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21/03/15
Reflexão sobre as manifestações de domingo
Como foi bonito ver quase dois milhões de brasileiros cobrindo as ruas deste país de verde e amarelo no domingo. Tudo na mais alta civilidade, todos em busca de um governo sério, de melhorias para todos, o afastamento da corrupção.
A presidente Dilma Rousseff sentiu. Acho que ela esperava que as manifestações fossem perdidas, desacreditadas em meio a badernas, mas desta vez não aconteceu. Não aconteceu porque as badernas eram patrocinadas, lembram? Desta vez foi só o grito de democracia, alto e claro.
Não teve coragem de falar à nação naquela noite. A última vez que tentou tal façanha sendo já tão desacreditada pelo povo um panelaço encobriu sua voz e para evitar mais constrangimentos enviou dois dos seus. Dilma tem sido vaiada por onde passa e agora evita muita exposição. Isto é muito constrangedor para qualquer um, imaginem para uma mulher (por que acreditem, a presidente é uma mulher).
Mas no domingo mandou dois dos seus falarem no lançamento de medidas contra a corrupção, um pacote contra a corrupção. Uai, mas isto não era para ter sido anunciado em janeiro?
O governo chegou a um ponto que não tem mais saída, não adianta falar em conversar. O povo não quer mais ouvir. Quer atitudes com resultados rápidos e positivos, senão é mesmo o impeachment. E o Lula? Ora, o Lula! Este, além de aconselhar a presidente que acabou apresentando nesta quarta-feira as mesmas medidas do ex-presidente quando do Mensalão, fica na tocaia, à espera de voltar ao poder com direito ao trono novamente.
"Fora Dilma e leve o PT com você!" "Lula Cachaceiro devolva meu dinheiro!" "Nunca seremos vermelhos, nunca". Somos verde e amarelo e as ruas mostraram com seu grito que esta é a cor que pretendemos ser pra sempre, que extirparemos o câncer da corrupção do útero do Brasil, que gente como ela, Lula e tantos outros e até mesmo nosso representante itaunense, Eugênio Pinto, não queremos nunca mais.
 
14/03/15 
É triste ver que somente 7 anos depois o caso dos computadores da Prescon está caminhando e os suspeitos de alguma incorreção no uso do dinheiro público interrogados.
Tenho uma tristeza muito grande quando me lembro do que passamos nos mandatos de Eugênio Pinto. Uma boa parte da população achava ele o máximo, tanto que foi reeleito. Assim como o amor que muitos ainda sentem pela Dilma que os cega, deixa burros, ainda que ela cuspa na cara deles, mas que os afague em seguida, tudo é perdoado.
Com Eugênio era assim. A gente falava e ninguém acreditava. Defendiam o menino negro e pobre que virou prefeito. Pessoalmente comecei a avisar a maneira de agir do PT nacional sempre que um prefeito petista era eleito. Foi como se eu tivesse visto numa bola de cristal. Tudo igual eu avisara, mas quem escutou?
Por isso no caso destes inúmeros processos que Eugênio e Cia respondem acho que outras pessoas deveriam responder também, digamos pela omissão. Estes, na minha opinião, são os vereadores. Quando é que vão parar de pensar que ser vereador é assinar um ou dois projetos, nomear ruas e indicar títulos? Tem coisa pior que indicação de vereador? Dá a impressão que o prefeito e sua equipe não sabem o que fazer, não conhecem a cidade. Vereador  tem que ficar pedindo capina, conserto de alambrado, asfalto, poste, sei lá mais o quê? Foi para isso que foram eleitos? Nos representar é isso? Ô prefeito manda capinar na  rua tal. Olha lá o alambrado tal. Ora... Nada disto. Trabalho de vereador é discutir todos os problemas da cidade e criar leis que ajudem a melhora-los para todo mundo viver melhor. Trabalho de vereador é ver quanto temos de recursos e como eles estão sendo usados. Não é só lembrar disto quando alguém começa a reclamar, a gritar a quatro ventos que alguma coisa está errada.
Vejam, meus leitores que absurdo. Quantos vereadores vocês apostariam que estão lendo o aqui escrevo? Talvez um, o Nilzon Borges, único que tem assinatura da GAZETA. Porque não se importam. Quer meio mais legal de usar para ajudar na fiscalização do Executivo, de apontar os problemas da cidade que jornal? E quantos vereadores têm assinatura de jornal na Câmara? Não da GAZETA, de todos os jornais? Pelo preço de uma assinatura, pela bagatela anual, eles deveriam assinar todos, ler com atenção, dar credibilidade para notícias, verificar sua veracidade.
Mas não, preferem ir para as ruas, atrás de uma ou outra rua que pode nominar com o pai daquela família enorme que lhes dará 15, 20 votos. Projetos de lei mais ou menos, indicações. Assim os quatro anos vão passando, o tempo acaba e não fizeram nada. Nada mesmo, nada que mereça seus nomes em uma  rua no futuro.
Se no mandato que denunciamos este contrato (veja na página 3), em 2007, a nobreza estivesse se informando melhor, o contrato teria sido discutido, se a nobreza conseguisse tempo para tal. Talvez a gente não tivesse perdido tanto dinheiro com tantos contratos estranhos se a nobreza estivesse mais atenta. CPI? Tá criaram umas três ou quatro. E de que valeram? Mas não precisava chegar em CPI. Era impedir antes da coisa feita. De que adianta CPI depois que o dinheiro se foi?
Na verdade o Eugênio fez o que bem quis da Câmara, sinto muito ter que falar isto, mas é o que é. Ninguém fazia nada. Discutiam brigavam, mas impedir, não impediam.
Ele fez, quebrou a banca e daí? Alguém agora vai lá tomar dele de volta? Nem é obrigado a devolver! Fez de bobos todos os vereadores, até os seus aliados que o ajudaram e nem levaram sua parte para compensar o mal feito