem classificação. Em comparação com a UFOP de Ouro Preto mesmo, estamos apenas 4 pontos (276 x 280) atrás e o IDD nosso é maior que o dela (nosso:5, dela:3).
Acredito que nossa univer-sidade é sim muito boa, espe-cialmente no que diz respeito à Engenharia de Produção. Somos o 35ª maior nota do Brasil e a 6ª maior de Minas Gerais (mas mui-to próximos a Ouro Preto). Claro que temos muito a melhorar, principalmente por que beleza não põe a mesa. Mas na região nós somos realmente muito fortes (como eu disse, só per-demos para a UFMG).
Tudo que eu digo neste texto foi baseado na planilha oficial disponível no site globo.com. Uma boa recomendação é que consultem vocês próprios a planilha, pois nada melhor que a fonte para demonstrar a realidade de uma notícia.
Espero que isso ajude a acalmar quem estava aflito com tanta informação controversa.
Lucas Portilho Gomes
 
05/09/09
"Elas Cantam Roberto" – uma grata surpresa
Virgilio Rocha de Souza Lima
Confesso que fui para o show "Elas cantam Roberto", no Bar 318, dia 29/08 último, com uma pitada de desconfiança. Afinal, tratava-se de uma versão interiorana de recente show promovido pela Rede Globo, o que é sempre uma temeridade, além de, dentre as "Elas" anunciadas, conhecer a atuação apenas da Pretinha.
Foi uma grata surpresa. As meninas, cada uma ao seu estilo, estiveram ótimas, cantando com segurança, desenvoltura e em total empatia com o público presente. A Pretinha, como sempre, deu um show com sua voz firme e muita presença de palco. Jéssica tem uma voz menos potente que as demais é verdade, mas e daí? As vozes suaves estão em voga – que o diga Fernanda Takai, e caem muito bem quando se canta Roberto. A Rita é uma graça, tem ótima voz e bastante presença de palco.
Mas tenho de pedir licença às outras meninas para dar um destaque especial à performance da Roberta. Não porque ela tenha se destacado das demais, mas pela surpresa que me causou ver a menina que conheci durante a última campanha política municipal e que eu jamais imaginava que tivesse o dom da música. E como canta esta menina! Percebe-se claramente uma herança do estilo sertanejo em sua atuação, nada que não possa ser trabalhado, porque com aquela voz, qualquer coisa que cante irá agradar. Além disso, tem uma presença de palco fantástica, espontaneidade e segurança. Se investir, vai longe...
Parabéns Rosse pela iniciativa! Isso mostra que Itaúna tem potencial cultural, talentos e o que falta mesmo é multiplicarmos eventos semelhantes a estes para valorizarmos aquilo que é bom e descobrirmos outros que podem ser tão bons. Que tal outros como: elas cantam Chico, Djavan, etc?
 
29/08/09
Itaúna, 24 de agosto de 2009
Ao
Ilustríssima Senhora ZENAIDE GOMES DA SILVA
D.D. Diretora do jornal Gazeta de Itaúna
AV. Dr. Miguel Augusto, 1514
Nesta
Em nome de LUCIANA SILVA FRANCO, brasileira, solteira, desempregada, residente e domiciliada na rua Parreiras, 43, bairro de Lourdes, portadora da RG n. M7619856, vem por seu procurador infra assinado expor e requerer:
I - Por iniciativa da Remetente, foi endereçada a esse periódico e publicada carta em que a Missivista produziu críticas a diversos agentes públicos da cidade.
II- Nesta oportunidade, vem expressamente se retratar, como RETRATADA fica, das declarações contidas na correspondência referida, que em momento algum quis imputar conduta ilícita ou lesiva ao Poder Público, que se possa atribuir ao Senhor Prefeito Municipal.
III - A manifestação de que ora se retrata foi alvo de informação incorreta chegada à Autora, por intermédio de terceiros, estes sim, as efetivas fontes da informação equivocada.
IV - Em momento algum, a Autora presenciou ou teve em mãos qualquer documento que embasasse a crítica ao Senhor Prefeito. Reputa-a como tendo sido apenas fruto de irreflexão da Autora e das influências de terceiros interessados em obstacular a vitoriosa campanha eleitoral do Senhor Prefeito Municipal.
V- Pelo que requer a publicação desta correspondência, no mesmo espaço e caracteres da correspondência anterior.
Itaúna, 24 de agosto de 2009
 
Pp. José Leandro Junqueira Meireles
OABMG 074604
 
Câmara de vereadores: novatos aceitarão a pizza
Pelos comentários e notícias nos jornais, já estou quase convencido que alguns vereadores de primeira viagem já estão traindo seus eleitores escancaradamente. Se os novos parlamentares não se definirem de que lado estão ( prefeito ou povão) já temos um indício de que eles foram seduzidos pelo cardápio da pizza ou churrasco que circula no ambiente, ou seja, comerão do mesmo prato. Estão até dizendo "eu sozinho" e "eu sou dono do meu mandato", estão esquecendo dos coitados dos eleitores que votaram neles.
Esses vereadores não podem e nem devem continuar enrolando o povo, eles tem que ter uma resposta à altura para suas ações. Estive na posse do Conselho Municipal de Cultura e lá comecei analisar melhor alguns legisladores. Primeiro me aproximei da mesa de alguns, tamanha foi a falta de educação, que não fui convidado para sentar nem para beliscar um pouco da fartura que estava servida na mesa deles. Então fui convidado a sentar com outro vereador que estava só, vereador este que realmente não comunga com o prefeito. De repente chega o alcaide com a primeira dama. E os edis, menos o que estava comigo, os acolheu em sua mesa. Parecia o patrão com seus puxa sacos. Só ouviam gargalhadas, as piadas deviam ser muito boas sim. Mas tem um que gosta de contar piada sem graça nenhuma. Mas mesmo assim todos riam.
Então eu questiono, são estes os cidadãos eleitos pelo povo que irão trabalhar para apurar denúncias e cassar um prefeito? Não sei que estratégia eles usam, mas jamais uma coisa desta combinaria com minha ética, comer, beber, dormir, dar gargalhadas, tirar fotos abraçados com a pessoa da qual eu quero a cabeça. Coisas muitos suspeitas estão acontecendo entre executivo e legislativo. Vai saber.
Falando em legislativo na minha ultima participação popular na Câmara foi feito o pedido de ipsis litteris da minha fala e do outro cidadão por vereadores eugenistas. Eu reclamei da morosidade da reforma da Escola Dr. Lincoln que precisa ser agilizada e reforma de uma praça recém inaugurada no Bairro de Lourdes que custou R$200.000,00 (Duzentos mil reais) fora o terreno que ela foi construída que vale milhões. Alguém quer calar nossa voz no legislativo com certeza, como ja mandaram nos calar em uma emissora de rádio. Já estou averiguando e nas próximas seções estarei atento. Não vem não mané, vou cobrar mesmo doa a quem doer.
Já estou naquela campanha "Não reeleja seu político", pelo amor de Deus.
 
João Batista de Oliveira – Amigos de Itaúna
 
22/08/09
Caixa Itaúna: o caos continua
Retornando a CEF dia 15/08, sábado, no auto-atendimento, testemunhei mais uma vez os péssimos serviços prestados, o descaso, o cliente totalmente abandonado, inclusive idosos aposentados e gestantes, nos finais de semana quando não existem funcionários trabalhando para ajudar.
Um cidadão humilde que estava na minha fila foi sacar uma quantia de R$30,00 (Trinta reais) em um terminal, quando o dinheiro ia ser liberado o equipamento travou naquela mensagem "aguarde um momento que o dinheiro será liberado em seguida".
Vendo o desespero do rapaz tentei ajudá-lo. Liguei para um advogado relatei o caso e o mesmo pediu que ligasse para a Policia Militar para fazer um BO. Ligamos três vezes para a PM e a resposta foi que tal problema não seria deles e sim da Caixa, e não compareceram. Então liguei para outra autoridade itaunense que prontamente me atendeu e entrou em contato com o gerente da Caixa. Através desta autoridade, o gerente envia um recado que o cidadão poderia ficar tranqüilo pois o mesmo não seria prejudicado e na segunda feira solucionava o caso. Só que o rapaz estava ali fazia duas horas contando com o seu dinheiro para encontrar a esposa e os filhos perto do campo do Zé Flávio para pagar o ônibus de volta para seu bairro e ao mesmo tempo usar o dinheiro no parque com a família.
O desespero tomou conta do humilde ser humano que queria quebrar os terminais, porque segundo ele assim a Policia aparecia e o problema seria solucionado. Eu e outros no recinto aconselhamos o mesmo a não praticar tal ato, pois ai a policia aparecia e o prenderia por vandalismo. Graças a Deus ele nos ouviu.
Outro ser humano mostrando muita solidariedade emprestou uma quantia ao mesmo para que fosse encontrar a família. Este não foi um caso isolado no dia, vários outros surgiram.
Conclusão, onde estão os órgãos de defesa do consumidor que não fiscalizam este e outros bancos? E as autoridades itaunenses? A Policia Militar agiu corretamente nesta situação? Até onde o ser humano pode agüentar tanta humilhação e tanta injustiça? Principalmente vindo de um banco público que saqueiam nossos bolsos com taxas abusivas e tem lucros anuais faraônicos. Agiotas legalizados pelo governo federal peço mais uma vez providências e respeito, principalmente com os mais humildes e necessitados. Particularmente acredito que os direitos dos pequenos correntistas, que são os que mais necessitam desses serviços, não estão sendo respeitados. Uma vergonha.
João Batista de Oliveira – Amigos de Itaúna
 
Chefe de Gabinete
Quero parabenizar a chefe de gabinete Iris Rodrigues por iniciar a faxina, ganhou pontos com os itaunenses mas parou por que ? Faltam mais três : José Oscar, e os forasteiros Osmar e Vanda. Estamos aguardando ...
 
Prezados.
Fiquei muito satisfeito em ler a reportagem sobre a instalação de pelo menos uma rotatória em frente a faculdade. Minha felicidade é maior porque, apesar de pouco tempo que moro em Itaúna (6 meses), acionei, através de e-mail, Polícia Militar, Prefeitura, DER e vários orgãos da imprensa falada, escrita e televisada alertando para o problema, sendo que somente o DER me enviou resposta sobre o assunto. Quanto a imprensa, somente um jornal da região entrou em contato solicitando marcar um horário para entrevista.
Não sou político, nem ativista de nada, apenas um cidadão preocupado com a segurança da população, principalmente dos nossos filhos que frequentam a universidade. Obrigado
Walney
 
15/08/09
Apenas uma passagem para salvar vidas 
A atual administração vem noticiando há quase cinco anos uma impossível obra que é retirar os trilhos da ferrovia de dentro da cidade. Utopia. Coisas bem mais simples não são capazes de concluir, como tapar buracos por exemplo.
As cidades de Volta Redonda e Barra Mansa-RJ, muito maiores que a nossa, são cortadas por vários trilhos em pleno centro, em meio a prédios e nunca conseguiram resolver.
Meses atrás aconteceu uma cena lamentável com um amigo e ex-vizinho que foi transmitida pela emissora de TV da cidade. O mesmo fica entre a vida e a morte dentro de uma ambulância esperando uma composição (trem de carga), que parecia não ter fim passar, para liberar o acesso até o Hospital Manoel Gonçalves para ser atendido. Aquela cena, o trem passando, o pessoal da ambulância desesperado, foi tão triste que não desejo que se repita com nenhum cidadão itaunense. Então ao invés de ficar com essa idéia maluca de obra faraônica e que jamais será executada, nossos homens do "poder" poderiam usar melhor a inteligência e pensar em coisas mais simples e reais. Sugiro a possibilidade da construção de uma passagem de veículos sob ou sobre a linha férrea (trincheira ou viaduto) no mesmo ponto para a Casa de Caridade ou em outro em comum acordo com a autoritária e monopolizada ferrovia, para o fluxo de veículos principalmente com doentes e outras urgencias.
São muitas vidas que estão em jogo por apenas uma simples obra, basta vontade e trabalho. Levantem das cadeiras, arregacem as mangas e trabalhem para o povo, "autoridades itaunenses".  
João Batista de Oliveira – Cidadão itaunense
 
Apelo
 
Prezados.
Estou apelando agora para a imprensa escrita, falada e televisada, pois não sei a quem mais pedir Socorro.
Me mudei para Itaúna em fevereiro deste ano, tenho duas filhas estudando na conceituada Universidade de Itaúna e desde de minha mudança as levo ou na maioria das vezes elas vão sozinhas até a universidade.
Acontece que, os absurdos, as atrocidades que presencio em frente a universidade são inúmeras com relação a travessia da rod BR-431.
Já enviei e-mails para a Universidade, Prefeitura, Polícia Rodoviária Estadual e até para o DER, sendo que somente este último, teve a educação de me responder informando que meu pedido para instalação de redutores de velocidade no local fora registrado e que seria estudada a possibilidade de os.
Solicito-lhes que enviem uma equipe no horário de 18:30 as 19:30 hs para que comprovem o que vem acontecendo. A irresponsabilidade de vários motoristas é tamanha, que até mesmo Vans escolares fazem uma conversão perigosa à esquerda na entrada das aulas.
Acredito que todos estão esperando acontecer algo mais grave para então tomarem as providências e aí sim convocar a imprensa para aparecer na mídia
Certo de ser atendido estou a disposição para acompanhá-los até o local.
Atenciosamente,
Walney Fraguas Pires
 
08/08/09
Exoneração da Shirley
Senhores Leitores, 
Não resido em Itaúna, mas sou seu filho e acompanho a Administração Municipal de perto há mais de 05 anos. Quem teve a oportunidade de ler a carta enviada à Santanafm pela ex-Secretária de Finanças de Itaúna deve até ter ficado comovido com tantas coisas que ela diz que fez por Itaúna. Quanto HIPOCRISIA! Será que essa senhora não tem vergonha de mentir tanto?
Aliás a mentira sempre foi seu maior atributo! Porque ela não disse a verdade à população? Mentir que pediu exoneração? Porque não contou a verdade, que ELA FOI EXONERADA pelo Prefeito?
Aliás era o que o Prefeito já devia ter feito há anos atrás. Se o Prefeito tivesse exonerado essa senhora de Ipatinga há anos atrás talvez teria menos processos judiciais para responder. Porque, sabe-se que, o que a Sra. Shirley fez nesse governo foi um DESCONTROLE total.
Sabe-se que ela parou de pagar os fornecedores, parou de repassar o dinheiro para o Hospital, permitiu um aumento estrondoso com a folha de pagamento do funcionalis-mo, permitiu que fosse contraída uma dívida de mais de 10 milhões para a Prefeitura, contrariou a LRF e não lançou as despesas em restos a pagar no último ano, embrulhando tudo numa imprópria dívida fundada.  
Senhores leitores, ao menos temos a certeza de que, pelo menos  desta vez o Sr. Prefeito agiu como Prefeito e tentará manter as rédeas desse governo nas mãos de uma pessoa com mais capacitação. 
Abraços.
Riveloti Silva Arcanjo.
 
Bom dia Zenaide
Gostaria de agradecer muito por sua ajuda, um amigo de meu pai ficou sabendo através do jornal que eu o procurava e fez contato comigo, DEUS lhes abençoe por tudo.
Robson Rodrigo Feitosa
CSRodrigues@AngloGoldAshanti.com.br
 
24/07/09
Carretas de Minério
O cidadão que esse subscreve, vem solicitar deste querido e respeitado jornal Itaunense, que este e-mail possa ser publicado na seção " de reclamações" ou que uma matéria seja feita a este respeito.
Vou escrever um pouco so-bre os problemas que eu e com certeza vários outros usuários da MG 431 tem passado com a circulação de carretas carrega-das de minério de ferro vindas da Serra do Minério em Itatiaiuçu.
Primeiramente é impressio-nante a imprudência dos moto-ristas das referidas carretas, que trafegam cometendo todo o tipo de inrresponsabilidade, fazendo ultrapassagens em locais proibidos, excesso de velocida-de e o pior sujando toda a rodo-via com minério de ferro e que-brando inúmeros para brisas dos veículos, ficando assim os proprietários destes com seus prejuízos.
Nesta sexta feira, dia 10 por volta das 21h, precisei deslocar com meu veículo da região do bairro Padre Eustáquio para o bairro Morro do Engenho, analisando o trajeto, achei mais rápido passar então pela MG 431; para minha infelicidade, na altura do antigo "Sítio do Juju", veio uma carreta carregada de minério, em tão alta velocidade que mesmo eu estando na minha mão de direção e ela no outro lado da pista, a mesma arremessou vários grãos de minério na direção do meu veículo, vindo a quebrar o para brisas do mesmo, ficando assim eu com um enorme prejuízo.
Diante deste fato e de outros que eu mesmo já presenciei, pois utilizo muito a rodovia durante meu expediente de trabalho, resolvi procurar na internet algo sobre como o minério de ferro deve ser transportado. Então vejam alguns trechos da resolução do CONTRAN que destaco abaixo:
"-RESOLUÇÃO Nº 293, DE 29 DE SETEMBRO DE 2008 do CONTRAN
Fixa requisitos de segurança para circulação de veículos que transportem produtos siderúr-gicos e dá outras providências
Art. 15 O transporte de minério a granel só poderá ser feito em vias públicas em caçambas metálicas, dotadas de dispositivo que iniba o derramamento de qualquer tipo de material ou resíduo em vias públicas, obedecidas ainda as seguintes regras:
I – Será obrigatória a utilização de lona para o transporte do minério lavado e concentrado, tipo pellet quando transportado seco.
IV - As partes externas das caçambas e chassis dos veículos deverão trafegar livres de todo e qualquer detrito que possa vir a se desprender ou ser arremes-sado na via contra veículos ou pessoas.
Art. 22 O proprietário será responsável pelos danos que seu veículo venha a causar à via, à sua sinalização e a terceiros, como também responderá integralmente pela utilização indevida de vias e pelos danos ambientais que vier a provocar."
Como comentei anterior-mente, conheço inúmeras pessoas que já tiveram prejuízos em seus veículos devido ao trafégo das carretas de minério que não cumprem a resolução citada acima, sujando a pista com minério de ferro e não cuidando corretamente de suas caçambas.
Peço, que as autoridades fiscalizem mais, que as minera-doras fiscalizem mais, que as transportadoras revejam seus procedimentos, pois não precisa-mos retroceder muito no tempo, para lembrarmos de inúmeros acidentes graves envolvendo estes veículos pesados, nesta rodovia que inúmeros itaunenses utilizam no seu dia a dia.
Clésio Silva - Morador Itaunense
 
Pai reclama do Plantão 24 h 
Um pai ligou para a GAZETA DE ITAÚNA para denunciar o pouco caso de atendentes do Plantão 24 Horas. Segundo ele, foi para o local às 7 horas com o filho doente. A demora foi deixando o pai desesperado, principalmente porque, segundo ele, os pacientes eram encaminhados para dentro, para o corredor de espera, em frente aos consultórios, mas ninguém era atendido. "Eles, médicos e enfermeiras ficam de 'relia' uns com os outros, dando beijinhos, abracinhos e a gente esperando. E quando chega alguém que é conhecido deles ainda é passado na frente de quem está lá há horas. Fui muito mal antendido".Ainda segundo ele, por diversas vezes tentou explicar a situação do filho e os atendentes dizendo que em breve seria chamado.
Quatro horas de espera e às 11 horas a criança passou a ter convulsões e só foi atendido porque um médico do SAMU viu o que acontecia, colocou a criança na maca e entrou com ela no hospital. O médico disse que a criança tinha apenas gripe e o pai pergunta: mas e as convulsões? Revoltado o pai disse que pretende expor o descaso dos atendentes com os pacientes na imprensa, inclusive da capital.
 
 
27/06/09
Moradores pedem sinalização na rua Amianto
Moradores do bairro Padre Eustáquio reclamam da falta de sinalização na rua Amianto. Segundo eles há cerca de um ano a Prefeitura de Itaúna asfaltou a rua que era apenas calçada e aí começaram as suas preocupações porque o serviço não foi terminado.
Com o asfalto novo, veículos de todos os portes imprimem muita velocidade no local, que é uma reta, colocando em risco a vida dos moradores. Por várias vezes foi pedido na prefeitura que a pintura de faixas de pedestres e outras sinalizações fossem feitas, mas em vão.
"Não resolvem e quase todo dia a gente toma um susto aqui, por causa da alta velocidade dos veículos. Na rua existem muitas crianças, mas até mesmo os adultos temem quando precisam atravessar a rua. Pedimos que a administração pública termine o trabalho sinalizando a rua e evitando que uma tragédia aconteça aqui".
 
20/06/09
Eros Biondini no Terço dos Homens
Tivemos uma novidade nesta quarta feira (17/06) no Terço dos Ho-mens na gruta, a presença do evangelizador, missionário e Deputado Eros Biondini acompanhado da equipe de gravação da Canção Nova Minas. A matéria será apresentada pela Canção Nova hoje quinta feira (18/06) as 19:30 horas. Padre Adilson (Fundador do Terço) e Eros Biondini encantou os Filhos de Maria com lindas canções deixando o terço ainda mais lindo. Rezaram e cantaram juntos com Eros e Pe. Adilson aproximadamente três mil homens. Foi um grande presente para nós Filhos de Maria. Achei muito legal o depoimento de Gabriel Chalita onde ele escreve no Cantos de Minas, Boletim Informativo do Mandato, "Eros Biondini é a testemunha de que é possível fazer política sem negligenciar os valores cristãos. Sua competência, seu espírito público e sua sensibilidade com os grandes problemas sociais vêm marcando sua atuação na ALMG". Parabéns para o Eros e para o queridíssimo Pe. Adilson que conduz o terço com muito amor e dedicação.
João Batista de Oliveira – Filho de Maria, com muito orgulho
 
30/05/09
A Justiça tarda mas não falha
Talvez seja um pouco precipitado cantar vitória antes da decisão do TRE, mas os dias do sr. Eugênio Pinto no desgoverno desta cidade estão contados. E ele sabe disto. Sabe porque teve que se defender das acusações do ex e futuro prefeito de Itaúna, Osmando Pereira da Silva. Sabe do que está sendo acusado e sabe que as provas foram apresentadas.
Muitos tentaram tirar o poder das mãos do sr. Eugênio antes que não sobrasse pedra sobre pedra, mas foi preciso vir um herói, como nos quadrinhos, para nos libertar deste desgoverno vergonhoso e patético onde o prefeito não manda nada e até a namorada se faz de chefe de gabinete, para o nosso desespero.
Mas a Justiça virá e em breve. Não é possível que os nossos Promotores e Juízes deixem escapar esta chance de devolver a cidade aos itaunenses, aos homens de bem. Chega de forasteiros que apenas querem mamar nas tetas da nossa prefeitura. Chega de prefeito aventureiro, precisamos de um prefeito de punho firme que nos leve de volta (por incrível que pareça) ao nosso passado, sem máculas, sem denúncias diárias de superfaturamento até no preço da merenda escolar. Chega, chega e chega!
Osmando deve voltar ao governo nas próximas semanas, mas não acredito que assuma a prefeitura de imediato. Muita burocracia se exonerar do cargo em Belo Horizonte para assumir aqui por poucos dias. Poucos dias porque o sr. Eugênio vai ter, infelizmente, o direito de recorrer da decisão do Juiz Eleitoral, caso seja ela favorável à cidade. Recorrendo, o sr. Eugênio voltará ao cargo enquanto espera a decisão do TRE. Osmando então deve empossar o candidato a vice, Badaró, até que a decisão final seja conhecida. Só assim deve deixar seu cargo em Belo Horizonte e assumir de novo o comando de nossa cidade.
E que ele venha e seja recebido como um herói, com direito a desfile no carro dos Bombeiros como todo herói merece.
E que Itaúna volte a ser nossa cidade novamente!
Esperança na Justiça
23/05/09
Prefeitura de Itaúna e SAAE negam responsabilidades e prejudicam itaunense
Antonio Salera e seu pai Umberto Salera, adquiriram e registraram um terreno de 6.734m², nesta cidade, no livro n°3-N, folha 129, transcrição n° 9.065, datado de 07-05-1947, nas imediações da rua Estrada de Ferro, hoje Avenida Dona Cota, Péricles Gomide, Dr. José Gonçalves (próximo Mercado Municipal) e Avenida São João (antiga Rua da Várzea).
O senhor Umberto Salera construiu uma casa, onde passou a residir e aí foi aberto um beco, que hoje recebe o nome de Vila Umberto Salera. Na época, não havia rede de esgoto e com a ajuda da Companhia Industrial Itaunense, o Sr. Umberto Salera, concordou que o escoamento do esgoto e da água pluvial passassem pelo seu quintal; pois já havia nessa época o beco do Sr. Crispim Magalhães , casas do lado de cima da linha do trem (av. Dona Cota) além de alguns ‘’chalés’’ e barracões no próprio beco do Sr. Umberto Salera .
Esse terreno de 6.734 m², meu pai, Antonio Salera, transformou em loteamento e vendeu aos antigos moradores das imediações. Sobrou a parte central onde era o quintal do Sr. Umberto Salera. Após mais de 60 anos com proprietário, com a morte do meu pai, tornei-me herdeira do imóvel e iniciei uma construção. Meu arquiteto é o Sr. Samuel Nicomedes - pessoa idônea e capacitada, tendo sido o projeto feito com critério, atendendo a todas as exigências da Prefeitura Municipal de Itaúna e do CREA. Fui informada de que a planta fora aprovada e poderia iniciar a construção (data - setembro de 2008). Ficara pendente apenas o registro do lote - pois tínhamos os registros referentes do total do terreno e haveria necessi-dade de uma retificação da área para separar o local da constru-ção do prédio.
Embora eu já possuísse a medida correta do lote em questão, pois em 1985 fui procurada por Valdez Leite Machado para comprar-me o fundo do meu quintal, que fazia confrontação com o mesmo. Para ser feita a escritura, o Dr. Idervan Nogueira, engenheiro da prefeitura, elaborou a planta total da minha propriedade; esta foi aprovada sob n° de protocolo 4882 – no dia 14-10-85, e foi assinada pelos proprietários – Elizabeth Salera Mesquita e Valdez Leite Macha-do (isto quer dizer que concor-damos com as medidas). Na época, nem a prefeitura, nem o cartório de registro colocaram impedimento para a venda de parte do meu lote. Posteriormente, Valdez Leite Machado construiu em cima da rede de esgoto, impedindo acesso ao SAAE, em caso de necessidade de manutenção. Também a sua construção atingiu a rede plural que dá vazão a toda a água de chuva vinda da comunidade. Em minha propriedade a rede de esgoto e pluvial se encontram localizadas a direita do lote, confrontando com os vizinhos da rua Péricles Gomide, não havendo nenhuma edificação sobre elas que possam impedir a sua manutenção, conforme normas impostas pelo SAAE.
Em fevereiro do corrente ano, foi feita fiscalização e consequentemente manuten-ção, onde vieram mais de 15 homens, 2 engenheiros, técnicos para a troca dos canos de escoamento do esgoto, além de 2 caixas coletoras, uma na rua Umberto Salera, de frente ao n°31 (casa) e outra dentro do meu terreno para eventual manutenção.
No dia 10 de março, recebi uma notificação urgente, da 2º vara civil, processo 0338090 84732-2 tendo com autor Valdez Leite Machado e como Elizabeth Salera Mesquita. No despacho judicial, Valdez dizia que não iria tolerar a ligação da rede de esgoto sanitário e águas servidas, relativas ao prédio em construção, etc, etc. Ele fala da precariedade da rede, afirma que a rede de esgoto passa por sua propriedade por ato de mera tolerância de sua parte.
Diz ainda que quase nenhuma residência faz uso dessa rede. Finalmente, depois de citar artigos do Código Civil, textos e ensinamentos, ele pede ao Juiz que determine o embargo da minha construção e que recolha a licença de construção.
Depois desse fato, fui à prefeitura e o Sr. Franque Weber Guimarães de Oliveira, diretor do Departamento de Desenvolvi-mento Urbano, afirmou-me que meu projeto estava O.K., sem problemas e só faltava o registro atualizado e que deveria ser feita a retificação de área do lote.
Fui ao SAAE pedir uma ex-plicação e o Sr. Joaquim Gomes, após o oficio que lhe enviei, recebi um relatórios que diz: a rede foi implantada antes da criação do SAAE, provavel-mente pela Companhia Industrial Itaunense (+ de 50 anos); que existem hoje, mais de 30 ligações destinadas a esta rede, e que a rede pode comportar 80 ligações padrões (80 casas).
Eles têm cadastro dessa rede desde 1990 (19 anos). As afirmações da notificação judicial citada, são incoerentes com a realidade. "Algumas poucas casa usam a rede’’ quando na verdade mais de 30 casas fazem uso da rede. "Permitindo por ato de mera tolerância de minha parte’’. Valdez nunca "permitiu" a passagem da rede, mesmo porque ele comprou-me o imóvel onde a rede de esgoto já passava há mais de 60 anos.
A minha indignação é que, pelas informações obtidas, esta é uma rede pública, que atende a mais de 30 residências, e que qualquer procedimento para seu remanejamento é de total responsabilidade da concessi-onária local- SAAE; nada tenho a ver com o caso e nada posso fazer a respeito, pois, por ser tecnicamente uma solução de médio a longo prazo, uma vez que envolve estudos de viabilidade, projetos e obras complexas, acreditamos que no momento é impossível a retirada ou desvio da rede – e eu, Elizabeth Salera devo ficar a espera de uma solução, com a minha obra parada? Quem se responsa-bilizará pelo meu prejuízo?
Se durante 65 anos colaboramos com a comunidade, sem nunca termos recebido nenhuma indenização, hoje tornei-me ré respondo por exi-gências impostas judicialmente?
Valdez, ao comprar o terreno, conforme dito anteriormente, sabia da existência da rede de esgoto, mesmo assim fez uma construção sobre a mesma.
Tecnicamente, não existe razão para alegação ou embargo da obra, uma vez que a mesma em nada contribui para prejudicar qualquer um de seus vizinhos, pelo contrário, valorizando a região e os demais lotes da vizinhança. A rede continua funcionando como sempre e toda a sua manutenção é de responsabilidade única do SAAE.
Para manter o embargo da minha construção, Valdez Leite Machado se negou a assinar a retificação de área do lote, ale-gando que a planta está coberta de erros, que eu, Elizabeth Salera estaria esbulhando a confron-tante Maria Florisbela de Souza (a testada do lote de Maria Florisbela é de 8,40 cm para a rua Umberto Salera e de 160 para o lote de Elizabeth Salera conforme planta de 14-10-85 protocolo nº 4882). A planta usada hoje para o projeto de construção e para retificação de área é uma cópia daquela planta feita pelo Dr. Idervan Nogueira, aprovada pela prefeitura, assinada por mim e Valdez Leite Machado como proprietários daquele terreno.
A mesma prefeitura que há 1 mês me disse que eu só preci-sava apresentar a retificação de área do lote, que tudo estava em ordem com a relação ao projeto, enviou-me no dia 27-04-09, outra notificação com novas exigências impostas judicial-mente. "Considerando que recebemos notificação da 2ª vara civil da cidade de Itaúna, determinando que o município de Itaúna não aprove e não expeça alvará de licença em nome de Elizabeth Salera Mesquita referente a construção do prédio em lote que confronta com o imóvel de Valdez Leite Machado e se já estiver sido aprovada e emitida proceda-se o seu recolhimento, determinando o embargo da obra até que a requerida demonstre como será feito a ligação do esgoto sanitário e águas servidas, etc. etc".
A minha advogada, pessoa incorruptível, capacitada e muito estudiosa, entrou com uma contra notificação, onde ela pede seja desconsiderado o embargo da obra de construção, já que o SAAE é o responsável pela rede.
A prefeitura pode acatar essa notificação se a responsa-bilidade é do município pois o SAAE é uma autarquia, estando ele e prefeitura ligados entre si???
Querem me impedir de usar a rede de esgoto onde o SAAE faz uso há mais de 20 anos (ela existe há mais de 60 anos), recebe pagamento pela conta de água e esgoto das casas dessa comunidade, nunca fui indeni-zada pelo uso do meu quintal, e ainda estou sofrendo danos morais e materiais incalculáveis.
Estou sendo prejudicada e temo pelo resto da comunidade que faz uso dessa mesma rede, pois nunca poderão alterar suas edificações, aumentá-las, construir prédios novos, pois Valdez Leite Machado se esquece que hoje são pequenas moradias, mas amanhã poderão ser prédios iguais ou maiores que o meu. Onde irão ligar seus esgotos sanitários?
Ex: A família Souza Mello, pessoas dinâmicas, grandes empreendedoras, detém algu-mas propriedades que usam dessa mesma rede esgoto (Rua Crispim Magalhães, Vila Umberto Salera e Avenida Dona Cota), além da família do Sr. Crispim Magalhães, Vandeir Nicomedes, Heleno Marques, Antonio Eustaquio Pinto e demais moradores dessa comunidade. Quando as pessoas acima decidiram fazer construções novas, elas ou seus filhos, também serão impedidos com notificações e embargos?
Sou cristã, tenho muita fé em Jesus Cristo e Maria Santíssima. Não sou ministra da Eucaristia; mesmo porque, para tocar no corpo de Cristo é necessário requisitos que acredite não possuí-los, embora nunca prejudiquei ninguém em sã consciência. O dinheiro que estou usando para construir esse prédio veio de quase 20 anos de trabalho e luta, longe dos meus pais, irmãos e amigos; longe do meu Brasil que tanto amo, trabalhando em "sub-emprego", muitas vezes a 20 graus abaixo de zero; trabalho honesto, sem ajuda de pessoas influentes. Tenho quatro filhos, nove netos e aos 61 anos continuarei lutando, acreditan-do na justiça dos homens e mais ainda na justiça de Deus.
 
Elizabeth Salera Mesquita e Leonardo Salera Mesquita.
 
Carta Aberta do PMDB
 
A Presidente da Executiva local do PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro, no uso de suas atribuições estatutárias, no exercício do "munus" vem a público comunicar as decisões verificadas em Reunião Extraordinária da Agremiação, na data pretéritade 11de maio de 2009.
Preliminarmente, ressalta-mos o compromisso de nossa Agremiação Partidária com o crescimento sociale econômico de nossa Cidade, fato este, que nos motivou a composição com a atual Adminsitração, oportuni-dade em que compomos a Chapa Majoritária vencedora do cer-tame Eleitoral de 05 de outubro de 2008, com o noso filiado e fiel companheiro Pedro Paulo Pinto.
Observadas as propostas do atual Prefeito, principalmente a fiel observância de uma política social e econômica voltada para toda nossa comunidade, princi-palmente aquelas camadas me-nos favorecidas, resultou-se na Coligação PT/PMDB, único caminho que poderia conduzir à vitória ou à recondução do atual Prefeito, conforme se deu naquelas eleições de 05 de outubro de 2008!
Todavia, passadas os primei-ros cem dias de Governo, verifi-ca-se a cada atitude assumida pelo senhor Prefeito Eugênio Pinto, que aquela fidelidade de outrora, os compromissos assu-midos com o PMDB e seus membros não se passaram de um ledo engano, assim como não se passaram de um ledo engano as suas promesssas diante de seus próprios eleitores e de toda co-munidade itaunense, que hoje clama por um mínimo de seri-edade no trato para com nosso maior patrimônio, que é Itaúna!
Urge salientar, que esta observação restou esposada e acatada pela maioria dos mem-bros da Executiva do partido presentes na Reunião Extraor-dinária já referida, onde ficou cla-ra e evidente a cobrança de todos os segmentos sociais de nossa Cidade que, dia após dia, torna-se mais acirrada, no sentido de que novos rumos sejam adotados pelo PMDB local.
Neste patamar e na posse desta visão política notável por "maioria" dos Membros da Executiva, o PMDB local optou pelo rompimento com a Administração Municipal, por não concordar com seus atos e ou atitudes administrativas, em que pese ser uma Agremiação política que lhe conferiu a vitória nas eleições já referidas, cedendo-lhe o seu Vice-Prefeito.
Finalmente, deixamos mais uma vez esclarecido que, frustados os compromissos firmados com nosso Partido, assim como com a nossa Comunidade, o PMDB local quer tornar público que, além de não concordar com os atos da atual Administração, está, doravante, rompendo definiti-vamente, qualquer vínculo polí-tico partidário com a mesma. 
Itaúna, 12 de maio de 2009
 
Edna Lopes Cançado de Faria
(seguem-se assinaturas de quatro membros da executiva)
 
09/05/09
A desmoralização do Exercito Brasileiro em Itaúna
Sou Luciana Silva Franco, itaunense, trabalhei como Secretária do Tiro de Guerra de Itaúna por 9 anos e 9 meses, tenho a consciência tranqüila de que cuidei com honestidade e dedicação de toda a documentação sobre minha responsabilidade, dando minha humilde contribuição, para que o Exercito Brasileiro em Itaúna, fosse sempre uma instituição respeitada e eficiente.Semanas anteriores, vimos o cidadão Odair Assis vincular na mídia, inúmeras denuncias sobre a possível manipulação do Tiro de Guerra por parte do Senhor Prefeito. Vi também o cidadão Júnior Capanema usar a Tribuna da Câmara, de maneira corajosa, para questionar os Vereadores o porquê dos mesmos não pegarem aquelas provas, as quais eles podem facilmente adquirir junto  a Justiça Eleitoral, Ministério Publico e do Patrimônio, ou com o Odair Assis e assim iniciarem um processo de cassação do Prefeito e Vice Prefeito, o qual o nosso povo itaunense tanto espera. Confesso que estou cada vez mais revoltada como a inatividade de nossas autoridades, as quais cruzam os braços e digamos de passagem, eita Câmara de Vereadores ruim de serviço, viu. A lama patrocinada pela inatividade de nosso legislativo Municipal, nunca fizeram uma auditoria por eles mesmos nas contas da Prefeitura, será porque não sabem, não podem, não querem, ou por imposição do Prefeito?.Faz-me crer que eles só sabem mesmo é bajular Prefeitos, Deputados e outros. Que a política de Itaúna ta mesmo uma baderna, todos nós já sabemos, mas chegarem ao ponto de enlamear até mesmo o Exército Brasileiro e o pior, não vimos uma única autoridade Militar vir a público, para dizer quais providencias foram ou serão tomadas, pra mim é demais. Por isso resolvi tornar público minha humilde opinião, a de uma funcionária a qual conviveu nos bastidores das forças armadas em Itaúna, por quase uma década.É público e notório que políticos ao invés de trabalhar em prol do povo, são muito hábeis, por exemplo, ao pedirem a dispensa de um ou outro jovem alistado para não fazer o Tiro de Guerra. O que eu questiono e deixo claro é minha revolta contra o abuso, a manipulação e a lama atirada no Exercito Brasileiro, instituição a qual eu tenho o maior amor e respeito, principalmente porque o Prefeito Eugênio Pinto supostamente o usou para fins eleitoreiros. Toda essa baderna aconteceu nos períodos pré-eleitoral e eleitoral, uma vez que o Prefeito teve a coragem de assinar 4 ofícios ao Comandante do Tiro de Guerra, pedindo ao mesmo, a dispensa de 47 alistados e com certezas esses mesmos jovens geraram vários votos para Eugênio Pinto. Será justo o Prefeito supostamente usar o cargo, para obter mais votos? Acho isso questionável. É pra isso que existe o Exercito Brasileiro, para ser cabo eleitoral de políticos ou é para defender nossa nação?Eu gostaria muito de questionar pessoalmente o Chefe da STG/4, o Major João Gurgel Sales, sobre mais este absurdo. No entanto estou desempregada, com mãe recém operada e sem condições de ir pessoalmente ao gabinete do mesmo, em Belo Horizonte. Infelizmente nenhum dos nossos 10 Vereadores, os quais ganham muito bem, seriam incapazes de ir ao encontro do mesmo e se o fizessem, iriam apenas para tirar fotografias e colocar nos jornais, de forma a enrolar a população, mantendo tudo como sempre esteve ou até mesmo pior. Mas como eu conheço de perto a honra e honestidade, as quais são marcas registradas da personalidade do Militar e por isso rogo a Deus que ilumine algum cidadão corajoso desta cidade, como o Capanema ou o Odair, para que possam levar essas provas ao conhecimento Comandante da STG/4, ao Sr. Ministro da Defesa ou a demais autoridades do Exercito Brasileiro, para que o Sr. Eugênio Pinto e seus cabos eleitorais, caso forem culpados, possam ser punidos na forma da lei. 
Justiça hoje e sempre! 
Luciana Silva FrancoCidadã Itaunense
 
Tarifas do pedágio
Prezada GAZETA ,
Aproveito a coluna de notas do seu importante jornal para lembrar a todos que segundo o contrato da concessionária que administra a rodovia MG 050, o reajuste das tarifas do pedágio seria anual (no próximo mês de junho), segundo um determinado índice, o qual não me lembro. Sendo assim, conclamo os nossos vereadores itaunenses a cumprir já a sua função fiscalizadora, chamando imediatamente os responsáveis pela Nascentes das Gerais para apresentarem qual será esse índice, pois de acordo com o que se espera nesse cenário de recessão, o mais razoável que podemos aguardar é uma redução da caríssima tarifa de pedágio desta rodovia ,ainda não duplicada, antes que sejemos surpreendidos por um aumento extorsivo e injusto nas próximas semanas. Depois que o "leite derramar", não adianta chorar!
Um Abraço,
Dr Alessandro Bao Travizani Cardiologista Itaunense
01/05/09
Falta de planejamento
Eu sou morador do Bairro de Lourdes há 16 anos e não consigo entender o motivo da construção de uma praça na Av. Dorinato Lima. Destruíram uma área pública nobre do bairro, de alto valor comercial, para a construção de mais uma obra inútil, onde brevemente será foco de malandragem, mato alto, lixo, mosquito da dengue etc. Jamais o bairro terá outra área tão bem localizada como esta para ser utilizada para outros projetos mais nobres.
Dizem que foi atendendo ao pedido da população do bairro no Orçamento Participativo. Mas que população é esta que solicitou? Eu e nem boa parte dos moradores não fomos consultados. Jamais deixaria um filho meu brincar em uma praça da cidade, onde não existe a mínima condição de segurança. Gostaria dos nomes de quem projetou e aprovou esta ridícula obra, aliás, até hoje estou procurando pelo presidente do CONSELHO COMUNITÁRIO DO BAIRRO DE LOURDES, para esclarecer este e outros problemas do bairro e não o encontrei, se alguém souber quem é ele, me comunique, por favor.
Veja bem temos duas precárias escolas no Bairro de Lourdes, necessitando de atenção, Celuta das Neves e Dr. Lincoln, precisando de reformas, material didático e outras coisas. Será que as pessoas que autorizaram a construção da inválida area de deslazer, não pensaram antes no conforto dos nossos filhos, nas escolas que estão agonizando e que a área onde esta sendo construída a praça poderia ser destinada a construção de centros de aprendizagem e quadras para esportes?
Realmente foi um grande desperdício de mais uma área publica nobre com mais uma pracinha de brinquedo, fico revoltado com a falta de visão da prefeitura e de quem mais autorizou este absurdo. E o pior Itaúna esta cheia de pracinhas de brinquedo, mais ninguém cuida. Bastam as praças de esportes que já estão ficando inviáveis para o bolso do contribuinte. Mas tudo tem o lado bom, o prefeito certamente vem inaugurar mais uma de suas GRANDES obras, e assim teremos a oportunidade de vê-lo, pois ele anda SUMIDO e temos muitas perguntas pra o mesmo.
Medalha de Barro para os autores desta PRAÇA VAZIA E SEM GRAÇA.
João Batista de Oliveira
Morador do Bairro de Lourdes
18/04/09
O REI MORREU!
Tragédia, drama ou comédia?
A década de 70 – época da efervescência cultural e artística itaunense, na qual manifestantes não eram tratados como baderneiros e arruaceiros – já mostrava seus sinais de despedida, quando um grupo de artistas decidiu buscar, junto ao poder público, um local para suas realizações cênicas. Abraçando a manifestação desses artistas, o então Prefeito Célio de Oliveira fez nascer o Teatro Vânia Campos. Para isso, um galpão existente no Canteiro de Obras da Prefeitura foi fechado e transformado em palco e platéia e, daí por diante, adaptado até os dias atuais.
Mas Itaúna, seus artistas e sua população mereciam mais.
Então, na década de 80, o Prefeito Francisco Ramalho, empreendedor e inovador, se antecipou ao seu tempo e incluiu no projeto da Praça Cívica, o Espaço Cultural de Itaúna com o Teatro Sílvio de Matos. Obra de grande porte e valor cultural agregado, o Teatro Sílvio de Matos mostrou a que veio e, durante anos, acolheu todo tipo de manifestação cultural e artística. Veteranos ou estreantes artistas premiados ou coadjuvantes, pisaram o seu palco e brilharam sob seus refletores. Atores, músicos, diretores, cenógrafos, sono-plastas, iluminadores, produto-res, dentre outros, utilizaram suas dependências para levar sua arte onde o povo estava. Foram centenas de espetáculos, entre peças teatrais, shows musicais, festivais, encontros, além de palestras, formaturas, seminários, comemorações, homenagens, posses, etc e tal.
Em meados da década de 90, o Vice-Prefeito Guaracy de Castro Nogueira – Prefeito da Educação, com o aval do Prefeito Hidelbrando Canabra-va, deu sinal verde para algumas reformas necessárias para o melhor desempenho do Teatro Sílvio de Matos. Assim foram realizadas melhorias na sala de projeção, nos equipamentos de som e luz, no palco, nas coxias, na rotunda, no ciclorama, nos refletores, nas gelatinas, dentre outros. Mas a ventilação forçada em detrimento ao ar condici-onado, problema crônico do teatro, principalmente para a platéia em épocas de verão, permaneceu.
Reformas realizadas, o Teatro Sílvio de Matos seguiu seu objetivo de ser uma das melhores casas de espetáculos do interior de Minas Gerais, observação atestada e confirma-da por grandes nomes das artes cênicas que por aqui passaram.
A chegada do novo milênio trouxe novidades para a nossa terra. Uma delas foi o Corpo de Bombeiros. Com sua implan-tação vários espaços tiveram que se adequar às normas de segurança atuais. Outra novidade foi a alteração nos rumos de nossos espaços culturais e artísticos, com a chegada do atual Prefeito e seus assessores.
Quando os primeiros co-mentários, que corriam de boca em boca, davam conta da construção de um restaurante popular onde é hoje o Palco Externo do Espaço Cultural, já percebemos o que tínhamos pela frente. Logo o Coreto Municipal foi posto abaixo a marretadas para a construção de um banheiro público. Foi neces-sária a interferência judicial para que, com o dinheiro público, o Coreto fosse reconstruído. Passado o episódio do Coreto, era hora de implicar com a reforma da Igrejinha do Rosário. Outro desgaste desnecessário com mandos e desmandos, onde o poder falou mais alto. Mas o retrocesso cultural itau-nense merecia mais. Aí des-truíram e fecharam o Teatro Sílvio de Matos. Sob a alegação de que "se não fechássemos, o Corpo de Bombeiros fecharia", promoveram no Teatro Sílvio de Matos um verdadeiro "tsunami" e arrasaram o que existia.
É necessário destacar aqui que clubes itaunenses como o Tropical, o Automóvel Clube e o Iate, por exemplo, também tiveram que se adequar às normas de segurança do Corpo de Bombeiros e nenhum deles fechou suas portas por esse motivo. Todos se planejaram, apresentaram projetos e cum-priram o estabelecido em etapas aprovadas e vistoriadas pelo Corpo de Bombeiros. Fechar e destruir o nosso teatro com desculpa de interdição do Corpo de Bombeiros é "conversa pra boi dormir..." Insistir nessa tese por anos a fio é ignorar o bom senso e declarar ignorantes os insatisfeitos. Manter e persistir nesse erro é atestar o destem-pero e o despreparo cultural de um ato insano e leviano.
Recentemente um comentá-rio infeliz de um vereador eleito pelo povo sugeria, ironica-mente, que um dos manifestan-tes em prol da reconstrução do Teatro Sílvio de Matos deveria estar pronto para utilizar aquele palco, logo que o teatro fosse reaberto. Isso é o mesmo que dizer a toda população que luta pelo funcionamento ideal do nosso Pronto Socorro que se interne ali, assim que for solucionada essa outra pendenga. Chega a ser cômico...
Culturalmente falando, de 2006 até hoje, não sei se vivemos uma tragédia, um drama ou uma comédia. Pena que nenhum dos atos dessa encenação pode ser admirada no teatro destruído. São quase quatro anos sem atividades no nosso teatro, resultado da inconseqüência e do descaso. No informativo Itaúna Viva da Prefeitura Municipal de Itaúna, edição de número 05, de janeiro de 2006, o qual possuo em meus arquivos, a mesma destacava a "reforma" do Teatro Sílvio de Matos, encerrando assim a matéria: "a reestruturação deverá ser realizada ainda no primeiro semestre de 2006".
Agora, diante das crescentes evidências, pressionada pelas diversas manifestações pacífi-cas e já não agüentando a "gata pelo rabo", a administração municipal arrumou um novo responsável pelo setor cultural, visando a reconstrução do nosso teatro. E o novo agente cultural dessa administração reconhece, em entrevista, que o máximo que pode fazer é deixar o Teatro Sílvio de Matos como estava, incluindo o projeto do Corpo de Bombeiros e algumas melhorias técnicas. "Tudo como antes no quartel de Abran