A Secretaria Municipal de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica, alerta sobre a identificação de casos suspeitos de Síndrome Mão-Pé-Boca em instituições de ensino da cidade, o que caracteriza um surto em pelo menos uma creche municipal. É fundamental que todas as escolas e creches estejam atentas para a detecção precoce de novos casos e adotem medidas de prevenção e controle imediatamente.
O que é a Síndrome Mão-Pé-Boca?
Essa é uma doença viral contagiosa, causada principalmente por vírus da família Enterovirus (como Coxsackie A16 e Enterovirus 71). Embora seja mais comum em crianças menores de 5 anos, pode afetar pessoas de qualquer idade. Os sintomas mais frequentes incluem:
- Febre;
- Lesões na pele (manchas ou bolhas) nas mãos, pés e nádegas;
- Úlceras ou aftas na boca, que podem causar dor ao engolir;
- Mal-estar geral, perda de apetite, e em alguns casos, vômitos ou diarreia.
A doença geralmente é leve e autolimitada, com recuperação em 5 a 7 dias. O principal risco é a desidratação, especialmente em crianças pequenas.
Medidas de Prevenção e Controle nas Escolas
As instituições de ensino devem implementar as seguintes medidas:
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Usar álcool em gel quando não houver água e sabão disponível.
- Higienizar as mãos após trocar fraldas, usar o banheiro, assoar o nariz, tossir ou espirrar.
- Limpar e desinfetar superfícies e brinquedos compartilhados diariamente.
- Evitar o compartilhamento de talheres, copos, toalhas e outros objetos pessoais.
- Afastar imediatamente crianças e funcionários que apresentarem sintomas, mantendo-os em casa até que as lesões desapareçam (geralmente 5 a 7 dias).
- Assegurar o descarte adequado de fraldas e lenços em lixeiras com tampa.
- Informar a comunidade escolar sobre a importância da higiene das mãos, mesmo após o desaparecimento dos sintomas, pois o vírus pode continuar a ser eliminado nas fezes por semanas.
- A amamentação não deve ser interrompida, pois não aumenta o risco de transmissão.
Notificação
Se houver dois ou mais casos na instituição (surtos), é obrigatória a notificação imediata à Vigilância Epidemiológica para acompanhamento e orientação.
A Secretaria Municipal de Saúde enfatiza que a colaboração de todas as instituições escolares é essencial para conter a disseminação da doença e proteger a saúde das crianças, profissionais e famílias.
Para dúvidas e notificações, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica pelo telefone (37) 3249-9825 ou pelo e-mail [email protected].
Autor: Redação