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15/04/17
"O governo não pode parar. Às vezes, os conceitos mais singelos da administração pública são esquecidos. Então, digamos assim: o Executivo executa, o Legislativo legisla e o Judiciário julga. E cada um vai exercendo suas funções. Nada deverá paralisar a atuação governamental" disse o presidente da República, Michel Temer.
É realmente uma pena que mais uma denúncia abala a reconstrução deste país. É preciso sim que o Judiciário exerça seu papel, mas até lá, precisamos dar continuidade aos trabalhos, até porque é uma denúncia e não apresentação de provas contra qualquer um dos políticos da lista do ministro Fachin, relator da Lava Jato. Se cada vez que um nome for apontado em uma delação premiada a Câmara Federal e o Senado pararem nunca vamos aprovar as reformas necessárias para o Brasil voltar a crescer. Penso que uma denúncia vindo de pessoas que estão encrencadas até o pescoço como os executivos da Odebrecht, que procuram valorizar ao máximo sua delação, citando uma infinidade de nomes, não é confiável. Como confiar nestes executivos da Odebrecht depois de conhecermos os esquemas de corrupção de políticos para conseguirem contratos milionários que montaram em diversos países?
Não, não acho que seja bem assim. Confesso que escrevo aqui sem a pretensão de me mostrar expert no assunto. Longe disto. É tanta coisa que a gente ouve que cabeça até roda, sente náuseas, calafrios, dor, pena de nós mesmos. Falo como uma pessoa qualquer, dando opinião do pouco que penso entender. Mas não consigo confiar em quem conseguiu montar uma esquema de corrupção deste tamanho, com tanta organização que se não fossem as trapalhadas do Partido dos Trabalhadores, penso eu que esta corrupção toda nunca teria sido descoberta. Mas acho que apenas alguns serão condenados, seja por inocência ou falta de provas.
Ouvi pela TV, em um vídeo da delação do Marcelo Odebrecht, que ele nem sabe se algumas doações eram legais ou caixa dois, já que até pouco tempo doação de empresas para campanhas era legal.
Então acho que o melhor é continuar o trabalho, buscar alternativas para sairmos da crise e deixar o Judiciário trabalhar, como bem disse o presidente. Os juízes condenarão ou não cada um destes nomes se acharem convincentes as provas que terão em mãos. Mas repito, até lá, voltemos aos trabalhos.
A crise que o país atravessa, a financeira, precisa de solução urgente. Precisamos de investimentos nas mais diversas áreas, os salários precisam voltar a serem pagos em dia, as aposentadorias não podem deixar de cair na conta no momento que os aposentados mais precisam, como no Rio. Os policiais, de todo o país, mais principalmente os de São Paulo precisam de salários dignos. Revoltante saber que muitos deles não têm nem o que comer em casa, o que dar aos filhos o mês inteiro.
E precisamos saber distinguir fatos de boatos. Quem está nas redes sociais precisa ter mais cuidado com o que lê e compartilha. Mais que notícias, as redes são fábricas de inverdades com o objetivo de controlar a sociedade. Uma espécie de Grande Irmão. Há nelas pessoas, profissionais, com o intuito de nos atiçar contra o inimigo, mas o inimigo delas, não é necessariamente inimigo nosso também.
 
08/04/17
Itaúna com problemas de cidade grande
Tenho certeza que foi um choque para todos os itaunenses que ouviram o delegado regional de Polícia Civil, Leonardo Pio, dizer que Itaúna foi neste ano a cidade mais violenta da região Centro-Oeste. Pessoalmente ouvir isto me abalou muito. Eta saudades da cidade de antigamente! Tenho pena dos nossos filhos que não podem sair pela cidade como nós, já com vividos 50 anos, podíamos fazer. Andar pelas ruas de madrugada, saindo de clubes, sem se preocupar com assaltos, estupros, assassinatos. A gente conhecia todo mundo, sabia quem era cada um, ainda que somente de vista. Mas a cidade cresceu e trouxe problemas de cidade grande junto. Podemos achar normal, esperado? Crescer nos obriga a ter como coisa comum estas disputas do tráfico, esta onda de assaltos? Será que faz mesmo parte do crescimento ou é apenas consequência do abandono do Estado?
Alguém já tinha ouvido a palavra bullying? Pois é, hoje a gente ouve todo dia, o tempo todo. E alunos tocando fogo em colegas de escola? Pois é, tem também. Agora aqui também tem homem que não se conforma com a separação no casamento e mata a ex-esposa. E incêndio criminoso em ônibus? A gente só via em telejornal. Agora Itaúna tem isto também. Explosão de cofres e caixas eletrônicos? Tem! Isto está mesmo acontecendo?
Ver um monte de viaturas na cidade, até helicóptero da PC, a gente um dia imaginou que veria?
Muito triste ouvir um delegado nos dar esta informação. Ficamos algum tempo como a cidade mais violenta do Centro-Oeste. Triste, muito triste.
 
Falta de iluminação no bairro Piedade
Por causa deste desassossego que hoje vivemos diariamente com a criminalidade, recebemos ligação de moradores do bairro Piedade, da rua Padre Waldemar, que reclamaram de duas lâmpadas queimadas há vários dias. A pessoa que nos ligou teme pela segurança de todos na rua, principalmente daquelas pessoas que necessitam circular à noite. Iluminação pública melhora a sensação de segurança e inibe criminosos.
 
Sobre motoristas e trocadores
Finalmente foi aprovado o projeto que obriga a Autotrans a admitir cobradores na empresa. Não é certo fazer o motorista ter que prestar atenção em outra coisa que não seja o trânsito. E quanto recebe um trocador para a empresa fazer esta economia, mesmo colocando em risco a vida de usuários e outros motoristas na cidade? Menos de mil reais mensais. É mais que comum a gente ver coletivos em alta velocidade porque o motorista tem que cumprir horário de trajeto como bem disse o Marcinho Hakuna e então mal dá para parar para fazer as vezes de cobrador. É muita ganância das empresas que fazem isto, não é?
Se a lei não permite o uso de celular por um motorista para não haver distração, como pode permitir que ele tenha que se concentrar em duas atividades ao mesmo tempo?
 
 
25/03/17
A cobrança da taxa de lixo está trazendo cada vez mais insatisfação à população de Itaúna. Por mais de uma vez, aliás em dezenas de vezes, foi explicado que a taxa não foi criada no governo de Osmando e que tem sua obrigatoriedade em todo o país. Mas a revogação da taxa foi usada pelos candidatos a prefeito adversários como bandeira de suas possíveis futuras administrações. Todos, com exceção de Neider Moreira (que no fundo sabia que tinha grandes chances de se eleger e não poderia administrar sem este recurso) falaram em revogar a taxa, talvez até mesmo por desconhecimento da obrigatoriedade.
Esta taxa derrubou Osmando. Esta taxa foi motivo de manifestações na Câmara de Vereadores, nas ruas e nas redes sociais. Durante a campanha eleitoral, então! Todo mundo pedia a saída de Osmando "que tinha criado a taxa do lixo".
Mas Neider não. Ele não falou em revogar a taxa, falou em estudar uma forma mais justa para sua cobrança. E o que aconteceu? Nada. A população que fez campanha mais contra a taxa do que defendendo a candidatura de Neider, hoje está decepcionada. Neider não revogou a taxa, não estudou forma mais justa para sua cobrança. Aumentou o valor da taxa! Em quase 10% e para justificar o diretor do SAAE disse na Câmara que é um reajuste menor que a inflação do período de 15 meses (?). Mas não era para mudar o modo de cobrança para ser mais justo?
O Neider também demonstrou que não ficou muito satisfeito pelo fato do ex-prefeito Osmando Pereira da Silva ter dado reajuste no valor da tarifa do transporte público. Osmando bem que tentou sair sem mais esta obrigação negativa, mas foi chamado à razão pelo Ministério Público. Permitiu o aumento mas deixou bem claro que seu ato poderia ser revogado, este sim, poderia ser revogado. Mas o que aconteceu? NADA.
Mas ainda não vimos manifestações nos semáforos contra este aumento da tarifa de lixo. O que aconteceu? Onde estão os "defensores" do povo itaunense? Torceram tanto por mudanças e agora vão mudar também? Vão deixar de lado as manifestações?
 
Gostei da Daniela, viu?
Gostei de ver, ou melhor ouvir a Daniela, uma cidadão que participou da Tribuna Livre esta semana na Câmara. Sem muito rodeios ela falou, e fala muito bem, sobre certas ironias, comuns em alguns políticos.
Mesmo discordando da taxa de lixo lembrou que um vereador pediu, durante reunião da Câmara, que o prefeito Neider Moreira suspendesse o aumento na tarifa da taxa de lixo "para não onerar o bolso do itaunense". Daniela deu a resposta na lata. Disse que não parecem tão preocupados assim os vereadores em onerar o cidadão já que recebem muito bem e ainda arranjaram mais um salário, o 13º, recursos que poderiam, como ela disse, resolver a falta de um mamógrafo na cidade. Depois sugeriu que os vereadores disponibilizassem seus telefones e carros para atender quem precisar de socorro médico de madrugada já que votaram a favor de Itaúna dividir o atendimento do Samu em Itaúna com outras três cidades. Também acho, Daniela!
 
 
18/03/17
Ainda não foi divulgado oficialmente se será feita e como será feita a terceirização que pretende o prefeito Neider Moreira da coleta de lixo e limpeza pública.
A coleta passou por anos terceirizada durante o governo de Eugênio Pinto e não era eficaz. Sempre com muitas reclamações da população, coleta mal feita, falha e um serviço caro demais para os cofres públicos. Na administração de Osmando os cooperados da Cooperativa de Reciclagem e Trabalho, a Coopert, passaram a fazer mais que receber o lixo reciclável e separá-lo para depois vender para a indústria. A Coopert passou a trabalhar todo o processo desde o seu recolhimento, passando pela separação, prensa e venda. O salário dos cerca de 80 cooperados chegou a mais de 3 mil reais mensais.
A própria Coopert fez oferta para continuar com o trabalho mas parece não ter agradado a administração municipal que alegou custo ainda muito alto.
Oficialmente não se sabe muita coisa, apenas que é decisão tomada e ponto. O prefeito convidou os vereadores na semana passada para uma reunião em seu gabinete, a primeira desde que assumiu o cargo, e fez a comunicação. Disse que uma planilha dos custos reais está sendo feita e será apresentada.
Para a imprensa, apesar da importância do assunto, nada foi comunicado sobre a decisão. O prefeito Neider não é muito de coletivas, cafés com a imprensa. O único convite foi na apresentação do secretariado, no início de janeiro.
Claro que os custos devem ser muito bem pensados, estudados, para este ou qualquer outro serviço a ser prestado pela administração pública. Mas deve-se chegar a um acordo para que os cooperados da Coopert não tenham redução em seus salários e voltem a ser meros separadores do lixo reciclado.
Com o modelo que vinha sendo adotado Itaúna e a Coopert foram destaque em todo o país pela eficiência na coleta do lixo. A reciclagem feita na cidade, em tempos de muita preocupação com o meio ambiente, levou representantes itaunenses a várias cidades do território nacional fazendo palestras, recebendo prêmios. Com o trabalho desenvolvido pela Coopert toneladas de lixo deixam de ir para o aterro sanitário, aumentando seu tempo de vida e colaborando com o meio ambiente.
Não se sabe ainda a quem será entregue a responsabilidade do trabalho da coleta de lixo, varrição de ruas, capina etc. Concordamos que o SAAE não é o órgão certo para absorver o serviço, mas achamos que trazer uma nova empresa para recomeçar um trabalho que vem dando certo, sendo destaque em todo o país, é andar para trás.
Prefeitura e Coopet precisam chegar a um acordo para que o trabalho já desenvolvido melhore ainda mais, e não que venha a ser entregue a uma empresa que vai recomeçar tudo de novo e sabe-se lá, vai levar quanto tempo para familiarizar-se com o serviço, sem prejudicar a população de Itaúna.
 
 
11/03/17
Muitas críticas foram feitas ao discurso do presidente Michel Temer no dia internacional da mulher. O discurso foi considerado por muitos como infeliz porque o presidente deu destaque para a profissão doméstica da mulher. Falou que ela é responsável pela criação dos filhos e pela educação dada a eles e até por ela dominar os preços do supermercado. Mais um desastre do "politicamente correto", isto sim. Não entendemos porque é ruim elogiar a mulher que lava, passa, cozinha, vai ao supermercado; não entendemos porque isto diminui sua capacidade. Pelo contrário. Além de deter cargos de grande relevância pelo mundo afora em empresas, serem boas como profissionais liberais, capazes de criar cura para doenças, escrever, dirigir filmagens, construir grandes obras, capacitadas para cargos eletivos (exceção para Dilma Rousseff), tudo que exige competência, ainda são boas domésticas. E o que há de se envergonhar por isto? Nada mais gratificante que comandar uma grande empresa, dezenas de funcionários e ainda arranjar tempo para ser mãe. A mulher tem esta capacidade. Dá conta da responsabilidade de ser uma profissional capacitada na área que escolheu e ainda consegue saber os preços praticados nos supermercados. Nada demais. Pelo contrário, mais uma de suas muitas facetas.
Entendemos que a mulher é desrespeitada quando é sequestrada, morta pelo ex-namorado, tem seu corpo desaparecido e não lhe dão nem a chance de ser enterrada e seu assassino, já condenado, é alvo de fãs que querem tirar selfie com ele. Isto sim, é desrespeito, cometido por estes tolos que idolatram um assassino e pelo ministro Marco Aurélio Mello que proporcionou esta desfaçatez com a mulher. Tudo isto fruto de uma legislação ultrapassada, que não defende a vítima, que tem vários gatilhos para acionar a liberdade de um criminoso. Por isto que, pelo menos 10 mulheres foram atacadas, até mortas, enquanto escrevemos este texto. Em Itaúna, foi morta, neste momento, Josiane Lança.
Achamos que cozinhar, lavar, limpar, cuidar de marido e filhos, do cachorro, do papagaio, da horta, não é nenhuma desonra, mesmo que esta mulher opte por não trabalhar fora de casa. Só mais uma capacidade que a mulher tem, além de ser médica, executiva, deter cargo eletivo, pintar e qualquer coisa que quiser, até ser dona de casa.
 
Decretos
Muita gente aplaudiu a decisão do prefeito Neider Moreira de determinar que os servidores que conquistaram seu direito ao apostilamento depois de alguns anos em cargos comissionados, cumprissem oito horas de trabalho diárias. Como todo servidor deve cumprir 8 horas diárias, Neider achou por bem que estes servidores apostilados também cumpram a mesma carga horária de todos.
Outra determinação do prefeito foi colocar servidores concursados em cargos nas áreas para as quais prestaram concurso. Há anos, desde o escândalo do concurso onde pessoas com escolaridade universitária prestaram concurso para cargos de mínima escolaridade, para garantir sua aprovação, que este jornal defende que trabalhem nos cargos que escolheram nas suas inscrições.
Quem passou em concurso para o cargo de serviços gerais, por exemplo, achando que vai ficar a vida toda trabalhando em cargo comissionado e assim garantindo salário mais alto e trabalho melhor, hoje está prestando serviço onde optou por fazer concurso. Justíssimo, é a opinião do jornal GAZETA! Quando um profissional liberal opta por um cargo que só exige curso primário em um concurso, está tirando a oportunidade de quem realmente só tem curso primário e que, na maioria das vezes, tem aquela como única chance de conseguir um emprego estável. Justo que trabalhe na profissão que escolheu.
 
25/02/17
Nepotismo?
Bastou a nomeação da nova secretária de Educação, Alessandra Nogueira, para que o assunto nepotismo viesse à tona novamente em Itaúna. Neider Moreira empossou para secretário de Saúde um sobrinho seu que, apesar da discussão provocada na época, não havia ilegalidade já que, por ser cargo de confiança e, se ele tem confiança no profissional que o sobrinho representa, nada a questionar. Mas, a nomeação da secretaria de Educação já é diferente. Ele é esposa do procurador do Município, Jardel Araújo, e esta escolha de Neider pode provocar questionamento pelo Ministério Público. Muitas empresas, na verdade em sua maioria, não contratam parentes, esposas ou maridos de funcionários. O argumento é que um sempre pode acobertar o outro em algum problema. Vamos ver como serão os acontecimentos na próxima semana sobre este assunto.
 
Passeios
O vereador presidente da Câmara Municipal de Itaúna, Marcinho Hakuna, disse na reunião desta semana que no centro da cidade são muitos os passeios que fazem o transeunte preferir se arriscar na rua do que transitar sobre tanto buraco. Não é a primeira vez que este assunto é abordado aqui.
As pessoas gostam de discutir, pregam políticas de melhoria de qualidade de vida, gostam de usar palavras da moda nessas discussões mas não sabem aplicá-las no dia a dia e a acessibilidade é uma destas palavras de moda, mas que na prática passam longe da realidade. Com a lei que obriga que passeios, entrada de prédios e todo tipo de construção tenha rampas para facilitar que cadeirantes e pessoas portadoras de deficiência que dificultam sua locomoção, muitos locais sofreram modificações e viraram verdadeiras aberrações. E não somente para pessoas com movimentos limitados, mas para toda a população, indiferente da idade, que corre o risco de se machucar nas armadilhas que são muitos passeios. Em vários destes locais, adaptados para dar acessibilidade, as rampas são tão altas, íngremes, que cadeirante só consegue subir se alguém empurrar a cadeira.
Os passeios precisam de uma legislação para sua construção, se isto puder ser feito. Cada dono de imóvel constrói seu passeio sem se preocupar em dar continuidade ao passeio do vizinho. Tem prédios, novos, já construídos depois das exigências de acessibilidade, que têm até degraus na sua rampa para entrada de garagem, não de cadeirante; ou seja nenhum cadeirante consegue passar por ali, nem com ajuda. Passeios devem ser construídos para as pessoas caminharem com segurança; deveriam ser contínuos e planos.
É preciso ter coragem e criar uma lei que obrigue que os passeios que trazem perigo aos transeuntes sejam reconstruídos e que tenham manutenção obrigatória.
 
 
18/02/17
A proposta de tirar dúvidas dos vereadores sobre a municipalização do trânsito em Itaúna foi um desastre. A gerente Cíntia Valadares não parecia estar preparada para responder as questões. Discutiu com o vereador Toinzinho acerca da porcentagem do Fundeb na distribuição dos recursos do IPVA, que disse que não vem deste imposto, falou em números mirabolantes, disse que o projeto tirava a PM do trânsito para cuidar mais da segurança, mas depois fala em convênio com a mesma. Um desastre total e pior, falava como se estivesse lidando com crianças, e não com vereadores que sabem o que estão discutindo. Chegou a ser irônica, principalmente com o vereador Alexandre Campos, num claro desrespeito à Casa que a convidou. Ao fim, disse que se o trânsito tivesse solução estaria no céu. Tentou vender seu peixe, mas parece que não será comprado.
 
A Prefeitura de Itaúna tentou coibir na marra o trottoir das garotas de programa na Praça da Estação. As reclamações dos moradores, que em sua maioria vivem ali a vida toda, eram antes apenas por causa da prostituição que constrange até mesmo homens que passam por ali porque muitos são abordados pelas mulheres. Mas um problema se juntou a outro: o consumo de drogas. Moradores reclamam que mesmo à luz do dia, jovens são vistos nas imediações do Museu Municipal consumindo drogas. Segundo eles, a polícia quase nunca passa pelo local e, se acionada, quando chega os usuários de drogas já foram embora. Depois de tanta reclamação, reunião com vereadores e a conclusão do presidente da Comissão de Direitos Humanos, vereador Lucinho de Santanense, de que não existe solução para o caso, a Prefeitura de Itaúna foi ao local e simplesmente arrancou os bancos, na certeza de que, sem bancos, sem prostituição.
Na opinião do jornal foi um ato extremo e desnecessário. Arrancar os bancos, gerar mais despesas para o Município, sem falar que estes bancos eram doados por empresários que tinham ali suas publicidades, de nada adiantou. Na quarta-feira, uma das mulheres foi vista carregando seu próprio banquinho.
Não é precisa tirar as mulheres, os usuários de drogas do local. São muitas as maneiras de fazê-los sair por vontade própria. Se hoje causam constrangimento aos moradores, que sejam eles os constrangidos com ações simples.
Além das câmeras de vídeo e melhor iluminação como está sendo proposto pelo Poder Público, ali seria um lugar excelente para feiras de verduras e legumes dos produtores familiares e de artesanato. O lugar é aprazível e caberia muito bem estas duas feiras. O povo precisa ocupar a praça e dela usufruir da melhor maneira possível. E não tem que esperar as mulheres saírem de lá. Se o povo ocupa a praça, elas perdem seu espaço. Simples assim. Os "fregueses" terão que ter muita cara de pau para contratar seus serviços ali, na frente de senhores, de crianças e câmeras.
Ali é naturalmente um espaço de cultura com o museu e a biblioteca, basta fazer a coisa certa. Quanto a shows é preciso ter cuidado para não criar um novo problema porque, segundo os moradores à noite, após 21, 22 horas não há mais movimento de mulheres no local. Se derem espaço para movimentos musicais é preciso que seja em horário que não prejudique os moradores, e que mesmo durante o dia, não seja com música alta para não repetir o sofrimento que os moradores perto do Mercado Municipal passaram com o pagode que era realizado lá aos sábados. Tudo na dosagem certa para dar certo.
 
11/02/17
As cenas acompanhadas pela população brasileira nos últimos dias sobre a "greve" dos militares no estado do Espírito Santo chocam. O estado virou literalmente uma baderna, coisa que não se vê nem em guerras. Assistir gente de "bem" invadindo lojas, saqueando, ver bandido dando tiro para o alto em plena luz do dia, é aterrorizante. E os militares continuam presos dentro dos quartéis, "impedidos" de saírem para cumprir sua obrigação de patrulhar as ruas.
A população entende o que sofre a polícia neste país. É solidária. Conhece a miséria que recebem como salários, muitas vezes atrasados. Sabe da precariedade de seu equipamento de trabalho, coletes remendados, quartéis caindo aos pedaços, viaturas sem gasolina ou sem manutenção. Até hoje, em 2017, já foram mortos 50 policiais nas mais diversas situações, mas todas por um único motivo: eles eram policiais. O policial tem que se esconder, como se se envergonhasse da sua farda. Sua família vive com medo.
A população entende tudo isto, mas por que tem que ser punida? A sua segurança já é deficiente e agora é colocada a mercê do bandido, nua, de mãos e pés atados?
As mulheres destes policiais estão cegas, surdas? Por que não vão fazer barulho na porta da casa dos governantes, ou de seus gabinetes, impedir que eles voltem para suas casas ou que saiam delas? Por que não vão diretamente atrás dos culpados, dos verdadeiros culpados? A população é tão refém de tudo isto como eles.
Que os governos se comprometam a resolver estes impasses para que possamos viver em "paz". Não podem ceder, mas têm que se comprometer. Os militares devem voltar ao seu trabalho para coibir a festa que os bandidos têm feito e aí, sim, os governos dos estados devem discutir com seriedade, com vontade de resolver e solucionar. Sempre aparece dinheiro para as coisas mais mirabolantes! Só as mordomias que os políticos em exercício e os que já se aposentaram têm, já dava para dar uma vida mais decente para os militares e professores. Nem é preciso falar da pensão paga aos filhos dos presidiários... O que falta é a distribuição correta dos recursos.
 
Pedro Alberto Junior usou a Tribuna da Câmara esta semana para falar do concurso público da Prefeitura no ano passado. Apontou as mais diversas irregularidades, a falta de profissionalismo da empresa responsável. E ele está certo. Foi muito mal feita a licitação que teve duas retificações. Claro que licitação não escolhe vencedor, mas aponta e, de alguma forma, esta licitação permitiu que uma empresa amadora como aquela vencesse a concorrência. Pessoalmente entrei em contato com a empresa, porque tive acesso a uma apostila. Entrei em contato para reclamar os erros contidos na apostila. Erros grosseiros na formulação das questões, primários mesmo. Falei na assessoria de Comunicação sobre estes erros, mas ficou por isto mesmo. Acho que se era para ser sério, deveria ser sério. Até a matéria, release que divulgou o concurso, tinha erros que embolavam o meio de campo. Mais uma vez chamei atenção e foi preciso até comunicar ao chefe de Gabinete da época, Fábio Gonçalves, sobre o que estava acontecendo. Eram tantos problemas que mereciam ser tratados com mais vagar, solucionados para que hoje aqueles que se esforçaram, estudaram, se dedicaram, sejam respeitados no seu direito ao trabalho. Porque teve um mal feito no caminho que o MP não vai deixar passar.
 
04/02/17
A morte de Marisa Lula
No momento que foi anunciada a internação da ex-primeira dama do Brasil, Marisa Letícia, a maioria dos brasileiros, independente de partido político, coxinhas e mortadelas, ficou consternada pelo sofrimento que se iniciava. Talvez um ou outro torcesse pela sua morte, sentisse aí um modo de se vingar do que o casal, a família inteira, vem sendo acusada pela Operação Lava Jato, mas a maioria, a grande maioria, não desejou nada mais que o sofrimento de todos eles cessasse.
Mais triste ainda que a tragédia que se abateu sobre a família Lula foi ler nas redes sociais mensagens rancorosas de pessoas que não conseguem se consternar com o sofrimento alheio, seja ele de quem for.
Claro que todos sabem que dona Marisa deveria ser julgada com toda sua família na sua responsabilidade nos conteúdos das denúncias que foram e ainda estão sendo feitas à Lava Jato. Claro que ela merecia pagar pela sua participação na corrupção. Mas ninguém deve desejar que o desafeto morra, desejar que a família, amigos sofram. Mas, se a justiça dos homens não alcançou dona Marisa, a de Deus, que não erra em Seu julgamento, se assim achar que ela merece, vai dar a ela o castigo justo pelos seus crimes.
Lula e sua família estão sofrendo demais e ninguém merece tanto sofrimento. Até o ato generoso da doação de órgãos é mais um sofrimento. Esperar as 24 horas necessárias para ter a certeza da morte cerebral, receber condolências (recebeu dezenas delas, até de Michel Temer e FHC e não podia ser diferente), fazer os arranjos de velório, cremação etc, tudo isto é muito dolorido, com toda certeza.
Não se pode e nem deve acusar Sérgio Moro e a justiça pela sua morte. Claro que não. O aneurisma já existia e vinha sendo tratado. Claro que a tensão, a ansiedade pelo que vinha acontecendo pode ter acelerado o processo, mas tudo isto foi uma fatalidade. Não há de acusar ninguém e muito menos se alegrar com sua morte.
 
Orquídea
Pelo que foi dito na última reunião dos vereadores o projeto que pretende revogar a lei que instituiu a orquídea como flor do Município não vai passar. Até mesmo os vereadores da situação são contra. Exemplo do vereador Alexandre Campos que sugeriu que apenas seja retirada a obrigação de usar a flor nos impressos oficiais, o que é bem mais lógico, se é que tudo isto é apenas para trazer economia para os cofres públicos. Estão tentando fazer uma confusão com a opinião pública. A orquídea é flor símbolo, apenas isto, como o ipê amarelo é a flor símbolo do Brasil, mas não é usada nos impressos do governo federal.
Quando o ex-prefeito Eugênio Pinto assumiu, a lei já existia, mas a logomarca da sua gestão foram três bonequinhos, coisa muito usada na época por várias administrações brasileiras. Nada demais, apenas a flor é o que é, mas a identidade de cada administração é outra coisa.
Concordamos com a maioria dos vereadores, que há coisa realmente mais importante para o Legislativo debater, analisar, apresentar projetos. Mais uma vez, achamos que a orquídea deve ser deixada em paz.
 
28/01/17
Todo início de mandato traz polêmica. Sempre que começa, a nova administração tem todos os olhos voltados para sua atuação. Sejam os olhos da oposição, pronta para apontar qualquer erro, deslize, incompetência, desmando, sejam os olhos da situação, ávida para mostrar que estava certa em querer aquele governo para a cidade, estado ou país.
Começa pelos cargos a serem preenchidos. Quem sai fica revoltado, passa a atacar, mas se esquece que é assim que a coisa funciona, sempre foi e dificilmente vai mudar. E começam os ataques, a vigilância em busca dos erros que pretendem apontar e propagar. E as redes sociais são lugar certo para isto. E tem os mais incautos que vão compartilhando tudo.
Neider começou o mandato mexendo no lazer mais popular do povo, o carnaval. A justificativa é a crise financeira pela qual passam as prefeituras. Em algumas cidades ao redor de Itaúna a festa do Momo nem vai acontecer pelo mesmo motivo, falta de dinheiro, prioridades como saúde que é o tom do discurso de todos os prefeitos recém empossados. Na nossa opinião, não seria preciso cobrar dos blocos. O que vai ser arrecadado com isto é muito pouco para o barulho que está fazendo. Poderia, quem sabe, buscar apoio da iniciativa privada, buscar parcerias para a festa. Nisto a Iris Rodrigues era mestre.
Para agradar o povo, fazer esta lembrança da cobrança ser esquecida, mudar o rumo da conversa, seria resolver a tarifa do transporte coletivo que Osmando deixou brecha para ser modificada. Analisar, tentar deter o aumento e exigir melhor tratamento ao usuário. Não é fácil para as pessoas terem que se locomover todos os dias por meio do transporte coletivo. Por isso é preciso que os carros estejam sempre limpos, rodando de forma eficaz, sem transtornos de perda de peças pelo caminho, goteiras, com motoristas e trocadores gentis com a população que transportam. É preciso ver também o que vai ser feito com a taxa de lixo, uma das bandeiras de sua campanha.
Nos lembramos de uma coisa que falamos na administração passada e nada foi feito e que hoje o prefeito de São Paulo, João Dória, está implantando na sua cidade, os passeios corretos.
Andamos em algumas ruas da cidade e vemos como as pessoas são egoístas com seus passeios. Tem passeio que o dono inventa uma decoração que vira um perigo em dias de chuva. Por segurança a pessoa tem que sair do passeio e caminhar na rua. Outros transformam seus passeios em verdadeiras montanhas. Os poucos que têm acesso para cadeirantes são tão altos que é impossível um cadeirante sozinho passar por eles. Os passeios têm que ser uniformes, um dando continuidade ao outro. Do jeito que muitos estão não parece correto, prejudicam muito o transeunte. Quem deveria dar uma boa olhada nisto são os vereadores Anselmo e Gleisinho e ver o que legalmente é possível fazer.
Tem muito poste com lâmpada acesa 24 horas pela cidade. Ano passado foi disponibilizado um número de telefone para a população informar locais com este desperdício de energia elétrica, mas quase ninguém deve ligar para dar esta informação, até porque poucos são os que notam a luz acesa. O assunto merece uma fiscalização por parte da Prefeitura.
 
07/01/17
O ano começou em quase todos os municípios do país sob a administração de um novo governo. Em Itaúna, o prefeito eleito em outubro do ano passado, Neider Moreira e o vice de sua chapa, Fernando Franco, apresentaram a nova equipe de secretários. Nenhum nome sofreu rejeição da população, muito pelo contrário. Até o momento todos foram bem aceitos.
Conversando com alguns apoiadores da campanha soubemos que a normal contratação de pessoas para montar a equipe nas diversas áreas tem sido feita de forma previdente. Dizem que Neider não quer gastar muito com a folha e muitos cargos oferecidos não são lá estas coisas de salário. É que Neider pretende colocar os concursados que no governo passado ocupavam cargo comissionado, nas funções que defenderam em concurso público. Tem muita gente chiando, acostumada que está com bons salários e que esperavam que, em cargos comissionados, acabassem na moleza do apostilamento e assim ficariam eternamente com um bom salário. Nada mais justo se isto acontecer. A gente sabe que muitos servidores da prefeitura, acostumados em cargos comissionados, prestaram concurso para cargos com exigência de pouca escolaridade para garantirem vaga no governo. Quando alguém mais capacitado concorre desta forma, disputando vaga de exigência de baixa escolaridade, está tirando a oportunidade de alguém que realmente precisa e que só tem capacidade escolar para aquela vaga, normalmente pessoas de menor renda. Se quem for concursado for obrigado a trabalhar no que passou em concurso será justo, muito justo.
 
Vaias e insultos
No dia da posse, dia 1º de janeiro, algumas pessoas que estavam no complexo esportivo da Universidade de Itaúna vaiaram os vereadores que na hora da votação para a presidência da Câmara não votaram em Hakuna. As vaias irritaram o vereador Alex Artur que usou de novo o microfone e pediu às pessoas respeito pelo que representavam. Acontecem coisas bem parecidas hoje em dia em todo o país. Uma falta de respeito enorme por aqueles que detêm cargo público. Outro dia, no shopping Iguatemi, em São Paulo, o governador mineiro, Fernando Pimentel foi ofendido por um cidadão que, aos gritos, do lado de fora da loja, o ofendia, chamava de ladrão, disto e daquilo. Esta fúria do povo, agora em moda, contra os políticos investigados pela Polícia Federal, esta intolerância do povo com alguém que não vota naquele de sua preferência, é lamentável. Também não acho o governador o mais honesto, queria mesmo que ele fechasse a porta e desse tchau. Ele e muitos outros, muitos mesmo. Mas não acho correto que sejam ofendidos assim, desta forma, ameaçados pela população. A maneira de castigar um político é o voto, a indiferença até, quando estamos com eles sob o mesmo teto, mas há de se respeitar o cargo que ocupam. Se as pessoas nestas cargos são culpadas de corrupção, de erros graves, devem pagar com suas condenações. Senão tiverem seus castigos através da Justiça, que façamos nós esta Justiça, mas na base do voto.
Acabei me afastando do assunto Lequinho. Mas o que aconteceu na posse também foi imperdoável, os vereadores não mereciam ser vaiados por não votarem de acordo com a vontade daqueles que ali estavam assistindo. Afinal, os vereadores que votaram contra Marcinho Hakuna são, todos eles, Toinzinho, Lequinho, Gláucia e Otacília, pessoas de caráter exemplar, que sempre trilharam suas vias públicas de forma honesta. A sua opção de voto deve ser respeitada, assim como deve ser a opção dos outros 12 votos que elegerem Hakuna presidente. Respeito é bom, em todas as situações.
 
Que 2017 nos faça esquecer as coisas ruins de 2016. Vamos ter esperança de melhora na nossa economia, mais emprego, dinheiro no bolso de verdade. Vamos ter esta esperança de que tudo vai dar certo. Mas uma coisa só depende mesmo da gente. Precisamos ter mais amor, mais tolerância. Não pertencemos nem temos sob nossa posse ninguém. Duas tragédias familiares neste ano novo marcaram nossas festividades, mas um cavalo veio para nos mostrar que amor é tudo, é essencial nas nossas vidas. Amor e respeito. Bom 2017 para todos vocês.