Economês
 
No nosso dia a dia estamos sempre lendo e ouvindo expressões e termos técnicos que nem sempre são do nosso linguajar coloquial, cotidiano. Palavras desconhecidas passam a fazer parte de nossa vida, mesmo que não saibamos o seu real significado. Simplesmente nos acostumamos com as expressões. Isto acontece quando lemos jornais e revistas, e também quando ouvimos o noticiário pelo rádio ou assistimos ao telejornal. Esses termos técnicos e expressões são chamados por alguns de “economês”, pois são utilizados em assuntos ligados à economia, e também à contabilidade, administração, finanças e negócios em geral, ou seja, são considerados jargões da Economia. Vejamos alguns de uso mais freqüente e respectiva explicação para que o leigo possa entender.
 
 
Abertura de Capital: Processo pelo qual uma empresa permite que várias pessoas, físicas ou jurídicas, passem a fazer parte do seu capital, do seu quadro acionário, como acionistas, pela aquisição de partes (pedaços) do capital denominadas ações. Para isso, é necessário que a empresa seja uma Sociedade Anônima, portanto, com capital fracionado em ações, e existem ainda algumas regras e condições sob as quais a empresa deve se submeter para obter autorização para “abrir” seu capital. As ações são negociadas em Bolsa de Valores, sob rigorosa fiscalização, e compra quem quiser, desde que por intermédio de uma corretora credenciada. Existem, então, Companhias de Capital Aberto e Companhias de Capital Fechado.
 
Administração Direta e Indireta: A administração pública exercida pelo Poder Executivo, quer seja municipal, estadual ou federal, se divide em Administração Direta e Administração Indireta. A Direta é realizada pelo órgão central, principal, com suas fontes de renda e com compromissos a ele vinculados. A Indireta, por sua vez, se constitui em órgãos públicos que, mesmo vinculados e de certa forma subordinados à Administração Direta, possuem personalidade jurídica, independência administrativa, financeira e orçamentária. Para facilitar o entendimento, vamos tomar um município como exemplo. A Administração Direta congrega a Prefeitura, dirigida diretamente pelo Prefeito, e os Fundos Municipais coordenados pelos respectivos gestores e Conselhos. Normalmente, existem Fundos Municipais destinados a: Criança e Adolescente, Assistência Social, Saúde, Ensino, Meio Ambiente, Turismo, Segurança Pública, etc. A criação desses Fundos deve ser feita por Lei e de acordo com conveniência e necessidade local. A Administração Indireta, por sua vez, é formada por entidades independentes que possuem seus respectivos administradores, normalmente na qualidade de presidentes ou diretores. É como se essas entidades fossem braços da Administração Direta e podem se constituir de autarquias, fundações, empresas públicas, institutos, sociedades de economia mista, etc. Continuando com o município como exemplo, pode haver autarquia de água e esgoto, instituto de previdência dos servidores municipais, empresa pública de transportes coletivos, empresa pública de recolhimento e beneficiamento de lixo, fundação na área cultural ou educacional, etc.
 
Ágio: Diferença entre o preço oficial de alguma coisa (ou preço de tabela) e o que o comprador realmente paga para obtê-la. É um adicional, uma vantagem que se cobra para se dispor de algo, como um título, produtos, ações, dólares, etc, normalmente quando a procura supera a oferta. Por exemplo, se determinada coisa tem seu preço oficial em $ 1,00 e se o vendedor a vende por $ 1,05, a transação foi feita com $ 0,05 de ágio. Sobre produtos com preços tabelados a cobrança de ágio é ilegal. O contrário de Ágio é Deságio.
 
Alca: Sigla de Área de Livre Comércio das Américas. É uma proposta de união comercial entre 34 países das Américas que vem sendo negociada desde 1990 e que pretende ser o maior bloco econômico do planeta. Através da Alca, barreiras comerciais entre os países participantes seriam derrubadas e produtos e serviços fluiriam entre eles sem restrições e sem impostos. Ainda há resistências à sua efetiva criação e Cuba não faz parte do acordo em virtude de bloqueio econômico que sofre dos Estados Unidos. Vide Mercosul.
 
Alienação Fiduciária: A palavra alienação tem origem no verbo alienar, que significa tornar alheio. Tem o sentido de transferência da propriedade de uma coisa ou de um direito de uma pessoa (física ou jurídica) para outra. Fiduciário se refere a fidúcia, que significa confiança. Nas relações comerciais, especialmente nas de crédito, alienação fiduciária representa a transferência provisória, ao credor, do domínio e da posse de um bem em garantia de pagamento de uma obrigação. O bem é devolvido ao seu antigo proprietário depois que ele resgatar a dívida.
 
Anistia: É o perdão da infração cometida, ou seja, o atraso do pagamento. Pela anistia perdoa-se a multa devida pelo não pagamento do tributo. É concedida, também, como forma de beneficiar o contribuinte em dificuldades, para que ele possa colocar sua situação fiscal em dia e voltar a pagar os tributos novamente. A anistia tem efeito passado, anterior à lei que a concedeu, e o contribuinte fica obrigado a pagar as penalidades relativas a novas infrações (atrasos de pagamento) que vier a cometer. Vide Isenção e Remissão.
 
Autarquia: Descentralização da prestação de serviços públicos pela criação de entidade detentora de personalidade jurídica, com autonomia econômica, mas não desvinculada do Poder Público. É um serviço estatal descentralizado. Difere da empresa pública que é um ente independente, embora pertencente ao Poder Público. A autarquia presta seus serviços como se fosse o próprio Poder Público, como um braço dele, mas com autonomia. Por isso segue as regras de direito público, sujeitando-se ao processo orçamentário público, o que a distingue das empresas estatais que são entidades de direito privado e, por isso, podem agir de acordo com os princípios comerciais. Em vários municípios temos como exemplo a autarquia SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto. Por ser entidade com personalidade de direito público interno, a Autarquia recebe a execução de serviço público por transferência e não por delegação, pois ela é um prolongamento do Estado. Ela é sempre criada por Lei. Temos, como exemplos, as autarquias previdenciárias (INSS), as profissionais (conselhos profissionais, OAB), as industriais (DNER) e as especiais (Banco Central, USP, UFMG).
 
Balança Comercial: É a relação entre as exportações e as importações de um país. Quando o valor das exportações excede o das importações, o país apresenta um superávit e torna-se credor do estrangeiro; quando, ao contrário, as importações superam as exportações, o país está em dívida com o estrangeiro e apresenta um déficit em sua balança comercial.
 
Banco Central do Brasil: Também conhecido como BACEN, não é um banco comum onde podemos fazer depósitos e movimentar nossos recursos. É como se fosse o banco dos bancos. É uma instituição financeira federal criada em dezembro de 1964, que tem as seguintes atribuições: executar a política financeira do Governo; controlar a emissão de papel-moeda; autorizar o funcionamento das instituições financeiras e fiscalizar suas operações; receber depósitos do sistema financeiro nacional; realizar operações de compra e venda de títulos públicos federais, de empresas de economia mista ou estatais; custodiar e administrar as reservas nacionais e o capital estrangeiro, e representar o Governo brasileiro perante os organismos financeiros internacionais.
 
Bens: Tudo aquilo que tem utilidade, podendo satisfazer uma necessidade ou suprir uma carência. Economicamente falando, os bens são “coisas” úteis, relativamente escassas ou que demandam trabalho humano, sendo passíveis, portanto, de avaliação monetária. Esta característica é importante, pois não havendo valor monetário o material não pode ser considerado como um bem.
 
Bens de Capital: Bens que servem para a produção de outros bens, como máquinas, equipamentos, material de transporte e instalações de uma indústria. Alguns autores utilizam a expressão bens de capital como sinônimo de bens de produção. Outros já preferem esta última para designar algo mais genérico que inclui ainda as matérias-primas e demais insumos, além dos bens intermediários, como é o caso do aço.
 
Bens de Consumo Duráveis: Bens de consumo que nos são úteis por um tempo relativamente longo, como uma máquina de lavar, um televisor, um automóvel. Diferem dos bens de consumo não-duráveis, como alimentos, materiais e utensílios de limpeza e higiene, roupas, que nos servem por pouco tempo ou são utilizados apenas uma vez.
 
BID: Banco Interamericano de Desenvolvimento. Instituição internacional sediada em Washington, criada em 1959 para prestar ajuda financeira aos países da América Latina e do Caribe.
 
BIRD: Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento. Instituição financeira internacional ligada à ONU e conhecida também como Banco Mundial. Criado em 1944, teve o objetivo inicial de financiar os projetos de recuperação econômica dos países atingidos pela guerra. Sediado em Washington, fornece empréstimos diretos a longo prazo aos governos e empresas para projetos de desenvolvimento.
 
Bitributação: Ocorre quando dois impostos, decretados por entidades diferentes, incidem sobre o mesmo bem ou fato gerador. Um caso típico é a superposição dos impostos de dois ou mais países. Alguns países sujeitam ao imposto de renda os lucros e dividendos auferidos no estrangeiro por cidadãos que continuam residindo no país. Como esses contribuintes também devem pagar o imposto no país onde a renda é gerada, ficam sujeitos à dupla tributação.
 
BNDES: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Instituição financeira federal criada em 1952 para fomentar o desenvolvimento dos setores básicos da economia brasileira, nos planos público e privado.
 
Boicote Econômico: Recusa em comprar produtos de determinadas empresas ou países, ou em vender produtos para determinadas empresas ou países. Em nível internacional, representa uma poderosa arma usada por uma nação contra outra para obter concessões econômicas ou políticas.
 
Boleto: Também conhecido por boleta, bloquete, bloqueto, etc. Trata-se de uma ficha de compensação utilizada para pagamento na rede bancária que, através de compensação entre as instituições financeiras, faz chegar à conta corrente do credor o valor pago pelo devedor. Possui informações como dados do devedor e do credor, valor, vencimento, identificação numérica e a que se refere. Após ser quitado pelo agente recebedor serve de comprovante de pagamento (recibo).
 
Bolsa de Mercadorias: Mercado centralizado para as transações com mercadorias, sobretudo os produtos primários de maior importância no comércio internacional e no comércio interno, como café, açúcar, algodão, cereais, etc. (as chamadas Commodities). Realizando negócios tanto com estoques existentes quanto com estoques futuros, as bolsas de mercadorias exercem papel estabilizador no mercado, minimizando as variações de preço provocadas pelas flutuações da procura e reduzindo os riscos dos comerciantes.
 
Bolsa de Valores: Instituição em que se negociam títulos e ações de companhias de capital aberto. Os negócios na Bolsa de Valores não podem ser feitos diretamente por qualquer pessoa ou empresa. Cada Bolsa credencia um determinado número de corretores que funcionam como intermediários entre compradores e vendedores. Eles funcionam como o centro do sistema pelo conhecimento aprofundado que possuem dos títulos existentes no mercado.
 
Brainstorming: Termo em inglês que significa tempestade de ideias. É um procedimento utilizado para encontrar solução para determinado problema por meio de um processo que estimula toda e qualquer alternativa. Uma sessão típica de brainstorming possui aproximadamente de seis a dez pessoas. Primeiramente, um líder é designado para expor o problema aos participantes e para anotar as idéias que forem surgindo. Exposto o problema, cada pessoa faz sugestão, dá uma ideia para a sua solução. Vale tudo, toda e qualquer ideia, e ninguém pode ser criticado por mais absurda que a ideia possa ser. Quando esta etapa estiver finalizada, o grupo irá discutir e avaliar as ideias, classificando-as. Aquela que tiver melhor aceitação será a decisão final. Pode parecer uma coisa ridícula, mas dos processos de brainstorming costumam sair as melhores ideias. Muitas vezes, as pessoas têm vergonha de dar determinadas sugestões por considerá-las absurdas, ou por acreditarem que os colegas assim pensarão. Mas durante o processo essas pessoas têm coragem de sugeri-las, pois além de valer qualquer ideia ninguém estará sujeito a críticas. Analisadas com critério, nem sempre tais sugestões são utópicas e muitas vezes se revelam as melhores soluções.
 
Caixa Econômica Federal: Instituição financeira sob a forma de empresa pública, vinculada ao Ministério da Fazenda, fundada no dia 12 de janeiro de 1861 quando Dom Pedro II assinou o Decreto 2.723, dando origem à Caixa Econômica e Monte de Socorro. Foi criada com o propósito de incentivar a poupança das famílias e de conceder empréstimos sob penhor, combatendo outras instituições que agiam no mercado, mas que não ofereciam garantias sérias aos depositantes ou cobravam juros excessivos dos devedores. No final de 1990 foi transformada em Banco Múltiplo e passou a participar dos diversos segmentos da atividade de intermediação financeira, captando recursos como os bancos comerciais e expandindo sua carteira de financiamento, embora mantendo aqueles de cunho social. É o maior agente do Sistema Financeiro da Habitação e gestora dos recursos do PIS, do FGTS, de loterias, etc. Pela sua personalidade jurídica, como empresa pública difere dos bancos que são, na grande maioria, empresas privadas. Também difere com relação às atividades exercidas, embora tenha se aproximado muito dos bancos comerciais nos últimos anos. Alguns dizem que banco é banco, e Caixa é Caixa. Está correto, são instituições diferentes, mas na prática é quase a mesma coisa.
 
Câmbio: Operação financeira que consiste em vender, trocar ou comprar valores em moedas de outros países ou papéis que representem essas moedas. A palavra câmbio é também utilizada para designar a relação de preços da moeda de um país com a de outro. E variação cambial é a alteração (variação) sofrida no valor de uma moeda em relação à de outro país.
 
Câmbio Apreciado: Situação em que o câmbio está mais valorizado do que a média dos últimos anos, comparando-se nosso Real com as principais moedas estrangeiras: Dólar e Euro. Apreciado, neste caso, é sinônimo de “a preço maior”, “mais valorizado”. O contrário é Câmbio Depreciado.
 
Câmbio Depreciado: Situação em que o câmbio está desvalorizado em relação à média dos últimos anos, comparando-se nosso Real com as principais moedas estrangeiras: Dólar e Euro. Depreciado, neste caso, é sinônimo de “a preço menor”, “menos valorizado”, “desvalorizado”. O contrário é Câmbio Apreciado.
 
Cancelamento de Lançamento de Tributo: É o ato de cancelar tributo já lançado que, por motivos vários, foi feito indevidamente. O cancelamento tem efeito passado, anterior ao ato que o concedeu.
 
Capital Aberto: Espécie de sociedade cujo capital social é constituído por ações que são negociadas em Bolsa de Valores, com um grande universo de acionistas que nelas investem, objetivando valorização de seu capital e distribuição de dividendos (lucros). Este tipo de sociedade permite, portanto, que qualquer pessoa seja acionista. Vide Capital Fechado.
 
Capital Fechado: Espécie de sociedade cujas ações não são negociadas em Bolsa de Valores, tendo, dessa forma, um círculo fechado e restrito de acionistas. Muitas vezes, as ações desse tipo de sociedade são negociadas diretamente entre vendedor e comprador, que se conhecem. Diferente das Companhias de Capital Aberto que desconhecem muitos de seus “donos”. A grande maioria das Companhias de Capital Fechado se refere a empresa familiar. Vide Capital Aberto.
 
Capital de Giro: Também chamado de Capital Circulante, representa tudo aquilo que a empresa tem a seu dispor para circular e produzir mais recursos, isto é, promover o seu giro empresarial, chamado também de giro operacional. Daí o nome capital de giro. E ele gira mesmo, circula. Imaginemos uma loja cujo capital de giro é formado por dinheiro, estoque de mercadorias e valores a receber. Com o dinheiro ela compra mercadorias que, quando vendidas à vista, voltam a ser dinheiro, normalmente num volume maior devido aos gastos agregados e ao lucro. Se a venda for a prazo o giro (circulação) demorará mais um pouco: o dinheiro se converte em mercadorias e estas se transformam em valores a receber que, quando quitados pelos clientes, voltarão à forma de dinheiro completando o ciclo.
 
Capitalismo: Sistema econômico e social predominante na maioria dos países industrializados ou em industrialização. Nele, a economia baseia-se na separação entre trabalhadores juridicamente livres, que dispõem apenas da força de trabalho e a vendem em troca de salário, e capitalistas, os quais são proprietários dos meios de produção e contratam os trabalhadores para produzir mercadorias visando a obtenção de lucro. Significa dizer que existem patrões e empregados, classes sociais distintas, ricos e pobres. Porém, todos são livres para atuar na economia na condição que quiserem ou puderem, tendo a possibilidade, inclusive, de prosperar. Vide Comunismo e Socialismo.
 
Carência: É um prazo previsto nos instrumentos contratuais das operações de crédito, especialmente nos empréstimos e financiamentos vinculados à realização de um determinado empreendimento, durante o qual o credor não exige amortização do valor emprestado, mas apenas o pagamento dos juros e demais encargos contratuais.
 
Carga Tributária: É o percentual extraído da divisão da soma de todos os impostos arrecadados pelos governos federal, estaduais e municipais em relação a toda riqueza produzida no país pelas pessoas físicas e jurídicas, denominada PIB (Produto Interno Bruto). Por exemplo: se todos os governos arrecadarem juntos o montante de R$ 400 milhões e o PIB atingir R$ 1 bilhão, a carga tributária será de 40%. Este cálculo é feito anualmente, envolvendo a arrecadação e a riqueza neste período.
 
Cartão de Crédito: Documento financeiro, na forma de um cartão plastificado, que dá a seu possuidor o direito de fazer compras em estabelecimentos comerciais, independentemente de pagamento imediato; o possuidor apenas assina a fatura correspondente à compra. A instituição financeira que emitiu o cartão se incumbe de pagar ao vendedor e cobrar a dívida do comprador (possuidor do cartão), o que pode ser em um só pagamento ou em parcelas mensais acrescidas de juros. A principal função econômica dos cartões de crédito é estimular poderosamente o consumo. É o chamado “dinheiro de plástico”.
 
Cartão de Débito: Muito semelhante ao cartão de crédito, mas com uma diferença básica: no momento em que o cartão é utilizado, através de um sistema eletrônico on line, o valor utilizado é imediatamente debitado na conta bancária do possuidor do cartão.
 
Cartel: Grupo de empresas independentes que fecham um acordo para sua atuação coordenada visando defender interesses comuns. O tipo mais comum de cartel é o de empresas que produzem os mesmos produtos, ou muito semelhantes, de forma a constituir um domínio de mercado. Os objetivos mais comuns dos cartéis são o controle de produção e das condições de venda, fixação e controle de preços de venda, assim como dos preços a serem pagos pelas matérias-primas e divisão de territórios de atuação. As empresas que formam o cartel mantêm sua independência, mas devem respeitar as regras aceitas pelo grupo, sob pena de serem penalizadas. O termo “cartel” refere-se em geral ao mercado internacional, enquanto se prefere utilizar o termo “truste” para o mercado regional.
 
Casa da Moeda: Instituição brasileira encarregada da fabricação de dinheiro. É uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda. Fabrica moedas desde 1643 e a partir de 1969 produz o papel-moeda em circulação no Brasil, que até então era impresso em Londres. A Casa da Moeda produz, dentre outras coisas, cédulas e moedas colocadas em circulação para expandir os meios de pagamento (dinheiro) e/ou substituir o que esteja desgastado.
 
Cesta Básica de Alimentos: Conjunto de bens que entram no consumo básico de uma família de trabalhadores, variando conforme o nível de desenvolvimento social do país. No Brasil, a cesta básica de alimentos foi definida pelo Decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938, e calculada para atender às necessidades de um trabalhador adulto durante um mês. Este Decreto-lei no 399 listou uma série de produtos, e suas respectivas quantidades, denominando-a de “Ração Essencial Mínima”, composta por arroz, feijão, leite, carne, óleo, pão, café, açúcar, manteiga, frutas, legumes, batata, farinha e massas.
 
CIF: É exatamente o contrário de FOB. É a abreviatura de cost, insurance, freight, e a tradução é custo, seguro, frete. Significa que a mercadoria negociada será entregue no destino com todas as despesas pagas, isto é, o vendedor arcará com o transporte, seguro, etc. Trocando em miúdos: se você comprou uma mercadoria FOB, você assume os custos e riscos para levá-la até seu endereço. Mas se comprar na condição CIF, o material chegará até você por conta e risco de quem vendeu.
 
Commodities: É o plural de commodity. Referem-se aos produtos primários, de grande participação no comércio internacional, como café, açúcar, algodão, cereais, minério de ferro, etc.
 
Comunismo: Doutrina que defende: a abolição da propriedade privada dos meios de produção transformando-a em propriedade coletiva; a distribuição igualitária dos bens produzidos pela sociedade; a organização da riqueza social feita pela própria comunidade de produtores. Os meios de produção seriam controlados por cooperativas e sindicatos, dos quais toda a população participaria. Propõe ainda a extinção do Estado, o autogoverno da coletividade e o fim das classes sociais. As primeiras formas de organização humana são classificadas como modalidades de comunismo primitivo. Nelas não havia diferenciação social e a existência do grupo baseava-se na cooperação entre todos os indivíduos, que gozavam dos mesmos direitos e deveres. Vide Capitalismo e Socialismo.
 
Consignação: Forma de transação comercial na qual o proprietário de mercadorias as entrega a um comerciante, ficando este obrigado a prestar contas apenas da parte que efetivamente vender no prazo previamente combinado. Ocorre, com mais freqüência, entre indústrias e pequenos comerciantes com pouco capital de giro para adquirir grandes volumes e mantê-los em estoque. Por exemplo: uma indústria entrega mil unidades de seu produto a uma loja comercial varejista, a título de consignação e com prestação de contas mensal. Findo o mês, a loja paga ao fabricante somente a quantidade que conseguiu vender naquele prazo, podendo devolver o restante ou ficar com ele por novos períodos e acertos futuros. Dependendo da previsão contratual, a loja pode receber nova remessa para que volte a ter as mil unidades em estoque, assim como variedade para facilitar a venda.
 
Contribuição de Melhoria: É uma contribuição paga por pessoas físicas ou jurídicas para cobrir parte dos gastos relativos a obras realizadas pelo Poder Público que valorizem a propriedade particular. Daí o nome Contribuição de Melhoria, pois há uma melhoria, valorização, do patrimônio privado. Exemplo: se a Prefeitura faz o calçamento de determinada rua, ou se realiza obra de asfaltamento, ela pode cobrar uma contribuição dos proprietários dos imóveis que receberam melhoria, valorização, em função da aplicação de dinheiro público. Na realidade poucas Prefeituras cobram este tributo, pois tal cobrança não gera dividendos políticos, muito pelo contrário. Mas deveriam fazê-lo, pois é obrigação legal do administrador público cobrar o que é devido ao Erário. Não cobrando estará sendo omisso, sujeito a penalidades muito severas. Vide Tributo.
 
Crash: Denominação dada a uma forte queda nas bolsas de valores. O crash mais famoso ocorreu no dia 24 de outubro de 1929, na Bolsa de Valores de Nova York, inaugurando a grande crise econômica mundial dos anos 30. Mais recentemente, em 19 de outubro de 1987, a Bolsa de Nova York voltou a sofrer uma queda acentuada, de 22% num só dia, mas que não teve conseqüências depressivas como a de 1929, isto é, as bolsas mais importantes do mundo se recuperaram rapidamente e as economias dos países industrializados continuaram crescendo.
 
Custos: Gastos relativos ao consumo de bens e serviços para obtenção (fabricação) de outros bens e serviços. Por exemplo: para se fabricar um calçado, os custos se referem às matérias-primas, aluguel da fábrica, mão-de-obra do pessoal ligado à produção, energia elétrica industrial, desgaste e manutenção das máquinas, limpeza e conservação das instalações industriais, materiais para embalagem, etc. Diferente das despesas, que são gastos necessários direta ou indiretamente à obtenção de receitas. Para fins de análise e administração os custos são classificados como Diretos e Indiretos e, ao mesmo tempo, como Fixos e Variáveis.
 
Custo-Benefício: É a relação comparativa entre o custo para se obter algo e o benefício que se obterá com ele. É um processo utilizado para a determinação da eficiência econômica de investimentos públicos em obras de infra-estrutura. Comparam-se os custos com os benefícios sociais que provavelmente resultarão do investimento. A opção deve recair sobre o projeto que apresente a melhor relação entre os benefícios globais (econômicos e sociais) e os custos globais.
 
Custos Diretos: Incidem diretamente sobre o produto fabricado, alguns são até visíveis, e todos podem ser mensurados (medidos exatamente os seus consumos em cada unidade produzida). Exemplos: matérias-primas consumidas, mão-de-obra dos operários que operam as máquinas, energia elétrica utilizada para o funcionamento do maquinário, desde que haja medidor individual em cada máquina, etc. Basta apurar o valor da matéria-prima empregada em cada unidade, dividir o salário-hora pago a cada operário pelos produtos fabricados por ele no período, dividir o consumo de energia elétrica de cada máquina pelo que ela produziu, etc. Teremos, com precisão, o custo direto de cada unidade fabricada. Vide Custo Indireto.
 
Custos Fixos: São gastos necessários à produção, mas que não variam de acordo com a quantidade produzida. Um exemplo clássico é o aluguel do galpão industrial. Produzindo muito ou pouco o aluguel é o mesmo. Assim, por ser um gasto necessário à produção é classificado como custo, e por não variar de acordo com o volume produzido é considerado fixo. Outros exemplos: salários das chefias, de vigilantes e de outros empregados desta espécie, depreciação das máquinas e instalações, etc. Vide Custo Variável.
 
Custos Indiretos: São gastos necessários à fabricação dos produtos, mas que não incidem diretamente sobre cada unidade produzida e sim sobre todo o volume produzido. Assim, não há como saber, com exatidão, a parcela dos custos indiretos consumida por cada unidade, sendo necessária a realização de rateio para atribuir valor a cada produto. Um exemplo é o aluguel do galpão onde funciona a indústria. Não há como saber, com precisão, a parcela do aluguel que cada produto consumiu, pois a empresa pode ter produzido produtos diferentes e em quantidades também diferentes, sendo necessário ratear o valor total do aluguel por todas as unidades fabricadas. Dessa forma, o valor do aluguel destinado a cada unidade pode variar de acordo com o critério adotado pelo rateio, como: peso do produto, quantidade ou valor da matéria-prima utilizada, tempo gasto na produção, valor do produto para venda, e muitos outros. São também custos indiretos: a energia elétrica consumida pelas máquinas se não houver medidor de consumo individual; a energia elétrica consumida na iluminação da fábrica; a mão-de-obra da chefia e vigilantes; materiais de limpeza e conservação geral; etc. Vide Custo Direto.
 
Custo de Oportunidade: Expressão utilizada nas Ciências Econômicas para designar o custo de uma oportunidade não aproveitada pelo fato de se ter optado por outra. Por exemplo: se um indivíduo decide investir seu capital numa fábrica de sapatos, o custo de oportunidade é o que ele deixa de ganhar se tivesse investido o mesmo capital em outra atividade. Em alguns casos a expressão “custo de oportunidade” é também utilizada não para mensurar valores financeiros, mas para designar benefícios que se deixa de obter. Por exemplo: se um indivíduo resolve empregar seu capital na compra de uma geladeira ao invés de adquirir um televisor, o custo de oportunidade é deixar de assistir à programação televisiva.
 
Custos Sociais: São gastos ocorridos durante o processo de produção e/ou em virtude deste e que não são pagos pelos que os ocasionaram, mas por terceiros que nada têm a ver com o processo ou transferidos para toda a sociedade. São os gastos acarretados, por exemplo, pela poluição do ar e das águas, pela destruição do meio ambiente, da flora e da fauna, pelos acidentes de trabalho, pelas doenças profissionais, etc. Determinar esses custos é muito difícil, pois apenas uma parte deles chega a ser identificado monetariamente.
 
Custos Variáveis: Variam de acordo com a quantidade produzida, como: matérias-primas, embalagens, horas de trabalho dos operários, energia elétrica necessária à movimentação das máquinas, etc. Exemplo: Se para cada unidade produzida consome-se um quilo de matéria-prima, produzindo-se 200 unidades serão consumidos 200 quilos, e produzindo-se 1.000 unidades o consumo variará para 1.000 Kg. Se cada produto utiliza uma embalagem, produzindo-se 800 unidades serão utilizadas 800 embalagens, mas se a produção cair para 50 unidades este item do custo varia para 50 embalagens. Vide Custo Fixo.
 
Custo de Vida: É um índice que mede a variação dos preços de bens e serviços consumidos por uma amostra representativa da população de uma região, em certo período de tempo. Permite avaliar o poder de compra dos salários e o valor real da moeda. Os diversos métodos de cálculo do índice do custo de vida tomam como base o orçamento-padrão de uma amostra de famílias e incluem uma série de bens e serviços. Para que o índice seja sempre atualizado, é necessário rever periodicamente o orçamento-padrão e o preço de cada um dos itens.
 
CVM: Comissão de Valores Mobiliários. Criada em 1976 para exercer funções até então atribuídas ao Banco Central, como: regular, prestar consultoria e julgar, em instância administrativa, as operações e dispositivos do Mercado de Valores Mobiliários. Sob a jurisdição da CVM, estão as Bolsas de Valores e sociedades distribuidoras, as companhias de capital aberto, os auditores independentes, os consultores e analistas de valores mobiliários. A CVM, juntamente com o Conselho Monetário Nacional, estabelece as normas e diretrizes para o funcionamento do mercado de valores (comércio de ações).
 
Debênture: Valores mobiliários (títulos) normalmente a longo prazo, remunerados, emitidos pelas companhias com garantia de propriedades, bens ou aval do emitente. São negociáveis e conferem a seus titulares (debenturistas) o direito de crédito contra a companhia emitente, nas condições constantes da escritura de emissão e do certificado. Para a empresa emitente é uma forma de captação de recursos, para o adquirente (titular, debenturista) é uma forma de aplicação financeira. As Debêntures se diferem das Ações, pois, enquanto estas são títulos que asseguram aos seus possuidores participação no patrimônio e nos resultados das companhias, as Debêntures são títulos remunerados que deverão ser liquidados quando de seu vencimento, podendo a emitente reservar-se o direito de resgate antecipado e até conceder sua conversão em Ações.
 
Deflação: Queda persistente do nível geral de preços, oposto da inflação. Caracteriza-se pela baixa oferta de moeda em relação a oferta de bens e serviços ou pela queda na demanda (procura). Esse excesso de oferta de bens - ou carência de demanda - aumenta o índice de capacidade ociosa na economia e causa um acirramento da concorrência entre os produtos, que disputam os poucos consumidores disponíveis, o que leva a uma rápida queda nos preços.
 
Demanda (ou procura): É a quantidade de um bem ou serviço que um consumidor deseja e está disposto a adquirir por determinado preço e em determinado momento. É o inverso de oferta.
 
Depreciação: Em poucas palavras, é a perda de valor que um bem de vida longa sofre com o passar do tempo, em virtude de seu desgaste pelo uso. Para exemplificar, tomemos um automóvel qualquer adquirido novo. É um investimento alto que uma empresa faz e ao longo do tempo este veículo vai perdendo valor. Perde porque ele vai sendo consumido pelo tempo e pelo uso: a lataria vai ficando fosca, aparece um amassadinho aqui outro acolá, os pneus ficam carecas, o motor começa a pedir socorro, o estofamento fica surrado, etc. O automóvel perde valor até por obsolescência, quando a fábrica lança modelos mais novos, mais modernos. E quando a empresa precisar substituí-lo, terá que desembolsar considerável quantia. Esta perda de valor do patrimônio é considerada pela contabilidade sob a denominação de Depreciação. Consiste em lançar como despesa (ou custo, dependendo do tipo de bem) um valor correspondente ao que o bem perde, e em contrapartida o valor do automóvel vai sendo reduzido no patrimônio contábil constante no Balanço. Esta despesa relativa à depreciação pode ser abatida para fins de cálculo de Imposto de Renda da empresa, desde que respeitados determinados limites impostos pela legislação. Exemplos de limites de percentual do bem que podem ser contabilizados como despesas, a título de Depreciação, em cada ano, para fins de Imposto de Renda: construções 4%, máquinas em geral 10%, móveis 10%, veículos 20%, e muitos outros específicos.
 
Deságio: É exatamente o contrário de Ágio. É a diferença paga (ou recebida) a menor sobre o preço de algo, o que ocorre, normalmente, quando o interesse em comprar (procura) é menor do que o interesse de vender (oferta).
 
Dívida Externa: Total dos débitos de um país, garantidos por seu governo, resultantes de empréstimos e de financiamentos contraídos com residentes no exterior. Os débitos podem ter origem no próprio governo, em empresas estatais e em empresas privadas. Neste último caso, isso ocorre com aval do governo para o fornecimento das divisas que servirão às amortizações e ao pagamento dos juros. Os residentes no exterior, que fornecem os empréstimos e financiamentos, podem ser governos, entidades e financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional ou o Banco Mundial, além de empresas e bancos privados. O pagamento da Dívida Externa é feito em dólar, o qual é obtido por meio de exportações. Daí a dificuldade de se pagar esta dívida e a importância que têm as exportações.
 
Dívida Interna: Total dos débitos assumidos pelo governo junto às pessoas físicas e jurídicas residentes no próprio país. Sempre que as despesas do governo superam a receita, há necessidade de dinheiro para cobrir o déficit. Para isso, as autoridades econômicas podem optar por três soluções: emissão de papel-moeda (fabricação de mais dinheiro), aumento da carga tributária (aumento de impostos) e lançamento de títulos (captação de dinheiro por intermédio de dívida). A emissão de papel-moeda provoca inflação. O aumento da carga tributária, além de ser uma medida politicamente antipática, pode trazer conseqüências recessivas pela diminuição do meio circulante (dinheiro). Finalmente, a colocação de títulos junto ao público pode gerar altas nas taxas de juros, o que provocaria um aumento da própria dívida interna (agora acrescida dos juros).
 
Dividendo. É a parcela (pedaço) do lucro líquido apurado por uma empresa, constituída sob a forma de sociedade anônima, que é distribuída aos acionistas proporcionalmente à quantidade de ações que cada um possui. Distribuir dividendo, portanto, nada mais é do que distribuir parte do lucro.
 
Dumping: Venda de produtos a preços mais baixos que os custos, com a finalidade de eliminar concorrentes e conquistar fatias maiores de mercado. É uma prática condenável. Uma grande empresa, ou grupo de empresas, passa a vender seu produto por menos do que custou fabricá-lo, e obtém prejuízo com isso. Empresas menores, por serem menos capitalizadas, não conseguem sobreviver por muito tempo praticando preços tão pequenos e acabam encerrando suas atividades. Aí, a empresa grande retoma os preços, fica livre da concorrência e passa a vender mais do que antes. O conceito clássico de dumping se refere a exportação. Nesta acepção, a prática do dumping seria vender no mercado externo por preço inferior ao praticado no mercado interno. Mas por extensão, o conceito de dumping se tornou mais amplo e passou a significar a venda por preço abaixo do custo.
 
Duplicata: Título de crédito negociável por meio de endosso, no qual se duplicam os dados da Fatura necessários à cobrança, ou seja: quem deve, a quem, quanto, quando e onde o valor deverá ser pago. Sua emissão tem por base a Fatura ou a Nota Fiscal de operações a prazo. A duplicata não tem sua origem na venda, mas no crédito que o vendedor tem em relação ao comprador. É disciplinada pela Lei 5.474, de 18-07-68.
 
Economês: Designação dada por leigos à linguagem - muitas vezes de difícil compreensão - utilizada por economistas em suas análises conjunturais ou teóricas da realidade econômica de um país.
 
Economia de Escala: Produção de bens em larga escala, com vistas a uma considerável redução nos custos. Resultam da racionalização intensiva da atividade produtiva, graças ao empenho sistemático de novos engenhos tecnológicos e de processos avançados de automação, organização e especialização do trabalho. Representada fisicamente por gigantescas unidades de produção, as empresas de economia de escala possibilitam o emprego de amplo contingente de mão-de-obra, grande capacidade de estocagem de produção e de matérias-primas. Além disso, os recursos colocados à sua disposição possibilitam maiores investimentos na pesquisa e na criação de novos produtos, além da elaboração de eficientes campanhas publicitárias e sólidas estratégias de marketing. Todos esses fatores integrantes da economia de escala estão fora do alcance das pequenas e médias empresas.
 
Economia Informal: Parte da economia que abrange pequenas unidades dedicadas à produção ou venda de mercadorias ou à produção de serviços. Sua denominação vem do fato de que a maioria destas unidades não é constituída de acordo com as leis vigentes, não recolhe impostos, não mantém contabilidade de suas atividades, utiliza-se geralmente da mão-de-obra familiar e seus eventuais empregados não são registrados. Este setor é também denominado de economia subterrânea ou clandestina.
 
Economia de Subsistência: Produção agrícola de bens de consumo imediato e para o mercado local. Ao contrário do que a designação possa sugerir, ela tem algum caráter mercantil, diferenciando-se por isso da agricultura de auto-subsistência, ou economia natural, cuja produção é destinada à subsistência do produtor, praticamente não existindo excedente para comercialização.
 
Empresa Pública: Organização empresarial pertencente ao Poder Público que se destina a garantir a produção de bens e serviços essenciais à coletividade, como transporte, energia elétrica, combustível, etc. É criada por lei e de responsabilidade do Poder Público, mas a forma de sua organização, métodos de funcionamento, administração e contabilidade seguem as normas de direito privado, o que lhe permite agir de acordo com os princípios comerciais. Um exemplo é a Caixa Econômica Federal, pertencente à União. As empresas públicas, com o passar dos anos, estão sendo privatizadas, isto é, vendidas para grupos empresariais e se desvinculando da atuação estatal. Em nível municipal, seria o caso se a Prefeitura criasse uma empresa para prestar os serviços de transporte coletivo ou os de coleta de lixo e respectivo beneficiamento. Por ser dotada de personalidade jurídica de direito privado, a empresa pública não goza de privilégios estatais, salvo as prerrogativas que a lei especificar em cada caso particular. Vide Autarquia.
 
Erário: Termo que vem do latim aerarium, é utilizado para designar o tesouro público, ou seja, o conjunto de bens e valores pertencentes ao Estado. Embora comum, não é correto dizer erário público, pois só de ser erário já é público.
 
Factoring: Atividade pela qual uma instituição financeira especializada compra as duplicatas de outras empresas com deságio. Por tratar-se de compra dos títulos, a empresa compradora assume os custos e os riscos da cobrança. A operação é diferente do desconto de duplicatas realizado pelos bancos, pois estes não assumem os riscos que continuam com a empresa que emitiu o título.
 
Falência: Situação em que, por força de decisão judicial, uma empresa é declarada insolvente, isto é, incapaz de saldar seus débitos nos prazos contratuais. A empresa falida tem, portanto, dívidas em valores superiores aos bens e aos valores a receber. Na linguagem popular diz-se que a empresa está quebrada.
 
Fatura: Documento obrigatório emitido pelo vendedor e destinado ao comprador legitimando as transações mercantis, no qual são relacionadas as mercadorias vendidas ou os serviços prestados, com a designação de quantidade, unidade, tipo, marca e valores unitário e global. Pode também representar a relação de notas fiscais emitidas num determinado período. Em se tratando de transações com pagamento a prazo, a fatura é elemento essencial para a emissão da Duplicata. É disciplinada pelo Código Comercial. Vide Nota Fiscal.
 
Fazenda: Denominação dada aos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais que cuidam da administração financeira e monetária do país, estado ou município, sendo responsáveis pela arrecadação de impostos, taxas e quaisquer valores devidos ao Erário, além da fiscalização e distribuição de bens públicos, elaboração de políticas econômicas e contabilidade das contas públicas.
 
Fluxo de Caixa: (ou Cash Flow, em inglês) Representa os recebimentos e os pagamentos de uma empresa, entradas e saídas de dinheiro. É uma técnica utilizada na administração financeira para se prever déficit (falta, deficiência) ou superávit (sobra, excesso) de dinheiro em caixa. É feita uma programação de recebimentos para determinado período, ao mesmo tempo em que são relacionados os compromissos cujos vencimentos recaiam no mesmo período. Através do conforto entre recebimentos prováveis e compromissos assumidos é possível detectar as datas em que haverá falta de recursos e assim tomar medidas antecipadas para supri-la.
 
FMI: Fundo Monetário Internacional. Organização financeira internacional criada em 1944 e que faz parte do Sistema Financeiro Internacional ao lado do BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento). O FMI foi criado com a finalidade de promover a cooperação monetária no mundo capitalista e levantar fundos entre os diversos membros para auxiliar os que encontrem dificuldades nos pagamentos internacionais. Quase todos os países relativamente industrializados fazem parte da organização. Os auxílios são vinculados à finalidade que será atendida com a quantia solicitada e devem ser devolvidos em prazos que variam de acordo com cada caso. Sempre que solicitada, a entidade envia representantes para auxiliar na solução de problemas econômicos instáveis (inflação acentuada, queda de exportações etc.) permitindo uma rápida adoção de medidas corretivas, para que as dificuldades internas não se reflitam no comércio internacional. Também nos casos de pedidos de auxílio, o FMI oferece sua assistência, fiel a uma política do tipo monetarista (taxa cambial única e fixa, moeda conversível, corte nos gastos públicos, contenção salarial etc.), que nem sempre corresponde aos interesses dos países que almejam o desenvolvimento, pois costuma provocar efeitos depressivos na economia, com custos sociais elevados.
 
FOB: É uma forma abreviada de escrever free on board, que significa, em inglês, livre a bordo ou posto a bordo. Figura nos contratos de compra e venda indicando que o preço da mercadoria não inclui o frete nem o seguro ou outras despesas, que correm por conta do comprador. A expressão é antiga e significa que o preço se refere à mercadoria posta a bordo do navio no porto de embarque, o que corresponde ao local de origem em operações por terra, cabendo ao adquirente o ônus e o risco do transporte até o porto (ou local) de destino. Vide CIF.
 
Fundo de Pensão: Espécie de capitalização formada por um grupo de pessoas com o objetivo de receber o valor aplicado após alguns anos e sob determinadas regras. Funciona como uma aposentadoria complementar que, dependendo do que foi contratado quando da adesão, pode pagar uma aposentadoria vitalícia, ou por prazo determinado, ou ainda devolver ao participante o valor aplicado mais os rendimentos e menos o valor deduzido a título de administração do fundo. A grande maioria dos investidores tem o objetivo de complementar a aposentadoria oficial. Existem vários Fundos de Pensão no Brasil, muitos vinculados a grandes empresas, como a Petros da Petrobrás, a Previ do Banco do Brasil, e muitos outros. Mas a maioria pertence a bancos e possibilitam a adesão de qualquer pessoa que, na qualidade de contribuinte, forma um fundo para que dele receba determinado valor no futuro de acordo com o que contribuiu, o tempo de contribuição, além de outras regras. Em poucas palavras, é uma forma de aposentadoria complementar.
 
Grilagem: Apropriação ilícita de terras, muitas vezes por meio da expulsão de seus proprietários, posseiros ou índios, e legalização do domínio mediante documentos falsos. Ocorre, também, sobre terras públicas, terras devolutas. O sujeito do ato de grilagem é o grileiro.
 
Hipoteca: Garantia de pagamento de uma dívida dada sob a forma de um bem imóvel. Embora conserve a posse do bem, o devedor só readquire sua propriedade total e livre após o pagamento integral da dívida. Se a dívida não for paga, ou se só for paga uma parte dela, ao fim do prazo contratado o credor pode executar a hipoteca assumindo a propriedade total do bem.
 
Holding: Empresa que mantém o controle sobre outras (as subsidiárias) pela posse majoritária das ações. Em geral, a holding não produz nada, destinando-se apenas a centralizar o controle sobre um complexo de empresas.
 
Hot Money: Expressão inglesa que significa literalmente “dinheiro quente”. São aplicações financeiras em títulos ou no câmbio, atraídas por taxas de juros elevadas ou diferenças cambiais significativas, de curtíssimo prazo, podendo deslocar-se de um mercado para outro com grande agilidade.
 
Imposto: Espécie de tributo cobrado em função da ocorrência de um fato gerador, independentemente de ter havido serviço prestado pelo governo. Exemplos: o fato gerador para o ICMS é a circulação de mercadorias; para o IPTU é a propriedade de imóvel urbano; para o IPVA é a propriedade de veículo; para o ISS é a prestação de serviços; para o Imposto de Renda é a obtenção de renda. O imposto é devido pela simples existência do fato gerador, não havendo contraprestação do Poder Público para a sua incidência. Porém, toda a arrecadação é revertida à coletividade na forma de prestação de serviços públicos e realização de obras, o que não significa obrigatoriedade da prestação de serviços por parte do governo para que este possa cobrar o imposto, pois, como dito, a incidência do imposto é sobre o fato gerador. Vide Tributo.
 
Inadimplência: Falta de cumprimento de qualquer cláusula de um contrato, o que faz com que a pessoa, neste caso, fique inadimplente. Embora a inadimplência ocorra pelo descumprimento de qualquer condição contratada, esta palavra é utilizada com mais freqüência com relação à falta de pagamento. Como exemplo, quem está com o aluguel atrasado está inadimplente. É o inverso de adimplência, que significa estar em dia com as obrigações. Adimplir é o mesmo que cumprir, executar.
 
Incentivo Fiscal: Subsídio concedido pelo governo, na forma de redução de parte de sua receita de impostos, em troca do investimento da empresa. É uma forma de o governo estimular a instalação ou a expansão das atividades empresariais em seu território econômico. Por exemplo: um estado oferece a determinada empresa o prazo de 10 anos de isenção de impostos em troca da instalação da unidade industrial em seu território.
 
Inflação: É um processo pelo qual ocorre aumento generalizado nos preços dos bens e serviços, provocando perda do poder aquisitivo da moeda. Isso faz com que o dinheiro valha cada vez menos, sendo necessária uma quantidade cada vez maior dele para adquirir os mesmos produtos. O contrário de Inflação é Deflação.
 
Insolvência: Situação em que uma pessoa física ou jurídica é incapaz de pagar seus compromissos por serem maiores do que seus bens e suas fontes de renda. A caracterização da insolvência permite que seja decretada a falência de uma empresa.
 
Isenção: É a suspensão da incidência do tributo, liberando o contribuinte de seu pagamento. Para as pessoas físicas, a isenção mais conhecida é a do Imposto de Renda para aqueles que recebem renda inferior a um determinado valor. Quanto às empresas, as autoridades podem isentar determinados produtos em função da sua necessidade de consumo, como forma de barateamento desse produto. Outros tributos podem ser abolidos durante determinado período e/ou para certas atividades como forma de benefício e incentivo. A isenção tem efeito futuro, a partir da lei que a concedeu. Vide Anistia e Remissão.
 
Joint-Venture: União de risco, em inglês. Associação entre empresas, com esforços conjuntos, para o desenvolvimento e execução de um projeto específico e comum, sem que nenhuma perca sua personalidade jurídica.
 
Juros: É a remuneração do capital, do dinheiro. É o que o tomador do empréstimo paga ao proprietário do dinheiro por utilizar seu capital durante determinado período, como uma remuneração. Da mesma forma que utilizamos um imóvel de terceiro, por um período, e pagamos aluguel, quando utilizamos dinheiro pagamos juros.
 
Juros de Mora: É o juro pela mora, que significa demora, atraso. É a compensação por termos atrasado o pagamento de um compromisso. Enquanto o juro remunera o capital, o juro de mora compensa o atraso. Normalmente a taxa de juro de mora é maior, pelo seu caráter punitivo e compensatório.
 
Just in Time: Expressão em inglês que pode ser traduzida como no tempo justo, no tempo certo. Método administrativo da produção, destinado basicamente à redução de estoques (dos recursos financeiros e do espaço físico para mantê-los), redução do tempo de fabricação e de troca de ferramentas e eliminação de perdas, visando aumento da produtividade e redução de custos.
 
Leasing: Significa arrendamento mercantil, semelhante à locação. Operação financeira entre uma empresa proprietária de determinados bens (veículos, máquinas, etc.) e uma pessoa (física ou jurídica) que usufrui desses bens contra o pagamento de prestações, como se fosse um aluguel. Os contratos são sempre com tempo determinado, ao fim do qual o arrendatário tem opção de compra do bem. A grande vantagem do leasing é a não imobilização de capital e a contabilização das prestações como despesas ou custos.
 
Liquidez: Possibilidade de conversão rápida de um título de crédito em dinheiro. Diz-se que um título ou uma ação tem liquidez quando é facilmente negociável.
 
Lobby: Grupo organizado para procurar influenciar os procedimentos legislativos. Acompanham atentamente a atividade do legislativo e relacionam-se diretamente com elementos-chave na elaboração de leis. Preparam argumentos, organizam campanhas e fazem diversos tipos de movimentação para tentar impedir a passagem de leis desfavoráveis aos grupos que representam ou acelerar o trâmite das leis que os beneficiam.
 
Logística: A logística é entendida como um conjunto de operações que visa a coordenação da estocagem, do transporte, dos inventários, dos armazéns, das comunicações e do movimento de produtos desde a empresa fabricante até o cliente. Por exemplo, a quantidade e a correta dimensão dos armazéns dependerá das quantidades a serem movimentadas e respectivas periodicidades de movimentação. A localização de alguns armazéns será determinada pelo sistema de transporte adotado, o qual, segundo as características do produto, deverá atender em capacidade e acomodação. O transporte e a armazenagem definirão as características dos inventários, como nível, local, periodicidade, modo de gestão, etc. No movimento de materiais, de acordo com suas características, armazenagem, transporte e controles, serão definidas tecnologias, lotes, programação. Além disso, a coordenação de todo o sistema exigirá um certo tipo ou tipos de comunicação. Do ponto de vista da organização, as tarefas de logística podem se constituir num simples meio para colocar os produtos no mercado, ou num conjunto sistematizado de atividades que, projetado e administrado corretamente, traz vantagens competitivas. Não basta, pois, a empresa ter um bom produto e eficiência na produção se não tem à sua disposição um sistema de logística adequado. O que ela ganhar na produção poderá perder na estocagem e distribuição. O inverso também é verdadeiro.
 
Macroeconomia: Parte da ciência econômica que focaliza o comportamento do sistema econômico como um todo. Tem como objeto de estudo as relações entre a renda nacional, o nível de emprego e dos preços; o consumo, a poupança e o investimento total. Esse direcionamento fundamenta-se na idéia de que é possível explicar a operação da economia sem que haja necessidade de compreender-se o comportamento de cada indivíduo ou empresa que dela participam. A teoria macroeconômica fornece parâmetros que permitem a mensuração da atividade econômica geral. Vide Microeconomia.
 
Mais-Valia: Consiste no valor do trabalho não pago ao trabalhador, isto é, na exploração exercida pelos capitalistas sobre seus assalariados. É a diferença entre o valor do bem produzido e o valor pago ao trabalhador para produzi-lo.
 
Marketing: A palavra marketing é utilizada cada vez mais nos assuntos ligados aos negócios. E seu significado pode ser resumido como um conjunto de estratégias e ações visando o desenvolvimento, o lançamento e a sustentação de um produto ou de um serviço no mercado consumidor. Essas estratégias e ações podem visar também o aumento da aceitação e fortalecimento da imagem de pessoa, idéia, empresa, produto ou serviço pelo público em geral ou por determinado segmento desse público. O marketing está intimamente ligado à propaganda.
 
Merchandising: Conjunto de técnicas de marketing que consiste num esforço adicional à campanha publicitária normal de um produto, objetivando gravar sua imagem de forma subliminar, discreta, sem que o consumidor perceba. As técnicas de merchandising incluem também amostragens e degustações em eventos, feiras e supermercados, mas o mais utilizado é o merchandising nas novelas em televisão: quando um ator toma uma cerveja e a câmera focaliza o rótulo, ou usa um determinado cartão de crédito deixando seu nome à mostra, ou entra num veículo e a marca fica visível, ou elogia os serviços de um banco, etc. Mas se o ator tomar a cerveja com o rótulo escondido (ou fictício) é porque a fábrica não concordou com o preço cobrado pela emissora de TV para incluir o Merchandising na cena.
 
Mercosul: Mercado Comum do Cone Sul. Teve como origem os acordos bilaterais de comércio estabelecidos entre o Brasil e a Argentina a partir de 1990. Foi criado oficialmente em 29/11/1991 com a assinatura do Tratado de Assunción (Paraguai), congregando Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e com o objetivo de criar uma comunidade econômica entre os quatro países para facilitar e incrementar o comércio entre eles com a eliminação das tarifas aduaneiras dentre outras facilidades. Além destes países membros, há outros que são países associados, como Equador, Colômbia, Peru, Chile e Bolívia. Em 2012 a Venezuela teve seu ingresso aprovado passando a compor o grupo na qualidade de país membro. Vide Alca.
 
Microeconomia: Ramo da ciência econômica que estuda o comportamento das unidades de consumo representadas pelos indivíduos e pelas famílias, as empresas e suas produções e custos; a produção e o preço dos diversos bens, serviços e fatores produtivos. Em outras palavras, a microeconomia ocupa-se da forma como as unidades individuais que compõem a economia – consumidores privados, empresas comerciais, trabalhadores, latifundiários, produtores de bens ou serviços particulares, etc. – agem e reagem umas sobre as outras. Vide Macroeconomia.
 
Monopólio: Forma de organização de mercado, nas economias capitalistas, em que uma empresa domina a oferta de determinado produto ou serviço que não tem substituto. O monopólio puro é raro, sendo mais comum o Oligopólio.
 
Monopólio Estatal: Monopólio criado por lei, atribuindo ao Estado a exclusividade no desenvolvimento de determinadas atividades. Exemplo: o correio.
 
Nota Fiscal: Documento fiscal de emissão obrigatória para acobertar o trânsito de mercadorias e a prestação de serviços, contendo os mesmos dados constantes da Fatura além de outras informações de caráter fiscal e tributário. É, pois, a fatura revestida de formalidades fiscais, servindo de base e documento para formalizar o fato gerador do imposto e conseqüente tributação. Por conter as mesmas informações da fatura, pode substituí-la nas transações comerciais, além de servir de base para a emissão de Duplicata nos negócios a prazo. É disciplinada pela legislação fiscal e tributária
 
Oferta: Quantidade de bem ou serviço que se produz e se oferece no mercado, por determinado preço e em determinado período de tempo. É o inverso da procura (ou demanda).
 
OIT: Organização Internacional do Trabalho. Entidade criada em 1919, foi incorporada às Nações Unidas (ONU) posteriormente. Sediada em Genebra, Suíça, tem como objetivos o intercâmbio de informações e a elaboração de normas para a melhoria das condições de trabalho e a promoção da justiça social em todo o mundo. A Conferência Internacional do Trabalho, que se realiza anualmente em Genebra, é o principal órgão deliberativo da OIT, e as delegações nacionais que comparecem à reunião são integradas por representantes dos governos, dos empregadores e dos trabalhadores. Uma junta governativa eleita pela Conferência é o órgão executivo da OIT, do qual vários países são membros permanentes por sua importância econômica, entre eles o Brasil. Sua principal atividade é a aplicação do Programa Mundial de Emprego, instituído em 1969, para concentrar esforços nacionais e internacionais no combate ao desemprego.
 
Oligopólio: Situação em que poucas empresas detêm o controle da maior parcela do mercado, normalmente empresas de grande porte que, por isso, possuem maiores possibilidades de investimento e adoção de tecnologia, fazendo com que cada vez mais dominem a produção e a venda de seus produtos. Como exemplo, temos as indústrias de cigarros, de lâminas de barbear, de lâmpadas elétricas, de bebidas, montadoras de veículos, etc. Vide Monopólio.
 
Ombudsman: De origem sueca, esta expressão designa o funcionário que atua como advogado do público nos conflitos entre o cidadão e o Estado. Tal função estendeu-se também, nos últimos tempos, às empresas (públicas e privadas) em que o ombudsman funciona como canal de comunicação e fiscalização entre os consumidores, empregados e diretores da empresa. A figura do ombudsman emerge então como um ouvidor, ou um mediador entre o público em geral, o Estado, as empresas, etc. Para exercer esse cargo, o funcionário deve ter estabilidade (cuja forma varia) que lhe garanta o livre exercício da crítica e fiscalização dos poderes constituídos.
 
Orçamento: Em sua definição clássica é a previsão das quantias monetárias que vão entrar e sair durante determinado período. Assim, temos o orçamento familiar (ou doméstico), o orçamento das empresas e o orçamento público. A expressão que nos deparamos com freqüência, especialmente no noticiário, diz respeito ao orçamento público, ao qual, por força legal, estão sujeitos todos os entes governamentais. Trata-se de um planejamento em que o ente público estima as receitas a serem arrecadadas no ano e fixa os gastos a serem realizados no mesmo ano, quer sejam relativos à manutenção da máquina administrativa e aos serviços públicos a serem prestados, quer sejam relativos às obras que serão executadas. Por envolver recursos públicos, o orçamento deve ser aprovado pelo Poder Legislativo, tomando a forma de lei: a Lei Orçamentária. Além das determinações constitucionais existe uma infinidade de normas, leis, instruções e regulamentos que ditam a maneira de elaborar e de executar o orçamento público, todos visando a defesa do interesse coletivo e a proteção do Erário (dinheiro público). Diferentemente de outros países onde o orçamento é impositivo, no Brasil é adotado o orçamento autorizativo, em que são autorizadas determinadas realizações e fixados valores para supri-las. Porém, durante a execução orçamentária, o Poder Executivo (Federal, Estadual ou Municipal) pode promover alterações de acordo com novas prioridades e desde que respeitando determinados limites.
 
Papel-Moeda: Dinheiro em cédula, nota. Documento emitido pelas autoridades monetárias de um país, utilizado na compra e venda de mercadorias. Sua origem remonta à Idade Média, quando se tornou intenso o comércio e perigoso o transporte de moedas de ouro e prata (cujo valor de transação estava diretamente relacionado com seu valor em metal).
 
Paraíso Fiscal: É um termo utilizado para referir-se a determinados Territórios Econômicos, podendo ser países ou estados, onde se cobram impostos muito baixos ou não os cobram. Suas leis comerciais são muito vantajosas para as multinacionais, que por esse motivo instalam neles suas matrizes. É também local preferido para residência de muitos milionários, afinal é um paraíso. Entre esses locais destacam-se Bahamas, Luxemburgo, Libéria, Suíça, Panamá.
 
Penhor: É a entrega de bem móvel ao credor como garantia de pagamento de dívida. Se a dívida não é paga no prazo acertado, o credor fica com a posse definitiva do bem penhorado. É também uma modalidade de operação de crédito realizada por algumas agências da Caixa Econômica Federal que, como garantia do empréstimo concedido, recebe bens do devedor, normalmente jóias. Se a dívida não for paga, a Caixa leiloa o bem para reaver seu capital. Há a expressão “colocar as jóias no prego” que significa levar as jóias para penhor, ou seja, deixá-las no banco como garantia de empréstimo. E “tirar as jóias do prego” é o contrário: significa pagar o empréstimo e resgatar o que foi entregue em garantia.
 
Penhora: É a apreensão judicial de bens de um devedor que não saldou seus compromissos. Pode recair sobre bens móveis ou imóveis. Os bens são apreendidos em quantidade suficiente para pagar o credor e posteriormente vão a leilão.
 
PIB: Significa Produto Interno Bruto. Refere-se ao valor (soma) de todos os bens e serviços produzidos dentro do Território Econômico de um país, independentemente da nacionalidade dos proprietários das unidades produtoras desses bens e serviços. É, portanto, a soma da produção de bens e serviços dentro do país, não interessando quem tenha produzido.
 
PNB: Produto Nacional Bruto. É o valor (soma) de todos os bens e serviços produzidos pela mobilização de recursos nacionais (pertencentes a residentes no país), independentemente do Território Econômico em que esses bens e serviços foram produzidos. É, portanto, a soma da produção com recursos nacionais, não importando em que país os bens e serviços foram produzidos.
 
Ponto de Equilíbrio: (em inglês, breack-even point) Ponto que define o volume de vendas em que a empresa nem ganha nem perde dinheiro, daí ser ponto de equilíbrio. Alguns preferem Ponto de Nivelamento. Com aquela quantidade de vendas, a empresa consegue cobrir os custos variáveis para produzir e a margem é suficiente para cobrir os custos fixos e as despesas. Por isso a empresa não sofre prejuízo, mas também não obtém lucro. A partir do ponto de equilíbrio a empresa começa a ganhar, mas se vender abaixo daquele volume estará perdendo.
 
Procura: Vide Demanda.
 
Produção: É o ato de produzir, fabricar alguma coisa. Mas também designa todo o volume produzido quando se diz: a produção da empresa é de 1.500 unidades; a empresa vai aumentar a produção em 20%.
 
Produtividade: É a relação da produção física com um dos fatores de produção, como número de operários, horas trabalhadas, quantidade de máquinas, etc. Por exemplo, se a empresa produz 5.000 unidades com 100 operários, considera-se que a produtividade individual é de 50 unidades em determinado tempo. Se a empresa contrata mais 30 operários e com isso passa a fabricar 6.500 produtos, ela aumentou sua produção em 1.500 unidades, ou 30%. Mas se a empresa desenvolve novos métodos de trabalho, motiva seus empregados, utiliza tecnologia e, dessa forma, passa a produzir 5.500 unidades com os mesmos 100 trabalhadores, então ela aumentou a produtividade em 10%. Aumentar a produtividade se traduz, portanto, em aumentar a quantidade produzida sem que se tenha que aumentar, na mesma proporção, os meios de produção, reduzindo tempo e custos.
 
Regime de Caixa: Método (sistema, regime) de contabilização ao qual só interessam as entradas e as saídas de dinheiro, ou seja, a movimentação de caixa. Daí seu nome, mas inclui também a movimentação bancária, claro, pois a denominação de caixa, neste caso, é sinônima de dinheiro, movimentação financeira. Neste regime não interessa quando são realizadas as vendas (receitas) ou quando ocorre o consumo (despesa e custo), mas sim quando acontecem os recebimentos (entradas em caixa) e os pagamentos (saídas de dinheiro). Não há, portanto, adotando o Regime de Caixa, elementos para se apurar o resultado (lucro ou prejuízo). Só é possível saber se houve superávit (sobra) ou déficit (falta) de caixa.
 
Regime de Competência: Método (sistema, regime) de contabilização que considera receitas e despesas no período em que foram geradas, independentemente de quando se deu ou se dará o recebimento ou o pagamento. Assim, se uma venda é feita em janeiro ela será computada no resultado de janeiro, não importando se foi concedido prazo ao cliente ou se ele pagará em prestações. A venda foi gerada em janeiro, portanto, pertence, compete a janeiro. Daí a origem do nome Regime de Competência. Ao mesmo tempo, se houve o consumo de algum material ou serviço também em janeiro, é neste mês que esta despesa (ou custo) será considerada na apuração do resultado (lucro ou prejuízo). Não importa se o pagamento foi à vista, a prazo, ou até antecipado. Se o consumo se deu em janeiro a despesa compete a janeiro. O Regime de Competência permite, portanto, a apuração de resultado, isto é, lucro ou prejuízo obtido pela empresa em determinado período por intermédio de suas operações. Vide Regime de Caixa.
 
Remissão: É o perdão da dívida do contribuinte, dívida essa relativa a tributos em atraso. É concedida como forma de beneficiar o contribuinte em dificuldades, para que ele possa colocar sua situação fiscal em dia e voltar a pagar os tributos novamente. A remissão tem efeito passado, anterior à lei que a concedeu. Portanto, pela remissão perdoa-se o tributo não pago, mas o contribuinte continua obrigado a pagar os tributos que ainda vencerão. Vide Anistia e Isenção.
 
Renda Nacional: É a soma de todos os rendimentos percebidos, durante determinado período de tempo, normalmente um ano, pelos habitantes de um país a título de remuneração dos fatores de produção. Inclui salários, juros, lucros, aluguéis, as receitas percebidas por aqueles que trabalham por conta própria e ainda os lucros e rendas líquidas dos organismos governamentais que não são distribuídos por não haver capital privado a remunerar. Esse fluxo de renda gerado pela remuneração dos fatores de produção proporciona, por sua vez, os recursos com que as pessoas adquirem bens e serviços necessários tanto à satisfação de suas necessidades (consumo) quanto à ampliação da capacidade produtiva do sistema econômico (investimento).
 
Renda per Capita: Termo em latim que significa, literalmente, “renda por cabeça”. Em economia, indicador utilizado para medir o grau de desenvolvimento de um país, obtido a partir da divisão da renda total pela população. Este índice, embora útil, oferece algumas desvantagens, pois em se tratando de média esconde as disparidades na distribuição da renda. Assim, um país pode ter uma renda per capita elevada, mas uma distribuição muito desigual dessa renda. Ou, ao contrário, pode ter uma renda per capita baixa, mas bem distribuída não registrando grandes disparidades entre ricos e pobres.
 
Risco País: É um indicador que tenta determinar o grau de instabilidade econômica de um país. Esta expressão entrou para a linguagem cotidiana do noticiário econômico, especialmente em países que vivem em clima de instabilidade, como o Brasil e a Argentina. Mede o grau de perigo (risco) que um país representa para o investidor estrangeiro e é calculado por agências de classificação de risco e bancos de investimentos. No cálculo, são levados em conta a taxa de juros com a qual o país pretende remunerar os investidores, o nível do déficit fiscal, as turbulências políticas, o crescimento da economia e a relação entre a arrecadação e a dívida do país. O risco calculado é expresso em pontos e indica ao investidor que o risco de se fazer negócios com determinado país é mais ou menos elevado, ou seja, quanto maior for o risco menor será a capacidade do país de atrair investimentos estrangeiros. E para tornar o investimento atraente, o país tem que elevar as taxas de juros que remuneram os títulos representativos da dívida. Quando o risco país é alto, denotando que o país é “perigoso”, há uma retração do fluxo de investimentos estrangeiros, o que acaba acarretando menor crescimento econômico, aumento do desemprego e salários menores para a população.
 
Royalty: Palavra inglesa que representa o valor pago ao detentor de uma marca, patente, processo de produção, produto ou obra original pelos direitos de exploração comercial. Os detentores recebem um percentual das vendas ou dos lucros, dependendo das condições contratuais. O plural é royalties.
 
Sazonalidade: Tem origem na palavra sazão, que significa estação do ano. Assim, sazonalidade é uma variação estacional, ou seja, que ocorre numa série temporal nos mesmos meses do ano, mais ou menos com a mesma intensidade. Embora o termo seja associado às estações do ano, é utilizado de maneira mais livre para indicar variações que podem ocorrer em períodos mais curtos como meses, quinzenas, semanas e até fins de semana. Há alguns produtos cujo consumo sofre sazonalidade, é o chamado consumo sazonal, como artigos de Natal, ovos de Páscoa, fantasias de Carnaval, etc, pois só são consumidos em determinadas épocas.
 
Serasa: Serasa (hoje Centralização dos Serviços Bancários S/A) já foi apenas um serviço criado por bancos e instituições financeiras com o objetivo de centralizar informações cadastrais de seus clientes servindo de fonte de consulta. Assim, cada banco, antes de conceder crédito ao seu cliente, consultava o serviço objetivando conhecer o passado daquele indivíduo, especialmente quanto à sua pontualidade de pagamento nas operações que realizava com os bancos. Hoje, a Serasa é uma das maiores empresas do mundo em análise e informações para decisões de crédito e apoio a negócios, tendo cobertura nacional e internacional por meio de acordos operacionais com as principais empresas de informação de todos os continentes. Vide SPC.
 
Socialismo: Conjunto de doutrinas e movimentos políticos voltados para os interesses dos trabalhadores, tendo como objetivo uma sociedade onde não exista a propriedade privada dos meios de produção, sendo estes controlados pelo Estado. Pretende eliminar as diferenças entre as classes sociais, para obter uma distribuição racional e justa da riqueza social. Neste caso, não existem patrões, pois tudo é controlado pelo governo que é o empregador da população. Em certa medida, a noção de Socialismo confunde-se com a de Comunismo. Vide Capitalismo.
 
Sociedade de Economia Mista: Entidade empresarial criada pelo Poder Público (União, estado ou município) por intermédio de lei, com personalidade jurídica de direito privado e sob a forma de sociedade anônima, para a exploração de atividade econômica facultada pela Constituição. É condição para a existência das sociedades de economia mista que a maior parte de suas ações com direito a voto pertença ao Poder Público, assegurando a este o direito de nomear a administração da empresa. Ela se sujeita à contabilidade comercial e ao mesmo regime jurídico aplicável às empresas privadas, incluindo obrigações trabalhistas e tributárias. Como exemplo, temos o Banco do Brasil e a Petrobrás.
 
SPC: É um Serviço de Proteção ao Crédito criado pelas entidades representativas das atividades lojistas, como fonte de armazenamento de informações acerca da pontualidade de seus clientes. Hoje é um órgão de serviço da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), interligando todas as entidades num único banco de dados constituindo-se no Serviço Nacional de Proteção ao Crédito. O SPC armazena, juntamente com a Serasa, dados cadastrais de empresas e cidadãos, com apontamentos que indicam dívidas vencidas e não pagas, além de registros de protestos de títulos, ações judiciais, cheques sem fundos, etc. Todas estas informações são fornecidas aos bancos, às lojas do comércio e às pequenas, médias e grandes empresas que pagam para obtê-las.
 
Spread: é um termo em inglês. Significa margem, diferença. No linguajar econômico é mais usual significar a diferença entre a taxa de juros que os bancos pagam pela captação de dinheiro daquela cobrada nos empréstimos aos seus clientes.
 
Tabela Price: Tabela de juros compostos, também chamada de Sistema Francês de Amortização, desenvolvida por Richard Price em 1771. É utilizada no cálculo do valor de juros e amortização de dívidas parceladas, constituída por uma série uniforme de prestações em um tempo determinado e com taxa de juros constante. A prestação é composta, portanto, de duas partes: amortização e juros. Pelo método Price, a prestação é fixa e ao longo do tempo em que se paga a dívida a parcela relativa à amortização aumenta enquanto a parcela relativa aos juros diminui.
 
Taxa: Contraprestação cobrada pelo setor público por serviços prestados ou colocados à disposição dos contribuintes. Algumas taxas são devidas por aquele que recebeu o serviço. Exemplos: taxa de fiscalização, de registro, de expedição de documentos, etc. Se for solicitada a emissão de certidão ou de registro a repartições públicas é cobrada uma taxa por este serviço prestado. Porém, existem taxas que são devidas por todos, recebendo ou não o serviço, pelo simples fato de o serviço estar à disposição. Exemplos: taxa de limpeza pública, de coleta de lixo, de iluminação pública, etc. Vide Tributo.
 
Terceiro Setor: Conjunto de atividades da sociedade civil organizada. Espaço ocupado especialmente pelo conjunto de entidades privadas sem fins lucrativos que realizam atividades complementares às públicas, visando contribuir com a solução de problemas sociais e em prol do bem comum que não se enquadram na categoria das atividades estatais. O Primeiro Setor é representado por entes da Administração Publica, enquanto o Segundo Setor é o representado pelas empresas com finalidade lucrativa.
 
Terras Devolutas: Na linguagem do direito administrativo denomina-se devoluto tudo aquilo que se encontra vago ou desocupado. Mas quando é utilizada a expressão “terras devolutas” está-se fazendo referência a terras pertencentes ao Poder Público que se encontram nessa condição, sem que tenham uso específico ou que sejam objetos de concessão. Podem pertencer à União, aos estados ou aos municípios.
 
Território Econômico: Este termo é basicamente utilizado para a conceituação e cálculo do PIB. É um conceito econômico que não corresponde, necessariamente, às bases territoriais físicas delimitadas pelas fronteiras de um país. É mais abrangente e engloba: os espaços aduaneiros; os espaços aéreos e as águas territoriais; as jazidas sobre as quais o país tenha direito exclusivo de exploração, mesmo que estejam localizadas em águas internacionais ou em território estrangeiro; os espaços em território estrangeiro que estejam cedidos ao país, assim como não fazem parte de seu território econômico as porções de seu território que estejam cedidas a quaisquer organismos estrangeiros.
 
Tigres Asiáticos: Denominação dos países da Ásia cujo desenvolvimento depois da Segunda Guerra Mundial foi muito intenso e contínuo, como nos casos de Taiwan, Coréia, Singapura, Hong Kong e outros. Esses países assumiram uma posição agressiva no comércio internacional, ampliando suas exportações, especialmente de produtos manufaturados, e ganhando novos mercados.
 
Título de Capitalização:
É uma forma de guardar dinheiro com depósitos programados, normalmente com direito a sorteio de prêmios em dinheiro ou bens durante o período do contrato. Não é um investimento, pois não há rentabilidade, só a garantia de economizar com disciplina. Difere da Poupança, pois não há remuneração com juros, apenas pela TR. Não é permitido fazer saques durante o prazo de capitalização, mas após o período de carência o cliente pode resgatar o saldo existente, o que será feito proporcionalmente. Neste caso, o resgate será em valor inferior ao que foi depositado. Há títulos de capitalização na modalidade financeira, com depósitos mensais ou pagamento único, e também na modalidade de compra programada com depósitos voltados para a aquisição de um bem ao final do contrato, como uma casa ou um carro.
 
Tributo: Designação genérica das receitas do Poder Público quer seja União, estados ou municípios, pagas pelos contribuintes pessoas físicas ou jurídicas. Os tributos se dividem em Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria.
 
 
 
 
 
 
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